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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Jogo de risco na Copa SP

É difícil imaginar o que pode acontecer no jogo de amanhã válido pela Copa São Paulo de Futebol Junior, entre Corinthians e São Paulo. Ambos os times tem levado um número expressivo de torcedores em seus jogos na Copinha, seja o São Paulo em São José dos Campos, seja o Corinthians, na Arena Barueri.

Recentemente os torcedores do Corinthians se envolveram em uma grande briga com os policiais militares no estádio em Barueri, que demorou a ser liberado para o público pela Polícia Militar, causando uma tentativa de invasão por parte dos torcedores que foram contidos pelos policiais.

O que houve de repente foi simplemente uma "troca de mando" uma vez que Palmeiras que mandava seus jogos em Limeira vai jogar contra o Botafogo na Arena Barueri. A Federação Paulista de Futebol determinou que para esse jogo entre Corinthians e São paulo haverá cobrança de ingresso (sete mil ingressos para cada torcida). Para a segurança no estádio, o contingente destacado será de 160 oficiais da PM e 50 da GCM. Os ingressos para a numerada serão comercializados para ambas as torcidas.

O estádio Major Levy Sobrinho estava interditado e não poderia receber jogos onde são cobrados ingressos, porém vinha recebendo os jogos do Palmeiras normalmente sem nenhuma ocorrência mais séria. Porém a imprensa especializada dá muito valor a isso, pois é somente essa a repercussão que vemos em sites "especializados" como se o grande problema desse jogo fosse o Estádio em Limeira.

Torcedores profissionais tem uma péssima estatística em jogos no interior do Estado, com arrastões em postos de gasolina e confrontos marcados nas estradas. Segundo declarações do Coronel Marinho a Band no programa esporte Notícia, “Houve uma solicitação por parte da CPTM, que nos informou só existir uma linha que liga São Paulo a Barueri, o que iria causar uma série de problemas nessa linha, por ser um dia útil. Por isso decidimos mudar o jogo entre Corinthians e São Paulo para o Limeirão, que oferece melhores condições de acesso de público e separação de torcidas”. Ainda segundo o Coronel, haverá um comboio acompanhando os deslocamentos das torcidas... 

Acho que falta diálogo, acordo, pensar o evento com a importância que ele tem! Lembro de uma final de Copinha disputada em 2008 entre as equipes do Figueirense e o Rio Branco de Americana. Um acordo entre as partes levou a final da Copinha para o Estádio Nicolau Alayon, na Barra Funda! Um pouco de bom senso levaria tranquilamente esse jogo ao Pacaembu! Mas esse não parece ser o forte da FPF. Vamos torcer para que nada aconteça!

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cadeiras em Estádios. Modernidade ou problema?

A WTorre, responsável pela construção e administração da arena do Palmeiras mesmo antes de inaugurar o estádio, já não aprova a ideia de retirar as cadeiras dos setores mais populares para satisfazer o desejo de suas torcidas organizadas.

Esse ato vem somente em resposta ao que fez o Corinthians, quando retirou de seu estádio as cadeiras nos setores da arquibancada onde ficam as torcidas organizadas e no espaço destinado aos torcedores visitantes. A medida, ao contrário do Grêmio que atendeu a uma solicitação de uma torcida organizada, não visa atender a pedidos, mas sim preservar o seu próprio patrimônio. Desde que o estádio foi inaugurado essas cadeiras vem sendo sistematicamente destruidas nesses setores. Só na abertura do estádio, em um evento FIFA, 217 cadeiras foram danificadas, sendo 55 no setor das organizadas. Os números por sí apesar de serem desencontrados, tornam a ação tomada pelo time paulista como uma resposta as atitudes dos torcedores e não visa o atendimento de qualquer pedido.

Vale ressaltar que cadeiras quebrdas em estádios de futebol não é algo que simples de resolver, nem é uma prerrogativa única do Estádio do Corinthians, como uma parte da crônica, sobretudo a Paulistana, quer fazer com que acreditamos.

Recentemente o Mineirão teve suas cadeiras quebradas no clássico. A Arena das Dunas também teve problemas regiatrados no jogo entre ABC e Vasco, válido pela série B do Brasileirão, além da Arena Fonte Nova, em um clássico Ba-Vi. No Morumbi, a situação não é diferente, com cadeiras e banheiros quebrados em clássicos pela torcida visitante e no Pacaembú tivemos recentemente um episódio com a torcidas depredando cadeiras. 

Esse problema se encontra presente então em todo o país e não é restrito a arenas, como quer insinuar parte da crônica paulista. Para resolvê-lo não bastam somentes ações repressivas, mas vontade geral de combater o problema. Esse é um problema que atinge a todos os estádios e a todas as torcidas. Os torcedores que frequentam as áreas mais populares dos estádios, em geral assistem os jogos de pé e os que frequentam os jogos clássicos nos espaços destinados aos visitantes, ou são de uniformizadas, onde impera a intolerãncia entre os rivais ou então são de tal maneira maltratados que respondem com a depredação.

Não adianta o clube desligar as luzes do estádio em um jogo as dez da noite logo após o seu término ou desligar a água nos banheiros no lado dos visitantes e esperar um comportamento exemplar da torcida. 

O problema tem que ser dimensionado e tratado de maneira adequada, olhando para um todo e não somente para o visual do Estádio em Itaquera ou o conceito de conforto nas novas arenas. 

Senão vira papo de bar... comum hoje em programas esportivos.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 18 de março de 2014

Justiça encerra o assunto da invasão dos torcedores ao CT

Chegou ao final o caso da invasão dos torcedores ao CT do Corinthians ocorrido em fevereiro. A torcida revoltada após o time sofrer uma goleada durante o clássico contra o Santos invadiu o CT Joaquim Grava para cobrar jogadores de um péssimo desempenho.

Domingo, após uma desclassificação vergonhosa da segunda fase do Paulistão, o técnico corintiano Mano Meneses proferiu várias insanidades, dentre as quais esta me chamou a atenção: "Encontrei no Corinthians uma consciência muito grande no que precisava ser feito. Ninguém queria meter a mão na massa, para não ficar com o ônus. Cheguei para isso, para fazer as modificações no grupo e buscar novas alternativas. O Corinthians já vinha rendendo muito pouco há bastante tempo. Isso é antipático, desgasta e cria fantasmas"

Ora, o técnico Corintiano foi contratado o ano passado, apresentado depois da saída de Tite. Chegou para fazer reformulações? Por que não as fez? A saída de Pato, Douglas e Paulo Andre (zagueiro bom senso) não constavam na reformulação do técnico. Depois da Invasão, tudo aconteceu. Inclusive o afastamento de Emerson Sheik, sempre contundido depois desse fato.

