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sábado, 9 de agosto de 2014

Jogador irregular: O que prevalece?

Mais uma boa discussão para o nosso futebol. O que vale mais, o resultado em campo ou a legalidade do futebol. Uma coisa é certa... o sistema de inscrição de jogadores na CBF hoje é confuso e gera muitas dúvidas e discussões. Desta vez o prejudicado foi o time do Novo Hamburgo.

O Novo Hamburgo, time da cidade do mesmo nome que fica ao lado da capital Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. O clube estava disputando a Copa do Brasil e teve um jogador expulso no jogo contra o J. Malucelli (que um dia já foi Corinthians paranaense). 

Esse jogador, de nome Preto, recebeu uma punição de dois jogos e cumpriu o primeiro na partida de volta contra o time paranaense. Ocorre que após essa partida, o jogador ficou sem contrato.O clube não o relacionou para o primeiro jogo contra o ABC e acredita assim que ele teria cumprido os dois jogos. Porém como ele estava sem contrato, a punição deveria ser cumprida no próximo jogo válido por uma competição da CBF, como acontece em todos os casos.

Preto renovou o seu vínculo com o clube e foi colocado em campo no jogo de volta contra o ABC que deu ao time gaúcho a classificação. O STJD julgou de maneira unânime que a escalação do atleta foi irregular e desclassificou o time de Novo Hamburgo. Em seu parecer, o relator do processo do STJD lamentou o fato da decisão alterar o resultado de campo.

O Novo Hamburgo se sente prejudicado pois alega que o árbitro induziu a escalação do atleta. “Aparecia que tinha um problema com a escalação do meia Preto, mas não sabia o que era”, afirmou Melinho (dirigente da Federação Gaucha) ao Futebol Interior.

O fato é que novamente um problema de inscrição de atletas faz com que um resultado obtido dentro de campo se reverta. Acredito sempre que deva prevalecer a legalidade, independentemente da intenção dos clubes, que nunca escalariam atletas para se prejudicar.

A diretoria do clube gaúcho vai apelar para o pleno do STJD e tentar reverter o julgamento, com base na alegação de ter sido induzida ao erro pelo trio de arbitragem. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Rápidas...

Copa do Brasil

Hoje tem a final da Copa do Brasil no Rio de Janeiro entre Flamengo e Atlético-PR. A expectativa é de um grande público, mas uma manifestação de Perueiros complica a vida do carioca hoje.

Na manifestação feita hoje pela manhã que praticamente parou a cidade do Rio, os manifestantes prometeram um protesto no maracanã, impedindo a chegada dos torcedores ao estádio. 

É polêmica no preço do ingresso, que chega a custar 500 reais atras do gol e no mínimo 700 reais na cativa, com cambistas. 

No Flamengo o desfalque é Chicão. O jogador não se recuperou da contusão muscular e não joga hoje. No Atlético-PR, não jogam Bruno Silva e Roger, que não podem jogar a Copa do Brasil pelo time paranaense, Leo que na semi final recebeu um cartão amarelo, depois um amarelo e um vermelho, pegando então dois jogos de suspensão automática e Everton que recebeu o terceiro amarelo. A diretoria do clube paranaense tenta reverter a situação do lateral Leo.

Sulamericana

Ponte Preta e São Paulo fazem hoje a segunda partida pela semi final da Copa Sulamericana. O jogo será disputado no Romildão em Mogi Mirim (que já se chamou Vail Chaves, Wilson de Barros e Papa João Paulo II). O estádio foi escolhido por ter capacidade de abrigar mais de 20 mil pessoas. Porém como no caso do Majestoso (estádio da Ponte Preta) a capacidade do estádio é bem ao gosto do freguês. Na FPF consta uma capacidade de 19,9 mil, enquanto que no Wikipédia, a capacidade é de 30 mil pessoas. 

O fato é que o jogo foi cercado com um clima negativo entre os torcedores da Macaca com a medida da diretoria do tricolor de exigir a mudança de estádio, fazendo valer o regulamento.

