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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Campeonato Carioca, tem que acabar?

A mensagem é emblemática..."Acaba, Campeonato Carioca, tem que acabar.". foi isso que o centroavante Fred disse a quem pudesse ouvir na sua saída após expulsão mal explicada no Fla-Flu ontem a noite no Maracanã.

A frase, ainda que esteja dentro de um contexto louvável contra a união de dois times grandes mais a federação carioca contra dois times grandes, simplesmente demonstra o desejo dos jogadores de elite desse país, o fim dos estaduais. 

Os estaduais vão minguando... tem suporte financeiro em São paulo e Rio, que ajudam quatro times a manterem salários absurdos como os do próprio Fred, e em nome disso, vão criando fórmulas esdrúxulas para impedir que esses quatro times coloquem times mistos ou reservas, prejudicando todos os outros.

Apertam um calendário para times que não disputam o certame nacional, fazendo com que estes disputem jogos a cada três dias sem orçamento para tal. No segundo semestre, lançam torneios para movimentar seus clubes e sem contar (ou sem procurar) apoio de emissoras de TV, esses torneios seguem deficitários e sem apelo.

Ninguém parece estar disposto a uma discussão, que viabilize o futebol como uma categoria profissional, que só em São Paulo movimenta 90 clubes em 4 divisões na FPF. Se a média salarial desses clubes forem de 3 salários mínimos, ou seja R$2.364,00 em clubes com cerca de 25 jogadores, teremos uma folha de pagamento de aproximadamente R$60 mil. Se projetarmos essa média para os 90 clubes teremos um negócio de R$5.319.000,00 mensais, além de 2.250 atletas profissionais com carteira assinada.

Mas hoje a grande discussão parece formar atletas para o mercado exterior, cada vez mais as seleções estão nacionalizando brasileiros em todas as partes do mundo. Assim assistimos passivamente times de cidades importantes simplesmente fechando ou jogando para cerca de 100 pessoas. 

É Fred... talvez você tenha razão... a elite do futebol só consegue pagar jogadores como você se os estaduais acabarem! Ao invés de discutir algo mais racional, mesmo que signifique o fim da participação dos grandes... acabemos com tudo... 

Pobre futebol...

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Copa Verde! Ideia de Bom Senso

Na região Norte e na região Centro Oeste (exceto Goiás) do País está sendo disputada a Copa Verde. Participam desse torneio 16 equipes representando seus estados, sendo a quantidade de representantes definido pelo Ranking da CBF. Essa distribuição prevê para essa edição três vagas para o estado do Pará, duas para os estados do Amazonas, do Mato Grosso e o Distrito Federal e uma para os demais estados participantes. O campeonato dá uma vaga para a Copa Sulamericana e conta com a transmissão da TV Esporte Imperativo.
O torneio é disputado por equipes de acordo com a sua participação no Campeonato Estadual. Então temos. 

Acre - Rio Branco - Campeão Estadual
Amapá - Santos - Campeão Estadual 
Amazonas - Nacional - Campeão Estadual e Princesa do Solimões - Vice Campeão Estadual
Distrito Federal - Luziânia - Campeão Metropolitano e Brasilia - Vice Campeão Metropolitano
Espírito Santo - Estrela do Norte - Campeão Estadual
Mato Grosso - Cuiabá Campeão Estadual e Luverdense - Vice Campeão Estadual
Mato Grosso do Sul - Cene - Campeão Estadual
Pará - Remo - Campeão Estadual, Paysandu - Vice Campeão Estadual e Independente - 3º colocado
Rondônia - Vilhena - Campeão Estadual
Roraima - São Raimundo - Campeão Estadual
Tocantins - Tocantinópolis - Campeão Estadual

Foto: Fernando Torres
Os 16 times se dividem em oito confrontos, de onde sairão os oito times que disputarão as quartas de final. Ontem tivemos os jogos de volta da primeira fase. O Paysandu se classificou para a próxima fase, eliminando o Santos-AP com uma vitória ontem pelo placar de dois a zero no Estádio do Curuzu, em Belém. O jogo foi acompanhado por mais de seis mil pessoas.

