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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

São Bernardo 0x1 Audax

Hoje a tarde jogaram São Bernardo e Audax no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. A expectativa era enorme por parte da torcida do Tigre, que compareceu em bom número ao seu estádio para acompanhar a partida.  No total, foram 8.384 pagantes que proporcionaram uma arrecadação de R2127.885,00.

No começo de jogo, o São Bernardo dava mostras do porquê era 100% no Paulistão. Marcando a saída de bola do time adversário, os comandados de Edson Boaro chegavam com muita intensidade no ataque e as chances de gol foram surgindo.

Bady comandava o meio campo do time do ABC. Em uma boa trama do ataque, Erick Flores quase abre o placar, logo a dezesseis minutos do primeiro tempo. Passado os primeiros minutos, o ímpeto do São Bernardo foi caindo e o Audax começou a tomar conta do jogo.

Aliás, o estilo de jogo do time de Osasco é completamente diferente do trivial, que normalmente encontramos por aí. O elenco do Grêmio Audax Osasco é composto por jogadores versáteis, que atuam em mais do que uma posição em campo. A movimentação de seus jogadores é constante, apesar de guardarem uma organização tática, o time está sempre ocupando o espaço onde a bola se encontra.

Em noventa minutos o time do Audax não deu mais do que três chutões para frente, para afastar uma bola perigosa na sua área. Sempre que o time recuperava a bola em seu campo de defesa, saia jogando tocando a bola. Para isso, contou também com uma atuação perfeita da dupla de zaga. Fernando Diniz aposta em jogadores de habilidade para comandar seu time desde a saída de bola da defesa para o ataque, utilizando jogadores de meio campo como o volante Francis na zaga ou dando um poder de marcação a Nenê Bonilha, responsável em levar a bola da defesa ao ataque.

O time de Osasco realmente impressiona pela organização tática e pelo toque de bola. Aos poucos foi dominando a situação e a partir da metade do segundo tempo, dominava amplamente o jogo. Mas o domínio e o toque refinado não resultva em penetrações e o último passe não saía. Como o time não arriscava chutes de longa distância, o domínio não se transformava em gol.

Até que aos 37 minutos do segundo tempo, Tiago Silvy, que tinha entrado na equipe no lugar de Caion acertou um canudo de fora da área e fez um golaço!

Em desvantagem, o time de Edson Boaro se lançou para o ataque e até assustou em bolas paradas, mas no final prevaleceu o bom futebol do Audax, que chegou a sua primeira vitória no campeonato.Fernando Diniz ainda vai ter trabalho para fazer esse time marcar gols, pois até o momento foram apenas dois gols em quatro jogos.

Na próxima rodada, o São Bernardo vai até Itu enfrentar o Ituano, enquanto que o Audax recebe a equipe da Portuguesa, no Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco. A partida estava marcada para o Estádio Nicolau Alayon, no bairro da Barra Funda, em São Paulo, mas foi transferido pois o Estádio está interditado pela FPF.

Torcedor, acompanhe o time da sua cidade!

FICHA TÉCNICA:
SÃO BERNARDO 0 X 1 GRÊMIO OSASCO AUDAX
Local: Estádio 1º de Maio, em São Bernardo (SP) 
Data: 28 de janeiro de 2014, terça-feira 
Horário: 19h30 (de Brasília) 
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP) 
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP) 
Cartões amarelos: Fernando Lombardi (São Bernardo). João Paulo e Velicka (Audax) 
GOL: AUDAX: Thiago Silvy, aos 37 minutos do segundo tempo

SÃO BERNARDO: Wilson Júnior; Rafael Cruz, Fernando Lombardi, Luciano Castan e Eduardo; Daniel Pereira, Edson Felipe (Diogo Acosta), Marino e Bady; Márcio Diogo (Gil) e Erick Flores (Jean Carlos) 
Técnico: Edson Boaro

GRÊMIO OSASCO AUDAX: Felipe Alves; Velicka, Francis, João Paulo e André Castro; Nenê Bonilha, Tchê Tchê (Carlos Magno), Camacho e Denilson (Mateuzinho); Caion (Thiago Silvy) e Rafinha
Técnico: Fernando Diniz

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 26 de janeiro de 2014

Gremio Osasco e Catanduvense perdem para o calor

Hoje pela manhã acompanhei a partida entre Grêmio Osasco e Grêmio Catanduvense, pela primeira rodada da série A2 de 2014. A partida foi realizada no Estádio Prefeito José Liberatti , no bairro Rochdale, em Osasco.

