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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Tite convca sua primeira seleção

Tite optou pela "bola de segurança", ou seja, jogadores que renderam na sua mão e que ele conhece o potencial. Temos então as surpresas de Giuliano e Taisson (jogaram com ele no Inter), Gil, Fagner, Paulinho e Renato Augusto. Nas demais posições, ele manteve a "base" que já vinha sendo chamada pelo Dunga.

Pareceu coerente essa postura, porém tenho algumas ressalvas. Foram chamados três jogadores do futebol Chinês. O Brasil jogo dia 01 e dia 06. A sorte é que o campeonato Chinês para do dia 21/08 e só retorna dia 09/09. Não que os times sejam prejudicados, mas os atletas não terão o problema da viagem e do fuso.

Um voo direto de Brasilia a Beijing leva cerca de 28 horas mais 11 fusos. O jogador chega após uma rodada com a cabeça parecendo um trevo e quando está acostumando ao fuso, já é hora de voltar. Acho desnecessário, devido a qualidade dos jogadores.

Jogar na China é uma escolha. Então acredito que até por respeito a escolha dos jogadores, eles deveriam ser poupados desse ônus. Tecnicamente tenho restrições técnicas a muitos nomes, como Taisson e  Giuliano, mas temos que observar.

Lista de Convocados:

Goleiros
Alisson (Roma-ITA)
Marcelo Grohe (Grêmio)
Weverton (Atlético-PR)

Zagueiros
Gil (Shandong Luneng-CHN)
Marquinhos (PSG-FRA)
Miranda (Inter de Milão-ITA)
Rodrigo Caio (São Paulo)

Laterais
Daniel Alves (Juventus-ITA)
Fagner (Corinthians)
Filipe Luís (Atlético de Madri-ESP)
Marcelo (Real Madrid-ESP)

Meio-campistas
Casemiro (Real Madrid-ESP)
Giuliano (Zenit-RUS)
Lucas Lima (Santos)
Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHN)
Philippe Coutinho (Liverpool-ING)
Rafael Carioca (Atlético-MG)
Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN)
Willian (Chelsea-ING)

Atacantes
Gabigol (Santos)
Gabriel Jesus (Palmeiras)
Neymar (Barcelona-ESP)
Taison (Shakhtar Donetsck-UCR)

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Brasileirão série C mostra equilíbrio

A série C do Campeonato Brasileiro já está na sua terceira rodada e já demonstra um esboço do que teremos sobre os paulistas na temporada. Falando especificamente do grupo B, aonde temos a presença de cinco paulistas em dez equipes, ou seja 50% do grupo é composto por equipes do estado de São Paulo. 

No total temos 5 paulistas (Guarani, Botafogo, Portuguesa, Mogi Mirim e Guaratinguetá), 2 gaúchos (Juventude e Ypiranga), 2 mineiros (Tombense e Boa Esporte) e um carioca (Macaé).

É muito cedo para falar sobre os favoritos, mas se destacam o trabalho do Juventude que foi vice campeão estadual e o Guarani que ao lado do Tombense permanece invicto. Ambos tem garantias se investidores e surgem como forças.

A nota preocupante, candidato a "saco de pancada" é o Guaratinguetá, que segue sem jogar na cidade que dá nome ao time mesmo com o estádio Dario Rodrigues Leite estar ok. O Guaratinguetá Futebol Limitada, que um dia já se chamou Americana quando mudou a sede para a cidade da região de Campinas disputa seus jogos em Limeira, após um acordo feito com o Independente que cede o estádio e alguns jogadores para que o time dispute a competição. Em três jogos o time ainda não marcou gol e sofreu dez gols, sendo o pior time da competição.

No grupo A o destaque é o Fortaleza, que espera não ser o "eterno cavalo paraguaio" e que esse ano o acesso venha. O Botafogo-PB vem na segunda colocação. Ainda é muito cedo para apontar favoritos e as rodadas apresentam sempre vitórias por placar mínimo. 

Acompanhe a Série C pelos canais Esporte Interativo e na Rede Brasil. Estaremos aqui para informar tudo sobre a série C

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 5 de maio de 2015

Saiu a convocação do Brasil...

Dunga acabou de chamar seus convocados para a Copa América. Algumas novidades e alguns nomes consolidados. Firmino está se consolidando como atleta de seleção. Com característica e formação europeia, a seleção ai tomando forma. Vemos hoje nomes como Fabinho, Filipe Luis, Danilo, Douglas Costa entre outros, com formação Européia.

Cada vez mais a CBF reafirma através de seus membros e alguns técnicos brasileiros que nada mudou no mundo, que o que vemos nas grandes seleções mundiais são meras cópias do que já era praticado no futebol, especialmente no Brasil. Só não da para entender qual o motivo deles técnicos não aplicarem esse futebol por aqui. Dunga, sempre que pode, reafirma que hoje no futebol não há nada de novo e que apenas se copiam o que era praticado nas décadas passadas.

Com relação aos adversários, novamente uma soberba preocupante, a de que "todos consideram o Brasil como o jogo da vida"... enfim! Assim vamos levando o nosso futebol, fazendo de conta que a Copa não existiu, de que não há erros, reafirmando que o nosso campeonato é o melhor do mundo, que o talento dos nossos jogadores resolvem... bla, bla, bla... perdemos ótimas chances de nos reciclar e discutir o futebol como modelo de negócio, onde todos saem lucrando

Segue a convocação da seleção:

Goleiros: Jefferson (Botafogo), Marcelo Grohe (Grêmio) e Diego Alves (Valencia)
Laterais: Fabinho (Monaco), Marcelo (Real Madrid), Filipe Luis (Chelsea) e Danilo (Porto)
Zagueiros: David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Thiago Silva (PSG) e Miranda (Atlético de Madri)
Volantes: Luiz Gustavo (Wolfsburg), Fernandinho (Manchester City), Elias (Corinthians) e Casemiro (Porto)
Meias: Éverton Ribeiro (Al Ahli), Willian (Chelsea), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk) e Philippe Coutinho (Liverpool)
Atacantes: Neymar (Barcelona), Roberto Firmino (Hoffenheim), Diego Tardelli (Shandong Luneng) e Robinho (Santos)

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ceará ganha título da Copa do Nordeste

A alegria coube a torcida do Vozão. Na última quarta-feira o time do Ceará, que confirma a sua força regional e chega pela segunda vez consecutiva na final da Copa do Nordeste, sagrou-se campeão da edição de 2015.

A final desse ano foi contra a equipe do Bahia, dirigido por Sergio Soares, que ano passado dirigia exatamente o Ceará. Os jogos finais além de empolgantes lotaram seus respectivos estádios. Na Fonte Nova, o Bahia levou mais de 40 mil torcedores no jogo de ida e na finalíssima, o Vozão levou mais de 63 mil pessoas no Castelão.

Mas nem tudo foi alegria em Fortaleza. Muita confusão e muita bagunça fazem com que cada vez mais acreditamos que o futebol não é feito por pessoas sérias. A cidade de Fortaleza consegue fazer eventos para mais de 60 mil pessoas sem problemas, mas quando falamos em uma partida de futebol, tudo acontece.