No outro jogo do dia, o Princesa do Solimões chegou a classificação em um jogo disputado no estádio Ismael Benigno, na Colina. O jogo foi acompanhado por 786 pessoas que vibraram com a vitória do Princesa do Solimões. Raphael Maddy, diretor de futebol do Princesa do Solimões declarou aos amigos da Radio Já Panamazônica: "Apesar da vitoria não gostei da apresentação do clube. Jogamos melhor fora de casa, a equipe não rendeu o esperado. Vamos ter que trabalhar mais. O importante é a vitoria. Temos que trabalhar para ajustar e entrosar melhor" 

Hoje teremos o complemento da rodada e a definição das oitavas de final. Paysandu pega na próxima fase o vencedor entre Nacional e Vilhena, enquanto o Princesa do Solimões aguarda o vencedor de Remo e Rio Branco. Remo e Nacional levam vantagem por terem vencido o primeiro confronto.

O futebol dá mostras de que não é preciso inventar a roda e que podemos acomodar Estaduais com Regionais, com formato de torneios sem prejudicar o Campeonato Brasileiro. Basta um pouco de vontade. O Nordeste também já faz um campeonato regional, além dos Estaduais. O modelo poderá "salvar" o calendário, se os times pensarem no futebol enquanto negócio e conduzirem o assunto pensando no futebol e não somente em acordos com TVs e benefício de alguns.

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desabafo de Paulo André

Sem emitir qualquer opinião ou juízo de valor! Apenas divulgando...

Venho a público me manifestar oficialmente pois há um tremendo erro de interpretação e de entendimento no que tange as atividades e o relacionamento entre o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, a minha pessoa e o Bom Senso F.C. Há 15 anos, a minha prioridade é, e nunca deixou de ser, o meu trabalho e o meu desempenho dentro de campo como jogador de futebol, hoje do Corinthians. Assim como fiz em toda a minha carreira, continuo sendo um profissional dedicado e comprometido com o meu clube, com o bom relacionamento interno e com o devido respeito à paixão dos torcedores. Isso nunca significou que não pensarei em outras atividades extra-campo. Já afirmei publicamente, diversas vezes, que prioridade é bem diferente de exclusividade e eu tenho discernimento suficiente para dividir meu tempo como atleta profissional e como cidadão comum. Aos que insistem em me colocar na categoria de "jogue bola e esqueça o resto", pela última vez: desistam.

Com relação ao ocorrido:

No sábado, dia 1 de fevereiro, após a invasão do CT Joaquim Grava, era unânime por parte da diretoria, atletas e funcionários do SCCP que o jogo deveria ser adiado pois os jogadores não se encontravam em condições psicológicas para atuar no dia seguinte. Por volta das 13h, todos se reuniram na sala de fisioterapia e eu, como capitão da equipe, representei o grupo diante da diretoria, de acordo com a vontade dos atletas. Ficou decidido que seríamos liberados da concentração e retornaríamos no domingo, às 11h da manhã, para uma reunião final, com elementos suficientes e ânimos acalmados para tomar, em conjunto com o clube, a melhor decisão. No domingo, uma nova reunião aconteceu, e eu, mais uma vez, pela posição de capitão da equipe, fui o porta-voz do grupo e passei à diretoria que os atletas, de forma unânime, haviam decidido não jogar a partida contra a Ponte Preta.

O Presidente Mário Gobbi e o treinador Mano Menezes, após nos apresentarem as possíveis consequências de não irmos a campo e os impactos que o clube poderia vir a sofrer, deixaram a sala e pediram que repensássemos uma última vez sobre a decisão final. Emerson pediu para que Edu Gaspar e Alessandro ficassem na sala e nos ajudassem a encontrar uma saída. Após alguns minutos de discussão, estávamos convencidos de que jogar era a melhor decisão para o clube e, para tanto, pedimos que fosse divulgada uma nota dizendo que o SCCP não estava de acordo com aquela partida e que reconhecia os riscos de violência a que estávamos expostos mas que, por motivos contratuais com a Federação Paulista e a TV Globo, iríamos a campo.

