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sábado, 13 de abril de 2013

Paulistão na sua fase final

As três séries que compõem a primeira divisão do campeonato paulista estão caminhando para a sua reta final. Na série A2, a fase final já começou e tem como grande destaque negativo a presença do Audax. O time da capital que conseguiu a melhor campanha da primeira fase hoje soma duas derrotas na segunda fase e corre o sério risco de ficar de fora da vaga para o primeiro nível do futebol paulista. Guaratinguetá e Rio Claro dividem a liderança desse grupo com uma vitória e um empate cada um.

No outro grupo a Lusa segue firme em busca do seu retorno a série A1. Líder do grupo com 100% de aproveitamento, a Lusinha segue firme no seu caminho. Tanto Red Bull no grupo 2 como Capivariano, Comercial e Catanduvense seguem também com chances de acesso para a próxima temporada.

Na série A3 teremos amanhã o encerramento da primeira fase com decisões nos dois extremos da tabela. O campeonato chega a sua última rodada com muita emoção. A diferença que separa o terceiro colocado (Itapiernse) do décimo primeiro (Taubaté) é de apenas quatro pontos. No total são oito equipes brigando por cinco vagas. Independente (Limeira), Sertãozinho, Joseense, Batatais, Rio Preto, Internacional, Marilia e Taubaté brigam para chegar a segunda fase da competição.

Para não ser rebaixado, a briga também é intensa envolvendo o América, o Guaçuano, o São Vicente e o Palmeiras B. Esse último, inclusive, encerra as suas atividades nesse ano, independentemente da sua colocação. Barretos e União São João já estão rebaixados para a Segundona Paulista.

Na série A1, os destaques só podem ser negativos. Um campeonato completamente fora de propósito que surge pela vontade política do presidente da FPF que distribuiu um carro zero para cada uma das equipes participantes, além de um regulamento sem qualquer cabimento feito com o único propósito de acomodar os quatro times grandes sem que corram o risco de ficar fora de uma fase final e se agradar a TV que retransmite os seus jogos. Quando tínhamos apenas os quatro primeiros colocados se classificando, era normal que os times chamados grandes ficassem de fora, o que acabava prejudicando as intenções dos que fazem futebol em São Paulo.

Então em 2007 tivemos Corinthians e Palmeiras fora das finais, em 2008 Corinthians e Santos. Em 2009, o mudo perfeito. Quadrangular somente com os quatro times privilegiados pela TV e pela FPF. Em 2010, tivemos Palmeiras e Corinthians fora da disputa. Era natural que as coisas mudassem, então a partir de 2011, oito equipes se classificam. Essa foi a maneira encontrada para contar sempre com os times que agradam aos interesses dos que dirigem o destino do futebol em São Paulo.

O campeonato esse ano só serviu para que a crônica especializada defenda com cada vez mais ênfase a elitização do futebol e a morte do futebol fora dos grandes centros, em nome de meia dúzia de times chamados grandes em um futebol feito para que todos escutem via rádio ou assistindo pela TV.

Os destaques são sempre negativos. O time do Guarani foi rebaixado para a série A2 e em um jogo pra lá de polêmico o Atlético Sorocaba derrotou o Oeste de Itápolis por um a zero aos 50 minutos do segundo tempo com um gol aparentemente irregular.


Enquanto o campeonato da série A1 não demonstrar respeito aos seus 20 participantes, tratando-os não de forma igual, pois não são todos iguais, mas com o mínimo de dignidade, o campeonato terá essa resposta que está sendo dada hoje, com os clubes grandes menosprezando o campeonato, mas não abrindo mão do pequeno caminhão de dinheiro que ganham das federações e da TV para garantir a sua representação.

Algo tem que ser feito. Esse campeonato nessa fórmula não é mais possível. A FPF tem que se pronunciar a esse respeito e propor algo que atenda o interesse de quem defenda a elite do futebol paulista e seja minimamente digno para a grande maioria dos clubes do Estado, maiores responsáveis pela formação não do atleta... muito mais do que isso, da identificação do esporte em todos os níveis da sociedade!

Marcelo Alves Bellotti

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