Tudo já começa na chegada ao campo. O Bahia, atrapalhado pela PM chegou ao Estádio atrasado e entrou em campo com doze minutos de atraso. O evento então previsto para as  22 horas começou bem atrasado. Fora de campo, confusões entre PM e torcedores deixaram alguns feridos e causaram muito tumulto e susto entre os torcedores. Entre as torcidas, tudo normal e corriqueiro.

Em campo uma final digna, com ótimas jogadas de ambos os lados. No final, um título merecido a uma equipe que vem trabalhando ha tempos para ser campeão do Nordeste, Parabéns Vozão, legítimo campeão da Copa do Nordeste 2015

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 12 de abril de 2015

Copa do Nordeste chega a sua final

Mais uma final da Copa do Nordeste. E na edição de 2015 teremos Bahia enfrentando o Ceará. O time baiano saiu em vantagem no primeiro jogo contra o sport após empatar em zero a zero. Hoje, jogando na Arena Fonte Nova o time de Sergio Soares venceu o Sport pelo placar de 3 a 2 e chegou a final da competição.

Do outro lado, o Ceará, comandado por silas Pereira chega a sua segunda final consecutiva. finalista em 2014, quando era dirigido por Sérgio Soares, hoje no Bahia, o Vozão foi derrotado pelo Sport naquela oportunidade.

Esse ano, o Vozão chega a finalíssima após empatar com o Vitória no Barradão, mesmo estando duas vezes atrás no placar. A decisão da Copa do Nordeste começa apenas daqui há dez dias, em 22 de abril. O primeiro jogo deve acontecer na Fonte Nova, e o segundo no dia 29, no Castelão.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 24 de janeiro de 2015

Camisas sem manga! Moda ou inovação?

O esporte Clube Bahia decidiu lançar uma moda no país e lançar uma camisa para jogos sem manga, para combater as altas temperaturas do país nessa época do ano. A nova camisa será utilizada em um jogo treino hoje a tarde contra o Bahia de Feira e a promessa será de utilização para a temporada. Para isso o clube fez uma consulta formal a CBF e aguarda a resposta.


Lembrando que no ano de 2002, a seleção de Camarões também utilizou-se dessa mesma camisa, fabricada pela Puma. A camisa foi inclusive utilizada em um torneio internacional, a Copa das Nações Africanas em Mali contra Senegal. 


A Federação de Camarões comunicou a FIFA a sua intenção de disputar a Copa do Mundo de 2002 com essa camisa. A resposta da entidade foi negativa na época, dizendo que o uniforma contrariava as regras do jogo. A proibição prevaleceu, mas a equipe Camaronesa utilizou a camisa na Copa, porém com mangas costuradas em preto, em sinal de protesto.


A proposta é polêmica e serve para uma discussão que pode até ser válida! Essas camisas poderiam ser utilizadas de acordo com a temperatura local, como são normalmente utilizadas as camisas de manga comprida, em partidas de temperaturas muito baixas.

Fica a discussão. O time baiano aguarda o retorno da CBF e enquanto isso, promete somente utilizar o uniforme em jogos amistosos

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015! Pobre futebol Brasileiro!

E 2014 foi embora... um ano onde poderíamos nos afirmar mais como nação, com eventos para marcar uma nova etapa na vida do país, a eleição para presidente, a Copa do Mundo que parou o país em torno da seleção nacional. Parece pelas atitudes tomadas nesse ano, o pessoal supera muito o bem comum.

Ituano foi campeão paulista... sinal de mudança? Nem um pouco... as cotas do Paulistão esse ano conseguem sem mais injustas. O pior são as notícias de alguns sites "especializados" que dizem que o aumento das cotas (de 11,5 milhões em 2014 para 14,5 Milhões em 2015) não cobre sequer a inflação. Ora, se considerarmos o interesse dos quatro clubes grandes na competição e o esforço que eles fazem para participar do campeonato, um aumento de R$0,50 seria demais. Os 16 demais clubes recebem R$2,75 Milhões. Cada um puxa para o seu lado... de um lado a imprensa detonando o campeonato, dizendo que ele não leva a nada e desgasta os clubes de maior orçamento (e que garantem seus níveis de audiência) e de outro os clubes, com seus dirigentes dos quatro clubes protegidos da FPF, que fecham suas contas anuais com o dinheiro e do outro os atletas... montando o bom senso pra acabar com o regional, sugerindo campeonatos e fórmulas que já existem, como se tivessem inventado a roda.

A Copa do Mundo tentou mostrar ao futebol brasileiro e a seus profissionais que se não nos modernizarmos, estaremos fadados a pertencer ao segundo nível do futebol no mundo. Argentinos e Chilenos exportam técnicos a todas as partes do mundo enquanto no Brasil, preferimos fazer aquilo que mais sabemos... eleger culpados, começar do zero e continuar jogando o mesmo futebol, e ainda ver que isso não é um movimento exclusivo da CBF, mas que estamos todos convictos que afastando Luis Felipe Scolari e colocando Dunga no lugar estaremos resgatando o melhor futebol do mundo.

O pior é ver nossos técnicos, como Vanderlei Luxemburgo, afirmar que não conseguiu aprender nada de novo com a Copa. Dizer isso e formar um time que só dá chutões e vive de contra ataque? Mas o pior é que ele não está sozinho nessa... boa parte dos técnicos além dos cronistas também engrossam esse coro.

Futebol milhonário, com atletas ganhando somas astronômicas, hoje foi banalizado um salário de R$100 mil a R$300 mil por mês. E os atletas falam em "bom senso", apontando o fim dos regionais como a grande solução do futebol brasileiro. Os clubes cada vez mais pobres, procurando cada vez mais campeonatos para poder pagar salários astronômicos para seus atletas, vendendo a base para empresários. Enquanto isso, dirigentes e empresários cada vez mais ricos. Ah... mais um gol da Alemanha!

Até quando? Cronistas pregando a elitização do futebol e querendo que os clubes pequenos "se lixem"... os grandes fazem acordos de bilhões com as TVs e viram as costas para o resto do país... um dia essa farra acaba... o povo do "resto do país" como eles colocam, em breve terão outra forma de diversão, outro esporte para poder se divertir vendo ou praticando... algo que não seja restrito a poucos.

Pobre futebol... entra ano e sai ano e é a mesma coisa... que venha 2015!

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Caso Portuguesa. Holofotes e desencontros

Novamente retornamos ao caso da Portuguesa e a escalação irregular do meia Heverton no final do ano passado, que levou o time do Canindé de uma situação tranquila dentro da série A para um rebaixamento com a consequente perda de pontos.

Desde o começo das conversas ficou claro que a Portuguesa cometeu um erro ao utilizar o atleta irregularmente e pagou por esse erro. Porém o que se viu foi uma série de pré julgamentos de todos os lados da sociedade, sempre colocando como pano de fundo a possibilidade de rebaixamento de dois times cariocas.

