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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Rivalidades - Clássico Come-Fogo

No interior de São Paulo, temos histórias incríveis de rivalidades, sobretudo quando temos dois times de tradição na mesma cidade. É o caso de Ribeirão Preto com seus times, o Comercial e o Botafogo. O clássico é disputado oficialmente desde 1954, já no profissionalismo, em partida válida pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. 

Apresentando os times

Botafogo Futebol Clube - Fundado em 12 de Outubro de 1918 na Vila Tibério, pela necessidade do bairro ter apenas um representante no futebol da cidade (na época eram três, o que fazia com que o bairro nunca conseguisse uma boa campanha nos campeonatos da cidade). Então se reuniram os representantes do União Paulistano, do Tibeirense e do Ideal, mais os funcionários da Estrada de Ferro Mogiana e da Companhia Antárctica Paulista. Decidiram então pela unificação, porém não conseguiam consenso com relação ao nome da agremiação. Até que alguém disse: "Ou vocês definem logo o nome ou então 'bota fogo' em tudo e acabem com essa história..."


Comercial Futebol Clube - fundado em 10 de Outubro de 1911, onde um grupo de comerciantes se reuniu na casa de Adaucto de Almeida, na Rua General Osório, número 47, com a finalidade de formar um novo time de futebol em Ribeirão Preto. Segundo relatos da época, a reunião só pode começar após as 20 horas, quando terminava o expediente comercial da época. Após a reunião que selou o nascimento do clube, ele foi batizado por uma votação do nome sugerido por Argemiro de Oliveira. Nascia então o Commercial Football Club.

Foto: Confronto de 1954
Apesar do primeiro confronto oficial, em partida válida por um campeonato somente ter acontecido em 1954, existem dois registros históricos como sendo o primeiro confronto entre as equipes. O primeiro relata uma partida ocorrida em 7 de dezembro de 1924, no Estádio da Rua Tibiriçá, que marcou uma vitória do Comercial pelo placar de 2 a 1.  Porém essa data foi contestada por um livro do jornalista Igor Ramos, que encontrou relatos de um jogo na data de 1º de Agosto de 1920, no Estádio da Rua Tibiriçá, então pertencente ao Comercial. 

O clássico recebeu o nome de "come-fogo" por uma crônica de Lúcio Mendes, que em 1954 escreveu sobre a possibilidade de um confronto oficial entre as duas equipes: "Imaginem um clássico entre o Botafogo e o Comercial, dentro do torneio de acesso. Um autêntico Come-Fogo! Sim, um clássico do nosso futebol principal, no futuro, na segunda divisão do futebol profissional bandeirante, será qualquer coisa de grandioso". A partir daí, o jogo passou a ser conhecido como come-fogo.

Há várias histórias que cercam o clássico. A maior goleada aconteceu em 17 de maio de 1955, na estréia do goleiro Pininho com a camisa do Comercial. Aquela foi a sua primeira e última partida. O jogo foi vencido pelo Botafogo pelo placar de 5 a 0. No dia seguinte, Pininho foi proibido de treinar no clube. Conta-se que esse jogo foi apitado por um juiz Russo de nome Vladimir Alexander, que quando chegou na cidade ficou hospedado na casa de um ex-diretor do Botafogo.

Conta-se também do suborno do goleiro Argentino Bonelli do Comercial, que mesmo com os salários atrasados, após uma partida contra o Rival em 15 de janeiro de 1956 apareceu para treinar com uma moto do ano. No mesmo jogo, os Botafoguenses dizem ter subornado o atacante Mairiporã. Mesmo após o empate em 3 a 3 e tendo o atacante feito os três gols do Botafogo, conta a lenda que ele foi cobrar o suborno, alegando que no final do jogo, perdeu um gol que não costumava perder. A história é que as partes se acertaram pela metade do combinado.

Em 2007, um lance inusitado. O jogo era válido pela série A2 (segundo nível) e foi vencido pelo Comercial. O goleiro do Botafogo foi pegar a bola atrás do seu gol, após uma discussão com o gandula. O lance acabou em uma agressão, confira...


O grande confronto entre as duas equipes aconteceu pela seletiva da CBD para o campeonato Brasileiro, em 1977. A entidade máxima do desporto brasileiro promoveu uma seletiva em melhor de três jogos para conhecer quem seria o representante de Ribeirão na primeira divisão do campeonato de 1978. O primeiro jogo no Estádio Santa Cruz marcou a vitória do Comercial pelo placar de 1 a 0, gol de Marco Antônio. O segundo jogo em Palma Travassos terminou com um empate em 1 a 1, gols de Marciano e Celso Orlandim. A terceira partida, jogada no Estádio santa Cruz também terminou empatada pelo placar de 1 a 1. Sócrates marcou para o Botafogo e Jader deu a classificação para o Comercial. Porém a CBD meses depois conformou as duas equipes para o Brasileirão. 

Sócrates e Geraldão
O maior artilheiro da história do clássico é Geraldão, do Botafogo, com oito gols marcados. Os clássicos foram disputados nos estádios da Rua Tibiriçá (Estádio do Comercial, de 1911 a 1936), em Luiz Pereira (Estádio do Botafogo, de 1918 a 1968), Costa Coelho (Estádio do Comercial, de 1954 a 1964), Palma Travassos (Estádio do Comercial, desde 1964) e Santa Cruz (Estádio do Botafogo, desde 1968).

