Playlist

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pontos corridos ou Mata-Mata?

As finais emocionantes desse campeonato brasileiro acirram a discussão de qual é o melhor sistema para o futebol brasileiro... o Campeonato de pontos corridos ou o mata-mata? Uma das coisas que eu mais tenho pavor na crítica é essa dualidade. Ou pontos corridos ou mata-mata... quem defende um odeia o outro.

Essa postura ridícula impede que se curta o melhor dos dois mundos. Os campeonatos de Pontos corridos valorizam todas as rodadas. Nele você pode planejar a conquista traçando pequenas metas a cada conjunto de jogos. A tabela divulgada com antecedência lhe permite isso. Pontos corridos permitem que os clubes trabalhem a formação do atleta, possibilitam que se lancem jogadores, pois em geral, os pontos corridos são adotados nos campeonatos nacionais e são longos. Premiam a regularidade e em geral, não pairam dúvidas sobre o merecimento de seus campeões.

O mata-mata é o imponderável. A decisão em cada jogo! Um teste de nervos para grandes torcidas e a grande chance para atletas de clubes menores. 120 minutos de batalhas épicas tornam essa fórmula uma autêntica fábrica de heróis e vilões. São campeonatos vibrantes, em geral são as copas dos países europeus. Desenvolve nos atletas a garra e o espírito de luta, o amor ao esporte,

No Brasil, tradicionalmente temos além da Copa, o Campeonato e o Regional. Temos então, espaço para todas as fórmulas. Porém ainda há a discussão de que campeonato de verdade é o de pontos corridos. Ou o mata-mata é que traz emoção. Novamente os clubes seus dirigentes e a crônica focam na causa e não no problema. Enquanto perdemos tempo discutindo fórmulas, os times chegam no final do campeonato com pelo menos 2 atletas importantes afastados por contusão séria, alguns no elenco tomando injeção pra dor antes de entrar em campo e aqueles que jogam "no sacrifício" pois o campeonato já está acabando mesmo!!!

Planejamento, nem pensar... depois reclamam que a falta de resultado leva a demissão de técnicos e de jogadores.

Marcelo Alves Bellotti

Nenhum comentário:

Postar um comentário