Primeiramente vieram os "defensores do resultado de campo". Ou seja, escalem quem quiser, pois o que deve prevalecer é o resultado dentro de campo. Depois os defensores de que a pena foi desproporcional. Ora, esses "paladinos da justiça" não se pronunciaram quando do rebaixamento de outras equipes pelo mesmo caso (O Brasil de Pelotas, por exemplo, por escalação irregular de um atleta, onde não pareceu haver dolo). Depois ainda causídicos citaram a Lei Federal conhecida como "Estatuto do Torcedor" para comprovar um erro da CBF que revogaria o julgamento.

Agora, um promotor de justiça do consumidor em São Paulo que encampou o caso, envolvendo nele recursos públicos e um ano de investigação para uma denúncia envolvendo possível corrupção, afirma ter indícios do conhecimento de membros da direção da Portuguesa no caso, mas afirma que "a Portuguesa foi vítima".

Ora, se o presidente da Portuguesa e mais alguns funcionários tinham conhecimento do fato de que o atleta não poderia ser escalado e tomaram uma decisão, não vejo como isentar o clube de culpa. Então os atos de um presidente de clube no exercício do seu mandato não caracterizam atos do clube?  Se o presidente da Portuguesa sabia do fato então a Portuguesa sabia, se o presidente agiu errado, então a Portuguesa também agiu. Não vejo como isolar os atos do presidente de uma empresa aos atos da mesma.

Seguindo ainda nessa linha, em onze meses de investigação, que contou ainda com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) a promotoria pública movimentou todo um aparato do Estado (com o custo pago pelos contribuintes) para investigar a movimentação financeira dos dirigentes da Lusa.

No final do seu pronunciamento, o promotor afirmou que não há comprovação de irregularidade, apenas indícios. Jornais e meios de comunicação (sobretudo os sediados em São Paulo) de apressaram em estampar manchetes dizendo do suborno, isentando a Portuguesa de culpa e transferindo a culpa para dois times cariocas (Fluminense e Flamengo) que tinham total interesse nesse caso. Inclusive o próprio promotor paulista cita nominalmente esses dois clubes.

Raramente me posiciono com opiniões nesse blog, prefiro relatar os fatos e deixar que vocês cheguem a uma conclusão, porém nesse fato gostaria de me posicionar.

1 - Acho um absurdo que um órgão público utilize recusrsos dos contribuintes para assuntos de futebol, seja qual for a justificativa.

2 - A Portuguesa escalou um jogador irregular e portanto sua punição foi correta e justa, uma vez que a pena (perda de pontos) era a única cabível para esse caso.

3 - Caso sejam comprovados os indícios de que o clube tinha conhecimento de que o jogador estava irregular e que recebeu vantagens para escalar o jogador, os clubes envolvidos devem ser punidos esportivamente de maneira severa.

4 - As pessoas envolvidas em crime de corrupção ou suborno devem responder criminalmente pelos seus atos. 

Acredito que devemos agir com responsabilidade. Vi uma reportagem da Folha de São Paulo dizer em sua manchete em destaque "Ministério Público vê indícios de suborno..." e no corpo da mesma reportagem dizer  que a promotoria "... ainda não chegou a nenhuma conclusão sobre se houve corrupção...". Para ter uma opinião melhor formada, leiam mais do que simplesmente o título da matéria. Há muito mais escrito, sobretudo nas entrelinhas. 

Lamento pelo futebol brasileiro e sobretudo pelos péssimos exemplos de valores que passamos como sociedade.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dunga repete sua receita na seleção

A seleção brasileira de futebol parece não ter aprendido a lição ao ser goleada nas semi-final pela Alemanha dentro da sua própria casa. Mesmo com o quarto lugar e uma goleada vexatória que entrou para a história do futebol mundial, o Brasil segue ignorando os problemas para organizar seu próprio futebol, matando o principal esporte do país.

No que se convencionou chamar de "datas FIFA", temos as competições nacionais a todo vapor, retirando justamente na fase decisiva, jogadores importantes para os clubes. Algum desavisado pode dizer: Mas no começo do campeonato, os clubes poupam seus jogadores nos campeonatos nacionais para colocá-los em outras competições. Ora, isso é direito do clube, faz parte do seu planejamento, uma vez que tem o atleta sob contrato e paga o seu salário, coisa que não acontece com a CBF.

Enquanto os jogadores parecem somente estar interessados em como fazer para receber salários (que estão fora de qualquer padrão dentro do Brasil), os erros seguem ocorrendo. A seleção nacional decidiu inovar e trouxe de volta o técnico de 2010, o ex-jogador Dunga.

O técnico se mostra bem mais atualizado. Jogou sempre com as linhas compactas, mostra que tem um plano de jogo (meio retrancado, é verdade) mas tem dado resultado. Em quatro jogos, conseguiu quatro vitórias. O grande erro está fora de campo. A começar pela contratação de um ex-agente de jogadores para coordenar os trabalhos do técnico. 

Gilmar Rinaldi em suas declarações mostra que nada mudou. Chama os jogadores pelo orgulho de defender o seu país, que eles tem que jogar independente do que ocorre em seus clubes. Por esse motivo, afastaram a possibilidade da convocação de Hulk, que pediu dispensa de um jogo alegando contusão.

Mas o que mais chama a atenção novamente é a total falta de preparo do técnico da seleção. Com a mesma mania de perseguição que sempre o acompanhou desde 1990, Dunga sempre que pode mostra orgulhoso o seu desempenho afrente da seleção.

Porém falha, e muito, quando se trata de equilíbrio emocional. Em seu primeiro teste contra a Argentina, fez gestos no mínimo estranhos ao preparador Argentino. Dunga se defendeu dizendo que estava com o nariz trancado por conta da poluição, mas a imagem não deixa dúvidas quanto a sua intenção.


Sua falta total de preparo e decoro salta os olhos. Sempre que possível temos a mesma demonstração. O fato não tem sido comentado por seu empregador, a CBF mas tem repercutido mal em todo o mundo. O gesto pode ser interpretado como de cunho racista. 

E assim seguiremos, demonstrando os valores que realmente importam a CBF em cada jogo do Brasil. E que não aprendemos nada com a Alemanha. Lamentável!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 9 de agosto de 2014

Destaques na Série D

O Campeonato Brasileiro da série D segue a sua terceira rodada mostrando seus destaques em sua edição de 2014. A primeira notícia que merece destaque é o da estrutura que é proprietária do Betim que retorna para a cidade de Ipatinga. O time, segundo seu proprietário, retorna definitivamente para o vale do aço. Com a modernidade da Lei Pelé, que quis transformar clubes grandes em empresas, para poder responsabilizar criminalmente os seus dirigentes, além de não ter conseguido isso, pois os times grandes seguem sendo sociedades civis, ainda favoreceu essa situação , onde clubes empresas ficam trocando de cidade sem respeitar seus torcedores, apenas atendendo os interesses comerciais das empresas.