Os números do clássico dão uma boa vantagem para o Botafogo, com 57 vitórias contra 27 do Comercial. A partida já teve 55 empates.

Esse ano teremos o clássico na divisão de elite do futebol paulista. A partida será disputada no dia 08 de março no Estádio Santa Cruz, a partir das 18:30 horas. Mais uma história de rivalidade na página do tradicional come-fogo.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série - Estádios de Futebol - Osasco

No último dia 23 de Fevereiro, visitei o Estádio Municipal Prefeito José Liberatti, em Osasco. Fui assistir ao jogo entre Grêmio Esportivo Osasco e Esporte Clube Santo André.

O Estádio hoje tem instalações modernas, mas conserva o charme dos estádios antigos que podemos observar no interior de São Paulo

A inauguração aconteceu em 26 de dezembro de 1996, com um jogo entre Palmeiras x Corinthians que foi vencido pelo time alviverde por um a zero. O primeiro gol do Estádio foi marcado por Sérgio Manoel. O nome vem da homenagem ao prefeito da cidade no período de 1970 - 1973 e foi inaugurado pelo prefeito Celso Giglio.

Conhecido também pelo nome de "Rochdalão" por ficar no bairro de Rochdale. O bairro recebe esse nome por uma tentativa do Doutor Fernando Marrey de transformar a então Chácara dos Castanheiros em uma vila corporativa com a fundação da Companhia Construtora de Osasco. O nome Rochdale foi escolhido por remeter a 1844, quando 27 tecelões e uma tecelã se uniram no então bairro de Manchester, na Inglaterra para fundar a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", tendo o homem e não o lucro como a principal finalidade. Era o surgimento da primeira Cooperativa, com normas rochdaleanas.

O Estádio abriga hoje os jogos do Grêmio Esportivo Osasco e os jogos do Grêmio Osasco Audax. Desde a sua fundação, em 1996 o estádio foi sendo reformado aos poucos, foi construída uma arquibancada atrás do gol, espaço onde fica o time visitante.

Com um investimento mais forte no futebol, a partir da entrada do Bradesco como investidor do Grêmio Osasco, a arquibancada ganhou uma cobertura. Depois da cobertura da arquibancada, os bancos de reserva foram modernizados.

Em 30 de Janeiro de 2014 o atual prefeito de Osasco Jorge Lapas e Britaldo Soares, então presidente da AES Brasil fizeram uma parceria e inauguraram o sistema de iluminação do estádio, com luzes de LED econômicas e duradouras.

Porém mesmo após a inauguração, o estádio segue recebendo os jogos preferencialmente as 15 horas ou as 10 da manhã. O que se conta na cidade é que a iluminação não é tão eficaz como disseram que ela era.

Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco! A casa do Osasquense. O retrato de uma cidade que apoia o Esporte e tem o futebol dos times da cidade melhorando a cada ano!



Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que é isso, companheiro?

Em meio a várias manifestações sobre o fato lamentável ocorrido no Peru no jogo que envolveu Cruzeiro e Real Garcilaso, que culminaram na manifestação racista de sua torcida, uma voz destoa na multidão. O ex-jogador de futebol Deco afirmou ao Estadão ter dúvidas sobre a intenção das ofensas a Tinga.

Em entrevista ao "Estado de São Paulo", o ex-jogador afirmou: "É claro que toda manifestação racista deve ser punida e reclamada. Isso não se discute. Mas tenho dúvidas se foi isso mesmo que o torcedor peruano tentou fazer. Acredito mais que a intenção era fazer com que Tinga perdesse a concentração no jogo do Cruzeiro."

Mais do que um contraponto a discussão, Deco revela o pensamento de muitos sobre o ocorrido. Ele parte do princípio de que no Cruzeiro havia mais jogadores negros, como por exemplo, Dedé e Julio Batista e que os insultos só eram dirigidos ao atleta Tinga. Ao pensar assim, ele descaracteriza o fato, tratando-o somente como uma tentativa de desestabilizar o adversário.

Ora, quando se disputa uma partida de futebol, o principal objetivo de um time é derrotar o outro. Para isso, ele precisa se mostrar superior ao seu adversário. Nem sempre ele consegue isso tecnicamente, então ele usa de outras formas variadas, como a transformação do jogo em uma guerra, ou cortar a luz e a água do adversário, jogar em um campo onde a torcida seja próxima ao time adversário. Todas elas são formas de se impor ao adversário, desestabilizá-lo emocionalmente, se mostrar superior!

A mecânica do racismo, da intolerância e da discriminação é exatamente igual... A tentativa de desestabilizar um grupo com as mesmas características, colocando-os em uma condição de inferioridade para se impor perante esse grupo e poder justificar os seus atos perante aos seus semelhantes. Assim surgiram vários movimentos discriminatórios e racistas como o nazismo, o apartheid.