Estranho foi que quando o fato aconteceu, chamaram de invasão, relataram o terror, que Joaquim Grava teria sido derrubado e pisoteado, o presidente do time disse que o atleta Guerrero tinha sido "esganado", que celulares tinham sido roubados, que depredaram o carro de jogadores, que facas haviam sido encontradas no local... enfim, uma imagem de terror. O time ameaçou não entrar em campo contra a Ponte Preta. Entrou em campo e perdeu o jogo.

Depois disso, a "versão oficial" mudou... Guerrero disse que nada aconteceu com ele, o time apenas registrou o B.O., sendo que a denúncia de invasão e agressão partiu do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) o que fez com que quatro torcedores fossem presos. Mas o principal agredido, o time do Corinthians não entregou as imagens das câmeras do circuito interno, alegando que as mesmas não funcionaram na hora da invasão. Apenas as imagens de duas câmeras foram entregues.

Para finalizar, um juiz do Fórum criminal decretou o fim desse assunto: segundo o Douto magistrado: "Em suma, tudo não passou de um ato (nada abonador) de revolta dos torcedores. Fiéis que são - e disso a própria equipe se vangloria -, queriam apenas chamar a atenção: fazer com que os jogadores honrassem os salários que ganham; mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro. Isto posto, com fundamento no artigo 395, III, do CPP, rejeito a denúncia. Expeçam-se alvarás de soltura clausulados e contramandado de prisão".

Decisão judicial deve ser cumprida, e não comentada! Pelas palavras do juiz, tudo não passou de um ato para chamar a atenção. Tudo acabou como um fato menor. 

Lamento por tudo! Perdeu o futebol!

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 6 de março de 2014

Paulistão 2014, sucesso ou fracasso?

É difícil termos uma exata noção de sucesso ou fracasso no Paulistão. O campeonato já começa desgastado com declarações dos líderes do movimento Bom Senso FC, como a do "zagueiro Bom Senso" que recentemente deixou o país para jogar no pujante futebol Chinês, que ao se referir ao campeonato que o revelou para o futebol, disse que "Nem me pagando eu iria" e que só compareceria aos clássicos e olhe lá! A imprensa esportiva da capital segue esse coro, dizendo que o campeonato é modorrento, que seus jogos de nada valem e que os times grandes não deveriam participar.

Tudo isso traz um descrédito do campeonato antes mesmo dele começar. Mas ao analisar o campeonato por seus números, podemos perceber algo bem diferente do que os "donos do bom senso" dizem por aí.

Analisando a décima primeira rodada do Paulistão disputada entre 26 de fevereiro e 01 de março (sábado de carnaval) temos resultados que podem ser vistos de ângulos diferentes, que nos permitem uma leitura mais analítica da realidade. No total da rodada, tivemos a presença de 42.917 pessoas em 10 jogos, o que dá uma média de 4.292 pessoas por jogo. Essa média está altamente prejudicada pelo jogo entre Portuguesa x Mogi Mirim, visto por somente 817 pessoas no Canindé. Se analisarmos o número por sí, 4.200 pessoas em média pode parecer pouco, porém essa análise toma outras proporções quando consideramos como os times dimensionaram esses jogos.

Para explicar melhor, o Corinthians enfrentou o Comercial no Pacaembu, no dia 26/02. O público presente no estádio chegou a 11.648 pessoas. Se considerarmos que o estádio tem capacidade para 40 mil pessoas, o estádio estava vazio. Mas analisando de maneira mais detalhada, para essa partida foram colocados a venda 11.725 ingressos. O evento foi dimensionado para 11 mil pessoas e compareceram 11 mil pessoas. Ou seja, o evento na visão de quem o promoveu, foi um sucesso (ou foi mal dimensionado).


A mesma situação se verificou no mesmo estádio um dia depois. Palmeiras e São Bernardo se enfrentaram para um público de 6.472 pessoas. O Palmeiras disponibilizou para o evento, apenas 7.376 ingressos. O problema aí é que como o campeonato é mal tratado pela imprensa em São Paulo, ninguém se importa com isso. Como o Corinthians colocaria 20 ou 30 mil pessoas no Pacaembu contra o Comercial, se somente 11 mil ingressos foi colocado à venda? Analisamos a rodada, considerando como os mandantes dimensionaram os seus jogos.

Quando falamos de público, se destaca o trabalho do globoesporte.com que apresenta o público médio de cada time como mandante, como visitante e por percentual de ocupação de seu estádio, determinando qual o time que enche mais o seu estádio. Nesse quesito, o destaque absoluto do campeonato é o São Bernardo. Dono de uma campanha apenas regular, o time do ABC tem a média espetacular de 9.477 pagantes em seu estádio. Se considerarmos que o Primeiro de Maio tem capacidade para pouco mais de 15 mil pessoas, o Tigre chega a 71% de ocupação de seu estádio, liderando o ranking em São Paulo. Se compararmos com o segundo colocado, o Corinthians, teremos uma diferença enorme, o time de Parque São Jorge tem 40% de ocupação do seu estádio. Porém o Corinthians não dimensiona esses eventos para mais de 15 mil pessoas, então não tem o que reclamar. Seus eventos tem sido um sucesso, quando consideramos o total colocado a venda. (http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/publico-do-paulistao.html)

Já no São Bernardo, não vale a máxima que essa média foi conquistada "as custas" dos grandes. No total o time do ABC jogou apenas com o São Paulo no Primeiro de Maio. Os jogos contra o Palmeiras e contra o Corinthians foram jogados no Pacaembú. 

Concordo que o Campeonato Paulista tem seus problemas. É mal planejado e extremamente mal dirigido, tem uma distribuição de renda cruel com seus participantes. Mudanças são bem vindas, acredito que essa fórmula prejudica tanto os clubes que disputam torneios nacionais em todas as suas séries como também quem não as disputa. Mas com certeza, o campeonato está longe de ser um fracasso, com jogos como os 5 a 5 de ontem entre São Bernardo e Rio Claro ou com a grande campanha do Botafogo de Ribeirão Preto.

