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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Reflexão de Natal


Fim de ano, especialmente o Natal é uma época de reflexão. Pensar em tudo o que aconteceu não somente no último ano, mas também em anos anteriores. É comum pensarmos nas passagens de ano como novos ciclos em nossa vida, o que nos dá capacidade de renovar e de inovar.

No futebol, propriamente dito estamos em um período pré Copa do Mundo, com um grande evento mundial no Brasil marcado para 2013, a Copa das Confederações e finalmente em 2014 teremos o maior evento mundial do futebol no planeta, a Copa do Mundo.

O prestígio internacional do futebol Brasileiro está extremamente baixo na seleção nacional. Atualmente o Brasil encontra-se na medíocre 18ª posição, atrás dos sul americanos Argentina (3º), Colômbia (5º), Equador (13º) e Uruguai (16º). Muitos tentam explicar o fato dizendo que o Brasil não disputa torneios oficiais, como as eliminatórias por exemplo. Mas em 1997 a equipe brasileira também não disputou as eliminatórias e seguiu liderando o ranking da FIFA.

Em contrapartida, os clubes brasileiros estabelecem um paradoxo com a seleção. Todos os campeões dos torneios sul-americanos em 2012 foram brasileiros. O Santos ganhou a recopa, o Corinthians a Libertadores e o São Paulo ganhou a Sul-americana.

Isso reflete bem o pensamento do torcedor brasileiro no momento. Hoje em dia, a maioria do torcedor e uma boa parte da imprensa não apóiam a seleção nacional e acredita que ela atrapalha os clubes e os campeonatos nacionais, inviabilizando investimentos dos clubes em grandes jogadores.

O fato é que há um grande bolo de dinheiro que envolve as transmissões de eventos esportivos no mundo de hoje. Ninguém quer ficar fora desse bolo, então cada um defende o seu interesse, sem se importar com o interesse do produto futebol.

Hoje o Corinthians só pensa em internacionalização da sua marca... Dirigentes dos principais clubes em São Paulo brigam pelo direito de disputar amistosos com grandes clubes no mundo. Mas a CBF não abre mão do seu campeonato de pontos corridos com 38 rodadas nem a Copa do Brasil, que nesse ano terá a participação de todos os grandes. O Paulistão segue com as suas 19 rodadas na fase de classificação.

Tudo isso com um campeonato atropelando o outro, um interesse atropelando o outro... Sem planejamento, pois ninguém quer abrir mão do seu objetivo em favor do produto futebol.

Planejamento, profissionalismo nesse caso são substituídos por interesses pessoais e vaidades, privilegiando somente a sua própria agremiação em detrimento das demais. Isso levará os grandes clubes brasileiros a um patamar internacional, transformará finalmente o futebol em um esporte economicamente rentável.

Mas há um preço para tudo isso. A transformação do futebol em um esporte de elite fixará preços cada vez mais altos para que as pessoas possam acompanhar seus jogos. Estádios serão transformados em grandes Arenas, com estruturas de Shoppings e Espaços de lazer. Recursos eletrônicos e as 185 câmeras espalhadas pelo campo de jogo garantem que nenhuma decisão errada será tomada nos 90 minutos. Regulamentos serão feitos de modo a privilegiar os times de grandes torcidas, garantindo a esses recursos para que sejam cada vez maiores e que possam trazer mais torcedores para assim aumentar a audiência de quem transmite os jogos...

É o começo do fim do futebol nos centros menores. O que hoje já é difícil, em muito pouco tempo se tornará inviável e muitos times desaparecerão. Estruturas profissionais já se aproveitam disso hoje e entram no futebol do Interior somente para formar jogadores na base, aproveitando-se da lei para lucrar como clube formador e repassar jogadores para clubes tanto no Brasil como na Europa.

E isso parece ser um caminho sem volta... Todos entendem que esse é o futuro para o futebol brasileiro... Meia dúzia de times muito ricos, uns poucos times com condições de fazer frente a esses clubes e torcedores de sofá... Uma geração que só consegue analisar futebol pelo vídeo tape e não sabe a diferença entre táticas e esquemas de jogo.

Bem vindos à modernidade!!!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 15 de dezembro de 2012

Futebol - Histórias de Intolerância e Abandonos...

O futebol guarda na sua histórias, alguns casos célebres de abandono de campo. Na última quarta-feira, pudemos ver de perto novamente essa prática antiga, tipica do time que está em inferioridade e que em um último gesto de protesto e indignação, decide pela total radicalização e deixa o campo de jogo.

O Tigre não pareceu em nenhum momento no jogo em São Paulo, querer jogar bola, apenas fazer do confronto uma guerra e de todo lance uma polêmica. Produziu um fato e lançou a polêmica no ar, se recusando a voltar do intervalo e agora contestando o título do São Paulo. O caso será investigado pelos órgãos competentes e promete desdobramentos nos próximos dias.

Esse acontecimento fez alguns torcedores citarem uma partida de 1942, uma decisão entre São Paulo e Palmeiras em que o São Paulo abandonou o campo, a exemplo do Tigre. Falou-se muito dessa partida, com foco apenas no fato do abandono do São Paulo. Resolvi pesquisar sobre a partida, famosa não somente por esse lance mas por toda uma história de intolerância e ódio no futebol.

Estávamos em 1942, o auge da Segunda Guerra Mundial marcava batalhas entre Americanos e Ingleses sobretudo contra investidas japonesas para conquista da Austrália e da Alemanha em direção a Russia. No Brasil vivíamos um Governo totalitário, denominado posteriormente de Estado Novo, implantado após um golpe de Estado em 1937 e comandado por Getúlio Vargas.

O futebol seria então influenciado pela Guerra. O Brasil declarou guerra aos países do Eixo. Começava então um período de perseguição as colônias desses países no Brasil. Então, por exemplo o Sport Club Germânia passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros. O governo Vargas decretou que nenhuma entidade com sede no país pudesse fazer uso de nomes relacionados a países do Eixo.

Essa decisão fez com que a Società Sportiva Palestra Italia então decidisse alterar o nome para Palestra de São Paulo.

Porém a alteração não agradou totalmente o poder político vigente tanto na esfera esportiva quanto na comum, as pressões aumentavam para que o time fosse retirado do campeonato e que perdesse o seu patrimônio para outro clube. O time palestrino era considerado por muitos como "inimigo da Pátria".

Nessa época diziam que o campeonato era decidido na cara ou coroa: Ou Palestra ou Corinthians eram os vencedores no final de cada campeonato. Em 1942 surgia então o São Paulo como força para combater a hegemonia de Corinthians e Palestra. Tanto que no campeonato seguinte, que o São Paulo foi campeão, diziam que a moeda "caiu em pé"

O fato que as finais do Paulistão de 1942 reuniam São Paulo, Corinthians e Palestra de São Paulo. A pressão foi tanta para o jogo contra o São Paulo que as vésperas da partida, no dia 14 de setembro, uma reunião da diretoria paelstrina resolveu alterar o nome de Palestra Italia para Palmeiras, por sugestão do Dr. Mario Minervino.

Em 20 de setembro de 1942 no Pacaembu, o São Paulo entrou em campo para enfrentar a Sociedade Esportiva Palmeiras, que entrou em campo conduzindo uma bandeira do Brasil. O jogo foi extremamente tenso, com ânimos acirrados dos dois lados, já que se dizia que o São Paulo reivindicava para si o patrimônio do Palestra Italia.

O Palmeiras já vencia o jogo pelo placar de 3 a 1 quando  aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro marcou um pênalti cometido por Virgilio, que posteriormente seria expulso. A equipe tricolor não aceitou a marcação do pênalti e se recusou a continuar jogando. 

Os gols do Palmeiras foram marcados por Claudio (Cristóvão Pinho, maior artilheiro da história do Corinthians), José Del Nero (pai de Marco Polo Del Nero, presidente da FPF) e Echevarrieta. O recém nascido Palmeiras tornava-se campeão Paulista de 1942 devido ao abandono do jogo por parte do seu adversário. O vice-campeão foi o Corinthians e o São Paulo ficou com o terceiro lugar.