O que aconteceu no Peru foi exatamente isso. Na tentativa de se colocar como superiores ao grupo que estavam enfrentando, e com isso justificar tudo o que tinha sido feito até então para quebrar a estabilidade do time do Cruzeiro, a torcida optou pela manifestação racista. O fato de tê-lo feito somente com um jogador não significa nada. Da mesma forma é feito na Europa, onde as manifestações são mais freqüentes. Lembro de uma manifestação racista feita contra Prince Boateng, em um amistoso do Milan. O time italiano tinha três jogadores negros em campo, mas os insultos eram dirigidos somente ao atleta de Gana.

Ao tentar descaracterizar a atitude dos Peruanos, o ex-atleta Deco se mostra tolerante a esse tipo de manifestação. Ou então falou por puro desconhecimento do que seja racismo, intolerância e preconceito.

O fato de entender a ação da torcida local como parte de um processo de mostrar domínio ao adversário, não exime aos envolvidos uma reação de punição exemplar as atitudes que coloquem seres humanos como superiores a outros, seja qual for a sua pele, raça ou crença. O futebol como um esporte de forte participação popular no mundo inteiro, deve dar esse exemplo.

Deco demonstrou uma visão míope sobre o assunto. Entendendo a miopia como a dificuldade de enxergar a longa distância, Deco conseguiu somente enxergar o fato que ocorreu no campo de jogo, tratando-o como provocação e não enxergando o que está mais a frente disso, traços de intolerância que queremos nos livrar no futebol.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mais racismo no futebol

Mais um caso de racismo relacionado ao futebol. Esse caso porém não é um "fato isolado", ou seja, uma demonstração isolada de preconceito. A atitude racista está ligada a outras atitudes também condenáveis no nosso futebol.

Ontem a noite, pela Taça Libertadores da América jogaram Cruzeiro e Real Garcilaso, do Peru. A partida foi vencida pelo time peruano, em uma operação que contou com com a participação de todos, além do bom futebol apresentado pelo time peruano.

O time peruano tem sede na cidade de Cusco, no Peru. Porém não tem condições de jogar na cidade, então preferiu jogar em Huancayo. O time peruano começou a dar as suas "boas vindas" ao Cruzeiro já na segunda-feira. Quando o time mineiro foi fazer o reconhecimento do local da partida, as luzes simplesmente se apagaram e os responsáveis alegaram falta de combustível nos geradores.

O time conta também com a "ajuda" da altitude de 3.200 metros e que sempre assustou os times brasileiros. O ambiente de "guerra" também é comum quando falamos de Libertadores da América ou de torneios realizados nas Américas. 

No estádio, o tratamento foi o pior possível. O time da casa deixou os visitantes sem água, atitude típica dos times sulamericanos, inclusive os brasileiros. Porém o ápice da guerra tomou proporções que o time peruano não esperava. Quando o time do Cruzeiro colocou em campo o atleta Tinga, a torcida do time peruano passou a dirigir a ele ofensas raciais, comuns em países europeus.

O árbitro nada fez a respeito, os próprios jogadores do Cruzeiro não cobraram nenhuma atitude e o jogo seguiu até o final. Mas o gesto caiu como uma bomba na imprensa internacional. O caso repercutiu muito mal e pode render ao time peruano uma punição mais dura.

O fato porém não pode ser tratado como "isolado", partindo somente de uma manifestação da torcida, descolada do time que inclusive nem é da cidade. O que aconteceu ontem foi uma soma de fatores de uma "guerra" que o time peruano quis fazer para sair vitorioso do confronto. Deve ser julgado então, o time que deu causa a tudo o que aconteceu desde segunda-feira até depois do jogo. Que não se trate do assunto como um fato isolado da torcida em relação ao time. Tudo foi uma ação conjunta.

Após o jogo, o atleta visivelmente abalado, fez uma declaração bem apropriada com relação ao fato: "Fico muito chateado. Joguei quatro anos na Alemanha e nunca passei por isso. Agora acontece em um país parecido com o nosso, cheio de mistura. Trocaria um título pela igualdade entre raças e classes e respeito", declarou a Radio Globo.

Agora teremos que prestar atenção às atitudes, pois elas falam mais do que palavras. Jogar simplesmente palavras de repúdio na imprensa e na Internet de nada valem. Cruzeiro, CBF, Conmebol e FIFA devem tomar atitudes a esse respeito. Todas elas tem que ser firmes na luta contra o preconceito, a discriminação e a intolerância. Atos como esse tem que ser reprimidos com firmeza para que não tornem a acontecer.

Todos sabemos que essas questões extrapolam o mundo do futebol, elas estão presentes na nossa sociedade. Mas as atitudes que possamos tomar com relação a cada ato que ocorre é o que nos diferencia como cidadão e como ser humano.

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desabafo de Paulo André

Sem emitir qualquer opinião ou juízo de valor! Apenas divulgando...