Fui até agora em todos os jogos do Santo André, pela série A2 do Paulistão e pude ver dois jogos do São Bernardo, contra Botafogo e Audax, um jogo do Ituano contra a Lusa e um jogo do Audax contra a Lusa e posso garantir para os vocês. O campeonato é muito mal organizado! Um pouco mais de boa vontade por parte da FPF e teríamos um resultado bem melhor no interior de São Paulo. 

Espero que dessa reunião do Bom Senso FC saiam discussões que sejam proveitosas para o futebol Paulista, hoje temos um campeonato onde existem muito mais vencidos do que vencedores. Algo tem que mudar.

O que penso ser um grande erro é depreciar o campeonato por puro preconceito, esquecendo o fator financeiro e ignorando um público que até por razões de distância, não consegue comparecer somente aos clássicos. Alias, nesse quesito, existem jogadores que não vale a pena serem vistos (nem me pagando)!

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Corinthians, Torcida, Bom Senso...

O que ocorreu no Corinthians segue as suas repercussões tanto na imprensa quanto na opinião pública. Uma coisa é certa...A situação no futebol com relação aos clubes de massa está tomando uma proporção de tamanha intolerância que algo mais grave está prestes a ocorrer.

Não vou emitir opinião, apenas avaliações sobre o que aconteceu e o que vem acontecendo e o que está prestes a acontecer...

Primeiro Movimento - O Centro de treinamentos do Corinthians foi invadido por torcedores que quebraram suas instalações e tinham como objetivo agredir os seus jogadores. Conseguiram agredir fisicamente o atacante Paolo Guerrero e quebraram o carro do Zagueiro Bom Senso (Paulo André).

Segundo Movimento - O Corinthians entra em campo para o jogo contra a Ponte Preta, mesmo sem condições psicológicas para tanto, pois a Federação, segundo o Corinthians, ameaçou o clube com sansões pesadas e até a eliminação do campeonato em vigor e rebaixamento para o campeonato de 2015, caso o time não entrasse em campo.

Terceiro Movimento - Atletas do Bom Senso e representantes do sindicato acertam detalhe da "greve" dos jogadores. O objetivo é paralisar o campeonato no próximo final de semana.

Quarto Movimento - membros da Organizada do Corinthians divulgam em rede social, detalhes sobre marca do carro e foto dos veículos dos jogadores, além de ameaçarem com mensagens em seus celulares, conforme reportagem do Portal Terra.

Aos poucos, os torcedores das organizadas entraram legalmente na vida dos clubes. Na maioria dos clubes, os torcedores organizados são sócios e em alguns casos, conselheiros eleitos. No Corinthians, um fundador da torcida "Pavilhão 9" chegou ao cargo máximo no clube. Ao chegar a presidência, Andrés Sanches foi o primeiro membro de torcida organizada que eu tenho notícia a ser presidente de clube.

Então a relação existe. Não adianta querer que os atos cometidos pelos torcedores dentro ou fora do campo não sejam atribuídos também aos clubes. Isso posto, fica claro a responsabilidade do Corinthians na invasão de seu Centro de Treinamento.

Após a invasão, o Corinthians trata o assunto de maneira clara. Entregou tudo o que tinha (uma boa parte das imagens das câmeras de segurança simplesmente sumiram) e pediu punições fortes aos que provocaram a bagunça, se eximindo de qualquer outra relação com o fato ocorrido. Em nenhum momento se discutiu qualquer ação contra as entidades que agiram e continuam agindo para  a intimidação dos jogadores.

Os jogadores então partiram para o que eles chamam de greve. Pautados pela falta de segurança no trabalho, os jogadores se movimentam para paralisar a rodada do final de semana. Eles pretendem obrigar o poder público e os dirigentes a tomarem medidas para conter a violência no futebol.

Para ficar claro, esse movimento não é uma greve. Uma greve se faz contra o seu empregador. Caso os jogadores queiram fazer uma greve, basta simplesmente cruzarem os braços e se recusarem a treinar, comparecerem ao trabalho e não cumprir com as suas obrigações contratuais, Isso é uma greve, ação regulada pela Justiça do trabalho, feita de maneira organizada e consciente, que o empregador também se movimentará para garantir os seus direitos, pois tem seus contratos e obrigações com terceiros.

O que eles querem fazer é uma falácia, somente uma manifestação, que surtirá efeito somente para prejudicar a Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol, cujo presidente eleito por aclamação é candidato a presidência da CBF. Apesar da ideia e da necessidade de se fazer algo, novamente um grupo da sociedade brasileira prefere o caminho de prejudicar terceiros com as suas reivindicações, sem pautar pelo prejuízo de quem realmente foi responsável pela agressão.

Um movimento de greve deve ser feito contra o seu empregador, deve ter pautas consistentes e deve ser o último recurso depois de tentativas de negociação. Os jogadores do "Bom Senso" provavelmente farão essa manifestação (que não se confunda com greve),  e de uma maneira ou de outra, promoverão uma discussão sobre o assunto.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 24 de novembro de 2013

Categorias de Base: Paulistão chega a sua fase final

Continua a festa do Interior de São Paulo. A Federação Paulista chega em novembro celebrando os finais dos campeonatos das Categorias de Base.

Apenas a categoria Sub 20 segue em competição. As demais categorias estão encerradas, sendo que o sub 15 e o sub 17 se encerraram nesta semana.

O Sub 20 segunda divisão encontra-se na disputa da semi-final. Diadema x Pirassununguense de um lado e Atibaia x Taquaritinga do outro lado disputam uma vaga na final.

Na primeira divisão, estamos na disputa da final da competição, que envolve Mogi Mirim e Botafogo-SP. Na primeira partida da final, um jogo conturbado. Após estar vencendo a partida por dois a zero no primeiro tempo, a equipe do Botafogo permitiu a virada do Sapão. Com dois gols de pênalti de Rivaldo Jr (filho de Rivaldo, atualmente no São Caetano e até pouco tempo atrás presidente do Mogi). o time do Mogi Mirim chegou a vitória pelo placar de 3 a 2.

O segundo penalti veio em um lance polêmico, apontado pelo árbitro. O lance gerou uma confusão e culminou na expulsão do goleiro do Botinha, paós agressão ao atacante do Mogi Rivaldo Jr.

Com o resultado, a equipe de Mogi Mirim joga pelo empate em Ribeirão Preto.

Confira como ficaram os campeonatos já encerrados:

Campeonato Paulista Sub 11 - Campeão - Santos Futebol Clube

A equipe Santista se sagrou campeã paulista sub 11 ao derrotar a Portuguesa de Desportos em duas partidas. Empate em 1 a 1 no CT da Portugues e vitória de 2 a 0 no CT Rei Pelé.