O jogo foi disputado em um clima de calor intenso, o que atrapalhou as duas equipes. O jogo começou com um predomínio do time da casa, porém sem muita força ofensiva. O time do Osasco, chegava bem ao ataque com os laterais, mas não tinham como centrar pois não havia o cara de referência na área. A melhor oportunidade chegou com um tiro de fora da área do bom lateral Wallace.

No final do primeiro tempo, um lance polêmico... em um belo contra-ataque, a bola foi lançada para o atacante do Osasco, que saiu livre na frente do goleiro e quando ia bater para o gol, foi travado com falta por trás pelo defensor do Catanduvense. O árbitro assinalou a falta, mas deu apenas o cartão amarelo para o defensor do Catanduvense, o que gerou uma revolta por parte dos torcedores do GEO.

O time da Catanduvense levava perigo nos contra-ataques, porém a alta temperatura fazia com que as equipes diminuíssem demais o ritmo de jogo. As melhores ações foram sempre do time da casa, fazendo com que o goleiro Veloso aparecesse com destaque na segunda etapa.

No final de jogo, prevaleceu o calor. Nenhuma das duas equipes conseguiu mostrar um futebol tecnicamente brilhante. O resultado de zero a zero acabou sendo um retrato do que foi a partida em Osasco.

O jogo foi acompanhado por 809 pagantes, o que proporcionou uma arrecadação de R$5.909,00. A próxima partida do Catanduvense será disputada na quarta-feira as 20 horas em Catanduva, contra o Marília. O Grêmio Osasco joga as 20h30 contra o Guarani, com o mando cabendo ao time campineiro.


Grêmio Osasco
Jeferson; Wallace, Peterson, Klésio e Dudu Mazão; Gabriel (Mendes), Fran, Devid e Geninho; João Paulo (Vinícius) e Ingro(Dedé).
Técnico: Zé Augusto.

Catanduvense
Veloso; Wagner Alegrete (Diego Pitbul), Rodrigo Rizo, Nilo e Marcelo; Gilberto, Fabinho, Marcelo Pinheiro (João Gabriel) e Juninho (Felipe Dias); Júnior Piauí e Walker.
Técnico: Jorge Saran.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ituano 0x0 Portuguesa... Muito calor e pouco futebol

Segunda rodada, resolvi enfrentar o calor e a ameaça de tempestades e ir até Itu, acompanhar a estréia do Ituano contra a Portuguesa. Já estou me acostumando com o absurdo preço dos pedágios da Castelo Branco. Ida - R$9,00 + R$3,30 e Volta R$6,60 + R$3,30. Isso fora os R$1,50 + R$2,60 que resolvi pagar na volta ao decidir voltar pelo Rodoanel, evitando os transtornos causados pela chuva em Osasco.

Chegando em Itu, me dirigi as Sociais, pois a ameaça era de chuva forte. Encontrei um torcedor, que parou o carro para me perguntar o que estava acontecendo no estádio. disse a ele que era o jogo do Ituano. ele perguntou: -Ué.. mas o jogo não é a noite? Jogo no meio de semana tem que ser a noite, senão ninguém vem mesmo! Depois eles reclamam!!!

Sábias palavras, deduzidas do óbvio de quem pensa em um jogo de futebol como um evento feito para que os fão do esporte acompanhem os jogos nos estádios. Mas esses eventos parecem estar descolados dos interesses do torcedor. A emissora que detém os direitos de transmissão negocia através de Pay per View dez jogos por rodada, tem que garantir que quem comprou o seu pacote possa assistir o máximo de jogos por rodada. Se todos os jogos acontecerem no mesmo horário, esse direito não será garantido.