Venho a público me manifestar oficialmente pois há um tremendo erro de interpretação e de entendimento no que tange as atividades e o relacionamento entre o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, a minha pessoa e o Bom Senso F.C. Há 15 anos, a minha prioridade é, e nunca deixou de ser, o meu trabalho e o meu desempenho dentro de campo como jogador de futebol, hoje do Corinthians. Assim como fiz em toda a minha carreira, continuo sendo um profissional dedicado e comprometido com o meu clube, com o bom relacionamento interno e com o devido respeito à paixão dos torcedores. Isso nunca significou que não pensarei em outras atividades extra-campo. Já afirmei publicamente, diversas vezes, que prioridade é bem diferente de exclusividade e eu tenho discernimento suficiente para dividir meu tempo como atleta profissional e como cidadão comum. Aos que insistem em me colocar na categoria de "jogue bola e esqueça o resto", pela última vez: desistam.

Com relação ao ocorrido:

No sábado, dia 1 de fevereiro, após a invasão do CT Joaquim Grava, era unânime por parte da diretoria, atletas e funcionários do SCCP que o jogo deveria ser adiado pois os jogadores não se encontravam em condições psicológicas para atuar no dia seguinte. Por volta das 13h, todos se reuniram na sala de fisioterapia e eu, como capitão da equipe, representei o grupo diante da diretoria, de acordo com a vontade dos atletas. Ficou decidido que seríamos liberados da concentração e retornaríamos no domingo, às 11h da manhã, para uma reunião final, com elementos suficientes e ânimos acalmados para tomar, em conjunto com o clube, a melhor decisão. No domingo, uma nova reunião aconteceu, e eu, mais uma vez, pela posição de capitão da equipe, fui o porta-voz do grupo e passei à diretoria que os atletas, de forma unânime, haviam decidido não jogar a partida contra a Ponte Preta.

O Presidente Mário Gobbi e o treinador Mano Menezes, após nos apresentarem as possíveis consequências de não irmos a campo e os impactos que o clube poderia vir a sofrer, deixaram a sala e pediram que repensássemos uma última vez sobre a decisão final. Emerson pediu para que Edu Gaspar e Alessandro ficassem na sala e nos ajudassem a encontrar uma saída. Após alguns minutos de discussão, estávamos convencidos de que jogar era a melhor decisão para o clube e, para tanto, pedimos que fosse divulgada uma nota dizendo que o SCCP não estava de acordo com aquela partida e que reconhecia os riscos de violência a que estávamos expostos mas que, por motivos contratuais com a Federação Paulista e a TV Globo, iríamos a campo.

Na terça-feira, dia 4 de fevereiro, o grupo de atletas profissionais do SCCP, divulgou uma nota oficial que contou com a participação, o apoio e a autorização de todos os atletas do elenco. Neste comunicado foi dito que: "Nós tornamos público o nosso apoio à iminente paralisação proposta pelo sindicato dos atletas profissionais do Estado de São Paulo para o fim de semana, visando melhorias nas condições de trabalho para os empregados de todos os clubes de futebol do país". Quem propôs a paralisação foi o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, não eu ou o Bom Senso F.C.

Após a divulgação da nota e por causa do apoio dos atletas do nosso elenco à paralisação, eu, como capitão do time, conversei diversas vezes com o Sr. Rinaldo Martorelli, presidente do sindicato, me colocando à disposição para conversar com os capitães do São Paulo, Palmeiras, Santos e Ponte Preta, cuja amizade e o respeito vêm de longa data.

Edu Dracena e Roberto disseram que fariam o possível para ajudar. Fernando Prass e Rogério Ceni se solidarizaram com o que vivenciamos e também se colocaram à disposição. Segundo eles, procuraram o elenco de jogadores de seus clubes e expuseram a situação. Na opinião geral, um posicionamento mais forte do nosso clube e do nosso presidente contra as torcidas organizadas facilitaria a adesão de uma provável paralisação. Caso contrário, seria difícil intervir e abraçar a causa.

Em paralelo a isso, todos, sabiamente, buscaram ajuda e suporte jurídico para saber se a greve teria respaldo legal ou não. Uma vez detectada a dificuldade jurídica e os riscos que os atletas de seus clubes corriam, Rogério e Prass (representando o grupo de jogadores dos seus respectivos times) optaram por não apoiar a greve. Na quinta feira, dia 6 de fevereiro, passei todas essas informações ao Sr. Rinaldo Martorelli, que me comunicou que os avanços e as tratativas com o poder público haviam sido significativas e que isso o deixava tranquilo para suspender a proposta de paralisação, fato que ocorreu na sexta-feira, dia 7 de fevereiro.

Com relação ao Bom Senso F.C.

O Bom Senso F.C, não propôs e não se pronunciou a respeito de nenhum desses fatos citados acima, simplesmente porque o movimento mantém sua posição de se manifestar e discutir apenas assuntos relacionados ao calendário do futebol brasileiro e ao fair play financeiro, duas bandeiras (exclusivas até o presente momento) que foram o motivo da união e do consenso de milhares de jogadores profissionais no país.

É preciso esclarecer que desde que optei, por convicção à causa, participar do Bom Senso F.C, minhas entrevistas, posições e atitudes têm sido alvo de grande confusão.

