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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que é isso, companheiro?

Em meio a várias manifestações sobre o fato lamentável ocorrido no Peru no jogo que envolveu Cruzeiro e Real Garcilaso, que culminaram na manifestação racista de sua torcida, uma voz destoa na multidão. O ex-jogador de futebol Deco afirmou ao Estadão ter dúvidas sobre a intenção das ofensas a Tinga.

Em entrevista ao "Estado de São Paulo", o ex-jogador afirmou: "É claro que toda manifestação racista deve ser punida e reclamada. Isso não se discute. Mas tenho dúvidas se foi isso mesmo que o torcedor peruano tentou fazer. Acredito mais que a intenção era fazer com que Tinga perdesse a concentração no jogo do Cruzeiro."

Mais do que um contraponto a discussão, Deco revela o pensamento de muitos sobre o ocorrido. Ele parte do princípio de que no Cruzeiro havia mais jogadores negros, como por exemplo, Dedé e Julio Batista e que os insultos só eram dirigidos ao atleta Tinga. Ao pensar assim, ele descaracteriza o fato, tratando-o somente como uma tentativa de desestabilizar o adversário.

Ora, quando se disputa uma partida de futebol, o principal objetivo de um time é derrotar o outro. Para isso, ele precisa se mostrar superior ao seu adversário. Nem sempre ele consegue isso tecnicamente, então ele usa de outras formas variadas, como a transformação do jogo em uma guerra, ou cortar a luz e a água do adversário, jogar em um campo onde a torcida seja próxima ao time adversário. Todas elas são formas de se impor ao adversário, desestabilizá-lo emocionalmente, se mostrar superior!

A mecânica do racismo, da intolerância e da discriminação é exatamente igual... A tentativa de desestabilizar um grupo com as mesmas características, colocando-os em uma condição de inferioridade para se impor perante esse grupo e poder justificar os seus atos perante aos seus semelhantes. Assim surgiram vários movimentos discriminatórios e racistas como o nazismo, o apartheid.

O que aconteceu no Peru foi exatamente isso. Na tentativa de se colocar como superiores ao grupo que estavam enfrentando, e com isso justificar tudo o que tinha sido feito até então para quebrar a estabilidade do time do Cruzeiro, a torcida optou pela manifestação racista. O fato de tê-lo feito somente com um jogador não significa nada. Da mesma forma é feito na Europa, onde as manifestações são mais freqüentes. Lembro de uma manifestação racista feita contra Prince Boateng, em um amistoso do Milan. O time italiano tinha três jogadores negros em campo, mas os insultos eram dirigidos somente ao atleta de Gana.

Ao tentar descaracterizar a atitude dos Peruanos, o ex-atleta Deco se mostra tolerante a esse tipo de manifestação. Ou então falou por puro desconhecimento do que seja racismo, intolerância e preconceito.

O fato de entender a ação da torcida local como parte de um processo de mostrar domínio ao adversário, não exime aos envolvidos uma reação de punição exemplar as atitudes que coloquem seres humanos como superiores a outros, seja qual for a sua pele, raça ou crença. O futebol como um esporte de forte participação popular no mundo inteiro, deve dar esse exemplo.

Deco demonstrou uma visão míope sobre o assunto. Entendendo a miopia como a dificuldade de enxergar a longa distância, Deco conseguiu somente enxergar o fato que ocorreu no campo de jogo, tratando-o como provocação e não enxergando o que está mais a frente disso, traços de intolerância que queremos nos livrar no futebol.

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mais racismo no futebol

Mais um caso de racismo relacionado ao futebol. Esse caso porém não é um "fato isolado", ou seja, uma demonstração isolada de preconceito. A atitude racista está ligada a outras atitudes também condenáveis no nosso futebol.

Ontem a noite, pela Taça Libertadores da América jogaram Cruzeiro e Real Garcilaso, do Peru. A partida foi vencida pelo time peruano, em uma operação que contou com com a participação de todos, além do bom futebol apresentado pelo time peruano.