Essa é só mais uma das aberrações da TV paga no Brasil. Em outros países, quando o consumidor adquire um pacote no Pay per View, ele compra somente os jogos de sua equipe. Dessa maneira, os outros jogos podem ser jogados na mesma data e hora, pois ele comprou somente o direito de ver a sua equipe. Aqui se negocia o campeonato todo. Acaba tendo que utilizar dessa manobra para poder garantir o direito de quem compra.

Ao entrar no Estádio podemos ver o Estatuto do torcedor sendo cumprido, com pelo menos dois funcionários do clube para monitorar a entrada em cada portão, orientando os torcedores. O preço do ingresso é o mesmo que paguei na primeira rodada. Arquibancada R$40,00 e Cadeira Coberta R$60,00. Logo após a entrada do estádio, pude ver a Loja do torcedor, que continha os produtos originais do Ituano.

Entrei com o jogo em andamento. Do jogo em si não vi muita coisa digna de registro. O time da Portuguesa sofre muito com a falta de entrosamento, já que é um elenco totalmente novo e o Ituano tentou controlar o jogo. O meia Cristian abria o jogo pelas laterais, mas os cruzamentos encontravam sempre a zaga da Portuguesa bem postada. No primeiro tempo, em uma bola na diagonal entre a zaga da Lusa, a bola sobrou para Jackson Caucaia que bateu forte para uma grande defesa de Gledson. O forte calor ditava o ritmo da partida. Ambas as equipes sentiram demais o clima quente de Itu. Acompanhe os melhores momentos do jogo clicando aqui.

A Portuguesa tentou equilibrar as ações na segunda etapa, mas mesmo assim as melhores chances ainda foram do Ituano. Paulinho, batendo uma falta para uma grande defesa de Gledson e a bola batendo na trave, depois Anderson Salles e no final Marcão, que entrou no lugar de Jean Carlos, levaram perigo ao gol da Lusa.

No lado do Ituano, o técnico Doriva gostou do que viu da sua equipe: “O meio campo fez um excelente trabalho. Conseguiu manter a posse de bola, envolveu a Portuguesa . No ataque, Jean Carlos tem muito que evoluir. Gostei da primeira participação dele. Na defesa tivemos um setor consistente, mas que cometeu alguns erros que podem ser corrigidos. Infelizmente perdemos o Dick, que saiu lesionado. Vamos recuperar os atletas e nos preparar para o próximo jogo”.

O jogo foi acompanhado por 783 pagantes. Outras curiosidades... no intervalo de jogo, o Ituano selecionou dez torcedores para cobrar pênaltis. Cada pênalti convertido dava direito a uma camisa oficial do clube. Antes de começar o segundo tempo, ganhei ainda uma "tabela de bolso" contendo todos os jogos do Ituano na temporada. Se a Federação Paulista de Futebol não faz a sua parte e coloca o jogo em horários ridículos, o clube se mostra preocupado com o tratamento ao seu torcedor, com promoções e oferecendo serviços. O clube ainda anunciava, que para o jogo contra o Santos estava a venda o "Passaporte" que poderia ser pago em até seis vezes no cartão de crédito (no total, seis parcelas de R$20,00) que dariam direito a uma camisa oficial do time.

No final, a chuva prometida não veio. Saí do estádio e conforme me aproximava de São Paulo, as nuvens iam ficando cada vez mais carregadas, até que ao chegar em São Roque, o temporal desabou... muita chuva e muito raio!

A tendência para a próxima rodada é acompanhar a estréia do Grêmio Osasco pela série A2, contra o Catanduvense no estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco.

Até Lá! Acompanhe os jogos do futebol do Interior! Torcedor: Apoie o time da sua cidade!