Na terça-feira, dia 4 de fevereiro, o grupo de atletas profissionais do SCCP, divulgou uma nota oficial que contou com a participação, o apoio e a autorização de todos os atletas do elenco. Neste comunicado foi dito que: "Nós tornamos público o nosso apoio à iminente paralisação proposta pelo sindicato dos atletas profissionais do Estado de São Paulo para o fim de semana, visando melhorias nas condições de trabalho para os empregados de todos os clubes de futebol do país". Quem propôs a paralisação foi o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, não eu ou o Bom Senso F.C.

Após a divulgação da nota e por causa do apoio dos atletas do nosso elenco à paralisação, eu, como capitão do time, conversei diversas vezes com o Sr. Rinaldo Martorelli, presidente do sindicato, me colocando à disposição para conversar com os capitães do São Paulo, Palmeiras, Santos e Ponte Preta, cuja amizade e o respeito vêm de longa data.

Edu Dracena e Roberto disseram que fariam o possível para ajudar. Fernando Prass e Rogério Ceni se solidarizaram com o que vivenciamos e também se colocaram à disposição. Segundo eles, procuraram o elenco de jogadores de seus clubes e expuseram a situação. Na opinião geral, um posicionamento mais forte do nosso clube e do nosso presidente contra as torcidas organizadas facilitaria a adesão de uma provável paralisação. Caso contrário, seria difícil intervir e abraçar a causa.

Em paralelo a isso, todos, sabiamente, buscaram ajuda e suporte jurídico para saber se a greve teria respaldo legal ou não. Uma vez detectada a dificuldade jurídica e os riscos que os atletas de seus clubes corriam, Rogério e Prass (representando o grupo de jogadores dos seus respectivos times) optaram por não apoiar a greve. Na quinta feira, dia 6 de fevereiro, passei todas essas informações ao Sr. Rinaldo Martorelli, que me comunicou que os avanços e as tratativas com o poder público haviam sido significativas e que isso o deixava tranquilo para suspender a proposta de paralisação, fato que ocorreu na sexta-feira, dia 7 de fevereiro.

Com relação ao Bom Senso F.C.

O Bom Senso F.C, não propôs e não se pronunciou a respeito de nenhum desses fatos citados acima, simplesmente porque o movimento mantém sua posição de se manifestar e discutir apenas assuntos relacionados ao calendário do futebol brasileiro e ao fair play financeiro, duas bandeiras (exclusivas até o presente momento) que foram o motivo da união e do consenso de milhares de jogadores profissionais no país.

É preciso esclarecer que desde que optei, por convicção à causa, participar do Bom Senso F.C, minhas entrevistas, posições e atitudes têm sido alvo de grande confusão.

Para aqueles que cobram bom senso 24 horas por dia, gostaria de esclarecer que bom senso é diferente de perfeição. Bom senso é um conceito ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade para poder fazer bons julgamentos e boas escolhas. É ligado também à ideia de sensatez e à intuição de distinguir a melhor conduta em situações específicas. Como não há uma verdade absoluta em qualquer conhecimento ou atividade humana, existe, para todos, o direito de errar ou de se equivocar. Se um dia eu der um carrinho mais forte, um empurrão, um soco, se passar no sinal vermelho ou cometer um erro na defesa do Corinthians, deixo claro que isso nada tem a ver com as minhas convicções sobre as mudanças que acredito serem necessárias no futebol brasileiro.
Então é hora de parar de se apegar a argumentos frágeis para me responsabilizar ou me culpar por problemas do futebol brasileiro como a violência no futebol, a Portuguesa, o Fluminense, a audiência da TV, o nível dos jogos, etc... Porém, se os atletas do interior ficarem desempregados ao fim dos estaduais e não receberem seus contratos integralmente, saibam que continuarei participando de práticas que lutem por melhorias para esses caras. E se alguns clubes jogarem apenas 15 partidas, fecharem suas portas no mês de maio e nada puderem fazer porque quem está no poder não dá a mínima para eles, saibam que continuarei participando de práticas que busquem uma solução para este problema, mesmo que isso incomode muita gente, e mesmo que venha me causando consequências tão desagradáveis.