Em campo, o destaque é a equipe da Tombense, que após a vitória contra o Grêmio Barueri, tornou-se uma equipe com uma campanha 100%. Já o Barueri segue sem pontuação nos mesmos três jogos. Este é outro exemplo de clube empresa. Teve seus dias de glória, mas depois da ida e vinda de Presidente Prudente, nunca mais fez uma campanha boa e vem acumulando rebaixamentos seguidos.

Nos times paulistas, destaque para o CAP, que bateu o Metropolitano pelo placar de dois a zero e segue na segunda colocação do grupo A8 com cinco pontos ganhos em três jogos. O líder do grupo é o Londrina também com uma campanha de 100% com nove pontos ganhos em três jogos.

Temos ainda na competição o Clube do Remo, que segue na segunda colocação do seu grupo que é liderado pelo Moto Clube. O Ipatinga segue em uma campanha pífia, com apenas um ponto ganho em três jogos. Lembrando que o time já foi campeão mineiro. Pelo grupo A5, a liderança é do Brasiliense, que já foi vice campeão da Copa do Brasil. Já o atual campeão paulista, o Ituano cumpre uma campanha ruim, com duas derrotas em dois jogos.

Assim está a Série D, co m seus destaques e com extrema dificuldade para colocar seus jogadores em campo, sem apoio da mídia, vamos levando o futebol no Brasil.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 22 de abril de 2014

Copa Verde: Brasilia campeão em final emocionante

E a Copa Verde chegou ao seu final com os times do Brasilia e do Paysandu disputaram uma final digna no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. A Copa Verde reuniu equipes do Espírito Santo, mais as equipes da Região Norte e Centro Oeste.

A final conseguiu reunir mais de 51 mil pessoas, em uma arrecadação total de R$196 mil reais. O jogo foi bem movimentado, ainda mais com o lance do primeiro gol do jogo, em que o zagueiro Charles do Paysandu foi expulso por colocar a mão na bola dentro da área. Pênalti que Gilmar converteu.

O Brasilia ainda chegou a marcar o seu segundo gol com Alekito aos 9 do segundo tempo, mas Leandro Carvalho descontou para o Papão e levou o jogo para a disputa por pênaltis.

No final, parabéns a equipe candanga que chega ao seu primeiro título regional e se classifica para Copa Sulamericana de 2015

FICHA TÉCNICA
BRASÍLIA 2 (7) X (6) 1 PAYSANDU
Local:   Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 21 de abril de 2014, segunda-feira
Público presente: 51.701
Renda: R$ 196.945,00
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: Francisco Casimiro de Sousa (TO) e Nilton Pereira da Silva (RR).
Cartões amarelos: Alekito e Pedro Ayub (Brasília); Yago Pikachu (Paysandu)
Cartão Vermelho: Charles (Paysandu)
Gols:
BRASÍLIA: Gilmar, de pênalti, aos 39min do 1º tempo; Alekito, aos 9min do 2º tempo;
PAYSANDU: Leandro Carvalho, aos 39min do 2º tempo
Pênaltis:
BRASÍLIA: Natan, Daniel, Renan, Claudecir, Índio, Alekito e Fernando converteram. Mateuzinho desperdiçou.
PAYSANDU: Augusto Recife, Yago Pikachu, João Paulo, Leandro Carvalho, Djalma e Bruninho converteram. Lima e Heliton desperdiçaram.

BRASÍLIA: Artur; Fernando, André Nunes, Índio e Kaká (Renan); Pedro Ayub, Clécio (Daniel), Mateuzinho e Gilmar (Natan); Alekito e Claudecir
Técnico: Luiz Carlos
PAYSANDU: Matheus; Yago Pikachu, Charles, João Paulo e Airton (Leandro Carvalho); Augusto Recife, Billy (Pablo), Zé Antônio (Heliton), Bruninho e Djalma; Lima
Técnico: Mazola Júnior

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A CBF e suas liminares

Quando você pensa que está tudo terminando e que o Campeonato Brasileiro terá o seu início... você se engana!!! Um torcedor ligado a Portuguesa de Desportos conseguiu uma liminar que suspende os efeitos do julgamento que retirou os quatro pontos da Portuguesa. Novamente nesse caso, teríamos o Flamengo rebaixado. Tudo isso após a CBF reconhecer a culpa que levou o Figueirense ao erro de escalar um jogador supostamente irregular, que levou a um pedido de liminar para a inclusão do Icasa na primeira divisão do campeonato sem ao menos seu caso ser julgado pelo STJD ou qualquer órgão da Justiça desportiva.

Isso tudo paralisa as séries A e B, uma vez que ninguém sabe quem irá participar do Campeonato. A Portuguesa, por exemplo, está em Joinville nesse momento pronta para jogar a série B, mas até esse momento, não pode entrar em campo.

Mas as confusões não param por aí e não são exclusivas da séries A e B. Na série C também teremos uma novela parecida. Ano passado, atendendo a uma determinação da FIFA, a CBF retirou seis pontos do Betim pela falta de pagamento de uma transferência internacional de jogadores. Porém o clube procurou a Justiça Comum e garantiu os pontos e com isso, a sua permanência na série C. 

A decisão do STJD após a eliminação do time mineiro, em novembro passado, foi de eliminação do time do Torneio, o que soou como piada, pois o time já havia sido eliminado. Porém, isso abriu uma brecha para o que aconteceu nesta semana, onde o STJD reconheceu o direito do Crac, time Goiano que foi rebaixado ano passado para a série D no mesmo grupo do Betim, a disputar a série C sendo que o time mineiro terá que disputar a série D.

São as novelas dos tribunais. A CBF segue com seus regulamentos dúbios, com sistemas administrativos que não funcionam e os campeonatos seguem suas disputas nos tribunais, longe dos campos de futebol. 

Pobre futebol!

Marcelo alves Bellotti

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mais racismo no futebol

Mais um caso de racismo relacionado ao futebol. Esse caso porém não é um "fato isolado", ou seja, uma demonstração isolada de preconceito. A atitude racista está ligada a outras atitudes também condenáveis no nosso futebol.

Ontem a noite, pela Taça Libertadores da América jogaram Cruzeiro e Real Garcilaso, do Peru. A partida foi vencida pelo time peruano, em uma operação que contou com com a participação de todos, além do bom futebol apresentado pelo time peruano.

O time peruano tem sede na cidade de Cusco, no Peru. Porém não tem condições de jogar na cidade, então preferiu jogar em Huancayo. O time peruano começou a dar as suas "boas vindas" ao Cruzeiro já na segunda-feira. Quando o time mineiro foi fazer o reconhecimento do local da partida, as luzes simplesmente se apagaram e os responsáveis alegaram falta de combustível nos geradores.

O time conta também com a "ajuda" da altitude de 3.200 metros e que sempre assustou os times brasileiros. O ambiente de "guerra" também é comum quando falamos de Libertadores da América ou de torneios realizados nas Américas. 