O time peruano tem sede na cidade de Cusco, no Peru. Porém não tem condições de jogar na cidade, então preferiu jogar em Huancayo. O time peruano começou a dar as suas "boas vindas" ao Cruzeiro já na segunda-feira. Quando o time mineiro foi fazer o reconhecimento do local da partida, as luzes simplesmente se apagaram e os responsáveis alegaram falta de combustível nos geradores.

O time conta também com a "ajuda" da altitude de 3.200 metros e que sempre assustou os times brasileiros. O ambiente de "guerra" também é comum quando falamos de Libertadores da América ou de torneios realizados nas Américas. 

No estádio, o tratamento foi o pior possível. O time da casa deixou os visitantes sem água, atitude típica dos times sulamericanos, inclusive os brasileiros. Porém o ápice da guerra tomou proporções que o time peruano não esperava. Quando o time do Cruzeiro colocou em campo o atleta Tinga, a torcida do time peruano passou a dirigir a ele ofensas raciais, comuns em países europeus.

O árbitro nada fez a respeito, os próprios jogadores do Cruzeiro não cobraram nenhuma atitude e o jogo seguiu até o final. Mas o gesto caiu como uma bomba na imprensa internacional. O caso repercutiu muito mal e pode render ao time peruano uma punição mais dura.

O fato porém não pode ser tratado como "isolado", partindo somente de uma manifestação da torcida, descolada do time que inclusive nem é da cidade. O que aconteceu ontem foi uma soma de fatores de uma "guerra" que o time peruano quis fazer para sair vitorioso do confronto. Deve ser julgado então, o time que deu causa a tudo o que aconteceu desde segunda-feira até depois do jogo. Que não se trate do assunto como um fato isolado da torcida em relação ao time. Tudo foi uma ação conjunta.

Após o jogo, o atleta visivelmente abalado, fez uma declaração bem apropriada com relação ao fato: "Fico muito chateado. Joguei quatro anos na Alemanha e nunca passei por isso. Agora acontece em um país parecido com o nosso, cheio de mistura. Trocaria um título pela igualdade entre raças e classes e respeito", declarou a Radio Globo.

Agora teremos que prestar atenção às atitudes, pois elas falam mais do que palavras. Jogar simplesmente palavras de repúdio na imprensa e na Internet de nada valem. Cruzeiro, CBF, Conmebol e FIFA devem tomar atitudes a esse respeito. Todas elas tem que ser firmes na luta contra o preconceito, a discriminação e a intolerância. Atos como esse tem que ser reprimidos com firmeza para que não tornem a acontecer.

Todos sabemos que essas questões extrapolam o mundo do futebol, elas estão presentes na nossa sociedade. Mas as atitudes que possamos tomar com relação a cada ato que ocorre é o que nos diferencia como cidadão e como ser humano.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 11 de janeiro de 2014

Tapetão 2013... longe de um final!

Novamente vamos falar sobre o caso da decisão da Justiça Desportiva acerca do Campeonato Brasileiro realizado no ano passado, que alterou um resultado de campo nas partidas entre Portuguesa x Grêmio e Flamengo x Cruzeiro.

Ontem um advogado torcedor do Flamengo e outro advogado torcedor da Portuguesa conseguiram através de decisão liminar do mesmo juiz, que fosse suspensa a punição imposta para os clubes e restituída à pontuação obtida pelo resultado da partida.

Peço uma reflexão sobre as alegações e principalmente, sobre o mérito (que originou toda essa confusão) do que aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 na primeira Divisão

A alegação para que a justiça concedesse a liminar é a de não cumprimento do Art. 35 da Lei 10.671, conhecida como "Estatuto do Torcedor" que garante que as decisões da Justiça Desportiva devem ter a mesma publicidade que as decisões dos tribunais federais. Note que aqui não é citado o princípio da publicidade consagrado pelo art.37 da Constituição Federal. O artigo da Lei prevê a mesma publicidade das decisões proferidas pelos tribunais federais.