Para aqueles que cobram bom senso 24 horas por dia, gostaria de esclarecer que bom senso é diferente de perfeição. Bom senso é um conceito ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade para poder fazer bons julgamentos e boas escolhas. É ligado também à ideia de sensatez e à intuição de distinguir a melhor conduta em situações específicas. Como não há uma verdade absoluta em qualquer conhecimento ou atividade humana, existe, para todos, o direito de errar ou de se equivocar. Se um dia eu der um carrinho mais forte, um empurrão, um soco, se passar no sinal vermelho ou cometer um erro na defesa do Corinthians, deixo claro que isso nada tem a ver com as minhas convicções sobre as mudanças que acredito serem necessárias no futebol brasileiro.
Então é hora de parar de se apegar a argumentos frágeis para me responsabilizar ou me culpar por problemas do futebol brasileiro como a violência no futebol, a Portuguesa, o Fluminense, a audiência da TV, o nível dos jogos, etc... Porém, se os atletas do interior ficarem desempregados ao fim dos estaduais e não receberem seus contratos integralmente, saibam que continuarei participando de práticas que lutem por melhorias para esses caras. E se alguns clubes jogarem apenas 15 partidas, fecharem suas portas no mês de maio e nada puderem fazer porque quem está no poder não dá a mínima para eles, saibam que continuarei participando de práticas que busquem uma solução para este problema, mesmo que isso incomode muita gente, e mesmo que venha me causando consequências tão desagradáveis.

Deixo claro que não tenho absolutamente NENHUM interesse político neste movimento. Não sou aliado, manipulado e muito menos fantoche de ninguém, e também não apoio nenhum possível candidato à presidência da CBF ou de onde for. Não estou prestes a me candidatar, nem a me filiar a um partido político. Apesar de estar sendo alvo de difamações ultimamente, das quais estou checando minhas possibilidades em nível judicial, continuarei fazendo o que julgar coerente com as minhas convicções nos meus períodos de folga. Espero ter esclarecido os fatos para que os interessados possam repensar seus conceitos e tirar suas próprias conclusões. Eu amo o futebol e apenas isso basta para explicar a minha luta e os meus sonhos.

"O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter... O que me preocupa é o silencio dos bons" (Martin L. King)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Clubes de Futebol: Empresas comerciais ou Sociedades Civis?

Esta é uma grande discussão no futebol atual, onde convivemos com clubes tradicionais, que movimentam cidades e torcedores, paixões e intolerâncias de todas as maneiras.

A discussão vem a partir da Lei 9615 de 24 de Março de 1998, conhecida como "Lei Pelé", que foi criada com o intuito de dar mais transparência e profissionalismo ao esporte nacional. Ela previa no seu nascimento o fim do passe nos clubes de futebol no Brasil, o direito do consumidor, disciplinou a prestação de contas por dirigentes de clubes e a criação de Ligas. Determinou ainda a profissionalização, com a obrigatoriedade da transformação dos clubes em empresas. 

Porém essa Lei foi bastante modificada, até podermos chegar a situação atual, definida pela Lei 10.672 de 15 de maio de 2003, que estabelece base para tal mudança. Atualmente, o artigo 27 da Lei Pelé diz: "É facultado às entidades desportivas profissionais constituírem-se regularmente em sociedade empresária, segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil."

Até hoje se discute sobre a organização dos clubes de futebol, tentando enquadrá-la como uma atividade comercial ao invés de sociedades civis. A diferença básica está na origem da formação desses grupos.

Uma sociedade civil nasce de uma organização popular, voluntária em torno de interesses, propósitos e valores. Tem uma participação popular e política muito grande. Em geral ela auxilia na formação de um conceito de cidadania e de participação política da população. Sociedades civis são frequentemente povoadas por organizações como instituições de caridade, organizações não-governamentais de desenvolvimento, grupos comunitários, organizações femininas, organizações religiosas, associações profissionais, sindicatos, grupos de auto-ajuda, movimentos sociais, associações comerciais, coalizões e grupos ativistas.

Tudo isso é conceito, hoje em dia em geral isso tudo foi desvirtuado com as relações milionárias que em geral essas associações tem entre si ou com organismos estatais, participação política etc., mas servem como ilustração das diferenças das duas e podem auxiliar no entendimento das duas organizações e de seus objetivos.

Em geral, as sociedades civis são organizações sem fins lucrativos, destinados a promover atividades sociais, educacionais e esportivas, ligadas ao futebol profissional e amador. Já as sociedades comerciais são empresas legalmente constituídas, que fecham balanços contábeis anualmente e existem com objetivos comerciais claros. Em geral, seus objetivos estão na formação de atletas.

Lembro que na época da discussão sobre a Lei Pelé, veio uma questão que persiste até hoje, de que a transformação dos clubes em sociedades comerciais traria a obrigação dos seus dirigentes de serem responsáveis com relação aos gastos dos clubes, sob pena de serem responderem com seus bens pessoais para pagamento das obrigações da empresa. Ora, na organização das sociedades no Brasil, essa responsabilidade fica restrita as Sociedades em nome coletivo, em Comandita ou Sociedades em Conta de Participação, que representam uma parte muito pequena das organizações comerciais. Em geral e também no caso dos clubes de futebol, as empresas são formadas a partir de Sociedades por cotas de responsabilidade limitada (LTDA), que limitam a responsabilidade de seus dos sócios à integralização de sua cota de capital, não podendo, uma vez integralizado o capital social, o patrimônio pessoal do sócio responder pelas dívidas sociais;

Em geral então temos de um lado, clubes que contam com a mobilização de grandes massas como Palmeiras, Corinthians, etc, que são sociedades civis... Clubes do interior, que nasceram de uma vontade popular ou clubes que nasceram da organização de trabalhadores locais, especialmente ligados a formação da cidade, como no caso da ferrovia. Temos também casos de empresas formadas com participação política de seus prefeitos, visando a participação da população da cidade e o crescimento e desenvolvimento dos conceitos de cidadania e de participação popular de forma política.