FICHA TÉCNICA 
ITUANO 0 X 0 PORTUGUESA
Local: Estádio Novelli Júnior, em Itu (SP) 
Data: 22 de janeiro de 2014, quarta-feira 
Horário: 17 horas (de Brasília) 
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho 
Assistentes: Mauro André de Freitas e Samuel Augusto Vieira Paião
Cartões amarelos: Fernando Gomes, Diego Augusto, Valdomiro, Bruninho e Giovanni (Portuguesa); Airton (Ituano)

ITUANO: Vagner; Dick (Airton), Alemão, Anderson Salles e Dener; Josa, Paulinho, Jackson Caucaia e Cristian; Rafael Silva (Túlio) e Jean Carlos (Marcão) 
Técnico: Doriva

PORTUGUESA: Gledson; Régis Souza, Diego Augusto, Valdomiro e Bryan; Fernando Gomes (Renan), Bruninho, Diego Silva (Willian Magrão) e Wanderson; Leandro (Giovanni) e Henrique 
Técnico: Guto Ferreira

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 19 de janeiro de 2014

São Bernardo vence Botafogo na abertura do Paulistão 2014

Ontem se iniciou o Campeonato Paulista da primeira divisão na sua série A1. Nesse campeonato, a ideia é fazer a promoção de pelo menos um jogo por rodada para mostrar que a história dos regionais não se resume a jogos sem sentido como a crônica esportiva quer passar ao torcedor. 

Acompanhei ontem o jogo entre São Bernardo x Botafogo no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. Ao chegar no Estádio, pude constatar o respeito ao Estatuto do Torcedor, com monitores do time da casa em todos as entradas do campo, informando e orientando os torcedores. A torcida do Botafogo se fez presente no Primeiro de Maio. 

A história do estádio Primeiro de Maio extrapola o futebol. O campo foi palco das manifestações sindicalistas na década de 80, período de transição de uma ditadura sucessória que existia no Brasil ao que foi chamado de redemocratização da sociedade brasileira. São Bernardo do Campo foi palco das greves de metalúrgicos, que se concentravam em assembleias no Estádio.

O Estádio tem problemas quanto ao acesso a cadeirantes. Pude observar um torcedor cadeirante assistindo o jogo em um espaço que serve somente para acesso a arquibancada, com a visão prejudicada pelas placas de publicidade.

Em campo, a expectativa para a estréia dos dois times no Paulistão. O jogo começou com o São Bernardo sendo mais intenso e rapidamente dominando as ações do meio campo. Exercendo uma marcação pressão o time da casa dominava as ações ante a um Botafogo assustado. O gol não saiu nos primeiros minutos e aos poucos o Botafogo foi equilibrando as ações, atacando pelo lado esquerdo, pois o setor direito da defesa do São Bernardo parecia ser o mais fraco do time.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, o meia Camilo saiu com uma contusão que pareceu séria no ombro. Em seu lugar, entrou Léo. Quando tudo se encaminhava para um empate sem gols no primeiro tempo, Bady acertou um belo chute de fora da área e fez um golaço abrindo o placar para o São Bernardo. Confira o gol clicando aqui.

No intervalo do jogo, um fato curioso. Um gandula acusou que alguém do banco de reservas do Botafogo o teria agredido com um soco na boca, mas não soube identificar o agressor. “Foi um zagueiro barbudinho. Vou depois na polícia registrar um boletim de ocorrência e ver o que acontece”.

No segundo tempo o que se viu foi mais do mesmo. O Botafogo veio com mais ímpeto, sempre atacando pelo lado esquerdo, mas com pouquíssima penetração, os lances de gol não existiram. O São Bernardo tentava nos contra ataques mas também sem conseguir chegar ao gol adversário. 

Para mudar o panorama do jogo, o técnico Wagner Lopes do Botafogo tirou Sérgio Mota para colocar Wellington Bruno. O meia não gostou da substituição e não cumprimentou o seu técnico na saída. Ao ver a cena, pensei comigo...O tempo passa, mas as pessoas não mudam nunca.