Não tenho conhecimento de como é dado à publicidade aos atos dos tribunais federais, se são através de publicações em sites específicos. Sei que nunca vi tais decisões tornadas públicas. Tomei a decisão então de entrar no site do STF para verificar a publicidade quanto as suas decisões. A última atualização, feita em 11/01/2014 consta decisões do tribunal no período de 12/12 a 19/12/2013. Acompanhando um processo decidido nesse período, a publicação foi feita a partir da sentença do Ministro. Porém a publicidade só se deu em 11/01/2014.

Existe uma diferença sensível entre publicidade e publicação, onde nem sempre a publicação de uma sentença garante a publicidade da mesma. Segundo o dicionário, publicar significa tornar publico e publicidade significa divulgar informações utilizando-se de veículos normais de comunicação. A publicidade então se dá por meios de comunicação, feita de maneira clara e com qualidade suficiente para que o público entenda a mensagem. Existe uma ótima definição das diferenças feita por Antônio Carlos Cintra do Amaral, a respeito do assunto. Para conhecê-la, clique aqui.

Após ler cuidadosamente toda a Lei Federal 10.671, podemos observar vários artigos que não são cumpridos, como por exemplo, o Art. 27 II que prevê meio de transporte, ainda que oneroso, para condução de idosos, crianças e pessoas portadoras de deficiência física aos estádios, partindo de locais de fácil acesso, previamente determinados. A Lei determina ainda que somente estejam dispensados de cumprimento desse artigo, os estádios com capacidade inferior a 10.000 pessoas. Em seu art.30 parágrafo único, a Lei diz "A remuneração do árbitro e de seus auxiliares será de responsabilidade da entidade de administração do desporto ou da liga organizadora do evento esportivo." Porém, na prática, quem paga os árbitros são os clubes... O dinheiro para isso sai diretamente dos borderôs, como podemos ver em qualquer borderô disponibilizado pela CBF. 

Em uma primeira leitura da Lei, podemos perceber que apesar de ser uma Lei Federal, como dizem os doutos causídicos, alguns de seus artigos são sonoramente ignorados na relação entre torcedores e entidades que organizam as competições. Lembrando que a Lei foi assinada em 15 de maio de 2003.

Vamos agora refletir sobre o mérito do ocorrido, por exemplo, no caso da Associação Portuguesa de Desportos.

Um de seus atletas seria julgado. A Lusa contratou um advogado, que certamente a representou por procuração. O julgamento ocorreu... O advogado fez uma sustentação oral para defesa de seu representado. A Portuguesa perdeu a causa. Foi notificada no ato, através de seu advogado da penalização por duas partidas. Protocolou o recebimento da publicação da sentença do tribunal, dando ciência do resultado. O mundo do futebol agora condena o advogado contratado pela Portuguesa, tentando através de várias ilações, ligar a sua imagem com a dos times cariocas, sobretudo com a do Fluminense, para caracterizar a sua má fé em não informar a Portuguesa da punição de dois jogos ao seu atleta.

Porém ele era contratado da Portuguesa e, se o clube alega que não sabia da decisão proferida na sexta-feira, algo aconteceu na relação entre advogado/clube. O fato é que isso gerou a escalação de um atleta ilegal na partida em que o clube sabia da existência da pena (Seu representante legal deu ciência da punição).

Então, se olharmos para o mérito, a escalação ilegal de um atleta em que o clube envolvido sabia da punição e de forma negligente (ou por falha de comunicação) fez com que o atleta participasse do jogo.

Se olharmos o teor da Liminar, ela faz referência ao descumprimento de uma Lei Federal, que manda dar publicidade (dada ao caso somente após o jogo), o que torna a punição sem efeito, mesmo com o time punido tendo conhecimento do fato.