O São Paulo alegou questões de segurança, mas criou um clima perigoso para o jogo hoje. O acesso para a cidade de Mogi se dá pela Rodovia Gov. Adhemar de Barros. O clima entre os torcedores é o pior possível. A recomendação ao torcedor saopaulino é que não vá ao estádio, apenas acompanhe de casa.

A situação é bastante favorável a Ponte, que derrotou o São Paulo no primeiro jogo pelo placar de 3 a 1. Porém seu goleiro ainda se recupera de uma contusão e permanece sendo dúvida para o jogo de hoje.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

São Paulo x Ponte Preta: Confronto além do gramado

Era para ser uma festa do futebol, uma semi-final brasileira em um torneio sulamericano. Mas temos a figura do São Paulo Futebol Clube envolvida e quando isso ocorre não há festas.

O São Paulo sempre busca um confronto de poder nessas ocasiões. Se lembrarmos, o time já alterou o jogo final contra o Atlético-PR, solicitou arbitragens estrangeiras contra clubes brasileiros e recentemente fez o inverso, seguindo seus interesses.

É claro que sempre age de acordo com o regulamento. No caso da alteração do estádio, sempre que o fez foi baseado no regulamento da competição. A Ponte Preta tem seu estádio conhecido como "Majestoso", com capacidade que varia de acordo com o gosto do cliente. Na última medição ocorrida nesta semana, segundo o site do Globo Esporte, o estádio tem capacidade para 20.970 lugares.

O fato é que o regulamento da Conmebol diz que as partidas terão que ser realizadas em um estádio com capacidade mínima de 20 mil lugares. Porém essa exigência só vale a partir das quartas de final.

Por outro lado, o São Paulo alega que o que o fez solicitar a alteração no mando foi a falta de segurança e não a capacidade. João Paulo de Jesus Lopes lembrou do último jogo do Brasileiro, quando obras no estádio impediram a torcida do São Paulo a comparecer no Majestoso.

Porém, novamente convido a todos a uma reflexão: O que está acontecendo nesse caso específico? A luta de um clube em nome da segurança dos seus torcedores ou um jogo político, de demonstração de poder?

O Presidente Juvenal Juvencio ficou alheio a essa discussão, não atendeu a uma visita do presidente da Ponte Preta Marcio Della Volpe que iria propor um acordo e assim o São Paulo reiterou a sua postura de não jogar no Majestoso.

Acredito em falta de segurança em todos os campeonatos. Um estádio não pode ser inseguro somente para uma fase da competição. Com relação a capacidade então nem se fala... já tivemos uma final de Libertadores no Parque Antártica, em 2013 a final da Copa do Brasil foi disputada em um estádio para pouco mais de 20 mil pessoas, enfim... quando há um bom senso entre as partes, pode existir um acordo.

No jogo político do São Paulo há uma resposta ao boicote que os clubes fazem contra os "convites" feitos pelo São Paulo a jogadores da base de outros clubes, sobretudo os de menor orçamento. Recentemente a Ponte Preta reclamou o fato do São Paulo ter "convencido" o goleiro Lucão, revelação da Ponte e tirular da seleção brasileira a treinar no time do Morumbi.

Enfim, o que aparece nas câmeras é uma solicitação para que o regulamento seja cumprido, porém nos bastidores, ferve a briga política por demonstração de poder. Tudo isso as portas de uma eleição na CBF.

Nem tudo é aquilo que aparenta ser! Nem a derrota no primeiro jogo fará com que o time do Morumbi mude a sua portura. Não se trata de esportividade ou questões de segurança. É simplesmente jogo de poder.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Copa Paulista - Tigre encaminha o título

A Copa Paulista 2013 chega a sua partida final. De um lado o Audax, com uma campanha muito boa no começo da competição, mas que vem caindo de produção nas últimas rodadas. do outro lado, o São Bernardo, com o apoio de uma numerosa torcida que vem se destacando nos últimos anos com um bom trabalho no profissionalismo.