E o jogo seguiu assim até o seu final, o técnico do São Bernardo ainda promoveu a reestreia de Erik Flores e colocou Gil no lugar de Marcio Diogo. Gil conseguiu ameaçar um pouco mais com sua velocidade. Em um lance de perigo no contra ataque, Gil puxou a defesa do Botafogo e abriu espaço para o chute de Careca, que Gilvan teve dificuldades para defender.

O Botafogo colocou Willian Xavier, que pelas informações em Santo André, teria encerrado a sua carreira. Mas ele entrou, deu uma boa movimentação ao ataque, buscou o jogo, mas o time de Ribeirão Preto insistia em bolas aéreas, que produziam muito pouco efeito na zaga do São Bernardo.

No final do jogo, Diego Jussani entrou no lugar do Bady, para tentar dar um pouco mais de poder de marcação, pois o Botafogo atacava muito pelo lado esquerdo e o time do ABC mostrou muita fragilidade na marcação do seu meio campo. 

O jogo terminou com a vitória do São Bernardo, que se não fez justiça ao placar, pelo menos mostrou ser mais eficiente. O jogo foi acompanhado por 8.244 pessoas para uma arrecadação de R$126.415,00. Um ótimo público para a primeira rodada do Paulistão.

Acompanhe o melhor do futebol regional nesse espaço. Faremos a cobertura de um jogo por rodada do Paulistão 2014 em todas as suas divisões.

FICHA TÉCNICA
SÃO BERNARDO 1 X 0 BOTAFOGO-SP

Local: Estádio 1º de Maio, São Bernardo (SP)
Data/Hora: 18/01/2014 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Fábio de Jesus Volpato Mendes
Assistentes: Paulo de Souza Amaral e Alberto Poletto Masseira.
Gol: Bady, aos 44'/1ºT

SÃO BERNARDO: Wilson Júnior; Rafael Cruz, Lombardi, Luciano Castán e Eduardo; Daniel Pereira, Marino (Erick Flores), Edson e Bady (Diego Jussani); Careca e Márcio Diogo (Gil). Técnico: Edson Boaro.

BOTAFOGO-SP: Gilvan; Daniel, César Gaúcho, Henrique Mattos e Augusto Ramos; Gilmak, Hudson, Camilo (Léo) e Sérgio Mota (Wellington Bruno); Leandro (Willian) e Marcelo Macedo. Técnico: Wagner Lopes.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 18 de janeiro de 2014

Cianorte garante vaga na Justiça Comum

O Cianorte, time da cidade do mesmo nome, localizado no noroeste do Paraná conseguiu uma liminar na justiça comum, apoiando-se no Estatuto do Torcedor, que garante o seu ingresso na série C em 2014.

A alegação é baseada no Art.9 § 5º que diz "É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva". Segundo o time paranaense, em 2011 foram promovidos cinco clubes da série D para a série C.

Explicando o ocorrido: Em 2011 após uma batalha jurídica entre CBF e Rio Branco, por conta do time do Acre jogar em seu estádio após liminar na Justiça Comum, a CBF excluiu o time acreano da competição e deu a vaga para o quinto colocado da série C, o Treze de Campina Grande. Após algumas batalhas judiciais e a interrupção de uma fase da série C, ambos os times foram confirmados para o torneio que passou a ser disputado por 21 equipes.

O Cianorte então, quer o direito de participar da terceira divisão, pois alega que houve a promoção de cinco times em 2011, fato que deveria ser repetido em 2012 (quando a equipe paranaense foi a quinta colocada). Mas isso não é tudo... A equipe paranaense alega ainda ter em mãos um ofício da CBF que garantia a sua participação na série D de 2013, uma vez que esse campeonato depende da classificação do time no campeonato regional. 

A CBF não confirmou esse ofício e o time paranaense não participou da série D em 2013, o que segundo o seu presidente, sr. Lucas Franzato gerou um prejuízo de aproximadamente R$3 milhões. "Por isso entramos na Justiça Desportiva, mas não conseguimos a vitória. Depois estudamos muito e decidimos entrar na Justiça Comum.