Esses são os fatos, descritos apenas sem emoção ou qualquer juízo de valor. Essa partida ficou marcada como o início de uma época de intolerância entre as equipes de São Paulo e Palmeiras devido a tudo o que se cercou no contexto da sua realização. 

Não cabe aqui qualquer julgamento do fato... apenas o relato histórico. A opinião pertence a vocês!!!

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira



Nascido em 19 de fevereiro de 1954, o Paraense de Belém foi em sua vida um dos maiores jogadores de futebol que esse país já teve. Polêmico em suas declarações, nunca escondeu seu lado boêmio e suas preferências políticas.

Sócrates iniciou sua carreira futebolística em meio ao curso de medicina na USP de Ribeirão Preto jogando pelo Botafogo. Logo se destacou no título da Taca Cidade de São Paulo em 1977. Pretendido pelo São Paulo, o Doutor como era conhecido, acabou se transferindo para o Corinthians, graças a uma manobra de bastidores do então presidente corintiano, Vicente Mateus.
Certamente o Corinthians foi o grande time onde Sócrates jogou. Ao lado primeiro de Geraldão, depois de Palhinha e por último seu amigo Casagrande, Sócrates viveu no timão as suas grandes alegrias e a melhor fase de sua carreira, com os títulos paulistas de 1979, e o bi campeonato 1982/83.

Nessa época, o jogador liderou um movimento político em meio a um processo de redemocratização do país, a democracia corintiana  que determinava liberdade aos jogadores sempre com responsabilidades.


Atuante e sempre se posicionando com relação ao momento político do país, participou do movimento "Diretas Já" que lutava pela eleição direta para presidente da República.

Sócrates jogou ainda na Fiorentina, no Flamengo e no Santos. Participou com destaque de duas copas do Mundo, em 1982 formou um meio campo com Falcão, Toninho Cerezo e Zico que encantou o mundo da bola.

Sua atuação foi além dos gramados, lançou livros (Ser Campeão é Detalhe - 2011 e Democracia Corinthians - 2002). Era articulista da revista Carta Capital e integrante da equipe do Cartão Verde, programa esportivo da TV Cultura.


Porém perdeu a batalha contra o alcoolismo. Sócrates teve seus problemas de saúde agravados a partir de agosto de 2011, até que na madrugada de 4 de dezembro de 2011 deixou-nos órfãos de seu talento e da sua irreverência.

Certa vez quando perguntado sobre sua própria morte, o doutor respondeu:  "Quero morrer em um Domingo e com o Corinthians Campeão".

E foi feita a sua vontade! No dia 4 de dezembro de 2011, exatamente a um ano atrás, o Corinthians era decretado Campeão Brasileiro de futebol, após um empate contra o Palmeiras. Seguiram-se homenagens do Botafogo e da Fiorentina, destaques no site da FIFA e até da Presidente do Brasil.

O Corinthians, clube de coração do Doutor soltou essa nota no dia da sua morte... 

Hoje, que seria um dia apenas de alegria pela decisão do Brasileirão, começou triste para o futebol brasileiro, principalmente para os corinthianos.
Um dos maiores ídolos da história do Timão, Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira morreu às 4h30m da madrugada deste domingo, em consequência a um choque séptico, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele tinha 57 anos e era pai de seis filhos.
Sócrates disputou 297 jogos, marcou 172 gols e venceu três Campeonatos Paulistas (1979, 1982 e 1983) com a camisa do Timão, além de ter sido um dos principais idealizadores da Democracia Corinthiana.
O Sport Club Corinthians Paulista e toda a sua Fiel Torcida se despedem com tristeza do Magrão, mas também ficamos agradecidos pela honra de ter visto um dos maiores jogadores da história do futebol vestindo o manto alvinegro por tantos jogos. Obrigado pelos lindos gols, pelos toques geniais, pelo futebol magistral que só Sócrates tinha.
Obrigado, Doutor! 

Sócrates uma vez declarou que só havia uma maneira de se destacar no futebol, já que declaradamente ele não gostava de treinar... tornando-se diferenciado. E assim foi a sua carreira profissional e na sua vida pessoal... Pessoas podem gostar ou não do Doutor, mas não há como negar que ele foi diferenciado!


Descanse em paz...

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mascote polêmico da Copa de 2014

A FIFA, entidade máxima do futebol mundial vai realizar o seu próximo grande evento, a Copa do Mundo, como todos sabemos no Brasil.

Toda copa tem um símbolo e um mascote. O mascote se tornou nas últimas décadas do século XX um grande instrumento para impulsionar as vendas e garantir o sucesso do evento "Copa do Mundo"

O primeiro mascote das copas foi o Leão Willie, em 1966 na Copa da Inglaterra. É famoso o poster oficial da Copa com o mascote envergando a camisa do Reino Unido. Dizem que esse é o mais famoso dos mascotes em Copas do Mundo.

Em 1970 o mascote foi um típico Mexicano, o Juanito. Tratava-se de um menino simples com uma bola no pé e um sombrero na cabeça. Em 1974 a Copa da Alemanha trouxe a dupla TIP e TAP com a camisa com as iniciais de Copa do Mundo (WM - Weltmeisterschaft) e o outro com o ano da copa (74).

Em 78 o mascote da Copa na Argentina foi o Gauchito que também representava um menino com características regionais. Na Copa de 1982 jogada na Espanha marcou a primeira fruta como mascote, deixando de lado figuras humanas. Uma laranja com uma bola na mão de nome Naranjito foi o mascote do Mundial. O sucesso foi grande pela simplicidade e por uma boa campanha com uma série de desenhos animados na TV espanhola.

Em 1986 apareceu na copa do México o Pique, uma pimenta com bigodes e um sombrero estilizado, vestido com as cores da camisa do Mexico. Em 1990 a Copa na Itália apresentou o Ciao... um boneco cuja cabeça era uma bola com as cores da bandeira Italiana.

Em 1994 a Copa dos Estados Unidos apresentou um cachorro de nome Striker como mascote. Em 1998 na Copa da França o mascote foi o galo Footix, aproveitando-se de que o Galo ja era o principal símbolo Frances, o galo Footix foi apresentado nas cores da camisa da seleçaõ local. Na Copa do Japão e da Coréia em 2002, foram três mascotes: Ato, Kaz e Nik. Por ser uma copa disputada em mais de um país naturalmente o evento teve três mascotes;

Em 2006 o mascote foi Goleo VI, um Leão com dois metros e trinta centímetros de altura sempre acompanhado da bola falante Pile. Ao contrário dos outros mascotes, Goleo VI não foi um desenho.



Na última Copa do Mundo, o mascote escolhido foi o Leopardo que ganhou o nome de Zakumi (ZA - refere-se a Zuid Afrika, ou África do sul em Afrikaner e Kumi refere-se ao número 10 em algumas linguas africanas). O apelido ganhou outra conotação pois Zakumi poderia significar "vem aqui" em algumas línguas africanas.

A Copa no Brasil tem como mascote o Tatu-Bola, animal tipicamente brasileiro e ameaçado de extinção. Após a escolha do mascote, o nome causou extrema polêmica FULECO. A explicação do nome pelos organizadores é que ele junta as palavras "FUTEBOL" e "ECOLOGIA"... ora, então o correto seria Futeco...

A votação ocorreu no site da FIFA e foi escolhido com 48% dos 1,7 milhões de votos. As opções traziam além de Fuleco, Zuzeco (Azul + Ecologia) que recebeu 31% dos votos e Amijubi (Amizade e Júbilo) com 18%.

A grande polêmica está presente no nome do mascote "FULECO". Na gíria de algumas regiões do país Fuleco é um apelido para o ânus, falado de maneira chula, vulgar! Fuleco pode ser uma variação de Fuleira, Fulera, Fuleragem entre outras, que são termos BEM conhecidos no Nordeste e que pode significar: Coisa ruim, de baixa qualidade, inferior, fraco, incapaz, duvidoso...

Imaginemos uma Copa do Mundo onde o nome do Mascote será motivo de piadas. Esta poderá ser a Copa do Fuleco... Será possível que os organizadores ou idealizadores do nome não sabiam da infeliz coincidência?


Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Guarani... do céu ao inferno!!!

O Campeonato Paulista de 2012 trouxe na sua semifinal uma boa surpresa... Ponte Preta e Guarani eliminaram seus adversários nas quartas de final e fizeram um jogo digno das tradições do derby. Mesmo jogando no Brinco de Ouro, o Guarani saiu em desvantagem e terminou a primeira etapa atrás no marcador. No segundo tempo a história foi diferente, e com dois gols de Medina e um gol de Fabio Bahia o Bugre chegava ao jogo final contra o Santos.

A final, como se esperava, o time bugrino não ofereceu muita resistência ao poderoso Santos de Neymar e companhia. Ao final de 180 minutos os placares marcavam 3 a 0 e 4 a 2 para o time da Vila Belmiro, que sagrava-se então tri-campeão paulista.

O ano seria o da redenção Bugrina, após um período de crise, sem dinheiro para pagar salários e mergulhado em dúvidas e dívidas. O time de campinas chegava ao céu... Nada como uma boa campanha para que tudo fosse esquecido.

Ao final do campeonato, muitos saíram, poucos chegaram e quem chegou não conseguiu suprir a ausência de quem saiu. Ao invés de se planejar e procurar manter o time para a disputa da forte série B, seguiram-se os desmandos e o que se viu foi lamentável.

O inferno Bugrino começou a partir da vigésima quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Estávamos então no dia 15 de Setembro, quando o time inicia um período triste com um empate  contra o Vitória.

O que se viu depois disso foram somente resultados negativos. Mesmo os empates contra o América-RN, Ipatinga, Atlético-PR não significaram grande coisa. Seguiram-se derrotas para o ABC, Bragantino, Goias (5 a 0), America-MG, Criciúma, Guaratinguetá, A última vitória foi contra o ASA, dia 06/11. Após isso, derrota para o Avaí, CRB até a derradeira derrota em 24 de Novembro contra o São Caetano, que custou o rebaixamento do tradicional Guarani novamente para a série C do Brasileiro.

Espero que desta vez a queda signifique alguma mudança na estrutura do Bugre, que seus dirigentes repensem e reconduzam o time campineiro a altura de suas tradições. Agora é levantar a cabeça e reconstruir o time.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 25 de novembro de 2012

CBF tenta acertar e erra

A Confederação Brasileira de Futebol visando a melhor preparação para a Copa do Mundo demitiu nessa semana o técnico Mano Menezes.

A decisão é acertada, Mano Menezes mostrou completo despreparo para comandar a seleção e acumulou decisões erradas e demontrou uma postura profissional incompatível com o cargo que ocupou.

Mas o momento ja tinha passado. Após a eliminação em um momento ridículo ccom vários penaltis perdidos foi o momento exato para a demissão.

Agora, se valer a "filosofia" do futebol brasileiro, tudo será jogado fora e começaremos novamente do zero.

O pior não é isso... a cúpula da CBF afirma que só anuncia o substituto no ano que vem.

Até lá, da-lhe especulação!!!

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Futebol e o Preconceito

Em 1923 um time recém chegada a primeira divisão conquistou o campeonato Carioca com uma equipe formada por trabalhadores humildes, brancos, negros e mulatos. Sem dinheiro ou posição social, tornaram o então campeão carioca o Clube de Regatas Vasco da Gama.

O fato foi combatido pela aristocracia carioca, que acusou o time do Vasco de ser "profissional" em um futebol na época amador e em uma reunião na Liga Metropolitana, representantes de Fluminense, Botafogo, Flamengo e América defenderam a eliminação desses jogadores mais humildes.

Até hoje, o Vasco se orgulha de ter sido o primeiro clube a "acreditar no talento e na raça do povo negro", segundo homenagem publicada nos principais jornais cariocas em 13 de maio de 1988, no centenário da abolição da escravidão.

Conta-se que o apelido de pó de arroz atribuído ao Fluminense se deve ao jogador do Fluminense Carlos Alberto. Durante uma partida de seu clube contra o América, pelo Campeonato Carioca de 1914, a maquiagem que usava começou a escorrer, revelando sua verdadeira cor. A torcida adversária não perdoou e lhe atribuiu o apelido de Pó-de-Arroz. Em São Paulo, Arthur Friedenreich ou "El Tigre" como costumava ser chamado, também driblava a aparência para parecer branco, alisando o seu cabelo. Isso por que era o principal jogador brasileiro na época.

Em 2005 o zagueiro Argentino Leandro Desábato chamou o atacante brasileiro Grafite de "negrito de mierda" em um jogo entre São Paulo e Quilmes pela taça libertadores da América. O jogador Argentino foi preso por crime de racismo e pagou uma fiança de 10 mil reais.

Temos várias histórias relacionadas ao racismo, preconceito e discriminação existentes no futebol. Hoje comemoramos o dia da consciência negra, data criada para a reflexão da inserção do negro na sociedade brasileira.

E a participação é destacada. O maior jogador de futebol de todos os tempos é brasileiro... Edson Arantes do Nascimento formava em esquadrão Santista que orgulhava o Santos e o Brasil pelos gramados onde passavam.

O manto todo branco do time santista era vestido por craques negros, como Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pelé... além de Pepe! Em suas histórias, Pepe conta que em certo momento o centroavante Coutinho começou a jogar com uma fita no braço. Ao ser questionado do porquê jogava com a fita, dizia que toda vez que saía um gol bonito era o Pelé... quando perdia um gol era o Coutinho.

Não me permito analisar nada sobre o ponto de vista da participação de negros e brancos não só no futebol como em qualquer setor de atividade humana. Parto do princípio que todos somos iguais e não abro sequer discussão sobre isso.

Mas proponho a reflexão sobre a influência não só do negro como da cultura africana no esporte das multidões. O jornalista Mario Filho, irmão de Nélson Rodrigues e que dava o nome para o Maracanã publicou uma obra intitulada "O Negro no Futebol Brasileiro" que conta como foi dura a batalha para a inserção do negro e das classes mais pobres dentro do futebol. E curiosamente essa batalha que levou o crescimento fabuloso e a popularidade desse esporte no mundo todo.

O preconceito racial é resultado de uma crença sem sentido da existência de raças superiores ou inferiores sem qualquer embasamento em teorias científicas, que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, justificando assim temas mais profundos como desigualdades sociais ao atribuir superioridade de alguns sobre outros.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Público Pagante

Cada vez mais em fóruns, mídias sociais como twitter, google+ ou facebook, e até nos programas esportivos, uma grande discussão é proposta sobre a fidelidade do torcedor pelo seu time do coração.

Isso tudo tem como o pano de fundo a utilização do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, de propriedade do São Paulo Futebol Clube. No próximo fim de semana teremos o evento "Estréia do Ganso" que está sendo tratada com maestria pela diretoria do São Paulo, com uma promoção que pode levar cerca de 60 mil pessoas no seu estádio.

Atualmente o estádio tem capacidade para 65 mil pessoas aproximadamente, com as restrições impostas pela Polícia Militar para garantir a segurança dos torcedores. A grande discussão é para que Palmeiras, Corinthians e Santos retomem os seus jogos no Estádio.

Hoje o público é medido pela presença média no estádio. Então um clube que joga no Pacaembu, por exemplo, nunca terá uma ocupação média maior que a capacidade do estádio, que hoje gira em torno de 38 mil pessoas.

Acredito que mais importante do que discussões inócuas sobre presença de público no Morumbi ou no Pacaembu seja medir a capacidade da torcida de ocupação nos estádios onde seu clube manda os seus jogos, seja lá onde for.

Nesse ponto, a Liga Inglesa dá o exemplo, quando cita que clubes como o Arsenal e o Manchester tem cerca de 99% de ocupação de seus estádios garantidos pela venda antecipada de carnês, logo que o campeonato se inicia.