No estádio, o tratamento foi o pior possível. O time da casa deixou os visitantes sem água, atitude típica dos times sulamericanos, inclusive os brasileiros. Porém o ápice da guerra tomou proporções que o time peruano não esperava. Quando o time do Cruzeiro colocou em campo o atleta Tinga, a torcida do time peruano passou a dirigir a ele ofensas raciais, comuns em países europeus.

O árbitro nada fez a respeito, os próprios jogadores do Cruzeiro não cobraram nenhuma atitude e o jogo seguiu até o final. Mas o gesto caiu como uma bomba na imprensa internacional. O caso repercutiu muito mal e pode render ao time peruano uma punição mais dura.

O fato porém não pode ser tratado como "isolado", partindo somente de uma manifestação da torcida, descolada do time que inclusive nem é da cidade. O que aconteceu ontem foi uma soma de fatores de uma "guerra" que o time peruano quis fazer para sair vitorioso do confronto. Deve ser julgado então, o time que deu causa a tudo o que aconteceu desde segunda-feira até depois do jogo. Que não se trate do assunto como um fato isolado da torcida em relação ao time. Tudo foi uma ação conjunta.

Após o jogo, o atleta visivelmente abalado, fez uma declaração bem apropriada com relação ao fato: "Fico muito chateado. Joguei quatro anos na Alemanha e nunca passei por isso. Agora acontece em um país parecido com o nosso, cheio de mistura. Trocaria um título pela igualdade entre raças e classes e respeito", declarou a Radio Globo.

Agora teremos que prestar atenção às atitudes, pois elas falam mais do que palavras. Jogar simplesmente palavras de repúdio na imprensa e na Internet de nada valem. Cruzeiro, CBF, Conmebol e FIFA devem tomar atitudes a esse respeito. Todas elas tem que ser firmes na luta contra o preconceito, a discriminação e a intolerância. Atos como esse tem que ser reprimidos com firmeza para que não tornem a acontecer.

Todos sabemos que essas questões extrapolam o mundo do futebol, elas estão presentes na nossa sociedade. Mas as atitudes que possamos tomar com relação a cada ato que ocorre é o que nos diferencia como cidadão e como ser humano.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 18 de janeiro de 2014

Cianorte garante vaga na Justiça Comum

O Cianorte, time da cidade do mesmo nome, localizado no noroeste do Paraná conseguiu uma liminar na justiça comum, apoiando-se no Estatuto do Torcedor, que garante o seu ingresso na série C em 2014.

A alegação é baseada no Art.9 § 5º que diz "É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva". Segundo o time paranaense, em 2011 foram promovidos cinco clubes da série D para a série C.

Explicando o ocorrido: Em 2011 após uma batalha jurídica entre CBF e Rio Branco, por conta do time do Acre jogar em seu estádio após liminar na Justiça Comum, a CBF excluiu o time acreano da competição e deu a vaga para o quinto colocado da série C, o Treze de Campina Grande. Após algumas batalhas judiciais e a interrupção de uma fase da série C, ambos os times foram confirmados para o torneio que passou a ser disputado por 21 equipes.

O Cianorte então, quer o direito de participar da terceira divisão, pois alega que houve a promoção de cinco times em 2011, fato que deveria ser repetido em 2012 (quando a equipe paranaense foi a quinta colocada). Mas isso não é tudo... A equipe paranaense alega ainda ter em mãos um ofício da CBF que garantia a sua participação na série D de 2013, uma vez que esse campeonato depende da classificação do time no campeonato regional. 

A CBF não confirmou esse ofício e o time paranaense não participou da série D em 2013, o que segundo o seu presidente, sr. Lucas Franzato gerou um prejuízo de aproximadamente R$3 milhões. "Por isso entramos na Justiça Desportiva, mas não conseguimos a vitória. Depois estudamos muito e decidimos entrar na Justiça Comum.

Certamente isso será discutido nos tribunais e teremos desdobramentos até o início do Brasileiro. O fato é que a Lei Federal 10.671, alterada pela Lei 12.229 em julho de 2010 não é cumprida na sua totalidade e dá margem a esse tipo de interpretação. Como a justiça desportiva foi desmoralizada nos casos entre Portuguesa e Fluminense, na aplicação de uma simples punição de um jogador que claramente jogou de maneira irregular, o precedente foi aberto para ingresso na Justiça Comum.

E viva o nosso futebol!!!

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasileirão acabou?

O Campeonato Brasileiro da série A chegou ao fim... será? Seguindo uma tendência que vem se repetindo nas divisões inferiores, desta vez o imbróglio atingiu a elite do futebol brasileiro.

O que vemos após um campeonato completamente ridículo tecnicamente ter os seus holofotes para um julgamento ocorrido no STJD no dia 06/12/2013. Nesse julgamento, o atleta Heverton Duraes Coutinho Alves, da A. Portuguesa de Desportos foi punido por duas partidas. Como já havia cumprido um jogo, estaria suspenso para a próxima partida do seu time, no caso, a Portuguesa de Desportos.

Além dele, também temos a suspensão do atleta André Clarindo dos Santos (André Santos), do Flamengo, pela expulsão no jogo final da Copa do Brasil disputado dia 27/11/2013. André Santos foi punido com um jogo.

No caso da punição do atleta André Santos, como foi de um jogo (cumpre somente a suspensão automática), o Flamengo pode alegar que essa punição foi cumprida no jogo realizado dia 01/12/2013 na derrota do rubro-negro contra o Vitória pelo placar de 4 a 2. Nesta data, André Santos não jogou e não constou na súmula do time carioca.

Ja o caso da Portuguesa parece mais complicado. Não pela escalação do atleta Heverton, uma vez que não se pode classificar a ação da Portuguesa como dolosa, uma vez que o time não levou vantagem técnica por contar ou não com o atleta nesta data, pois a equipe paulista já estava livre do risco de rebaixamento.

O que complica o caso da Lusa são vários fatores. A começar pelas declarações de todos os envolvidos e os não envolvidos com o julgamento, que previamente condenaram a Portuguesa. Um auditor do STJD chegou ao cúmulo de declarar sua intenção de voto no Facebook. 

Outro fator é a redação de dois artigos que podem ser conflitantes e que logicamente serão utilizados por ambas as partes. 

Aos que acreditam que a simples escalação de um atleta de maneira irregular pos si só já é capaz de condenar a Portuguesa, convido a relembrar o caso ocorrido no Brasileirão de 2010, em que o mesmo STJD absolveu o Duque de Caxias (equipe carioca) pela escalação de um atleta irregular na última rodada. A decisão do STJD na época fez com que a equipe carioca seguisse na série B enquanto o Brasiliense foi rebaixado para a série C do ano seguinte.

Só pra exemplificar que a escalação do Herverton pode ou não tirar os pontos da Portuguesa, dependendo da sua argumentação no tribunal ou de razões puramente políticas, que podem evitar que dois clubes cariocas sejam rebaixados.