Ambas as teses podem ser bem fundamentadas por causídicos. O foco da mídia agora está neles. Juristas, desembargadores, especialistas deitam seus conhecimentos nas principais redes de rádio e de televisão em meio a demonstrações de ódio e de intolerâncias de cronistas esportivos e das torcidas. 

Isso em ano de Copa do Mundo, eleições para a presidência da CBF e eleições para Executivo e Legislativo. Todos querem mostrar serviço!

E o futebol... Pobre futebol!!!

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 1 de dezembro de 2013

Brasil define os seus campeões

Estamos no primeiro dia do mês de dezembro, a temporada do futebol no Brasil vai chegando ao seu final e as torcidas vão festejando seus campeões.

Na série D,a última divisão do Brasileirão, o campeão foi o Botafogo da Paraíba. Em um quadrangular conturbado, que por conta da confusão do jogo de Aparecidense contra o Tupi teve a definição postergada.

No final tivemos a classificação dos times do Tupi de Juiz de Fora, do Salgueiro de Pernambuco, além de Juventude e Botafogo para a série C de 2014. Na decisão em dois jogos entre Botafogo e Juventude de Caxias do Sul, a vantagem ficou para o time da Paraíba que soube reverter a vantagem do time do Rio Grande do Sul.

Na série C o título foi decidido nesta tarde de primeiro de Dezembro. E o título ficou para o Santa Cruz, de Recife. No jogo final contra o Sampaio Correia. 

A exemplo da série D, a fase quadrangular final também foi postergada devido a uma confusão jurídica com o time do Betim, que acabou sendo punido pelo não pagamento de um jogador quando o time ainda tinha sede em Ipatinga.

No final, subiram para a série B a Luverdense (Mato Grosso), o Vila Nova, de Goiás, além do Sampaio Correia do Maranhão e do Santa Cruz. As equipes do Rio Branco do Acre, Baraúnas do Rio Grande do Norte, o Brasiliense, o Crac de Goiás e o Grêmio Barueri foram rebaixados para a série D em 2014.

A série B já tinha um campeão desde a sua primeira rodada. Como a disputa das duas primeiras divisões é feita por pontos corridos em turno e returno, o Palmeiras entrou na competição com a pretensa obrigação de ser campeão.

E o time da capital paulista não decepcionou a sua torcida. Conquistou o acesso com seis rodadas de antecedência e chegou ao título a duas rodadas do final do campeonato.

Além do Palmeiras, Chapecoense de Santa Catarina, Sport e Figueirense estarão disputando a elite do futebol nacional no próximo ano. Guaratinguetá (que está a venda e pode mudar de nome e cidade), Paysandu de Belém no Pará, São Caetano e ASA de Arapiraca foram rebaixados para a série C.

Aliás, a elite do futebol ainda não se definiu com relação as vagas da Libertadores, ou do rebaixamento. Definição somente do título antecipado do Cruzeiro e o rebaixamento do Náutico e da Ponte Preta. A definição fica para a próxima semana.

Parabéns aos campeões e os que conseguiram o objetivo de subir de divisão. As equipes rebaixadas, que repensem e possam planejar um 2014. Rebaixamento não pode ser encarado como motivos para fechamento ou mudança de cidade das equipes. Esses clubes invariavelmente representam cidades, essas cidades tem torcedores que se sentem enganados quando o time simplesmente vai embora no primeiro fracasso técnico. Essa deveria ser uma das pautas do Bom senso. Isso ajudaria a manter a paixão do Brasileiro pelo Futebol.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 24 de novembro de 2013

Julio Batista... Polêmica besta!

A polêmica do momento agora envolve o atleta do Cruzeiro Julio Batista. Sábado jogaram pelo campeonato brasileiro Cruzeiro e Vasco, O primeiro, campeão antecipado e o segundo, na zona de rebaixamento precisando de uma vitória.