Veja que em nenhum momento citam a capacidade do Old Trafford (76 mil pessoas) ou do Emirates Stadium (60 mil pessoas). Lembrando que só na capital Inglesa temos os estádios de Wembley (90 mil lugares), Stamford Bridge (Chelsea - 43 mil lugares), Boleyn Ground (West Ham - 35 mil lugares), White Hart Lane (Totteham - 36 mil lugares) e do Craven Cottage (Fulham - 25,5 mil lugares). Em nenhum momento é sugerido a um clube inglês que troque o estádio que manda os seus jogos por razões econômicas. Isso em uma liga que privilegia o lucro acima de tudo!

A paixão das torcidas locais e seu interesse por determinadas competições então deveriam ser mediadas por um índice mais eficiente do que uma média simples feita entre público presente ao estádio. Por esse índice, um público de 54,118 mil pessoas no Morumbi como o observado na partida contra o Cruzeiro mostra uma ocupação de 83% do estádio.

O Grêmio, cujo estádio Olímpico tem capacidade para 52 mil pessoas, teve no jogo contra o São Paulo o índice de 77% de ocupação de seu estádio. O público registrado foi de 40,217 mil pessoas.

O Corinthians que aparece em terceiro lugar como o clube de maior público no Brasileirão 2012, com 34,843 pagantes no jogo contra o Atlético-MG ocupou 92% do Pacaembu. Essa deveria ser a medida para decidir a maior participação do torcedor dentro do seu estádio, inclusive para cálculo de investimentos. Ao analisarmos o público médio do Corinthians, por exemplo, que lidera o ranking teremos 65% de ocupação do Pacaembu nos jogos em que ele é mandante no estádio. Quando comparamos com o Náutico, a ocupação média do Estádio dos Aflitos é de 64% com um público médio de 12,322 mil pessoas por jogo.

Vejam como a perspectiva muda. Não podemos solicitar ao Náutico, sob qualquer pretexto financeiro, que deixe de jogar nos Aflitos, cuja capacidade é de 19 mil lugares para jogar no Arruda, por exemplo, cuja capacidade passa de 60 mil pessoas. O nível de ocupação do estádio cairia sensivelmente, juntamente com a satisfação dos seus torcedores.

Se tomarmos por base os públicos médios do Brasileirão e compararmos com a capacidade total dos estádios em que os clubes mandam seus jogos, teremos algumas surpresas quanto ao comparecimento do torcedor para apoiar seu time no estádio.

E a preocupação principal de qualquer estrutura minimamente profissional deve ser sempre a satisfação do seu cliente final. É por eles e para eles que qualquer empresa existe. No caso dos clubes de futebol, a razão da existência dos clubes e da sua longevidade são os seus torcedores. E em nome deles, o clube deve agir e pautar as suas decisões de onde jogar.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 3 de novembro de 2012

APARECIDA EC - FURACÃO DO VALE

A história do futebol em São Paulo vai hoje para uma das cidades mais famosas do Brasil, a cidade de Aparecida, falar sobre o "Furacão do Vale".

A cidade de Aparecida é chamada popularmente por Aparecida do Norte é uma estância turística situada no Vale do Paraíba fundada em 17 de dezembro de 1928, tem como atrações a Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a chamada "Basílica Velha", o Porto Itaguaçu, a Igreja de São Benedito e o Relógio das Flores, que com 9 metros de diâmetro impressiona por sua beleza.

O time da cidade foi durante 15 temporadas foi o Aparecida Esporte Clube. O time teve sua fundação em 31 de Janeiro de 1965 e veio suceder o Esporte Clube Aparecida para continuar com o profissionalismo na cidade.

Suas participações em Campeonatos Paulistas sempre foram discretas, começando na quarta divisão em 1965, subindo para a terceira divisão em 1967 até que em 1982 subiu para a segunda divisão, onde permaneceu até 1987. Após o rebaixamento em 1988 paralisou as atividades no futebol profissional, tentando ainda o retorno em 1995 e 1996 mas encerrou as suas atividades desde então.

O time ganhou o apelido de Furacão do Vale pela sua torcida, apaixonada e barulhenta que sempre acompanhava o time no estádio municipal Com. Vicente P. Penido.

A grande façanha do time foi em 1996, quando disputou a Copa Vale de Futebol, ao lado das equipes do Cruzeirense, Jacareí, São José, Taubaté e XV de Novembro de Caraguatatuba.
O campeonato foi disputado entre 21 de Janeiro e 11 de Fevereiro foi dividido em uma primeira fase com cinco jogos onde se classificavam os quatro primeiros para disputa de semi-final e final.

A equipe do Aparecida se classificou na quarta colocação e disputou a semi-final contra o poderoso Burro da Central em uma partida única em Taubaté. O jogo terminou com o placar de 2 a 1 para o Furacão, com os gols marcados por Paloma e Romero.

A final seria então jogada em dois confrontos contra o São José, sendo o primeiro em Aparecida. A torcida fez a sua parte lotando o estádio. O time tentou corresponder em campo mas ao final dos dois confrontos a equipe Joseense chegou ao título.
Confiram como foi o jogo final

11 de Fevereiro de 1996
São José 2 x 0 Aparecida EC (Aparecida) 
Estádio Martins Pereira. 
Gols – Eduardo 16 e Claudinho 31 (2ºT) 
Árbitro: Paulo César de Oliveira. 
Auxiliares: Mário Pires do Amaral e Alaor José Rodrigues.
Expulsões: Celso e Sandro (São José). 
Cartões amarelos: Silvio, Silvinho e Claudinho (SJ); Nelson, Moisés e Vítor (Aparecida). 
Renda – R$ 5.000,00. Público – 1.000. 
São José: Wlamir; Josias, Silvio, Henrique (Celso) e Carlos Alberto; Oliveira, Abílio (Lindolfo) e Sandro; Silvinho (Eduardo), Silva e Claudinho.
Técnico – Tata. 
Aparecida: Altair; Nelson, Ânderson, Marcelo e Kubas; Moisés (Vítor), Said e Romero; Zé Carlos (Adriano), Paloma e Jaílton (Manó). 
Técnico: Arnaldo Madureira.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 28 de outubro de 2012

Mudança de Regras... como fazer?

Palmeiras e Internacional se enfrentaram no último sábado, dia 27 de outubro pelo campeonato brasileiro. Um lance se destacou pelo desfecho dado pelo árbitro do jogo. Bola levantada na área do Inter e o ótimo centroavante Argentino Barcos deu um soco na bola e mandou-a para o fundo da rede.

O árbitro do jogo, que não se perca pelo nome, o sr. Francisco Carlos do Nascimento que estava segundo imagem da Rede Globo a 15 metros do lance e não tinha a visão encoberta validou o gol. Depois da marcação absurda, seguiram-se várias comunicações do árbitro com seus auxiliares e por fim o gol foi anulado. O que ficou configurado foi que o árbitro teria sido avisado por alguém que teria visto ou teria a informação de que a TV havia mostrado que o lance foi ilegal.

O simples fato de um recurso eletrônico ter auxiliado a arbitragem já excita os debates na imprensa esportiva de todo o país. A opinião de que o recurso eletrônico deve auxiliar as decisões dos árbitros beira a unanimidade.

Porém o fato se encerra por si  pois não ouvi até agora como seria operacionalizado esse auxílio. Falam em chips na bola, em replay para lances polêmicos e "desafios" das equipes que se sentem prejudicadas. Mais uma vez tratam dos fins sem citar os meios. Uma partida de futebol é hoje um evento feito para a televisão. E um evento longo, de pelo menos duas horas em horários nobres, como domingo a tarde e na quarta-feira a noite.

Como escolher os jogos onde teremos a utilização do recurso? Sim, pois não há como esse recurso ser utilizado em 100% dos jogos. Como escolher?

Uma vez escolhido o jogo, como fazer a paralisação? Através de desafio, como é no Tênis ou no Futebol Americano? 

Imaginemos então em uma situação hipotética em que cada treinador tivesse direito a um desafio por lance polêmico. Vamos transportar essa situação para o jogo de sábado, entre Palmeiras e Internacional em Porto Alegre.

Nessa situação hipotética, o Palmeiras então teria feito o gol, o Inter faria o desafio e o gol seria anulado, como na realidade aconteceu. Problema resolvido? Vamos supor que o Inter já tivesse "queimado" o seu desafio em um outro lance polêmico de pênalti por exemplo. O lance seria validado mesmo com o erro da arbitragem? Ou teríamos um "lance especial para as dúvidas do árbitro"?