Deixo claro que não tenho absolutamente NENHUM interesse político neste movimento. Não sou aliado, manipulado e muito menos fantoche de ninguém, e também não apoio nenhum possível candidato à presidência da CBF ou de onde for. Não estou prestes a me candidatar, nem a me filiar a um partido político. Apesar de estar sendo alvo de difamações ultimamente, das quais estou checando minhas possibilidades em nível judicial, continuarei fazendo o que julgar coerente com as minhas convicções nos meus períodos de folga. Espero ter esclarecido os fatos para que os interessados possam repensar seus conceitos e tirar suas próprias conclusões. Eu amo o futebol e apenas isso basta para explicar a minha luta e os meus sonhos.

"O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter... O que me preocupa é o silencio dos bons" (Martin L. King)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Corinthians, Torcida, Bom Senso...

O que ocorreu no Corinthians segue as suas repercussões tanto na imprensa quanto na opinião pública. Uma coisa é certa...A situação no futebol com relação aos clubes de massa está tomando uma proporção de tamanha intolerância que algo mais grave está prestes a ocorrer.

Não vou emitir opinião, apenas avaliações sobre o que aconteceu e o que vem acontecendo e o que está prestes a acontecer...

Primeiro Movimento - O Centro de treinamentos do Corinthians foi invadido por torcedores que quebraram suas instalações e tinham como objetivo agredir os seus jogadores. Conseguiram agredir fisicamente o atacante Paolo Guerrero e quebraram o carro do Zagueiro Bom Senso (Paulo André).

Segundo Movimento - O Corinthians entra em campo para o jogo contra a Ponte Preta, mesmo sem condições psicológicas para tanto, pois a Federação, segundo o Corinthians, ameaçou o clube com sansões pesadas e até a eliminação do campeonato em vigor e rebaixamento para o campeonato de 2015, caso o time não entrasse em campo.

Terceiro Movimento - Atletas do Bom Senso e representantes do sindicato acertam detalhe da "greve" dos jogadores. O objetivo é paralisar o campeonato no próximo final de semana.

Quarto Movimento - membros da Organizada do Corinthians divulgam em rede social, detalhes sobre marca do carro e foto dos veículos dos jogadores, além de ameaçarem com mensagens em seus celulares, conforme reportagem do Portal Terra.

Aos poucos, os torcedores das organizadas entraram legalmente na vida dos clubes. Na maioria dos clubes, os torcedores organizados são sócios e em alguns casos, conselheiros eleitos. No Corinthians, um fundador da torcida "Pavilhão 9" chegou ao cargo máximo no clube. Ao chegar a presidência, Andrés Sanches foi o primeiro membro de torcida organizada que eu tenho notícia a ser presidente de clube.

Então a relação existe. Não adianta querer que os atos cometidos pelos torcedores dentro ou fora do campo não sejam atribuídos também aos clubes. Isso posto, fica claro a responsabilidade do Corinthians na invasão de seu Centro de Treinamento.

Após a invasão, o Corinthians trata o assunto de maneira clara. Entregou tudo o que tinha (uma boa parte das imagens das câmeras de segurança simplesmente sumiram) e pediu punições fortes aos que provocaram a bagunça, se eximindo de qualquer outra relação com o fato ocorrido. Em nenhum momento se discutiu qualquer ação contra as entidades que agiram e continuam agindo para  a intimidação dos jogadores.

Os jogadores então partiram para o que eles chamam de greve. Pautados pela falta de segurança no trabalho, os jogadores se movimentam para paralisar a rodada do final de semana. Eles pretendem obrigar o poder público e os dirigentes a tomarem medidas para conter a violência no futebol.