Essa movimentação para transformação do clube em empresa e a criação de vários clubes comerciais veio após a regulamentação da Lei Pelé e está intimamente ligada ao objetivo do clube e na capacidade que essas empresas tem de captar investimentos. São times em geral novos e bem sucedidos, mas que apesar de terem títulos e acessos, não tem apelo popular.

Já os clubes provenientes de sociedades civís por não terem fins lucrativos são geralmente aqueles que atrasam salários, tem dezenas de ações de ex jogadores, mas que conseguem atrair umn público fanático em seus jogos.

Clubes apoiados por prefeituras também conseguem uma boa mobilização, mas estarão sempre condicionados ao apoio municipal, subsidiando ingressos para mobilizar seus torcedores. A partir do momento que a prefeitura tira o apoio... a tendência é do time sucumbir. 

Escrevi essa reflexão para tentar entender e explicar a razão da existência de clubes sem torcida e sem tradição, que tanto chamam a atenção por sua competência administrativa mas que não conseguem apoio popular contrastado com o mito que em geral a crônica tenta passar dizendo que quando um clube vira empresa, os dirigentes pagarão as dívidas do clube do próprio bolso e com isso serão mais responsáveis.

Nem uma coisa, nem outra... na realidade a Lei hoje facilita a organização de grupos seja para formação de clubes ou a formação de empresas. O futebol no Brasil continua movimentando milhões e segue sendo uma categoria profissional sem maiores regras, o que facilita grupos com maior poder de investimento. Temos empresas ricas, federações ricas, empresários ricos, jogadores ricos contrastando com clubes pobres, campeonatos pobres e futebol... Pobre Futebol!!!

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O racismo no futebol

O preconceito racial ou racismo é um traço da humanidade, ao longo do tempo. Vem de um modo de pensar que dá importância e distinção a raças humanas, relacionando características físicas hereditárias, inteligência e manifestações culturais, estabelecendo superioridade entre uma raça em relação a outra. Não tem nenhuma base científica, apenas uma crença que justificou, por exemplo a escravidão e o domínio de determinados povos em relação a outros, principalmente em relação aos europeus.

No Brasil, apesar de ser um país composto por várias etnias, o racismo existe e está presente da pior forma, de forma velada e escondida na sociedade. É comum vermos a extrema valorização de pessoas pertencentes a grupos onde existe a presença do racismo para justificar uma posição contrária do povo. Porém quando percebem que estão no anonimato, o que vemos é que o assunto é bem mais delicado.

O objetivo dos parágrafos acima é de ilustrar o que ocorreu com Adilson dos Santos Souza. Adilson é um jogador de futebol de 26 anos, revelado nas categorias de base do Corinthians e que foi contratado pelo XV de Piracicaba em 2010. Em 2012 retornou ao Corinthians por empréstimo e atualmente integra o elenco do XV de Piracicaba.

Pela equipe do Nhô Quim já marcou mais de 35 gols. Quando retornou do Corinthians, Adilson tinha fechado uma transferência para o Ceará, mas em um dos exames médicos apontou um problema cardíaco. Fez um tratamento rigoroso e em Agosto de 2013 foi considerado apto para jogar e assinou novo contrato com o XV.

Porém desde que entrou em campo esse ano, Adilson vive um novo drama na equipe Piracicabana... Algo que ele não previa! 

A sua própria torcida passou a dirigir a ele ofensas raciais. A declaração do atleta para a Radio Onda Live AM relatando o ocorrido é forte e comovente: "Estou muito triste. Por tudo que eu já passei, por tudo que eu já vivi e vivo aqui no XV, chegar nesta situação. Eu não peço para ninguém gostar de mim. Pode me odiar, pode me detestar. Com problema no coração, lutei duas vezes para voltar a jogar. E quando volto para uma equipe que tenho respeito, carinho e um amor muito grande, sou tratado com ofensas pessoais. Isso me deixa muito chateado. Chego em casa e vejo minha noiva triste, minha mãe chorando, prima e tios, todos tristes. Isso porque eles vão ao estádio e ouvem os torcedores me xingando de macaco, urubu, infartado... que eu tinha que ter morrido. Isso deixa todos tristes"

A reação da diretoria do XV foi inesperada... Contrataram um novo centroavante, Raphael Macena, do Comercial que já no ano passado foi destaque do time de Ribeirão. Quanto a Adilson, o diretor do XV disse que ele "precisa de um tempo para esfriar a cabeça" e o retirou da lista de relacionados contra o Palmeiras. Segundo o dirigente, a intenção é de preservar o atleta. "O Adilson não pediu esse tempo, mas a gente que está com ele diariamente sente que ele precisa esfriar a cabeça e colocar as ideias no lugar".