O jogo seguia normal e o placar mostrava 2 a 1 pro Cruzeiro, Então a câmera do Sportv flagrou uma conversa entre Julio Batista e Cris, zagueiro do Cruzeiro. Aliás, só destacaram uma frase retirada de um contexto, sem ao menos se preocupar com os envolvidos. Segundo a leitura labial, o meia atacante teria falado ao zagueiro "Faz mais um gol lá"!



Pronto... crise armada. A TV questionou a todos os envolvidos e jogou a polêmica no ar... um acordo teria beneficiado o Vasco e teria contribuído para a vitória do clube carioca.

Hoje o que se comenta é que o STJD através do seu procurador geral, que espera ter o seu nome divulgado, mas não terá, irá analisar as imagens por uma possível infração ao artigo 243 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Julio se defende "A gente estava discutindo. Ele falou: ‘pô, amacia aí’. E eu disse: ‘vai lá e faz o terceiro’. As pessoas podem interpretar de outra forma, que a gente queria ‘amaciar’, mas isso não acontecer em momento algum"

Esse tipo de conversa é comum... o Cruzeiro já é campeão... o Vasco precisando da vitória... é normal que alguém peça pra aliviar... 

Mas acontece que a TV precisa de um fato. Precisa justificar a quantidade de câmeras espalhadas ao longo do campo e ficam procurando pelo em ovo. 

Lamentável...

Marcelo Alves Bellotti 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Brasileiro - Rápidas da Primeirona

O Campeonato Brasileiro seguiu com uma rodada bem interessante se não pelo lado técnico, mais pela emoção dos jogos. A rodada ontem mostrou jogos que tornaram-se interessantes pela demonstração de vontade dos atletas em campo.

O primeiro exemplo foi no jogo Cruzeiro x Criciúma. O Cruzeiro disputa ponto a ponto a liderança do campeonato e não poderia pensar em um outro resultado que não fosse a vitória. E ela veio com um gol fantástico do jovem Ricardo Goulart, revelado nas categorias de Base do Esporte Clube Santo André, onde participou da campanha do vice campeonato Paulista de 2010. Goulart teve ainda uma passagem pelo Inter e se destacou pelo Goias na série B do ano passado.


O Fluminense teve outro bom jogo contra o Vitória. O elenco tricolor tem potencial e não figuraria por muito tempo na zona de rebaixamento. A chegada de Wanderley Luxemburgo contribuiu para a subida do time na tabela. Novamente o time mostrou força e Fred provou que está em boa fase, aproveitou a falha do goleirão e fez o gol de empate, já no final do jogo.

Aliás, os lances finais dos jogos deixa a certeza que o Campeonato Brasileiro de 2013 é realmente jogado ponto a ponto. Em Minas Gerais, o Atlético mediu forças contra o líder Botafogo e chegou ao empate no último lance do jogo. Aliás, não é a primeira vez que o Botafogo sofre o empate no fim do jogo, já tinha sido assim contra o Flamengo. Por pouco o Atlético-MG não chega a vitória, tal a pressão exercida no segundo tempo em busca do empate.

Mas a emoção maior veio do estádio Mané Garrincha, em Brasilia. Lá estavam em campo as equipes do Flamengo e da Portuguesa. O Flamengo derrotava a Lusa poo um a zero e tinha um jogador a mais. No último lance do jogo, escanteio para a Lusa e o goleiro Lauro vai a área, no desespero para empatar o jogo. E o empate veio. Gol de Lauro, para delírio da torcida da Lusa. E o goleirão Lauro comemora o seu segundo gol marcado contra o Flamengo. Em 2003, jogando pela Ponte Preta, também marcou contra o Rubro Negro e ajudou a Ponte a permanecer na elite daquele ano.

Aos poucos o Brasileirão vai "pegando" para os torcedores, seja na parte de cima da tabela, seja na parte de baixo. E quando falta técnica, a raça e a vontade garantem a emoção dos torcedores. Bel rodada.

Marcelo Alves Bellotti