As equipes de Santos e Portuguesa também produziram os artilheiros da competição. Pelo lado da Lusa, destacou-se Gian (Gian Paulo Oliveira dos Santos) com 12 gols e o principal artilheiro do torneio foi Kaio (Kaio Jorge Pinto Ramos) com 17 gols marcados.

Campeonato Paulista Sub 13 - Campeão - Sport Club Corinthians Paulista

O time de Parque São Jorge chegou ao título ao vencer o santos em dois jogos. Vitória pelo placar de 2 a 1 no CT Rei Pelé e empate em 2 a 2 no Estádio Alfredo Schuring.

A artilharia ficou a cargo de Bruno Pelegrini do time Santista, com 15 gols. No Corinthians, o destaque foi para Victor (Victor Gabriel Moura) com 10 gols.

Campeonato Paulista Sub 15 - Campeão - Sport Club Corinthians Paulista

O Corinthians também chegou ao título na categoria sub 15 ao derrotar o São Paulo em dois jogos. No primeiro, uam vitória no Estádio Alfredo Schuring pelo placar de 1 a 0 e no segundo jogo, no Estádio Laudo Natel em Cotia, no CT do São Paulo, um empate sem gols garantiu o título ao Timão.

Como artilheiro do campeonato temos Wytallo (Wytallo Thiago Lima da Silva) do Mogi Mirim com 17 gols. Do lado do São Paulo destacou-se Gustavo (Gustavo Duarte Pires) com 13 gols e do lado Cotinthiano, Leonardo (Leonardo Rodrigues Lima) com 12 gols.

Campeonato Paulista Sub 17 - Campeão - Sport Club Corinthians Paulista

No sub 17 o título também ficou co o Timão. Na final uma vitória sobre o Santos em dois jogos. O primeiro, disputado no estádio Ulrico Mursa, em santos, uma vitória pelo placar de 2 a 1 e no segundo jogo, mesmo com a derrota pelo placar de 1 a 0 no Estádio Alfredo Schuring o Corinthians alcançou o título pelo gol qualificado.

O grande destaque do campeonato foi Bruno Gomes (Bruno Gomes de Oliveira Conceição) do Desportivo Brasil, que marcou 28 gols no campeonato. Para que se tenha uma idéia, o vice-artilheiro foi Matheus (Matheus Aias Barrozo Rodrigues) com 17 gols. O destaque do Corinthians foi Leonardo (Leonardo Nascimento Lopes de Souza) com 13 gols e no Santos o destaque é de Fernando (Fernando Medeiros da Silva) com 12 gols.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 24 de agosto de 2013

Polêmica, intolerância, discriminação...

Todos os ingredientes para essa salada que aconteceu nessa semana que cercou o noticiário do futebol. Não me atenho ao fato do protagonista de toda essa história jogar nesse ou naquele time. Mas lamento muito pela seqüência dos fatos.

Após reclamar de sua substituição no péssimo jogo do Corinthians contra o Coritiba, o atacante Emerson Sheik postou uma foto em uma rede social, onde dava um selinho em seu sócio e amigo. Tal atitude rendeu mais do que a polêmica criada no campo, ou até a polêmica vitória do time alvinegro, com um gol marcado em um pênalti no mínimo duvidoso.

Nesse momento choveram declarações de todos os lados, cercados de intolerância e preconceito. Além das piadinhas e da tiração de sarro. O brasileiro sacaneia qualquer situação, seja cômica ou trágica, não importa. Temos piadas para tudo. Porém o povo demonstra toda a sua ira quando percebe situações como a protagonizada pelo atleta.

O pior é que não houve nenhuma tentativa de demonstrar-se contra o preconceito, levantar uma bandeira ideológica... Nada disso. O próprio atleta não se prestaria a esse papel. Sua vida e sua carreira dão mostras de que não há em seus gestos, nada que chegue perto de nenhuma atitude movida por ideais políticos ou filosóficos. Faz o que quer por diversão, sem medir muito as conseqüências.

Para exemplificar em um parágrafo: Emerson Sheik chama-se Marcio Passos de Albuquerque. Nasceu em seis de setembro de 1981. Porém até 2006 usou uma certidão de nascimento falsa, inclusive para tirar o passaporte com o nome de Marcio Emerson Passos, adulterando o seu nascimento para seis de dezembro de 1981. Com essa certidão adulterada e esse passaporte falso, naturalizou-se catariano e jogou pela seleção do Catar, o que o impede de jogar pela seleção brasileira. Isso rendeu complicações ao país na FIFA e deve explicar o fato do atacante não ter sido mais convocado para defender a seleção daquele país.

Voltando ao polêmico selinho. Após várias explicações e dominar o noticiário esportivo, ontem o atleta se reuniu com a principal torcida organizada do time, que exigiu dele um pedido público de desculpas a "nação" que torce para aquela agremiação. Como não houve nenhuma motivação contra preconceito, ou qualquer conteúdo ideológico no ato do jogador, ele tratou de se desculpar... Porém o fez no pior estilo.

Na mesma rede social que divulgou a brincadeira, ele declarou: "Peço desculpas aos que se sentiram ofendidos pela brincadeira que fiz com um amigo. Não tive a intenção de ofender ninguém e muito menos a nação corintiana. Vou continuar honrando a camisa corintiana assim como tem sido nos últimos anos. Vai Corinthians!". Até aí, tudo de acordo com o script. Porém a nota no site da torcida o jogador solta essa "Não poderia ter feito isso, foi sem intenção, mas jogo em um clube de futebol, em um mundo cheio de rivalidades e provocações, qualquer comentário é motivo de chacota". Complementa dizendo: "Lamento se ofendi a torcida do Corinthians, não foi a minha intenção. Foi só uma brincadeira com um grande amigo meu, até porque eu não sou são paulino".

E assim caminha a carreira do atleta. Sem qualquer respeito ou ideologia, ele segue fazendo o que quer e ainda faturando com essa brincadeira. Afinal, ele vai "lançar" uma chuteira com os dizeres "Fora preconceito' e "Gentileza".

Esse é o país do futebol!


Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 23 de abril de 2013

Categorias de Base. Paulistão começa a temporada


Começou a temporada das categorias de Base no futebol Paulista. Desde a primeira semana de Abril, temos a disputa do Paulistão das categorias sub 15 e sub 17.