Certamente isso será discutido nos tribunais e teremos desdobramentos até o início do Brasileiro. O fato é que a Lei Federal 10.671, alterada pela Lei 12.229 em julho de 2010 não é cumprida na sua totalidade e dá margem a esse tipo de interpretação. Como a justiça desportiva foi desmoralizada nos casos entre Portuguesa e Fluminense, na aplicação de uma simples punição de um jogador que claramente jogou de maneira irregular, o precedente foi aberto para ingresso na Justiça Comum.

E viva o nosso futebol!!!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 11 de janeiro de 2014

Tapetão 2013... longe de um final!

Novamente vamos falar sobre o caso da decisão da Justiça Desportiva acerca do Campeonato Brasileiro realizado no ano passado, que alterou um resultado de campo nas partidas entre Portuguesa x Grêmio e Flamengo x Cruzeiro.

Ontem um advogado torcedor do Flamengo e outro advogado torcedor da Portuguesa conseguiram através de decisão liminar do mesmo juiz, que fosse suspensa a punição imposta para os clubes e restituída à pontuação obtida pelo resultado da partida.

Peço uma reflexão sobre as alegações e principalmente, sobre o mérito (que originou toda essa confusão) do que aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 na primeira Divisão

A alegação para que a justiça concedesse a liminar é a de não cumprimento do Art. 35 da Lei 10.671, conhecida como "Estatuto do Torcedor" que garante que as decisões da Justiça Desportiva devem ter a mesma publicidade que as decisões dos tribunais federais. Note que aqui não é citado o princípio da publicidade consagrado pelo art.37 da Constituição Federal. O artigo da Lei prevê a mesma publicidade das decisões proferidas pelos tribunais federais.

Não tenho conhecimento de como é dado à publicidade aos atos dos tribunais federais, se são através de publicações em sites específicos. Sei que nunca vi tais decisões tornadas públicas. Tomei a decisão então de entrar no site do STF para verificar a publicidade quanto as suas decisões. A última atualização, feita em 11/01/2014 consta decisões do tribunal no período de 12/12 a 19/12/2013. Acompanhando um processo decidido nesse período, a publicação foi feita a partir da sentença do Ministro. Porém a publicidade só se deu em 11/01/2014.

Existe uma diferença sensível entre publicidade e publicação, onde nem sempre a publicação de uma sentença garante a publicidade da mesma. Segundo o dicionário, publicar significa tornar publico e publicidade significa divulgar informações utilizando-se de veículos normais de comunicação. A publicidade então se dá por meios de comunicação, feita de maneira clara e com qualidade suficiente para que o público entenda a mensagem. Existe uma ótima definição das diferenças feita por Antônio Carlos Cintra do Amaral, a respeito do assunto. Para conhecê-la, clique aqui.

Após ler cuidadosamente toda a Lei Federal 10.671, podemos observar vários artigos que não são cumpridos, como por exemplo, o Art. 27 II que prevê meio de transporte, ainda que oneroso, para condução de idosos, crianças e pessoas portadoras de deficiência física aos estádios, partindo de locais de fácil acesso, previamente determinados. A Lei determina ainda que somente estejam dispensados de cumprimento desse artigo, os estádios com capacidade inferior a 10.000 pessoas. Em seu art.30 parágrafo único, a Lei diz "A remuneração do árbitro e de seus auxiliares será de responsabilidade da entidade de administração do desporto ou da liga organizadora do evento esportivo." Porém, na prática, quem paga os árbitros são os clubes... O dinheiro para isso sai diretamente dos borderôs, como podemos ver em qualquer borderô disponibilizado pela CBF. 

Em uma primeira leitura da Lei, podemos perceber que apesar de ser uma Lei Federal, como dizem os doutos causídicos, alguns de seus artigos são sonoramente ignorados na relação entre torcedores e entidades que organizam as competições. Lembrando que a Lei foi assinada em 15 de maio de 2003.