Os artigos conflitantes são o 43 e o 133 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Segue o texto:

Art. 43 (dos Prazos) - Os prazos correrão da intimação ou citação e serão contados excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o dia do vencimento, salvo disposição em contrário. (Alterado pela Resolução CNE nº 11 de 2006 e Resolução CNE nº 13 de 2006)

§ 1º Os prazos são contínuos, não se interrompendo ou suspendendo no sábado, domingo e feriado.

§ 2º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante.


Art. 133. (DA SESSÃO DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO) Proclamado o resultado do julgamento, a decisão produzirá efeitos imediatamente, independentemente de publicação ou da presença das partes ou de seus procuradores, desde que regularmente intimados para a sessão de julgamento, salvo na hipótese de decisão condenatória, cujos efeitos produzir-se-ão a partir do dia seguinte à proclamação. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).


Esses são os artigos. Um diz ago que o outro não diz. A decisão cabe aos senhores do STJD. Tudo o que queriam... o futuro de um campenato nas mãos dos doutores que não entraram em campo em nenhuma partida, mas que tomam posse das atenções e do holofote e decidirão o futuro dos times no campeonato.

Como nesses julgamentos o que está em jogo não é o dolo, ou a vantagem que o time levou ao cometer a infração, somente razões políticas, o resultado torna-se extremamente previsível... Portuguesa será condenada, perderá quantos pontos forem necessários para garantir que somente um clube carioca seja rebaixado. O Flamengo, obviamente será absolvido. O Criciuma que tem que abrir os olhos, caso contrário também disputará a série B em 2014.

Uma pergunta que não quer calar... Aonde está o Bom Senso??? Se posicionar quando Portuguesa e Náutico atrasam salários é extremamente fácil. Agora era hora de um pronunciamento firme! Nesse caso e principalmente no caso da violência no jogo de Joinville entre Atletico e Vasco. A FPF através de seu presidente já deixou claro a sua posição, de que o regulamento deve ser cumprido, mesmo que seja para rebaixar um clube paulista. Puro casuísmo, pois se fosse um dos quatro grandes o presidente estaria esbravejando na sede da CBF.

Em toda essa confusão, quem perde é o futebol! Desacreditado e elitizado, virou oligarquia política para ser explorada por meia dúzia de times. O resto, que fique em séries menores. 

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Brasileiro Série A... Violência e mau futebol

O Campeonato Brasileiro da série A chegou ao seu final de maneira melancólica ontem. De qualquer maneira que olhamos o campeonato, chegaremos à conclusão de que foi um dos piores da era de Pontos Corridos.

A rodada teve seu início no sábado com dois jogos que passariam despercebidos se não ocorressem, entre Flamengo e cruzeiro e Náutico e Corinthians. No final do jogo, o mais justo a ser feito seria a devolução do valor pago pelo torcedor pelo seu ingresso, tamanha a ineficiência das equipes.

No domingo não foi diferente. Inter e Ponte não jogaram Portuguesa e Grêmio também não. Os outros jogos mostraram um pouco de competitividade, mas ainda há desconfiança na atuação do Bahia contra o Fluminense e do São Paulo, contra o Coritiba, por pura falta de interesse desses clubes sobre o jogo.

Porém um assunto dominou as atenções do mundo da bola para o Brasil. As cenas da batalha entre uniformizados de Atlético-PR e Vasco da Gama rodaram o mundo apresentando ao mundo como as coisas funcionam no país da copa. Até aí, tudo é do jogo. Porém o que vemos a seguir é muita conjectura e muito pouca ação prática, seja da imprensa, seja da autoridade, seja do governo, ou seja, do cidadão.

O que aconteceu ontem foi o resultado de uma seqüência de erros. Mauro Cesar Pereira destaca em seu blog que a briga esteve longe de tratar-se de conflito entre torcidas. A briga teve nome e sobrenome... Duas uniformizadas plenamente conhecidas e que são inimigas de longa data. Promover o encontro entre essas duas torcidas sem a presença da PM no estádio deveria por si só ser causa de investigação entre todos os envolvidos.

A briga aconteceu em um local que deveria estar isolado. Nenhum torcedor deveria ter acesso a aquela área do estádio. Pois essa área foi invadida por ambas as torcidas e quem estava lá tinha somente um propósito: o confronto. O objetivo era claro... Pegar as faixas da torcida inimiga. Para eles, o maior trunfo... O sinal da vitória! O pior é ver que tanto por parte de jogadores quanto por parte de dirigentes, a violência é sempre discutida de maneira parcial e apaixonada. Um dirigente acusava a torcida do outro, cada um querendo fazer bonito para o seu bando.

O fato prático é que esses acontecimentos não devem ser resolvidos na esfera esportiva. Os grupos uniformizados são queridos por dirigentes e jogadores, em diversos casos é financiado por ambos, razão pela qual acredito que clubes devam ser severamente punidos por atos de seus torcedores.

Porém esse é um assunto de segurança pública. Esse ano nos chocaram as cenas ocorridas no Serra Dourada, com confrontos, sobretudo entre torcedores chamados de "mistos", essa mesma tentativa de invasão de espaço destinado ao torcedor adversário ocorrida no jogo São Paulo x Corinthians e as cenas entre Corinthians e Vasco em Brasília. Elas chocam porque aconteceram dentro do estádio. Mas o pior vem ocorrendo fora do estádio. A intolerância tem produzido mortes e confrontos intermináveis.

Hoje torcidas tem conexões em todo o país. Contam com torcedores "aliados" e "rivais". Basta um pouco de observação da Policia Militar para coibir essa prática. Ao poder público, caberiam ações práticas, não para propor fechamento das torcida e aparecer no noticiário esportivo, mas com ações práticas visando manter detidos os que são identificados pelos seus atos.

Muito se fala em impunidade, mas pouco se comenta o texto da lei. Brigas generalizadas entre torcidas em geral se caracterizam em crime de rixa. Rixa é a luta fisicamente violenta e com suficientes participantes como para dificultar a identificação de posições. O crime correspondente fala em "participar de rixa, salvo para separar os contendores: pena de 15 dias a dois meses". Quando uma autoridade policial percebe o crime de rixa, efetua a detenção dos envolvidos. Nesse caso a ação pública é incondicionada, ou seja, não depende de prévia manifestação de qualquer pessoa para ser iniciada, sendo irrelevante a manifestação do indivíduo. A competência para julgamento desse crime é dos Juizados Especiais, que foram criados para cuidar de crimes de menor potencial ofensivo, segundo a Lei 9.099/95, onde a penalidade máxima não exceda a 2 anos, cumulada ou não com multa.

Então, o efeito prático para o cumprimento da Lei é mínimo. Ao agressor, basta comparecer a uma autoridade policial, onde será aberto o inquérito. Caso haja condenação, a tendência é uma conversão em multa ou prestação de serviços a comunidade. A sensação realmente é de impunidade.

Para que a punição tenha efeito, a punição deve agir nessa sensação de impunidade. Não adianta somente divulgar que essa pessoa deva se apresentar na hora do jogo a uma autoridade policial, ou banir essa pessoa dos estádios. A ação do Estado deve punir e verificar se essa punição vem sendo cumprida. Seja qual for a pena, ela deve ser efetivamente cumprida, o que não acontece hoje.