Supondo ainda que o lance tivesse sido validado e que o Palmeiras tivesse empatado o jogo. Ele ficou "parado" para a decisão do lance por quase cinco minutos. Ora, um jogo de futebol normalmente já tem quase duas horas de duração. como fazer para que esse jogo não se estenda demais a ponto de ficar desinteressante para a TV?

Sim, pois caso o lance tivesse sido validado e o Palmeiras chegasse ao empate, quando o jogo se encaminhasse para o final o banco do Verdão iria desafiar até arremesso lateral, afim de "esfriar o adversário". Os técnicos já fazem isso hoje, com substituições nos acréscimos  somente para "parar o jogo". Como ficaria essa situação?

O futebol é fascinante e hoje pelos investimentos feitos, não pode ser tratado dessa maneira, admitindo-se tantos erros e sem perspectivas de renovação. Mas a discussão deve descer do palanque que hoje somente faz vender jornais e ser tratada como realidade, com propostas, discussões e debates. Esse é o caminho que eu vejo para o futebol profissional hoje.

Enquanto o assunto for discutido somente nessa superficialidade será para mim apenas uma falácia, própria da crônica esportiva que em geral tem a solução para todos os problemas que assolam a humanidade.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 13 de outubro de 2012

13 de Outubro de 1977...

Hoje é dia 13 de Outubro. Há exatos 35 anos um jogo de futebol marcou o fim da história de um sofrimento de 22 anos. O Esporte Clube Corinthians Paulista sagrava-se campeão novamente. Matematicamente foram 22 anos, 8 meses e 6 dias... para o torcedor, foi uma vida inteira de sofrimento e dor. Para os adversários.... mais de duas décadas de gozações.

Nesse período passaram pelo clube nomes como Roberto Rivelino e Garrincha, por exemplo, sem conseguir dar alegrias a torcida. Nada adiantava, contratações milhonárias ou revelações das categorias menores... todas elas sucumbiam ao final de mais uma temporada sem títulos.

O adversário era o que menos interessava. No caso, a poderosa Ponte Preta do goleiro Carlos, dos laterais Jair (Picerni) e Odirlei, do meio de campo mágico de Vanderlei, Marco Aurelio e Dicá... de Rui Rei e Tuta no ataque... eram os campineiros os favoritos ao título.

O período sem título não apequenou o time do Parque São Jorge. Pelo contrário... sua torcida tornou-se a partir desse jejum uma das maiores do país e tornou o sofrimento como a "marca registrada" do time até hoje.

E era essa a grande força do Corinthians. No elenco, nenhum jogador de grande nome ou grande destaque, a não ser o ponta Edu, já em final de carreira vido do Santos e de Palhinha, contratado do futebol Mineiro e com passagens pela seleção na época. O forte do time era a "pegada" e a competitividade.


A final foi disputada em três jogos. No primeiro a vantagem foi para o Corinthians, com  um "gol de cara" de Palhinha, o timão venceu a Ponte pelo placar de 1 a 0.

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O segundo jogo poderia marcar o fim do jejum, pois o Corinthians jogava pelo empate. A fiel respondeu e deu ao estádio do Morumbi o seu recorde de público com 138.032 pagantes, público que jamais foi superado. Porém o esforço foi em vão. Ao final, o placar marcava a vitória da Ponte Preta pelo placar de 2 a 1. A decisão ia para o terceiro jogo.

Jogo polêmico... arbitragem de Dulcídio Wanderley Boschilia prometia ser polêmica. No segundo jogo, o centroavante da Ponte Preta Rui Rei comandou a arbitragem de Romualdo Arpi Filho. Dulcídio declarou que no seu jogo, ia ser diferente...

E foi... logo aos treze  minutos do primeiro tempo, o árbitro expulsou Rui Rei de campo após reclamação do atacante por um lance isolado de impedimento. Por conta dessa expulsão, o juiz foi acusado de ter recebido suborno para fazer com que o Corinthians fosse campeão. "Ele me mandou tomar… Se eu não o botasse para fora, ele passaria a mandar no jogo", contou, oito anos mais tarde. "E, lá dentro, só eu mando." Foi suspenso por 120 dias por supostamente agredir o zagueiro ponte-pretano Polozzi, que depois confirmaria que não foi Dulcídio que o agrediu. Em entrevista, disse à revista Placar afirmou que foi comprado sem saber por dois milhões de cruzeiros para aquela partida: três pessoas supostamente da Federação Paulista teriam pedido dinheiro ao Corinthians para comprá-lo. "Sei quem são e só não os denuncio porque não tenho provas concretas", disse. "Juro que o cara-de-pau que fosse oferecer suborno naquele jogo iria morrer." (fonte: Wikipédia).

Então, o lance do gol... tão sofrido como não podia deixar de ser para a nação Corinthiana... Osmar Santos, na época locutor da Radio Jovem Pan descreveu o lance com grande inspiração... “E que Gooooool. Coringão na frente. Olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação. Olha a festa no Brasil. Você enche de lagrimas os olhos desse povo. Você enche de felicidade o coração desta gente. Corinthians, o grito sufocado de um povo. O grito do fundo do coração de um torcedor. Depois de vinte anos, a Fiel está explodindo. 22, 23, duas dezenas de anos na cabeça desse povo, tumultuando meu povo. O Corinthians, que, na explosão, exibe o maior espetáculo do território brasileiro. Corinthians, você acima de tudo é a alma deste povo. Você liga a imagem do sorriso e a felicidade das raízes do povo, Corinthians. Hoje a cidade é do povo. Tem que ter festa alvinegra. Tem que cobrir as ruas da cidade de paixão e loucura. Com felicidade que desabrocha e contagia o povo pelas avenidas. Hoje é o verdadeiro dia do povo. Dia de cantar a alegria e ser feliz. Dia de sair gritando com a crista alta, muito alta. Hoje mais do que nunca a cidade é do povo. Festa do povo. Basílio pro pedaço, Basílio, 37 minutos do segundo tempo. Doce mistério da vida este Corinthians. Inexplicável Corinthians. Vai buscar alegria no fundo da alma do povo.”



Era o fim de um martírio. Há 35 anos, o Corinthians tornava-se campeão Paulista. Tobias, Zé maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basilio e Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu. Ainda no elenco, tinha o ponta Edu, Adãozinho, Jairo, Palhinha, Zé Eduardo, Givanildo, Neca e Lance.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 7 de outubro de 2012

Festa do Futebol

O futebol segue apaixonando multidões e cada vez mais se consolida como principal esporte no planeta. Não por acaso, a FIFA tem hoje no mundo mais países associados do que a ONU. Nesse fim de semana a festa do futebol trouxe algumas "perolas" para deliciar seu telespectadores no mundo.

Nesse fim de semana no Brasil tivemos um jogo impressionante na série B entre Atlético-PR contra o América-MG. Partida emocionante que só foi decidida nos últimos instantes graças a um gol do "interminável" e sempre competente Paulo Baier, que aos 49 minutos do segundo tempo marcou a vitória do Atlético-PR pelo placar de 5 a 4.

Na série A o Atlético Mineiro mostrou uma atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho. Com um drama pessoal grande, pela morte do seu padrasto e com a sua mãe com um problema grave de saúde, Ronaldo fez lembrar os tempos de Barcelona, quando foi eleito o melhor do mundo.

São Paulo e Palmeiras fizeram um clássico "sem susto" porém com sequelas. Luis Fabiano e Valdívia saíram de campo com contusões que pareceram sérias. O resultado de 3 a 0 a favor do tricolor paulista só confirma a superioridade de um time sobre o outro. Favorito para o título nacional, o Tricolor carioca bateu o Botafogo pelo placar mínimo e ruma firme na liderança do campeonato.