Para ficar claro, esse movimento não é uma greve. Uma greve se faz contra o seu empregador. Caso os jogadores queiram fazer uma greve, basta simplesmente cruzarem os braços e se recusarem a treinar, comparecerem ao trabalho e não cumprir com as suas obrigações contratuais, Isso é uma greve, ação regulada pela Justiça do trabalho, feita de maneira organizada e consciente, que o empregador também se movimentará para garantir os seus direitos, pois tem seus contratos e obrigações com terceiros.

O que eles querem fazer é uma falácia, somente uma manifestação, que surtirá efeito somente para prejudicar a Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol, cujo presidente eleito por aclamação é candidato a presidência da CBF. Apesar da ideia e da necessidade de se fazer algo, novamente um grupo da sociedade brasileira prefere o caminho de prejudicar terceiros com as suas reivindicações, sem pautar pelo prejuízo de quem realmente foi responsável pela agressão.

Um movimento de greve deve ser feito contra o seu empregador, deve ter pautas consistentes e deve ser o último recurso depois de tentativas de negociação. Os jogadores do "Bom Senso" provavelmente farão essa manifestação (que não se confunda com greve),  e de uma maneira ou de outra, promoverão uma discussão sobre o assunto.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bom Senso faz a primeira manifestação. Quem é o vilão?

E os membros do Bom senso FC fizeram na noite de ontem a sua primeira manifestação. E tiveram sucesso na sua iniciativa, pois paralisaram o início da partida por quase um minuto, em um gesto simbólico de braços cruzados. O protesto só não foi possível na partida entre São Paulo x Flamengo, onde o árbitro ameaçou dar cartões a todos os jogadores que participassem da ação.


O movimento busca ser ouvido pela CBF e promete seguir as suas manifestações até serem ouvidos. Rogério Ceni ontem ao final do jogo do São Paulo deu uma declaração onde esclarece vários pontos. Propõe uma rodada desmembrada, com jogos na quarta e no domingo valendo pela mesma rodada, deixou claro que o "alvo" das mudanças propostas é o campeonato regional, o grande vilão do futebol brasileiro. “O que não podemos é jogar 23 partidas no Paulista. A Libertadores te leva para o Mundial. O Brasileirão te leva para a Libertadores. A Copa do Brasil te leva para a Libertadores. E o Campeonato Paulista te leva para o Campeonato Paulista. O Brasileirão com 38 rodadas é perfeito. Todo ano o campeonato começa com pelo menos seis equipes consideradas favoritas. Mas o Paulistão não pode ter 23 partidas"

Ok... Eleito o vilão da história! Todos sejam jogadores, cronistas e torcedores seguem atacando o Campeonato Paulista e os regionais em geral. 

Façamos então uma reflexão. Por que os clubes disputam os regionais? Qual a grande razão da existência dos campeonatos estaduais, sobretudo os do eixo Rio-São Paulo, onde se concentram os clubes de maior torcida do país?

Os clubes que pertencem a esse eixo recebem cotas no campeonato Brasileiro que variam entre R$55 e R$84 milhões. A Copa do Brasil distribui cerca de R$700 mil por cada fase. Não vamos entrar no mérito da Sul americana ou da Libertadores, que tem premiação parecida com a da Copa Do Brasil, com premiações a cada fase alcançada.

Chegamos aos regionais... As cotas de TV pela simples participação no campeonato Paulista em 2014 chegará à cifra de R$25 milhões para os quatro "times grandes". Então vejamos, ao eliminarmos o Campeonato Paulista do calendário, os quatro grandes da capital perderiam uma receita de quase 25 milhões por 23 jogos. 

Estamos falando então do campeonato, que apesar de não ser classificatório para nada (a não ser para levar os dois melhores colocados para a série D), torna-se o campeonato mais rentável do país (proporcionalmente).