Isso posto, cabe a reflexão: O sistema existente hoje não atende os anseios da sociedade. O crime de rixa hoje se tornou uma ameaça maior a segurança pública do que era à época da elaboração da Lei. A partir dessa reflexão, podemos iniciar a discussão

1 - Como aplicar a punição do crime de rixa de modo a desencorajar os confrontos;

2 - Conhecer as conexões entre as torcidas, visando minimizar potenciais confrontos;

3 - Monitorar redes sociais, onde o assunto é discutido indiscriminadamente;

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Muitos de vocês podem se perguntar se isso já não é feito. Pode ser o que falta então é atitude. Não basta somente a indignação. O que aconteceu nesse fim de semana em Joinville foi previsível e deveria ser impedido ao invés de ser combatido.

Os casos de violência por rixa são constantes hoje na nossa sociedade e devem ser vistos de outra maneira pelas autoridades. 

As ações deveriam estar sendo discutidas para valer em ano de Copa, pois receberemos torcedores de todas as partes do mundo. O assunto extrapola a necessidade de termos o controle para a Copa, mas bem que poderia ser um legado.

Perdemos mais uma chance... E que venha 2014!

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 1 de dezembro de 2013

Brasil define os seus campeões

Estamos no primeiro dia do mês de dezembro, a temporada do futebol no Brasil vai chegando ao seu final e as torcidas vão festejando seus campeões.

Na série D,a última divisão do Brasileirão, o campeão foi o Botafogo da Paraíba. Em um quadrangular conturbado, que por conta da confusão do jogo de Aparecidense contra o Tupi teve a definição postergada.

No final tivemos a classificação dos times do Tupi de Juiz de Fora, do Salgueiro de Pernambuco, além de Juventude e Botafogo para a série C de 2014. Na decisão em dois jogos entre Botafogo e Juventude de Caxias do Sul, a vantagem ficou para o time da Paraíba que soube reverter a vantagem do time do Rio Grande do Sul.

Na série C o título foi decidido nesta tarde de primeiro de Dezembro. E o título ficou para o Santa Cruz, de Recife. No jogo final contra o Sampaio Correia. 

A exemplo da série D, a fase quadrangular final também foi postergada devido a uma confusão jurídica com o time do Betim, que acabou sendo punido pelo não pagamento de um jogador quando o time ainda tinha sede em Ipatinga.

No final, subiram para a série B a Luverdense (Mato Grosso), o Vila Nova, de Goiás, além do Sampaio Correia do Maranhão e do Santa Cruz. As equipes do Rio Branco do Acre, Baraúnas do Rio Grande do Norte, o Brasiliense, o Crac de Goiás e o Grêmio Barueri foram rebaixados para a série D em 2014.

A série B já tinha um campeão desde a sua primeira rodada. Como a disputa das duas primeiras divisões é feita por pontos corridos em turno e returno, o Palmeiras entrou na competição com a pretensa obrigação de ser campeão.

E o time da capital paulista não decepcionou a sua torcida. Conquistou o acesso com seis rodadas de antecedência e chegou ao título a duas rodadas do final do campeonato.

Além do Palmeiras, Chapecoense de Santa Catarina, Sport e Figueirense estarão disputando a elite do futebol nacional no próximo ano. Guaratinguetá (que está a venda e pode mudar de nome e cidade), Paysandu de Belém no Pará, São Caetano e ASA de Arapiraca foram rebaixados para a série C.

Aliás, a elite do futebol ainda não se definiu com relação as vagas da Libertadores, ou do rebaixamento. Definição somente do título antecipado do Cruzeiro e o rebaixamento do Náutico e da Ponte Preta. A definição fica para a próxima semana.

Parabéns aos campeões e os que conseguiram o objetivo de subir de divisão. As equipes rebaixadas, que repensem e possam planejar um 2014. Rebaixamento não pode ser encarado como motivos para fechamento ou mudança de cidade das equipes. Esses clubes invariavelmente representam cidades, essas cidades tem torcedores que se sentem enganados quando o time simplesmente vai embora no primeiro fracasso técnico. Essa deveria ser uma das pautas do Bom senso. Isso ajudaria a manter a paixão do Brasileiro pelo Futebol.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

São Paulo x Ponte Preta: Confronto além do gramado

Era para ser uma festa do futebol, uma semi-final brasileira em um torneio sulamericano. Mas temos a figura do São Paulo Futebol Clube envolvida e quando isso ocorre não há festas.

O São Paulo sempre busca um confronto de poder nessas ocasiões. Se lembrarmos, o time já alterou o jogo final contra o Atlético-PR, solicitou arbitragens estrangeiras contra clubes brasileiros e recentemente fez o inverso, seguindo seus interesses.

É claro que sempre age de acordo com o regulamento. No caso da alteração do estádio, sempre que o fez foi baseado no regulamento da competição. A Ponte Preta tem seu estádio conhecido como "Majestoso", com capacidade que varia de acordo com o gosto do cliente. Na última medição ocorrida nesta semana, segundo o site do Globo Esporte, o estádio tem capacidade para 20.970 lugares.

O fato é que o regulamento da Conmebol diz que as partidas terão que ser realizadas em um estádio com capacidade mínima de 20 mil lugares. Porém essa exigência só vale a partir das quartas de final.

Por outro lado, o São Paulo alega que o que o fez solicitar a alteração no mando foi a falta de segurança e não a capacidade. João Paulo de Jesus Lopes lembrou do último jogo do Brasileiro, quando obras no estádio impediram a torcida do São Paulo a comparecer no Majestoso.

Porém, novamente convido a todos a uma reflexão: O que está acontecendo nesse caso específico? A luta de um clube em nome da segurança dos seus torcedores ou um jogo político, de demonstração de poder?

O Presidente Juvenal Juvencio ficou alheio a essa discussão, não atendeu a uma visita do presidente da Ponte Preta Marcio Della Volpe que iria propor um acordo e assim o São Paulo reiterou a sua postura de não jogar no Majestoso.

Acredito em falta de segurança em todos os campeonatos. Um estádio não pode ser inseguro somente para uma fase da competição. Com relação a capacidade então nem se fala... já tivemos uma final de Libertadores no Parque Antártica, em 2013 a final da Copa do Brasil foi disputada em um estádio para pouco mais de 20 mil pessoas, enfim... quando há um bom senso entre as partes, pode existir um acordo.

No jogo político do São Paulo há uma resposta ao boicote que os clubes fazem contra os "convites" feitos pelo São Paulo a jogadores da base de outros clubes, sobretudo os de menor orçamento. Recentemente a Ponte Preta reclamou o fato do São Paulo ter "convencido" o goleiro Lucão, revelação da Ponte e tirular da seleção brasileira a treinar no time do Morumbi.

Enfim, o que aparece nas câmeras é uma solicitação para que o regulamento seja cumprido, porém nos bastidores, ferve a briga política por demonstração de poder. Tudo isso as portas de uma eleição na CBF.