Mas o grande jogo do fim de semana foi jogado pelo campeonato espanhol. Novamente esperado por todos como "o jogo do ano", Barcelona e Real Madrid fizeram "o clássico". E suas principais estrelas confirmaram sua importância e toda a expectativa criada sobre a sua participação. O jogo foi bem disputado e os destaques foram justamente Messi e Cristiano Ronaldo fizeram dois gols cada e marcaram o resultado de dois a dois.

Na Itália, o Derby dela Madonina, como é conhecido o jogo entre Inter e Milan terminou com a vitória da Inter pelo placar mínimo e demonstrou de maneira clara a decadência do futebol na Itália, particularmente no Milan, cujos principais jogadores hoje só pensam em quando vão deixar o clube.

Essa foi a festa do futebol no fim de semana. E tudo pela TV. Tempos Modernos.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 29 de setembro de 2012

Destaques da Rodada

Começo a partir desse final de semana, o "destaques da rodada"... uma resenha do fim de semana esportivo para quem gosta do futebol, em todos os níveis

São Paulo - Destaques para a decisão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista que marca a sua rodada decisiva para amanhã a partir das 10h00. Das quatro vagas do acesso, duas já estão definidas. CAV e São Vicente já tem vaga garantida na A3 em 2013. Joseense x Grêmio Barueri disputam o acesso em São Jose dos Campos enquanto no outro grupo acontece o clássico CAV x Fernandópolis e Novorizontino x Olímpia. Fefecê e Novorizontino brigam pelo acesso.

Campeonato Brasileiro - A série D do Campeonato Brasileiro marca nesse fim de semana a abertura da semifinal. Com os quatro times definidos para o acesso, o Baraúnas de Sorato e Paulinho Mossoró, o Sampaio Corrêa do grande Celio Codó, o Mogi Mirim e o Crac, de Catalão - Goias chegam a série C e iniciam nesse final de semana a luta pelo título da série D.

Internacional - No futebol alemão destaque absoluto para o Bayern que com a vitória de hoje pela manhã por dois a zero contra o Werder Bremen chegou a sexta rodada com 100% de aproveitamento. Nas ligas espanhola e italiana o destaque é negativo. Real Madrid tem um início de campeonato decepcionante mas tem a confiança de sua torcida para uma melhora, situação diferente do Milan, que com apenas uma vitória e sem elenco vê um ano difícil para os Rossoneri.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

São Carlos Clube

Hoje apresentamos o São Carlos Clube, um clube que se notabilizou pela sua equipe de basquete na década de 60 e que representou a cidade se São Carlos no profissionalismo nos anos de 1965 a 1970.

São Carlos é uma grande cidade do interior paulista. Com 221.936 habitantes, segundo o censo de 2010 a cidade tem dois campi da Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de São Carlos e o Instituto Federal de São Paulo, além de duas outras grandes universidades particulares. Isso fez com que a cidade fosse conhecida como "Capital da Tecnologia". São Carlos foi fundada em 4 de novembro de 1857, dia de São Carlos Borromeu, padroeiro da cidade, sendo que em 1908 teve o seu nome reduzido de São Carlos do Pinhal para São Carlos, nome que permanece até hoje.

O time do São Carlos Clube, conhecido como Majestoso ou Águia Paulista foi fundado em 9 de janeiro de 1944 e ficou conhecido como o clube da elite Sãocarlense.

Mesmo tendo representado o futebol de São Carlos no profissionalismo durante pouco tempo, o time contou com figuras ilustres, como o treinador Zezé Procópio, que disputou a Copa do Mundo de 1938 pela seleção Brasileira, o técnico Manga, ex-goleiro do Santos da década de 60 e jogadores como o zagueiro Anisio (que depois disso ajudou na formação do Santo André FC) e Lance, que jogou no Corinthians na década de 70. Inclusive, Lance tem uma marca na Águia: no campeonato de 1969, o time marcou 14 gols no campeonato Paulista, sendo que 13 gols foram marcados pelo atacante.

O time foi campeão do Campeonato Paulista da série A3 em 1966. Mandava os jogos no Estádio Paulista de sua propriedade. 


A se destacar alguns jogos inesquecíveis do São Carlos Clube, como a primeira partida do clube no profissionalismo em 16 de maio de 1965, empate em 1 a 1 contra o Nacional da Capital, ou o jogo de 27 de fevereiro de 1966, na inauguração da iluminação do estádio Paulista com uma derrota do time para a Ferroviária pelo placar de 2 a 0. 

Em 7 de agosto de 1966 o São Carlos Clube fez um amistoso memorável contra o Palmeiras, que marcou o recorde de público do estádio Paulista e um empate de 4 a 4. 

Outro jogo inesquecível foi o amistoso contra a Seleção Olímpica do Brasil em 10 de março de 1968, que marcou um empate por três gols. Os times formaram da seguinte maneira:

Seleção Olímpica do Brasil: Raul Marcel (Palmeiras); Tuta (Ponte Preta), Almeida (Corinthians) (Cláudio Deodato (São Paulo)), Major (Vasco) e Miguel (Olaria); Tião (Corinthians) e Moreno (Palmeiras); Manoel Maria (Santos), Lauro (Palmeiras) (Plínio (Corinthians)), China II (Palmeiras) e Toninho (São Paulo) (Luis Henrique (Fluminense)) - Técnico: Antoninho.

São Carlos Clube: Macalé; Nelson, Zequinha, Pádua e Nenê; Dirceu (Chiquinho) e Adair; Rui, Édson, Itamar (Itajubá) e Nê.

Gols: China II (2) e Tuta para a Seleção, e Édson, Rui e Itajubá para o São Carlos Clube.

Hoje o futebol de São Carlos é representado pelo São Carlos Futebol Ltda que manda seus jogos no estádio Luís Augusto de Oliveira.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 1 de setembro de 2012

Paralimpíadas

Isso mesmo... Paralimpíadas. Tem que contrariar o corretor ortográfico que teima em querer escrever Paraolimpíada.

A polêmica agora é o nome do evento, pois pelo que pude apurar, o Comitê Olímpico Internacional detém os direitos do nome "Olimpíada" e sugeriu que o nome fosse alterado nos países de língua portuguesa.

A medida já havia sido adotada por todos os outros países de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, onde já se usava o termo Paralimpíadas. A escolha da palavra veio do Inglês "Paralympic".

Alheios a isso, os atletas brasileiros seguem em sua saga solitária e conquistando medalhas. Antes do final do terceiro dia de competição, o Brasil já conta com sete medalhas, sendo 3 de Ouro, 2 de prata e 2 de bronze.

Destaque absoluto a André Brasil, com 2 medalhas de ouro na natação masculina, sendo que uma com quebra de recorde mundial. Outro recorde mundial foi obtido com a medalha de ouro de Daniel Dias, também na natação.

As outras medalhas foram do judô feminino, com prata para Lucia Teixeira e dois bronzes para Michele Ferreira e Daniele Bernardes.

Essa conquista deve ser atribuída ao talento dos atletas. Não há nesse país educação suficiente para apoio a qualquer esporte que não seja o futebol. Que ninguém se aproveite do resultado para falar de planejamento, por favor! São verdadeiros heróis, que não deixam frutos por pura falta de competência de quem deveria planejar.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 26 de agosto de 2012

Deixem o Ganso jogar!!!

Tenho ouvido com atenção tudo o que está sendo dito e escrito com relação a Paulo Henrique Lima, atleta do Santos conhecido como Ganso cujos empresários vivem às turras com os dirigentes santistas.

Futebol é paixão. Essa máxima faz com que qualquer palavra dita por qualquer dos lados seja estopim para uma grande crise... PH Ganso declarou, acerca do interesse do São Paulo: "Seria um prazer (defender o time são-paulino), mas tenho a consciência de que eu tenho contrato com o Santos". Após a declaração, a resposta santista (em nota oficial, divulgada em seu site): "Em nome de sua torcida apaixonada, o Santos FC também lamenta as declarações do atleta de que ‘gostaria de vestir a camisa do São Paulo"

Uma demonstração explícita de intolerância... o pior vem por parte da Crônica Esportiva, que cobra fortemente uma posição clara do atleta, se quer ficar no Santos ou jogar no São Paulo.