Vamos agora refletir sobre o mérito do ocorrido, por exemplo, no caso da Associação Portuguesa de Desportos.

Um de seus atletas seria julgado. A Lusa contratou um advogado, que certamente a representou por procuração. O julgamento ocorreu... O advogado fez uma sustentação oral para defesa de seu representado. A Portuguesa perdeu a causa. Foi notificada no ato, através de seu advogado da penalização por duas partidas. Protocolou o recebimento da publicação da sentença do tribunal, dando ciência do resultado. O mundo do futebol agora condena o advogado contratado pela Portuguesa, tentando através de várias ilações, ligar a sua imagem com a dos times cariocas, sobretudo com a do Fluminense, para caracterizar a sua má fé em não informar a Portuguesa da punição de dois jogos ao seu atleta.

Porém ele era contratado da Portuguesa e, se o clube alega que não sabia da decisão proferida na sexta-feira, algo aconteceu na relação entre advogado/clube. O fato é que isso gerou a escalação de um atleta ilegal na partida em que o clube sabia da existência da pena (Seu representante legal deu ciência da punição).

Então, se olharmos para o mérito, a escalação ilegal de um atleta em que o clube envolvido sabia da punição e de forma negligente (ou por falha de comunicação) fez com que o atleta participasse do jogo.

Se olharmos o teor da Liminar, ela faz referência ao descumprimento de uma Lei Federal, que manda dar publicidade (dada ao caso somente após o jogo), o que torna a punição sem efeito, mesmo com o time punido tendo conhecimento do fato.

Ambas as teses podem ser bem fundamentadas por causídicos. O foco da mídia agora está neles. Juristas, desembargadores, especialistas deitam seus conhecimentos nas principais redes de rádio e de televisão em meio a demonstrações de ódio e de intolerâncias de cronistas esportivos e das torcidas. 

Isso em ano de Copa do Mundo, eleições para a presidência da CBF e eleições para Executivo e Legislativo. Todos querem mostrar serviço!

E o futebol... Pobre futebol!!!

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 5 de janeiro de 2014

Copa SP movimenta o Interior e pode "salvar" o futebol

Mais um ano de Copa São Paulo de Futebol Junior... No total, chegamos a 45ª edição. E contando um pouco da história dessa Copa. Ela surgiu em 1969 como um torneio sub 20, e era organizada pela Secretaria Municipal de Esportes. A Taça São Paulo, como era chamada, comemorava o aniversário da cidade e tinha sua partida final jogada em 25 de Janeiro.

A partir de 1987, o então prefeito Jânio Quadros decidiu que o município não arcaria mais com as despesas da  Copa, e entregou a organização a Federação Paulista de Futebol. O que vimos a partir de então foi um outro torneio.

A FPF levou as sedes ao interior de São Paulo, estendendo mais convites as federações de todos os estados. Hoje a Copa São Paulo chega a sua 45ª edição com 104 times divididos em 26 grupos.

As cidades sede fazem as suas apresentações, sempre destacando a importância do futebol de base e mobilizando a cidade para participação.

É claro, aqui ninguém quer tapar o sol com a peneira... o sistema de classificação para a Copa São Paulo não é técnico, e sim político! Equipes são indicadas por suas federações que os fazem da maneira que bem entendem. A própria escolha das sedes não obedecem qualquer critério, apenas o político! O evento é muito mal vendido pela FPF, que distribui para redes pagas e para a Rede Vida em sinal aberto, somente se certificando que a final seja transmitida pela principal emissora do país, desde que envolva pelo menos um time que faça crescer o interesse das TVs.

Então, para a FPF é mais um evento televisivo, tanto que ela sem qualquer preocupação programa o início dos seus campeonatos sem que o seu campeonato de base acabe. Obviamente o interesse dos torcedores cai demais.

Mas as cidades escolhidas fazem a sua parte, como mostra o exemplo da cidade de Penápolis. Essa festa do interior faz com que o futebol ganhe novos adeptos. Ao tentar transformar o futebol em produto televisivo e elitizado, as federações podem ficar mais ricas, mas o futebol vai perdendo o seu interesse como esporte de massa.