Se o atleta não solicitou, por que o afastamento? Qual a razão de contratar outro centroavante? A diretoria do XV tem todo o direito de fazer o que bem entende com seus atletas e definir o seu elenco. Mas a atitude que demostrou nesse caso, não contribuiu em nada para o atleta. Afastado, triste e sem o apoio da torcida, provavelmente Adilson terá seu contrato rescindido e em breve vai procurar outro clube para jogar.

E o racismo e a intolerância prosseguem fazendo suas vitimas!

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Corinthians, Torcida, Bom Senso...

O que ocorreu no Corinthians segue as suas repercussões tanto na imprensa quanto na opinião pública. Uma coisa é certa...A situação no futebol com relação aos clubes de massa está tomando uma proporção de tamanha intolerância que algo mais grave está prestes a ocorrer.

Não vou emitir opinião, apenas avaliações sobre o que aconteceu e o que vem acontecendo e o que está prestes a acontecer...

Primeiro Movimento - O Centro de treinamentos do Corinthians foi invadido por torcedores que quebraram suas instalações e tinham como objetivo agredir os seus jogadores. Conseguiram agredir fisicamente o atacante Paolo Guerrero e quebraram o carro do Zagueiro Bom Senso (Paulo André).

Segundo Movimento - O Corinthians entra em campo para o jogo contra a Ponte Preta, mesmo sem condições psicológicas para tanto, pois a Federação, segundo o Corinthians, ameaçou o clube com sansões pesadas e até a eliminação do campeonato em vigor e rebaixamento para o campeonato de 2015, caso o time não entrasse em campo.

Terceiro Movimento - Atletas do Bom Senso e representantes do sindicato acertam detalhe da "greve" dos jogadores. O objetivo é paralisar o campeonato no próximo final de semana.

Quarto Movimento - membros da Organizada do Corinthians divulgam em rede social, detalhes sobre marca do carro e foto dos veículos dos jogadores, além de ameaçarem com mensagens em seus celulares, conforme reportagem do Portal Terra.

Aos poucos, os torcedores das organizadas entraram legalmente na vida dos clubes. Na maioria dos clubes, os torcedores organizados são sócios e em alguns casos, conselheiros eleitos. No Corinthians, um fundador da torcida "Pavilhão 9" chegou ao cargo máximo no clube. Ao chegar a presidência, Andrés Sanches foi o primeiro membro de torcida organizada que eu tenho notícia a ser presidente de clube.

Então a relação existe. Não adianta querer que os atos cometidos pelos torcedores dentro ou fora do campo não sejam atribuídos também aos clubes. Isso posto, fica claro a responsabilidade do Corinthians na invasão de seu Centro de Treinamento.

Após a invasão, o Corinthians trata o assunto de maneira clara. Entregou tudo o que tinha (uma boa parte das imagens das câmeras de segurança simplesmente sumiram) e pediu punições fortes aos que provocaram a bagunça, se eximindo de qualquer outra relação com o fato ocorrido. Em nenhum momento se discutiu qualquer ação contra as entidades que agiram e continuam agindo para  a intimidação dos jogadores.

Os jogadores então partiram para o que eles chamam de greve. Pautados pela falta de segurança no trabalho, os jogadores se movimentam para paralisar a rodada do final de semana. Eles pretendem obrigar o poder público e os dirigentes a tomarem medidas para conter a violência no futebol.

Para ficar claro, esse movimento não é uma greve. Uma greve se faz contra o seu empregador. Caso os jogadores queiram fazer uma greve, basta simplesmente cruzarem os braços e se recusarem a treinar, comparecerem ao trabalho e não cumprir com as suas obrigações contratuais, Isso é uma greve, ação regulada pela Justiça do trabalho, feita de maneira organizada e consciente, que o empregador também se movimentará para garantir os seus direitos, pois tem seus contratos e obrigações com terceiros.

O que eles querem fazer é uma falácia, somente uma manifestação, que surtirá efeito somente para prejudicar a Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol, cujo presidente eleito por aclamação é candidato a presidência da CBF. Apesar da ideia e da necessidade de se fazer algo, novamente um grupo da sociedade brasileira prefere o caminho de prejudicar terceiros com as suas reivindicações, sem pautar pelo prejuízo de quem realmente foi responsável pela agressão.

Um movimento de greve deve ser feito contra o seu empregador, deve ter pautas consistentes e deve ser o último recurso depois de tentativas de negociação. Os jogadores do "Bom Senso" provavelmente farão essa manifestação (que não se confunda com greve),  e de uma maneira ou de outra, promoverão uma discussão sobre o assunto.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Paulistão segue nas suas divisões

O Campeonato Paulista segue firme em sua maratona anual na primeira divisão. Os jogos vão se encavalando, não sendo possível curtir uma vitória ou se preparar devidamente para o próximo jogo. A triste realidade das equipes é somente recuperar jogadores para a próxima rodada e saber que o ano termina em abril, depois só retorna em julho. Segue um resumo do Paulistão.