Ambas as equipes são novas, digamos emergentes. O São Bernardo RC (que não se confunda com o São Bernardo, time tradicional do ABC que hoje disputa a série B do Paulistão) nasceu em dezembro de 2004. O Audax (antigo Pão de Açucar e que a partir de Janeiro será Grêmio Osasco) tem a sua fundação datada também de maio de 2004.

Lembrando que a Copa Paulista dá ao seu campeão o direito de disputar a Copa do Brasil de 2014. Nesse ano não hã previsão no regulamento para a participação ou indicação de times para a séire D do Brasileirão.

O jogo foi disputado, porém com uma grande vantagem para o time do ABC. Melhor em campo, o time perdeu uma grande chance de abrir uma vantagem logo no primeiro jogo.

A coisa só ficou mais equilibrada após a expulsão do volante do Tigre, no segundo tempo. Ainda sim o time do ABC levava perigo nos contra ataques e quase chega ao segundo gol, mesmo com um jogador a menos.

No final, o empate pelo placar de 1 a 1 leva a decisão para São Bernardo do Campo, no próximo sábado as 19 horas. O time do ABC leva grande vantagem para levantar a taça.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 8 de julho de 2012

Campeões em campo, Intolerância fora dele!

Sempre em cada mês de junho/julho contabilizamos os campeões de cada temporada. As temporadas no Brasil seguem o calendário de duas competições por ano... no primeiro semestre o campeonato Estadual e no segundo semestre o Brasileirão. No primeiro semestre também é disputada a Copa Do Brasil.

A Sulamericana reserva também duas competições para seus clubes. No primeiro semestre, temos a  Copa Libertadores da América e no segundo semestre temos a disputa da Copa Sulamericana, que já foi chamada de Mercosul entre outros nomes.

Convencionou-se então para que os clubes não reclamassem de excesso de jogos que os times que disputam a Libertadores no primeiro semestre não disputem a Copa do Brasil.

Então, a cada seis meses um grupo de clubes tem um título a comemorar, seja regional, nacional ou internacionalmente falando. Na Copa do Brasil, Palmeiras e Coritiba fazem a final. O Palmeiras derrotou o time paranaense no primeiro jogo pelo placar de dois a zero.

Antes e depois do jogo a crônica especializada criticou a diretoria palmeirense pelo fato de retirar o jogo de seu palco "natural" que seria o estádio do Morumbi, por razões que seriam menores. Concordo que, sem a possibilidade de atuar em seu estádio, a escolha da Arena Barueri pode não ter sido tão boa quanto os dirigentes palmeirenses querem mostrar, mas não os culpo de não terem escolhido o Morumbi como palco para a final.

Aliás, se há um "boicote" dos times de maior torcida de São Paulo contra o estádio Cicero Pompeu de Toledo este foi sempre proposto pelo próprio time proprietário do estádio. Para que se tenha a medida exata do que eu falo, em 1994 o jornal Folha de São Paulo anuncia: "Clássico será no Pacaembu". A notícia dava conta de que o estádio do São Paulo Futebol Clube havia sido interditado, pois "O gramado do Morumbi amanheceu esburacado na última sexta-feira". A reportagem diz ainda que "segundo o clube (São Paulo) o estádio foi invadido à noite."

Intolerância! O que aconteceu depois disso só veio confirmar aquilo que a diretoria dos grandes clubes estão pregando como sentimento que os cerca. Troca de ironias e um discurso rasteiro, que encontra explicação somente pelo sentido dessa palavra.

Como o evento "Final da Copa do Brasil" é feita para a televisão, com transmissão pela TV aberta para a praça onde ocorreu o jogo, algo impensado em campeonatos anteriores, novamente o público que vai aos estádios é tratado como lixo. Prevalece a intolerância! Lamentável!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 19 de maio de 2012

Campeonato Brasileiro começa!

O Campeonato Brasileiro 2012 da primeira divisão começa hoje levando com ele a esperança de 20 times do país do futebol. Até por características regionais, todas as equipes se consideram favoritas a conquista do torneio, ou da tão sonhada vaga na Copa Libertadores da América.