Recentemente a Pluri Consultoria juntamente com a Stochos Sports realizou uma pesquisa para determinar o tamanho das torcidas no Brasil. O resultado não foi diferente de outros institutos, a não ser a divulgação de que hoje no Brasil, o maior contingente de pessoas não torcem para nenhum time de futebol. Para ver o resultado da pesquisa clique aqui.

Para que se tenha uma ideia do que pode ser o tamanho do estrago feito pela elitização do futebol, o que transformaria por exemplo o Flamengo como o time de maior torcida em Manaus, sendo que o último jogo que eu achei registrado do Flamengo em Manaus foi em 1996, um amistoso contra o Corinthians de apresentação do atacante Bebeto.

Se o público em Manaus não tiver um campeonato de bom nível, que faça com que seu torcedor vá ao estádio, ou que estimule suas crianças a praticarem o esporte, com certeza um outro esporte substituirá o futebol naquela praça.

Para quem acha isso difícil de acontecer, basta citar o exemplo da cidade de Leme. A cidade tem um time de futebol tradicional, a Lemense, que disputava o campeonato Paulista. Porém a falta total de um incentivo, de investimentos sério para levar o nome da cidade fizeram com que o clube pedisse licença na FPF. Aliado a esse fato, a prefeitura construiu o primeiro campo oficial de Futebol Americano no país. 

Hoje, o público em Leme assiste normalmente seus ídolos do futebol pela TV e se o futebol americano se difundir como esporte no Brasil, logo as crianças da região estarão em Leme para treinar o esporte americano. Hoje essas crianças já acompanham a NFL. Mas o que trás a identificação com o esporte é que a cidade que ele mora vive esse esporte... ele pode torcer para um time da cidade dele... se sente representado.

Obviamente isso requer tempo e investimento. O futebol hoje é um produto essencialmente de mídia e fundamentalmente feito para um público de classe média. Verificamos isso quando vamos comprar qualquer artigo esportivo (Chuteiras, camisas de clubes, bolas, etc). 

Acho que o caminho para o futebol seguir como manifestação popular está nas federações... está no apoio ao futebol em todas as cidades, em levar o público ao estádio para ver o time da sua cidade, que joga sempre em dia e horário diferente do que o time grande que passa na TV... é fazer com que o time da cidade tenha a chance de ganhar um torneio, para que os pequenos torcedores se identifiquem com o futebol, tenham gosto de ver o time de sua cidade.

A pesquisa da Pluri ainda mostra que Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras representam 49,5% dos torcedores no país. Fazer futebol pra esses clubes é fácil, mas privilegiá-los na mídia faz com que os times restantes percam a capacidade de captar investimentos. Sem dinheiro, esses clubes simplesmente fecham e seguirão fechando. O futebol, enquanto esporte de massa, vai fechando junto.

As federações podem mudar isso... hoje a FPF distribui R$ 15 milhões para 4 clubes disputar o torneio regional e R$ 2,4 Milhões para 16 clubes no primeiro nível (A1). No segundo nível (A2) ela distribui R$135 mil e 70 bolas. A distribuição desigual não permite aos clubes disputar o campeonato com os grandes. É óbvio que tem que haver distinção entre as divisões, mas elas não deveriam ser tão grandes. Cabe a FPF cuidar do produto futebol e dos interesses dos seus associados, e não dos interesses da TV, ou de pequenos grupos, que sequer dão valor ao regional, que fazem comissões e se unem para não participar mais do torneio regional e assim elitizar ainda mais o futebol no Brasil.

Nesse sentido, a Copa São Paulo ganha uma importância para as cidades sede, é a oportunidade que elas tem para difundir a prática do futebol nesse centros menores e cuidar do esporte como inclusão social, formando atletas paras os grandes centros, seja no Brasil ou no exterior e acima de tudo formando cidadãos, que terão orgulho de acompanhar o time da sua cidade.

Marcelo Alves Bellotti