Essa é a principal razão de não verificarmos nenhum dirigente reclamando do excesso de jogos no Paulistão. Os jogadores se reúnem, fazem manifestações, saem a público defendendo uma causa, mas não conseguem identificar o problema.

Não adianta pedir a Rede Globo, ou a CBF, ou a FPF que aperfeiçoe o calendário, que legalize o Fair Play financeiro ou que garanta 30 dias de férias mais 20 dias de pré temporada. Essa responsabilidade é dos clubes!!!

Ano passado quem disputava a Libertadores não disputava a Copa do Brasil. Por solicitação dos clubes, esse ano já está disputando... Até o ano de 2006 o campeonato paulista era disputado com 19 jogos e pontos corridos. A partir de 2007 foi criada um mata-mata reunindo os quatro melhores, aumentando a premiação. Como em apenas uma oportunidade os quatro grandes se classificaram, para garantir uma cota maior, alteraram a fórmula para classificação dos oito melhores.

Tudo isso é de responsabilidade dos senhores presidentes dos clubes de massa, que cada dia que passa, precisam expor seus jogadores a jogos pela TV de olho nas cotas para poder fechar a conta no final do ano e poder pagar salários astronômicos aos jogadores.

Agora, pelo que eu entendi, em nome do Bom Senso eles querem encurtar o Paulistão? Ok! Encurtamos também as cotas, pois as TVs não pagarão cotas exorbitantes para quatro ou cinco jogos no começo da temporada.

Senhores jogadores que formaram o grupo denominado "Bom Senso". Vocês detectaram o problema (excesso de jogos), mas estão atuando em uma causa que não resolverá o problema do futebol brasileiro.

O movimento de vocês deveria estar sentado com quem lhes paga o salário e que age nas federações para inchar os campeonatos de olho nas cotas de TV.

Agora que conseguiram a mobilização, a real causa deve ser atacada, para que o problema seja de fato resolvido e que o calendário possa atender a todos. Atacar uma das possíveis causas me parece uma movimentação política, justo na véspera de eleições na CBF.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bom senso FC Melhor futebol pra quem?

Em mais uma reunião do grupo agora denominado Bom Senso FC, jogadores representando a elite do futebol nacional e alegando estar representando cerca de 300 atletas de futebol das séries A e B decidiram a pauta das reivindicações a serem apresentadas a CBF.

Cada vez mais o movimento deixa claro que o bem do futebol profissional abrange somente 40 clubes e a TV que os patrocina. As séries A e B e o futebol regional que também é profissional e que movimenta mais de 1,2 milhões de jogadores de futebol não parece interessar a esse grupo.

Segue a ínegra do comunicado:

"Hoje, dia 30 de setembro de 2013, reunimos pela primeira vez parte do grupo signatário do movimento Bom Senso F.C., que já conta com o apoio de mais de 300 atletas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

O encontro contou com a presença de 20 jogadores de vários clubes do país e teve como objetivo definir propostas centrais para questões que têm repercutido no rendimento dos atletas e na qualidade do nosso futebol, tais como:

1- Calendário do futebol nacional
2- Férias dos atletas
3- Período adequado de pré-temporada
4- Fair Play Financeiro
5- Participação nos conselhos técnicos das entidades que regem o futebol

Ao fim da reunião, um documento foi assinado por todos os atletas presentes. O mesmo será encaminhado para a CBF requisitando um encontro para que possam ser debatidos os temas acima, visando benefícios ao futebol brasileiro."

Bom Senso Futefol Clube,
Por um futebol melhor.
Para quem joga,
Para quem torce,
Para quem transmite,
Para quem patrocina.
Por um futebol melhor para todos.

domingo, 29 de setembro de 2013

Manifesto

Algo inédito e inesperado no futebol brasileiro: Jogadores se unem e publicam um manifesto onde se dizem preocupados com a quantidade de jogos e com o pequeno tempo para preparação. Pedem que os apaixonados por futebol se unam a eles em benefício do futebol Brasileiro.