Temos esse ano um jogador que chama a atenção. O Santos Futebol Clube apresenta na sua equipe sub 17 nada menos que Joshua, um atacante de 16 anos. Trata-se nada menos que o filho de Pelé.

Sub 17

O campeonato segue e o destaque é o time do Comercial. Em três jogos, a equipe de Ribeirão marcou 16 gols. A melhor defesa é a do Linense, que  ainda não sofreu nenhum gol.

O curioso da primeira rodada foi a existência de três jogos que  terminaram com W.O. José Bonifácio, São Vicente e Radium não inscreveram seus atletas a tempo e não disputaram a primeira rodada.

Outro fato interessante foi a sonora goleada do Audax sobre o Bragantino pelo placar de 11 a 0.

ABC

A participação dos times do ABC tem sido bem discreta. No grupo 8, o São Caetano em três rodada ainda não marcou nenhum ponto. Os outros times do ABC se concentram no grupo 10.

Diadema e Agua Santa, ambos da cidade de Diadema se destacam com duas vitórias para o primeiro e uma vitória no caso da Agua Santa.

São Bernardo e Mauaense somam apenas três pontos ganhos em três jogos, sendo que os três pontos da Mauaense se devem a uma vitória por W.O.

Sub 15

Se o destaque positivo no sub 17 é o Comercial, o grande destaque do sub 15 é o Botafogo de Ribeirão Preto, com 15 gols marcados em três jogos. O Corinthians também aparece com 15 gols.

Mas a campanha do Botafogo realmente impressiona, pois além de ter feito cinco gols em média por jogo, o time ainda não sofreu nenhum gol. Apesar disso, o time não tem uma campanha 100%, pois empatou em 0 a 0 com o Sertãozinho.

ABC

A campanha dos times do ABC no sub 15 é bem mais destacada que no sub 17. No grupo 8 o São Caetano aparece com 7 pontos ganhos enquanto que no grupo 10, Diadema, São Bernardo, Água Santa e Mauaense ocupam a terceira, quarta, quinta e sexta posição, respectivamente.

Os jogos do Sub 17 são transmitidos todos os sábados pela Rede Vida. Para quem quiser acompanhar o filho do Pelé jogando, no próximo fim de semana a previsão para a transmissão pela TV é do jogo entre Santos x AA Portuguesa.

Lembrando que nesses jogos não há cobrança de ingresso. Prestigie a base do seu time. Nela em geral está a soluição para os grandes problemas de uma equipe

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paulistão série A1 - A insanidade continua

O Campeonato Paulista da série A1 chegou ao final da sua primeira fase demonstrando uma superação dos times de menor orçamento no Estado. Discriminado pela FPF que paga a quatro clubes 80% a mais do que aos 16 restantes, Mogi Mirim e Ponte Preta terminaram a primeira fase entre os quatro primeiros.

O Mogi Mirim, segundo colocado da fase de classificação tem ainda o melhor ataque da competição, com 36 gols marcados em 19 rodadas.

Definidos os confrontos da segunda fase, hoje a FPF reuniu-se com os representantes dos clubes para anunciar datas e horários dos jogos. Um festival de insanidades...

O clássico da segunda fase entre Palmeiras e Santos ficou para sábado as 16h10, enquanto que o jogo entre os times do Interior Mogi e Botafogo ficou para 18h30. Para Domingo, o jogo da TV fica com o Corinthians (para variar) contra a Ponte e as 18h30 jogam São Paulo e Penapolense.

A insanidade ficou por conta da definição do preço do ingresso, que será de R$60.00 (inteira) e R$30.00 (meia) e pelo fato de que o clube que tem o vatagem de jogar "em casa" não será dono da arrecadação do jogo.

Então a arrecadação será dividida em 50% para o time que joga em casa e 50% para o visitnte. Repare que em nenhum momento o time que joga em casa e tem a vantagem do empate pode ser chamado de mandante... a partir dessa fase o mando dos jogos pertence a FPF.

Assim, o clube visitante, que na maioria dos casos só deve levar 10% dos torcedores, pro força do regulamento, receberão 50% da renda. 

Pela tabela do campeonato, Linense,XV de Piracicaba, Bragantino e São Bernardo disputarão o Campeonato do Interior.

Essa é a razão da crônica paulista, que já não mnorre de amores pelo campeonato, defenderem a sua extinção. Com essa fórmula e disputado nesses moldes, ele realmente acrescenta muito pouco aos participantes.

Acorda FPF!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 13 de abril de 2013

Paulistão na sua fase final

As três séries que compõem a primeira divisão do campeonato paulista estão caminhando para a sua reta final. Na série A2, a fase final já começou e tem como grande destaque negativo a presença do Audax. O time da capital que conseguiu a melhor campanha da primeira fase hoje soma duas derrotas na segunda fase e corre o sério risco de ficar de fora da vaga para o primeiro nível do futebol paulista. Guaratinguetá e Rio Claro dividem a liderança desse grupo com uma vitória e um empate cada um.

No outro grupo a Lusa segue firme em busca do seu retorno a série A1. Líder do grupo com 100% de aproveitamento, a Lusinha segue firme no seu caminho. Tanto Red Bull no grupo 2 como Capivariano, Comercial e Catanduvense seguem também com chances de acesso para a próxima temporada.

Na série A3 teremos amanhã o encerramento da primeira fase com decisões nos dois extremos da tabela. O campeonato chega a sua última rodada com muita emoção. A diferença que separa o terceiro colocado (Itapiernse) do décimo primeiro (Taubaté) é de apenas quatro pontos. No total são oito equipes brigando por cinco vagas. Independente (Limeira), Sertãozinho, Joseense, Batatais, Rio Preto, Internacional, Marilia e Taubaté brigam para chegar a segunda fase da competição.

Para não ser rebaixado, a briga também é intensa envolvendo o América, o Guaçuano, o São Vicente e o Palmeiras B. Esse último, inclusive, encerra as suas atividades nesse ano, independentemente da sua colocação. Barretos e União São João já estão rebaixados para a Segundona Paulista.

Na série A1, os destaques só podem ser negativos. Um campeonato completamente fora de propósito que surge pela vontade política do presidente da FPF que distribuiu um carro zero para cada uma das equipes participantes, além de um regulamento sem qualquer cabimento feito com o único propósito de acomodar os quatro times grandes sem que corram o risco de ficar fora de uma fase final e se agradar a TV que retransmite os seus jogos. Quando tínhamos apenas os quatro primeiros colocados se classificando, era normal que os times chamados grandes ficassem de fora, o que acabava prejudicando as intenções dos que fazem futebol em São Paulo.