Porém os clubes estão recém saídos de Campeonatos regionais que em sua grande maioria são inchados e competem com as fases iniciais de torneios como a Copa do Brasil e da própria Copa Libertadores, que faz com que muitas equipes iniciem o mês de maio com 30 jogos.

Isso significa que até agora em média esses clubes jogaram seis partidas por mês, não tiveram uma pré-temporada adequada e agora, no início do campeonato, tem que mesclar seus titulares ou jogar com equipes totalmente reservas para preservar a conquista das copas.

O pior nessa história toda é que o grande vilão da história acaba sendo os campeonatos regionais. Inchados e mal formulados, os regionais deixaram de ter a importância de antes, de formadores de craques hoje são demonstrados como grande caso de fracasso dos times chamados grandes.

Novamente sem planejamento e sem um objetivo claro, as equipes apenas se lamentam pelo calendário e pelas constantes contusões de seus maiores craques, sem se dar conta que são os maiores culpados pela situação.

Enfim, foi dada a largada para a fábrica de sonhos: o Brasileirão 2012.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Paulistão: Desorganização e Incompetência

O Campeonato Paulista em suas séries A1, A2 e A3 de 2012 são dignos de serem esquecidos. Inchado e pessimamente organizado, o Paulistão tornou-se chato e modorrento.

Até 2010, a fase de classificação incluía apenas os quatro melhores  times do campeonato. O resultado era que pelo menos um time considerado grande ficava de fora. Normal, pois esses clubes tem outras prioridades no início do ano, como a Libertadores da América ou a Copa do Brasil. 

Porém os seus digníssimos dirigentes, inconformados com a perda das cotas de televisão pressionaram a Federação para garantir uma participação nas fases decisivas do campeonato.

Resultado: Oito classificados em 19 jogos, todos os grandes garantidos e faltam duas partidas para terminar a primeira fase. Fracasso total!

Na série A2, uma pressa exagerada, jogos a cada três dias e a definição da primeira fase já no terceiro mês do ano. Excetuando o Grêmio itinerante, que hoje está na cidade de Barueri que está na série B do Campeonato Brasileiro, as outras equipes não terão ouro campeonato para disputar até o final do semestre. 

Assim a Federação Paulista vai levando os seus campeonatos. E ficando cada vez mais rica, contrastando com os clubes que representa.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 20 de novembro de 2011

Jundiaí em festa: Paulista bi-campeão

E a Copa Paulista chegou ao final. Comercial e Paulista jogaram ontem no estádio Santa Cruz em Ribeirão Preto, pois o estádio Palma Travassos está em reformas.

Após a vitória no primeiro jogo, o time de Jundiaí jogava até por uma derrota por um gol de diferença e optou por jogar totalmente na defesa e aguardar uma chance para o contra-ataque com o ótimo atacante Mike, que em todas as oportunidades levou perigo ao gol do Bafo.

Já o Comercial atacava a todo o momento pelas laterais, principalmente com Rossato. Porém a estratégia do Galo da Japi deu certo. Aos 19 minutos do segundo tempo, Carlão abriu o placar, obrigando ao time da casa a marcação de três gols. O Comercial se lançou ao ataque  e aos 28 minutos, o artilheiro Henan empatou o jogo. O próprio Henan virou o marcador aos 34 minutos. O Paulista soube aguentar a pressão e ao final do jogo comemorou o seu segundo título consecutivo na competição.

O destaque positivo foi a torcida do Bafo, que após o jogo comemorou muito o vice-campeonato e reconheceu o título do Paulista, transformando o evento em uma grande festa e festejando o final de um grande ano para o time de Ribeirão Preto.

Ao Paulista agora uma nova participação na Copa do Brasil do ano que vem. Lembrando que, a exemplo do Santo André em 2004, o time de Jundiaí soube fazer a sua lição de casa e chegou ao título nacional no ano de 2005 após o título na Copa Paulista. É certo que o time de Jundiaí não é um candidato natural ao título mas o torneio serve como motivação para a montagem de um grande elenco para o ano que vem. 