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A1 - O Paulistão em sua principal série tem um regulamento muito confuso. No total, são quatro grupos de cinco clubes, que jogam com todos os demais clubes, exceto os que estão no seu grupo. Classificam-se os dois primeiros de cada grupo. Destacam-se pelo bom futebol as equipes do Botafogo (Líder do grupo B), Audax, com um futebol que salta os olhos pela beleza, o São Bernardo, que sufoca seus adversários quando joga no primeiro de maio e o Bragantino, que começou muito bem o campeonato e se mostra consistente.

Destaca-se como artilheiro do campeonato, o jogador David, do Paulista de Jundiaí. A rodada seis tem início hoje com Rio Claro x Ituano, as 19h30 no Dr. Augusto Schimidt Filho e termina na quinta-feira, com Linense x Santos no estádio  Gilberto Siqueira Lopes.

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A2 - O segundo nível do campeonato Paulista tem um regulamento super simples e muito pouco prático para os interesses dos times. São simplesmente 19 jogos, onde se classificam os quatro primeiros colocados para a série A1 de 2015. Para que se tenha uma ideia do que isso significa, o orçamento de cada clube sobe de R$135 mil  para R$2,5 milhões no caso dos times da A1.

A quarta rodada tem início amanhã. o campeonato é liderado pelo Velo Clube, seguido por Monte Azul, Santo André e São Bento. Na artilharia do campeonato temos Leleco, do Velo Clube com três gols. O destaque da próxima rodada é o jogo entre o líder Velo Clube e Santo André (terceiro colocado). O vencedor provavelmente assume a liderança.

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A3 - O terceiro nível da primeira divisão do estado de São Paulo teve a sua primeira rodada disputada no último fim de semana. O destaque da primeira rodada foi a goleada do Taubaté sobre a Santacruzense pelo placar de 4 a 0.

O regulamento segue o mesmo dos anos anteriores. Ao final de 19 jogos, classificam-se os oito primeiros que formam dois grupos de quatro equipes. As duas primeiras de cada um desse grupos se classificam para a série A2 em 2015.

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Segunda Divisão - A Segundona Paulista teve sua tabela e seu regulamentos divulgados ontem pela Federação Paulista de Futebol. O campeonato terá início somente em abril e será disputado por 39 equipes, divididos em sete grupos, onde se classificam para a segunda fase os três primeiros colocados de cada grupo.

As novidades são o retorno do Guarujá, Paulínia e Lemense. O grande destaque é o retorno do VOCEM, que estava afastada da disputa desde 2002. O campeonato terá sua pausa no período da Copa do Mundo, retornando normalmente em 20 de julho.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Rio Branco bate Barueri e se reabilita

Rio Branco e Barueri abriram a terceira rodada da série A2 do Campeonato Paulista agora pela manhã. O jogo foi acompanhado pela transmissão da RedeTV. Jogando na Arena Barueri e contando com um técnico interino, o ex-zagueiro Julio Cesar, que hoje é coordenador técnico da equipe de Americana comandou o time dentro de campo hoje.

Os dois times vinham de derrota, o Barueri foi derrotado pelo Monte Azul, enquanto o Rio Branco perdeu para o Capivariano. O jogo já começou com um gol do Rio Branco. Pedrão (o mesmo que é o maior artilheiro da história do Barueri) aproveitou um cruzamento e fez 1 a 0 aos 40 segundos de jogo.

O Barueri foi pra cima e aos 28 minutos empatou em uma bela cobrança de falta de Alex Maranhão. Mas mesmo assim o Rio Branco sempre levava mais perigo, a ponto de Robertinho perder um gol sem goleiro, da pequena área... incrível.

Na segunda etapa, o Barueri tentou apertar a marcação, para pressionar o Rio Branco na saída de bola... mas o forte calor jogou ao lado do time de Americana, que aos poucos foi tomando conta do jogo até que em uma bela jogada de ataque, Rafinha recebeu a bola e na entrada da área marcou um belo gol.

Desordenado, o Barueri tentava o gol a todo custo, até que nos acrescimos, Pedrão recebeu a bola na intermediária, percebeu o goleiro adiantado e fez um golaço, definindo a vitória do time do Rio Branco.

A rodada da A2 prossegue hoje a tarde com Santo André x Marília as 16 horas no Bruno José Daniel. As 17 horas Catanduvense x Capivariano e São Bento x União Barbarense. As 19 horas tem São Caetano x Guaratinguetá. As 19h30 tem Itapirense x Red Bull.

Amanhã, pelo fechamento da rodada as dez da manhã teremos Monte Azul x Ferroviária e Mirassol x Velo Clube. fechando a rodada, as 16 horas, o Grêmio Osasco pega o Batatais e o São José enfrenta o Guarani no Estádio Stravos Papadopoulos, em Jacareí, pois o seu estádio está interditado.

Os jogos entre São Caetano x Guaratinguetá e  Monte Azul x Ferroviária tem previsão de transmissão pela Rede Vida.

Torcedor, acompanhe o time da sua cidade!

Marcelo Alves Bellotti