Então em 2007 tivemos Corinthians e Palmeiras fora das finais, em 2008 Corinthians e Santos. Em 2009, o mudo perfeito. Quadrangular somente com os quatro times privilegiados pela TV e pela FPF. Em 2010, tivemos Palmeiras e Corinthians fora da disputa. Era natural que as coisas mudassem, então a partir de 2011, oito equipes se classificam. Essa foi a maneira encontrada para contar sempre com os times que agradam aos interesses dos que dirigem o destino do futebol em São Paulo.

O campeonato esse ano só serviu para que a crônica especializada defenda com cada vez mais ênfase a elitização do futebol e a morte do futebol fora dos grandes centros, em nome de meia dúzia de times chamados grandes em um futebol feito para que todos escutem via rádio ou assistindo pela TV.

Os destaques são sempre negativos. O time do Guarani foi rebaixado para a série A2 e em um jogo pra lá de polêmico o Atlético Sorocaba derrotou o Oeste de Itápolis por um a zero aos 50 minutos do segundo tempo com um gol aparentemente irregular.


Enquanto o campeonato da série A1 não demonstrar respeito aos seus 20 participantes, tratando-os não de forma igual, pois não são todos iguais, mas com o mínimo de dignidade, o campeonato terá essa resposta que está sendo dada hoje, com os clubes grandes menosprezando o campeonato, mas não abrindo mão do pequeno caminhão de dinheiro que ganham das federações e da TV para garantir a sua representação.

Algo tem que ser feito. Esse campeonato nessa fórmula não é mais possível. A FPF tem que se pronunciar a esse respeito e propor algo que atenda o interesse de quem defenda a elite do futebol paulista e seja minimamente digno para a grande maioria dos clubes do Estado, maiores responsáveis pela formação não do atleta... muito mais do que isso, da identificação do esporte em todos os níveis da sociedade!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mortes em Estádios de futebol... Até quando?

Mais uma morte no futebol. Dessa vez fora do campo. Em um jogo internacional, válido pela Copa Libertadores da América, realizada e organizada pela Confederação Sulamericana de Futebol.

O jogo onde ocorreu a fatalidade foi realizado em Oruro, uma cidade boliviana que fica a 3.735 metros acima do nível do mar. O jogo reunia as equipes do Nacional da Bolívia e do Corinthians, atual campeão do torneio.

A morte do torcedor foi provocada pelo disparo um sinalizador, que partiu da torcida do Corinthians. Segundo informações do site "globoesporte.com", dois torcedores são apontados como causadores da morte do garoto de 14 anos. Os outros que permanecem detidos na Bolívia responderão como cúmplices.

O assunto é polêmico pois é tratado com paixão clubística pelos torcedores e de forma equivocada por muitos cronistas esportivos.

O uso de sinalizadores e de fogos de artifício é proibido pelos regulamentos de competições esportivas. Desde que se proibiram os fogos de artifício, as torcidas resolveram se utilzar de sinalizadores para chamar a atenção no estádio.

Recentemente o mau uso de sinalizadores vem causando tragédias, seja em estádios seja em boates. Sinalizador é um tipo de instrumento pirotécnico que produz uma luz brilhante ou um calor intenso sem explosão.

Porém um sinalizador náutico não é semelhante a um sinalizador comum! Seu poder de alcance é de cerca de 300 metros e tem alto poder de explosão. Entra em combustão sem a necessidade do uso de fogo. É um equipamento de segurança utilizados em grandes embarcações ou também por quem faz trilhas e é comercializado sem qualquer restrição.

A diferença entre esse sinalizador e o utilizado normalmene em estádios é que os últimos não explodem, apenas soltam fumaça colorida.

O projétil em questão atingiu o garoto Kelvin Espada e pela violência do impacto abriu um buraco em seu cérebro, fazendo com que ele perdesse massa encefálica, segundo o médico que o atendeu, doutor Jose Maria Vargas o garoto teve morte instantânea.

Sem emitir qualquer juízo de valor sobre o acontecido. Apenas esclarecendo o que diz o regulamento das competições da Conmebol... em seu artigo 11 ela decreta "associações e clubes podem ser punidos por comportamento inadequado de seus torcedores". As diversas federações e confederações espalhadas pelo mundo, como a FIFA, a própria Conmebol, CBF ou até a Federação Paulista proíbem o uso de artefatos explosivos dentro dos estádios e sujeitam as agremiações a punições para desobediência de seus torcedores. 

A responsabilidade objetiva desse fato lamentável ocorrido vem em cadeia e deve ser encarado de maneira clara... o rapaz que atirou o artefato, a polícia de Oruro, o clube mandante, o clube visitante (uma vez que o acontecido teve como responsável um torcedor seu) e a Conmebol. Todos eles tem responsabilidade objetiva pelo que aconteceu.

O Torcedor - Ao portar um artefato explosivo sabendo ou não que sua utilização é proibida dentro do estádio.

A polícia local - Não revistou os torcedores. Muitos se defendem dizendo que o porte do artefato é permitido na Bolívia e que portanto ele poderia entrar no estádio. Ora, frequento o estádio a mais de 30 anos e apesar de também ter sua venda livre e seu porte sem restrições em qualquer local do território brasileiro, não consigo entrar em um estádio em São Paulo portando uma simples caneta. A polícia se defende, dizendo que eu poderia transformar a caneta em arma em uma briga. Confesso que até o primeiro policial me falar isso, essa possibilidade nunca tinha passado pela minha cabeça. Então se a polícia pode proibir uma pessoa entrar no estádio com uma caneta, por que permite entrar com um artefato explosivo de alcance de 300 metros?

São Jose - O time local tem obrigações legais como time mandante, inclusive de alertar a polícia local da proibição do uso de artefatos explosivos para que os mesmo não adentrem os estádios.

Corinthians - Responsabilidade definida pelo regulamento da competição

Conbembol - Responsável objetiva de tudo o que ocorre em uma competição com a sua organização.

O fato objetivo é que qualquer medida punitiva acarretará em prejuizos financeiros.

Espero que de fato se apurem os responsáveis e que as punições sejam impostas. Uma vida não pode ser perdida assim, sem que não haja culpados nem responsáveis.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Reflexão de Natal


Fim de ano, especialmente o Natal é uma época de reflexão. Pensar em tudo o que aconteceu não somente no último ano, mas também em anos anteriores. É comum pensarmos nas passagens de ano como novos ciclos em nossa vida, o que nos dá capacidade de renovar e de inovar.