Parabéns Paulista. Legítimo campeão da Copa Paulista de 2011.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pobre Futebol...

O Brasileirão série A está chegando ao fim, e com ele, a paciência da crônica com a inconstância com os times que ano após ano parecem "se recusar" a assumir uma postura vencedora e se impor aos adversários em uma arrancada para a vitória... visivelmente risível!

Por conta da maneira como é disputado, o Campeonato Brasileiro expõe o jogador a uma jornada de 38 jogos por ano. Se somarmos mais pelo menos 14 jogos de Libertadores e/ou 10 jogos da Copa do Brasil, mais 19 jogos na primeira fase do Regional, e cinco jogos na fase final, teremos em um caso extremo, jogadores com aproximadamente 80 jogos por ano. Sem contar os que são convocados para as seleções.

Os times sentem esse desgaste principalmente agora, quando o campeonato vai chegando ao final. O desgaste físico chega ao extremo e os jogadores forçam cada vez mais tentando jogar no sacrifício. Quando o resultado não vem, o alvo naturalmente torna-se o time, o calendário... é muito comum nos dias de hoje culpar os regionais.

Atitude típica. Ao invés de detectar o problema, em geral as pessoas apontam as causas. Ao atacar somente as causas, os problemas continuam sem resolução e a situação não muda. Quando olhamos o futebol Europeu, vemos campeonatos igualmente com 20 times, mais as Copas Europeias e as Copas de cada país e os jogos das seleções nacionais, na teoria, os jogadores teriam os mesmos 80 jogos por ano.

Mas o que ocorre é que a cultura é diferente. A maioria desses clubes trabalha com uma estrutura profissional maior que a que a conhecemos. Então, nas copas os jogadores recém contratados tem a oportunidade de mostrar serviço, enquanto o time chamado principal se concentra no principal objetivo.

Aliás, outro ponto que ninguém se importa. Os treinadores costumam dizer "Nosso objetivo é ganhar todos os campeonatos!"  Pura bobagem. Campeonatos devem ter objetivos. Defendi aqui nessa tribuna que os regionais deveriam se transformar em campeonatos de formação para os times que disputam a série A do Brasileiro. Então, eles disputariam esse campeonato com suas equipes de base, talvez com três atletas acima de 21 anos, por exemplo.

O mesmo modelo poderia ser seguido para a Copa do Brasil, para quem disputasse a Libertadores. Se houver planejamento, com um objetivo claro, metas atingíveis e planejamento sério, os problemas seriam mais facilmente resolvidos. Como a única meta possível é ser campeão ou, no máximo, a disputa da Libertadores, no final do ano a decepção é geral, técnicos perdem empregos, elencos são reformulados e esse ciclo torna-se vicioso.

Planejar um calendário, não é excluir os times "grandes" dos regionais, é saber qual time escalar em cada campeonato. Se o clube investe pesado em um ou dois jogadores, naturalmente eles tem que atender o principal objetivo do clube no ano. Como não há objetivo claro, no final do ano o investimento se dilui em um estresse emocional e via de regra uma contusão que afeta o time na reta final do campeonato.

O quadro piora quando ouve-se... no passado, os campeonatos eram disputados toda quarta e domingo e ninguém estourava como hoje. Como se o problema fosse apenas físico. Competições e jogos são em geral são decididos por fatores emocionais. Daí o estresse, a cobrança pelo alto salário...a contusão e a principal estrela do seu time fora ou estourado na fase que vale a pena...

Enquanto não atacarmos os problemas do futebol, estaremos girando nesse círculo vicioso, sem sair do lugar e sem chegar a conclusão nenhuma.  Mas o negócio da dinheiro para todos... dirigentes, atletas, empresários, cronistas... enfim! 

Pobre futebol...

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Patricios em festa! Lusa e Vasco em alta no futebol

A colônia portuguesa em São Paulo e no Rio de Janeiro está em festa. É certo dizer que hoje o Vasco não é somente um time de colônia, mas uma importante força no futebol brasileiro, mas também é correto dizer que ele nunca negou as suas origens.