Nem tudo é aquilo que aparenta ser! Nem a derrota no primeiro jogo fará com que o time do Morumbi mude a sua portura. Não se trata de esportividade ou questões de segurança. É simplesmente jogo de poder.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Copa do Mundo... Definidas as 32 seleções

A Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil definiu ontem as suas 32 seleções. Novidades somente a presença da Bósnia como representante Européia. Todos os campeões mundiais garantiram sua classificação, fechando ontem com o Uruguai e a França.

A França definiu sua vaga derrotando a Ucrânia pelo placar de três a zero, revertendo uma vantagem da seleção Ucraniana que no primeiro jogo havia derrotado os franceses pelo placar de dois a zero. O gol que ajudou a levar a França ao Mundial no Brasil saiu novamente em um lance de erro da arbitragem. Benzema, em completo impedimento anotou o segundo gol francês, resultado que levaria o jogo aos pênaltis. Na etapa final, a Ucrânia teve ainda um jogador expulso e tomou o terceiro gol que garantiu a França em mais um mundial.



Já o Uruguai enfrentou na repescagem a seleção da Jordânia. Não teve dificuldades para chegar a Copa do Mundo, garantindo a vaga no primeiro jogo fora de casa com uma goleada de cinco a zero.

Porém o destaque do segundo jogo, disputado ontem no Estádio centenário foi a homenagem feita ao Maracanazo na figura de Alcides Edgardo Ghiggia. 

Ghiggia foi o autor do gol que deu a vitória a seleção uruguaia em pleno Maracanã pelo placar de dois a um. Porém como os próprios uruguaios definiram, esse foi "El gol que nunca se grito". 

Ontem perante a um Centenário lotado, o Uruguaio pode gritar o gol de Ghiggia, visivelmente emocionado. Confira a homenagem clicando aqui

Seguem as 32 seleções classificadas:

- AMÉRICA DO SUL: Brasil (país-sede), Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Uruguai.

- AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL: Estados Unidos, Costa Rica, Honduras e México.

- EUROPA: Holanda, Itália, Bélgica, Suíça, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Rússia, Bósnia, Portugal, França, Grécia e Croácia.

- ÁSIA: Japão, Austrália, Irã e Coreia del Sul.

- ÁFRICA: Nigéria, Costa de Marfim, Camarões, Gana e Argélia.

Agora resta somente a definição dos grupos, que serão definidos a partir de 3 de dezembro.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bom Senso faz a primeira manifestação. Quem é o vilão?

E os membros do Bom senso FC fizeram na noite de ontem a sua primeira manifestação. E tiveram sucesso na sua iniciativa, pois paralisaram o início da partida por quase um minuto, em um gesto simbólico de braços cruzados. O protesto só não foi possível na partida entre São Paulo x Flamengo, onde o árbitro ameaçou dar cartões a todos os jogadores que participassem da ação.


O movimento busca ser ouvido pela CBF e promete seguir as suas manifestações até serem ouvidos. Rogério Ceni ontem ao final do jogo do São Paulo deu uma declaração onde esclarece vários pontos. Propõe uma rodada desmembrada, com jogos na quarta e no domingo valendo pela mesma rodada, deixou claro que o "alvo" das mudanças propostas é o campeonato regional, o grande vilão do futebol brasileiro. “O que não podemos é jogar 23 partidas no Paulista. A Libertadores te leva para o Mundial. O Brasileirão te leva para a Libertadores. A Copa do Brasil te leva para a Libertadores. E o Campeonato Paulista te leva para o Campeonato Paulista. O Brasileirão com 38 rodadas é perfeito. Todo ano o campeonato começa com pelo menos seis equipes consideradas favoritas. Mas o Paulistão não pode ter 23 partidas"

Ok... Eleito o vilão da história! Todos sejam jogadores, cronistas e torcedores seguem atacando o Campeonato Paulista e os regionais em geral. 

Façamos então uma reflexão. Por que os clubes disputam os regionais? Qual a grande razão da existência dos campeonatos estaduais, sobretudo os do eixo Rio-São Paulo, onde se concentram os clubes de maior torcida do país?

Os clubes que pertencem a esse eixo recebem cotas no campeonato Brasileiro que variam entre R$55 e R$84 milhões. A Copa do Brasil distribui cerca de R$700 mil por cada fase. Não vamos entrar no mérito da Sul americana ou da Libertadores, que tem premiação parecida com a da Copa Do Brasil, com premiações a cada fase alcançada.

Chegamos aos regionais... As cotas de TV pela simples participação no campeonato Paulista em 2014 chegará à cifra de R$25 milhões para os quatro "times grandes". Então vejamos, ao eliminarmos o Campeonato Paulista do calendário, os quatro grandes da capital perderiam uma receita de quase 25 milhões por 23 jogos. 

Estamos falando então do campeonato, que apesar de não ser classificatório para nada (a não ser para levar os dois melhores colocados para a série D), torna-se o campeonato mais rentável do país (proporcionalmente).

Essa é a principal razão de não verificarmos nenhum dirigente reclamando do excesso de jogos no Paulistão. Os jogadores se reúnem, fazem manifestações, saem a público defendendo uma causa, mas não conseguem identificar o problema.

Não adianta pedir a Rede Globo, ou a CBF, ou a FPF que aperfeiçoe o calendário, que legalize o Fair Play financeiro ou que garanta 30 dias de férias mais 20 dias de pré temporada. Essa responsabilidade é dos clubes!!!

Ano passado quem disputava a Libertadores não disputava a Copa do Brasil. Por solicitação dos clubes, esse ano já está disputando... Até o ano de 2006 o campeonato paulista era disputado com 19 jogos e pontos corridos. A partir de 2007 foi criada um mata-mata reunindo os quatro melhores, aumentando a premiação. Como em apenas uma oportunidade os quatro grandes se classificaram, para garantir uma cota maior, alteraram a fórmula para classificação dos oito melhores.

Tudo isso é de responsabilidade dos senhores presidentes dos clubes de massa, que cada dia que passa, precisam expor seus jogadores a jogos pela TV de olho nas cotas para poder fechar a conta no final do ano e poder pagar salários astronômicos aos jogadores.

Agora, pelo que eu entendi, em nome do Bom Senso eles querem encurtar o Paulistão? Ok! Encurtamos também as cotas, pois as TVs não pagarão cotas exorbitantes para quatro ou cinco jogos no começo da temporada.

Senhores jogadores que formaram o grupo denominado "Bom Senso". Vocês detectaram o problema (excesso de jogos), mas estão atuando em uma causa que não resolverá o problema do futebol brasileiro.

O movimento de vocês deveria estar sentado com quem lhes paga o salário e que age nas federações para inchar os campeonatos de olho nas cotas de TV.

Agora que conseguiram a mobilização, a real causa deve ser atacada, para que o problema seja de fato resolvido e que o calendário possa atender a todos. Atacar uma das possíveis causas me parece uma movimentação política, justo na véspera de eleições na CBF.

Marcelo Alves Bellotti