Isso foi o que as duas partes deixaram transparecer na Imprensa. Ao analisarmos o caso com um pouco de paciência, veremos que a briga envolve muito mais do que as declarações infelizes do Ganso. O interesse é da atual diretoria do Santos contra um grupo empresarial que há algum tempo atrás, financiou a base santista e teve como garantia o direito sobre alguns jogadores. 

Esse grupo empresarial há algum tempo teve o seu interesse contrariado na renovação do contrato de Neymar e agora tenta a qualquer custo tirar o seus atletas da Administração da atual diretoria do Santos.

Existem muitos conflitos de interesses na relação entre Santos Futebol Clube e o grupo que representa alguns jogadores da base santista. O curioso é que a crônica esportiva "compra" essa briga e exige do pobre menino que ele decida onde quer jogar. Perguntas pertinentes são colocadas a todo o momento ao garoto que sempre tem a mesma postura... "Se termino o Brasileiro aqui? Eu tenho contrato com o Santos..."

A ele cabe cumprir o contrato, coisa que ele faz bem. O que acontece fora das quatro linhas pertence ao grupo proprietário dos seus direitos federativos e a diretoria do Santos... Eles que se rachem e deixem o menino em paz. Aí vem o Mano e para de convocá-lo... 

Nunca vi tanta insensatez reunida. Enfim...

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 25 de agosto de 2012

Futebol Internacional... Começa o futebol na Europa!

Os campeonatos Europeus iniciaram a temporada 2012-13. Destaques para as equipes que acompanharei mais de perto nesta temporada.

Na Liga Sagres (Portugal) o Gil Vicente, time da cidade de Barcelos estreou com apenas um empate sem gols contra o FC Porto. O time conta no seu elenco com os ex-Andreenses Ramazzotti, Halisson, Luís Carlos e contratou recentemente o meia atacante Djalma por duas temporadas.

Na Inglaterra, a Premiere League chega com a pompa de melhor futebol do planeta, mostrou até agora muita competição e pouca técnica. Destaque para o grande Éverton que chegou a duas vitórias em dois jogos.

Hoje começa o Italiano. Mergulhado ainda nos escândalos de denúncia de corrupção, o Calcio começa sem maiores destaques. O Milan estréia amanhã, sem Ibra, Seedorf e Thiago Silva, o time tenta se recompor.

Destaque na França, com o PSG despontando com o desejo de ser o principal time de futebol do planeta. 

Expectativa na estréia da liga espanhola, porém exclusivamente para Barcelona e Real Madrid. 

Confira tudo sobre o futebol Internacional pela ótica de um apaixonado.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 18 de agosto de 2012

DERAC - Itapetininga

O futebol do interior paulista tem muita história de times de muita tradição. Dentre eles, destacamos hoje o DERAC de Itapetininga.

DERAC é uma sigla que significa Departamento de Estrada de Rodagem Atlético Clube. Isso mesmo... é o time do DER!!! Situado em Itapetininga o time foi fundado em 26 de dezembro de 1950 por funcionários do Departamento local, a equipe foi a maior representante do povo de Itapetininga no futebol paulista. 

O Derac se orgulha de suas origens, representa o município de Itapetininga, município com mais de 145 mil habitantes. A cidade é conhecida como Terra das Escolas", Atenas do Sul Paulista" e "Terra da Cultura". O local tornou-se ponto de descanso de tropeiros que montavam ranchos nas suas terras devido ao pasto abundante. Historiadores contam que "A vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga foi oficialmente criada no dia 5 de novembro de 1770, quando foi celebrada uma missa solene pelo vigário da nova paróquia, padre Inácio de Araújo Ferreira. É nessa data que convencionou-se comemorar o aniversário da cidade, que mais tarde ficou conhecida como Itapetininga."

Itapetininga em Tupi Guarani significa "caminho das pedras secas ou caminho seco das pedras" e que segundo o historiador Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Itá  significa Pedra, Metal, etc. Então o nome da cidade pode ter sido originado das pedras encontradas nas margens do Rio, que hoje também se chama Itapetininga, onde os tropeiros passavam as noites a caminho de Sorocaba.

O time que orgulhou Itapetininga representou a cidade por 30 vezes nos Campeonatos da Federação Paulista de Futebol. Em suas fileiras, ídolos como Geraldo Alves e Sôco, sendo que o último é considerado o maior ídolo da história do clube.

O time também contou na sua história com Osvaldinho, hoje conhecido como Vadão, técnico de futebol que virou celebridade ao dirigir o Mogi Mirirm, apelidado de "carrocel caipira" com figuras destacadas do nosso futebol como Leto, Valber e o Penta Campeão Rivaldo.

Osvaldinho ou Vadão formou um ataque com Paulo Kashima e Niltinho, que é lembrado pelos Deraqueanos como um dos melhores ataques da história.

A história do clube é contada com maestria e muito carinho em um blog de nome "Museu Virtual Derac Itapetininga http://museuvirtualderac.blogspot.com.br/


O time tinha estádio próprio, estádio Engenheiro Péricles d'Ávila Mendes com capacidade para 5.928 lugares que durante muito tempo abrigou os jogos do orgulho de Itapetininga.


Em 1994 o time do Derac cedeu a sua vaga na FPF para o Esporte Clube Itapetininga, que hoje desativou o seu departamento de futebol profissional.

Esperamos que em breve, Itapetininga possa ter um representante no profissionalismo paulista.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 28 de julho de 2012

Olimpíada: A Festa máxima do Esporte

Começou ontem os Jogos Olímpicos de 2012. Trata-se da XXX Olimpíada da era moderna e está sendo disputada em Londres e tem como lema Live is one" ("Viva como se fosse o único").

Os jogos são a celebração máxima do esporte mundial e segue o espírito de  Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, a quem é atribuída a frase "o importante é competir", ressaltando que em uma celebração do Esporte como é a Olimpíada, todos os que lá estão são vencedores.

De fato, em uma olimpíada pode haver vencedores mas não há vencidos. Todos os atletas que participam consideram como a realização máxima de um sonho para quem começa a dar os seus primeiros passos em um esporte diferente do futebol no mundo.

Há muito tempo os aspectos mercantilistas e políticos invadiram os templos esportivos e os colocaram acima dos interesses puramente esportivos. Não podemos ignorar a realidade que os jogos se transformaram, como o boicote americano nas Olimpíadas de Moscou em 1980, seguido pelo boicote das nações comunistas comandadas pela Russia em 1984, em Los Angeles. Mas ainda  sim prevalece a festa entre as nações.

O COB definiu que a delegação brasileira, que participará das Olimpíadas de Londres, será composta por 259 atletas. Serão 136 homens e 123 mulheres que disputarão 32 modalidades olímpicas.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 21 de julho de 2012

Futebol decadente

O Campeonato Brasileiro tem sequencia após o fechamento das contratações que sacudiram o mercado nesse mês de julho. Assim o Corinthians, campeão da América anunciou com pompas e circunstâncias o argentino Martinez como seu reforço.

Na mesma esteira o Inter anunciou Forlan, o Botafogo contratou Seedorf e Lodeiro, o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil repatriou Obina e o líder do campeonato, o Atlético-MG apresentou Ronaldinho Gaúcho.

Todos esses foram apresentados como atrações e sem dúvida nenhuma serão, porém não justificariam o salário milhonário que os clubes estão pagando pelo futebol deles.

A economia brasileira dá sinais de estabilidade e possibilita aos futebolistas desse país a elevarem cada vez mais os patamares salariais, porém como sempre os nossos dirigentes agem com paixão e pouca inteligência, transformando o futebol sul americano como a segunda (talvez terceira) divisão da Europa.

As demais contratações então nem é bom comentar. O São Paulo trouxe da França o volante Paulo Assunção, anunciando o fim da carência na posição. Pode ser até que dê certo, mas as chances são reduzidas.

A situação do futebol brasileiro é essa... sem destaques ofensivos nos principais clubes do mundo, sem ter jogadores indicados para o prêmio de melhor do Mundo da Fifa no final do ano, atualmente ocupando a décima primeira posição no ranking da Fifa... esse será o país da Copa do Mundo.

E ainda há quem diga que a culpa é do Mano...