O texto é assinado por 75 atletas sendo que 70 deles joga a série A. Não estão representados nesse documento nenhum jogador do Vitória ou do Nautico. Aliás, das equipes do Norte/Nordeste, consta apenas a equipe do Bahia, e no Centro Oeste, apenas o Goias é representado no manifesto. Na série B temos a presença de 5 atletas, sendo dois do Palmeiras, dois do Paraná Clube e um do Figueirense. 

O objetivo a partir desse documento é discutir acerca do calendário, passando por pontos como o excesso de jogos e frequentes contusões dos atletas. Proponho então uma reflexão sobre todos os pontos apresentados pelos atletas. 

Segue a íntegra do manifesto (retirada do site da Revista Fórum):

Nós, atletas profissionais de futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, vimos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.

Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores.

Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse.

Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil.

Contamos com o apoio de outros atletas e convidamos todos os profissionais do futebol e apaixonados pelo esporte a se unirem a nós nesta iniciativa em benefício do futebol brasileiro.

Informaremos ao público o andamento e os resultados desta nova discussão assim que possível

Sem mais para o momento,

ABAIXO A LISTA DOS JOGADORES QUE ASSINARAM O DOCUMENTO:

Alessandro (Corinthians)
Alex (Coritiba)
Alex (Internacional)
Alexandre Pato (Corinthians)
Anderson (Paraná Clube)
André Rocha (Figueirense)
Arouca (Santos)
Barcos (Grêmio)
Bolívar (Botafogo)
Cássio (Corinthians)
Ceará (Cruzeiro)
Cícero (Santos)
Corrêa (Portuguesa)
Cris (Vasco)
D’Alessandro (Internacional)
Dedé (Cruzeiro)
Deivid (Coritiba)
Dida (Grêmio)
Diego Cavalieri (Fluminense)
Douglas (Corinthians)
Edson Bastos (Ponte Preta)
Edu Dracena (Santos)
Edu Schimidt (Sem Clube)
Elano (Grêmio)
Elias (Flamengo)
Fabinho (Criciúma)
Fábio (Cruzeiro)
Fábio Santos (Corinthians)
Fabrício (São Paulo)
Fahel (Bahia)
Felipe (Fluminense)
Fernando Prass (Palmeiras)
Gilberto Silva (Atlético-MG)
Ibson (Corinthians)
Jadson (São Paulo)
Jefferson (Botafogo)
Juan (Internacional)
Júlio Baptista (Cruzeiro)
Juninho Pernambucano (Vasco)
Kleber Gladiador (Grêmio)
Lauro (Ponte Preta)
Léo Moura (Flamengo)
Leonardo (Criciúma)
Lima (Portuguesa)
Lincoln (Coritiba)
Lúcio Flávio (Paraná Clube)
Luís Alberto (Atlético-PR)
Luís Fabiano (São Paulo)
Luís Ricardo (Portuguesa)
Maldonado (Corinthians)
Marcel (Criciúma)
Marcelo Lomba (Bahia)
Marco Antonio (Atlético-PR)
Moisés/Meia (Portuguesa)
Moisés/Zagueiro (Portuguesa)
Neto Baiano (Goiás)
Paulo André (Corinthians)
Paulo Baier (Atlético-PR)
Paulo Cesar (Sem Clube)
Rafael Moura (Internacional)
Rafael Sobis (Fluminense)
Roberto (Ponte Preta)
Rodrigo (Goiás)
Rogério Ceni (São Paulo)
Serginho (Criciúma)
Souza (Portuguesa)
Thiago Ribeiro (Santos)
Tinga (Cruzeiro)
Titi (Bahia)
Valdívia (Palmeiras)
Valdomiro (Portuguesa)
Victor (Atlético-MG)
Wendel (Vasco)
William (Ponte Preta)
Zé Roberto (Grêmio)

Seguiremos com a análise desses pontos a partir dessa postagem. Participe! Envie a sua opinião!

Marcelo Alves Bellotti