No futebol, propriamente dito estamos em um período pré Copa do Mundo, com um grande evento mundial no Brasil marcado para 2013, a Copa das Confederações e finalmente em 2014 teremos o maior evento mundial do futebol no planeta, a Copa do Mundo.

O prestígio internacional do futebol Brasileiro está extremamente baixo na seleção nacional. Atualmente o Brasil encontra-se na medíocre 18ª posição, atrás dos sul americanos Argentina (3º), Colômbia (5º), Equador (13º) e Uruguai (16º). Muitos tentam explicar o fato dizendo que o Brasil não disputa torneios oficiais, como as eliminatórias por exemplo. Mas em 1997 a equipe brasileira também não disputou as eliminatórias e seguiu liderando o ranking da FIFA.

Em contrapartida, os clubes brasileiros estabelecem um paradoxo com a seleção. Todos os campeões dos torneios sul-americanos em 2012 foram brasileiros. O Santos ganhou a recopa, o Corinthians a Libertadores e o São Paulo ganhou a Sul-americana.

Isso reflete bem o pensamento do torcedor brasileiro no momento. Hoje em dia, a maioria do torcedor e uma boa parte da imprensa não apóiam a seleção nacional e acredita que ela atrapalha os clubes e os campeonatos nacionais, inviabilizando investimentos dos clubes em grandes jogadores.

O fato é que há um grande bolo de dinheiro que envolve as transmissões de eventos esportivos no mundo de hoje. Ninguém quer ficar fora desse bolo, então cada um defende o seu interesse, sem se importar com o interesse do produto futebol.

Hoje o Corinthians só pensa em internacionalização da sua marca... Dirigentes dos principais clubes em São Paulo brigam pelo direito de disputar amistosos com grandes clubes no mundo. Mas a CBF não abre mão do seu campeonato de pontos corridos com 38 rodadas nem a Copa do Brasil, que nesse ano terá a participação de todos os grandes. O Paulistão segue com as suas 19 rodadas na fase de classificação.

Tudo isso com um campeonato atropelando o outro, um interesse atropelando o outro... Sem planejamento, pois ninguém quer abrir mão do seu objetivo em favor do produto futebol.

Planejamento, profissionalismo nesse caso são substituídos por interesses pessoais e vaidades, privilegiando somente a sua própria agremiação em detrimento das demais. Isso levará os grandes clubes brasileiros a um patamar internacional, transformará finalmente o futebol em um esporte economicamente rentável.

Mas há um preço para tudo isso. A transformação do futebol em um esporte de elite fixará preços cada vez mais altos para que as pessoas possam acompanhar seus jogos. Estádios serão transformados em grandes Arenas, com estruturas de Shoppings e Espaços de lazer. Recursos eletrônicos e as 185 câmeras espalhadas pelo campo de jogo garantem que nenhuma decisão errada será tomada nos 90 minutos. Regulamentos serão feitos de modo a privilegiar os times de grandes torcidas, garantindo a esses recursos para que sejam cada vez maiores e que possam trazer mais torcedores para assim aumentar a audiência de quem transmite os jogos...

É o começo do fim do futebol nos centros menores. O que hoje já é difícil, em muito pouco tempo se tornará inviável e muitos times desaparecerão. Estruturas profissionais já se aproveitam disso hoje e entram no futebol do Interior somente para formar jogadores na base, aproveitando-se da lei para lucrar como clube formador e repassar jogadores para clubes tanto no Brasil como na Europa.

E isso parece ser um caminho sem volta... Todos entendem que esse é o futuro para o futebol brasileiro... Meia dúzia de times muito ricos, uns poucos times com condições de fazer frente a esses clubes e torcedores de sofá... Uma geração que só consegue analisar futebol pelo vídeo tape e não sabe a diferença entre táticas e esquemas de jogo.

Bem vindos à modernidade!!!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 15 de dezembro de 2012

Futebol - Histórias de Intolerância e Abandonos...

O futebol guarda na sua histórias, alguns casos célebres de abandono de campo. Na última quarta-feira, pudemos ver de perto novamente essa prática antiga, tipica do time que está em inferioridade e que em um último gesto de protesto e indignação, decide pela total radicalização e deixa o campo de jogo.

O Tigre não pareceu em nenhum momento no jogo em São Paulo, querer jogar bola, apenas fazer do confronto uma guerra e de todo lance uma polêmica. Produziu um fato e lançou a polêmica no ar, se recusando a voltar do intervalo e agora contestando o título do São Paulo. O caso será investigado pelos órgãos competentes e promete desdobramentos nos próximos dias.

Esse acontecimento fez alguns torcedores citarem uma partida de 1942, uma decisão entre São Paulo e Palmeiras em que o São Paulo abandonou o campo, a exemplo do Tigre. Falou-se muito dessa partida, com foco apenas no fato do abandono do São Paulo. Resolvi pesquisar sobre a partida, famosa não somente por esse lance mas por toda uma história de intolerância e ódio no futebol.

Estávamos em 1942, o auge da Segunda Guerra Mundial marcava batalhas entre Americanos e Ingleses sobretudo contra investidas japonesas para conquista da Austrália e da Alemanha em direção a Russia. No Brasil vivíamos um Governo totalitário, denominado posteriormente de Estado Novo, implantado após um golpe de Estado em 1937 e comandado por Getúlio Vargas.

O futebol seria então influenciado pela Guerra. O Brasil declarou guerra aos países do Eixo. Começava então um período de perseguição as colônias desses países no Brasil. Então, por exemplo o Sport Club Germânia passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros. O governo Vargas decretou que nenhuma entidade com sede no país pudesse fazer uso de nomes relacionados a países do Eixo.

Essa decisão fez com que a Società Sportiva Palestra Italia então decidisse alterar o nome para Palestra de São Paulo.

Porém a alteração não agradou totalmente o poder político vigente tanto na esfera esportiva quanto na comum, as pressões aumentavam para que o time fosse retirado do campeonato e que perdesse o seu patrimônio para outro clube. O time palestrino era considerado por muitos como "inimigo da Pátria".