Em São Paulo, o título da Portuguesa conseguiu emocionar a todos. Pelo querido Jorginho, técnico da Lusa que viveu um drama recentemente com a perda do filho em um desastre de moto, pela Portuguesa, que tem o respeito e o carinho de todas os torcedores comuns da cidade de São Paulo e principalmente pela campanha maravilhosa feita no acesso.

Ouvi hoje que a Lusinha foi campeã após mais de 38 anos depois de seu último título profissional. Fico triste quando ouço esse tipo de notícia mostrando o desconhecimento naquilo que se propôs a fazer, que é falar sobre futebol. A Portuguesa de Desportos foi campeã do Campeonato (profissional, é óbvio) Paulista da série A2 em 2007, em uma campanha igualmente fantástica comandada na época por Vagner Benazzi.

O Vasco segue impossível. Um time completamente desacreditado no primeiro turno do campeonato regional, sendo cogitada na época (absurdo) um risco de rebaixamento no campeonato regional do Rio de Janeiro.

Comandado brilhantemente por Ricardo Gomes e agora Cristóvão, o time não para de dar alegria ao seu torcedor. Após o final do jogo da última quarta-feira em São Januário, em um jogo válido pela Sulamericana, o Vasco novamente em ótima exibição classificou-se para a próxima fase da competição. Lembrei-me de uma triste imagem, de um torcedor que no auge da sua tristeza, subiu as marquises de São Januário com a intenção de tirar a própria vida, após o rebaixamento do Vasco. Graças a Deus, conseguiram demovê-lo de tal intenção. Mesmo sem ser vascaíno, gostaria de dedicar a vitória a ele. Deve estar muito feliz. Com razão.

Como diz o seu antigo Hino... Viva a Lusa, clube esportivo Mundial... Portuguesa de Desportos, orgulho do esporte nacional. E como diz o hino do Vasco... no futebol és o traço de união Brasil Portugal!!! 

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 23 de outubro de 2011

Corinthians x Inter - Decisão?? Pura bobagem...

Corinthians e Internacional fazem hoje um belo confronto valendo pelo Campeonato Brasileiro da série A em 2011. Em outros tempos, quando o ambiente que cerca o futebol era minimamente sadio, a promoção do campeonato era feita com o intuito de levar torcedores aos estádios. Hoje o que vale é apenas a audiência. Há algum tempo, foi popularizado o "papo de bar" onde o que vale é acirrar a disputa com frases de efeito e muita provocação, o que é incentivado é o confronto, seja nas arquibancadas, seja dentro de campo.

Seguindo essa linha, estão tentando transformar o confronto entre Corinthians e Internacional em uma guerra, sempre colocando a equipe de Paulista como a principal vilã. Daí não faltam comentários infelizes e insinuações do que ocorreu a favor do Corinthians e contra o Inter.

Lembram do jogo do Pacaembu de 2005, onde um erro do árbitro e a expulsão de um atleta do Inter. Após esse jogo foram disputadas mais algumas rodadas, porém o time de Porto Alegre não teve forças para alcançar a equipe Paulista, mesmo com a derrota do time paulista no último jogo, o Inter perdeu para o rebaixado Coritiba.

Outra decisão foi na Copa do Brasil de 2009, onde a diretoria do Inter apresentou um dossiê "comprovando" os erros de arbitragem a favor do time Paulista, após o gol que levou a vitória corinthiana no Pacaembu.

Tudo isso vem a tona nesse jogo, alimentado pela briga da audiência, pois "pilhar" torcidas de massa garante boas audiências. O que parece ficar distante dessa discussão é que erros de arbitragem ocorrem por todos os lados. A discussão está longe de ser razoável e o jogo de hoje não decide nada. Afinal o time gaúcho está distante 7 pontos do líder do campeonato, no caso, o Corinthians e ainda restam mais 7 rodadas para o final do campeonato.

Enfim... são os tempos modernos... é a nova maneira de se falar de futebol...

Marcelo Alves Bellotti