Marcelo Alves Bellotti

Segundona pega fogo!!!

A Segunda Divisão do Campeonato Paulista pega fogo na terceira rodada da segunda fase, que fecha o turno dos grupos que tem quatro clubes cada.

Hoje pela manhã, acompanhei o jogo do Estádio Pedro Benedetti envolvendo as equipes do Tupã e da Mauaense. O jogo prometia ser mais empolgante, pois estavam frente a frente os líderes do grupo 11.

Porém a estratégia do Tupã foi procurar apenas se defender, tarefa facilitada pelo péssimo estado do gramado do Pedro Benedetti. O estádio municipal de Mauá pelo que foi informado na transmissão da Rede Vida, está passando por reformas.

Pior para o time da casa, que tomou um gol no começo do primeiro tempo do time do técnico Tupazinho que passou a somente se segurar nesse marcador. Na metade do segundo tempo, o centroavante do Tupã foi expulso, após uma entrada forte no jogador da Mauaense no meio campo. Mesmo com um jogador a menos, o time de Tupã segurou o resultado e agora lidera o grupo 11.

A rodada prossegue na tarde desse sábado e se encerra na manhã desse domingo. Acompanhe a Segundona Paulista... vá ao estádio torcer pelo time da sua cidade! Se você é da capital, vá ver o grande Nacional, que faz campanha destacada e lidera o seu grupo ao lado do Cotia. Veja a tabela e se programe... vale a pena!!!

TORCEDOR, APOIE O TIME DA SUA CIDADE!

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CAV: Melhor time da Segundona Paulista

A Segunda Divisão do Campeonato Paulista mostra hoje após a décima rodada em alguns grupos mostra ainda uma equipe 100%. O Clube Atlético Votuporanguense, conhecido como CAV que chegou a décima vitória em 10 jogos.

Para que tenhamos uma ideia da campanha do CAV, os times que tem a maior pontuação do certame são o Joseense, o Guarujá e o Nacional, da capital, que somam 23 pontos ganhos em dez jogos.

O CAV é um time novíssimo, fundado em dezembro de 2009, fruto de uma parceria com um grupo de Angola comandado por Ismael Diogo da Silva, presidente do Santos Futebol Clube de Angola.

O time vem tentar resgatar a tradição da Associação Atlética Votuporanguense, time criado em 23 de dezembro de 1953 e disputou o Campeonato Paulista por 36 oportunidades, tendo fechado as portas para o futebol em 2000.

O time foi substituído pela Sociedade Esportiva Votuporanguense (SEV) que segundo relatos, não conseguiu identificar-se com a cidade, tendo inclusive adotado como cores o branco, o azul e o amarelo. Em pouco mais de 3 anos a equipe saiu da B2 (quinto nível) para a A3 (Terceiro nível) do futebol paulista.

Porém em 2005 o SEV resolveu mudar-se de sede para Hortolândia, alterando o seu nome posteriormente para Social Esportiva Vitória.

Talvez a tentativa de criar um time com as mesmas cores do anterior que era identificado com a cidade tenha sido uma das razões do sucesso do CAV.

Já em 2011 só não conseguiu o acesso na última rodada, em um jogo conturbado contra o Guaçuano, e terminou o campeonato em sexto lugar.

Esse ano, os comandados do técnico China são o orgulho da cidade. A esperança é que a parceria perdure por mais alguns anos e que traga bastante alegria ao povo de Votuporanga.

domingo, 8 de julho de 2012

Campeões em campo, Intolerância fora dele!

Sempre em cada mês de junho/julho contabilizamos os campeões de cada temporada. As temporadas no Brasil seguem o calendário de duas competições por ano... no primeiro semestre o campeonato Estadual e no segundo semestre o Brasileirão. No primeiro semestre também é disputada a Copa Do Brasil.

A Sulamericana reserva também duas competições para seus clubes. No primeiro semestre, temos a  Copa Libertadores da América e no segundo semestre temos a disputa da Copa Sulamericana, que já foi chamada de Mercosul entre outros nomes.

Convencionou-se então para que os clubes não reclamassem de excesso de jogos que os times que disputam a Libertadores no primeiro semestre não disputem a Copa do Brasil.

Então, a cada seis meses um grupo de clubes tem um título a comemorar, seja regional, nacional ou internacionalmente falando. Na Copa do Brasil, Palmeiras e Coritiba fazem a final. O Palmeiras derrotou o time paranaense no primeiro jogo pelo placar de dois a zero.

Antes e depois do jogo a crônica especializada criticou a diretoria palmeirense pelo fato de retirar o jogo de seu palco "natural" que seria o estádio do Morumbi, por razões que seriam menores. Concordo que, sem a possibilidade de atuar em seu estádio, a escolha da Arena Barueri pode não ter sido tão boa quanto os dirigentes palmeirenses querem mostrar, mas não os culpo de não terem escolhido o Morumbi como palco para a final.

Aliás, se há um "boicote" dos times de maior torcida de São Paulo contra o estádio Cicero Pompeu de Toledo este foi sempre proposto pelo próprio time proprietário do estádio. Para que se tenha a medida exata do que eu falo, em 1994 o jornal Folha de São Paulo anuncia: "Clássico será no Pacaembu". A notícia dava conta de que o estádio do São Paulo Futebol Clube havia sido interditado, pois "O gramado do Morumbi amanheceu esburacado na última sexta-feira". A reportagem diz ainda que "segundo o clube (São Paulo) o estádio foi invadido à noite."

Intolerância! O que aconteceu depois disso só veio confirmar aquilo que a diretoria dos grandes clubes estão pregando como sentimento que os cerca. Troca de ironias e um discurso rasteiro, que encontra explicação somente pelo sentido dessa palavra.

Como o evento "Final da Copa do Brasil" é feita para a televisão, com transmissão pela TV aberta para a praça onde ocorreu o jogo, algo impensado em campeonatos anteriores, novamente o público que vai aos estádios é tratado como lixo. Prevalece a intolerância! Lamentável!

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ah Esses senhores...

Histórias e mais histórias temos para contar dos dirigentes do nosso amado futebol. Todos com a marca inconfundível da paixão pelo seu time, que faz com que produzam cenas no mínimo hilárias.

Acompanhei hoje tudo o que cercou a demissão do sempre trabalhador técnico Émerson Leão do São Paulo Futebol Clube. Leão definitivamente não agradou a cúpula Sãopaulina e a eliminação da Copa do Brasil seguida pela derrota para uma Portuguesa até então fragilizada, serviram como gota d'água para a demissão do treinador.

Nada a dizer dessas duas derrotas, ambas merecidas, porém a situação não parecia ser tão simples. Então, eis que o mandatário máximo do São Paulo rouba a cena, colocando nele o foco das atenções da má fase do time e poupando o restante do elenco.

Juvenal desta vez foi fundo... falou tudo o que a imprensa queria ouvir... e se superou!!!

Em um certo trecho da entrevista, devido aos recentes desmandos e intervenções que ele fez no elenco, um repórter pergunta se ele próprio, o Juvenal Juvêncio não seria um bom nome para técnico do São Paulo. A resposta é clara e soa como um aviso direto ao próximo técnico do time do tricolor...


Além de se achar capacitado para treinar o time da capital, o mandatário Tricolor em um outro momento, ainda revela que foi o maior responsável pela virada contra a Ponte Preta.  Juvenal diz ainda que fez a diferença quando o dirigente podia entrar em campo... não sei se foi assim entre 84 e 88 quando o São Paulo viveu uma grande época, mas em seu primeiro mandato de presidente houve a maior de todas as vergonhas do time do São Paulo... a disputa da série A2 (segundo nível) do futebol paulista em 1990.

Essa declaração, que beira a insanidade me fez lembrar de Salvador Hugo Palaia, que em 2006 para explicar do seu jeito a má situação do time palmeirense, resolveu promover a auto-entrevista, onde ele respondeu algumas perguntas formuladas por ele próprio... confira!!!



Esses senhores, apaixonados, são os maiores responsáveis pela estágio atual do futebol... que coisa!!!

Marcelo Alves Bellotti