Nessa época diziam que o campeonato era decidido na cara ou coroa: Ou Palestra ou Corinthians eram os vencedores no final de cada campeonato. Em 1942 surgia então o São Paulo como força para combater a hegemonia de Corinthians e Palestra. Tanto que no campeonato seguinte, que o São Paulo foi campeão, diziam que a moeda "caiu em pé"

O fato que as finais do Paulistão de 1942 reuniam São Paulo, Corinthians e Palestra de São Paulo. A pressão foi tanta para o jogo contra o São Paulo que as vésperas da partida, no dia 14 de setembro, uma reunião da diretoria paelstrina resolveu alterar o nome de Palestra Italia para Palmeiras, por sugestão do Dr. Mario Minervino.

Em 20 de setembro de 1942 no Pacaembu, o São Paulo entrou em campo para enfrentar a Sociedade Esportiva Palmeiras, que entrou em campo conduzindo uma bandeira do Brasil. O jogo foi extremamente tenso, com ânimos acirrados dos dois lados, já que se dizia que o São Paulo reivindicava para si o patrimônio do Palestra Italia.

O Palmeiras já vencia o jogo pelo placar de 3 a 1 quando  aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro marcou um pênalti cometido por Virgilio, que posteriormente seria expulso. A equipe tricolor não aceitou a marcação do pênalti e se recusou a continuar jogando. 

Os gols do Palmeiras foram marcados por Claudio (Cristóvão Pinho, maior artilheiro da história do Corinthians), José Del Nero (pai de Marco Polo Del Nero, presidente da FPF) e Echevarrieta. O recém nascido Palmeiras tornava-se campeão Paulista de 1942 devido ao abandono do jogo por parte do seu adversário. O vice-campeão foi o Corinthians e o São Paulo ficou com o terceiro lugar.

Esses são os fatos, descritos apenas sem emoção ou qualquer juízo de valor. Essa partida ficou marcada como o início de uma época de intolerância entre as equipes de São Paulo e Palmeiras devido a tudo o que se cercou no contexto da sua realização. 

Não cabe aqui qualquer julgamento do fato... apenas o relato histórico. A opinião pertence a vocês!!!

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira



Nascido em 19 de fevereiro de 1954, o Paraense de Belém foi em sua vida um dos maiores jogadores de futebol que esse país já teve. Polêmico em suas declarações, nunca escondeu seu lado boêmio e suas preferências políticas.

Sócrates iniciou sua carreira futebolística em meio ao curso de medicina na USP de Ribeirão Preto jogando pelo Botafogo. Logo se destacou no título da Taca Cidade de São Paulo em 1977. Pretendido pelo São Paulo, o Doutor como era conhecido, acabou se transferindo para o Corinthians, graças a uma manobra de bastidores do então presidente corintiano, Vicente Mateus.
Certamente o Corinthians foi o grande time onde Sócrates jogou. Ao lado primeiro de Geraldão, depois de Palhinha e por último seu amigo Casagrande, Sócrates viveu no timão as suas grandes alegrias e a melhor fase de sua carreira, com os títulos paulistas de 1979, e o bi campeonato 1982/83.

Nessa época, o jogador liderou um movimento político em meio a um processo de redemocratização do país, a democracia corintiana  que determinava liberdade aos jogadores sempre com responsabilidades.


Atuante e sempre se posicionando com relação ao momento político do país, participou do movimento "Diretas Já" que lutava pela eleição direta para presidente da República.

Sócrates jogou ainda na Fiorentina, no Flamengo e no Santos. Participou com destaque de duas copas do Mundo, em 1982 formou um meio campo com Falcão, Toninho Cerezo e Zico que encantou o mundo da bola.

Sua atuação foi além dos gramados, lançou livros (Ser Campeão é Detalhe - 2011 e Democracia Corinthians - 2002). Era articulista da revista Carta Capital e integrante da equipe do Cartão Verde, programa esportivo da TV Cultura.


Porém perdeu a batalha contra o alcoolismo. Sócrates teve seus problemas de saúde agravados a partir de agosto de 2011, até que na madrugada de 4 de dezembro de 2011 deixou-nos órfãos de seu talento e da sua irreverência.

Certa vez quando perguntado sobre sua própria morte, o doutor respondeu:  "Quero morrer em um Domingo e com o Corinthians Campeão".

E foi feita a sua vontade! No dia 4 de dezembro de 2011, exatamente a um ano atrás, o Corinthians era decretado Campeão Brasileiro de futebol, após um empate contra o Palmeiras. Seguiram-se homenagens do Botafogo e da Fiorentina, destaques no site da FIFA e até da Presidente do Brasil.

O Corinthians, clube de coração do Doutor soltou essa nota no dia da sua morte... 

Hoje, que seria um dia apenas de alegria pela decisão do Brasileirão, começou triste para o futebol brasileiro, principalmente para os corinthianos.
Um dos maiores ídolos da história do Timão, Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira morreu às 4h30m da madrugada deste domingo, em consequência a um choque séptico, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele tinha 57 anos e era pai de seis filhos.
Sócrates disputou 297 jogos, marcou 172 gols e venceu três Campeonatos Paulistas (1979, 1982 e 1983) com a camisa do Timão, além de ter sido um dos principais idealizadores da Democracia Corinthiana.
O Sport Club Corinthians Paulista e toda a sua Fiel Torcida se despedem com tristeza do Magrão, mas também ficamos agradecidos pela honra de ter visto um dos maiores jogadores da história do futebol vestindo o manto alvinegro por tantos jogos. Obrigado pelos lindos gols, pelos toques geniais, pelo futebol magistral que só Sócrates tinha.
Obrigado, Doutor! 

Sócrates uma vez declarou que só havia uma maneira de se destacar no futebol, já que declaradamente ele não gostava de treinar... tornando-se diferenciado. E assim foi a sua carreira profissional e na sua vida pessoal... Pessoas podem gostar ou não do Doutor, mas não há como negar que ele foi diferenciado!


Descanse em paz...

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Público Pagante

Cada vez mais em fóruns, mídias sociais como twitter, google+ ou facebook, e até nos programas esportivos, uma grande discussão é proposta sobre a fidelidade do torcedor pelo seu time do coração.

Isso tudo tem como o pano de fundo a utilização do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, de propriedade do São Paulo Futebol Clube. No próximo fim de semana teremos o evento "Estréia do Ganso" que está sendo tratada com maestria pela diretoria do São Paulo, com uma promoção que pode levar cerca de 60 mil pessoas no seu estádio.

Atualmente o estádio tem capacidade para 65 mil pessoas aproximadamente, com as restrições impostas pela Polícia Militar para garantir a segurança dos torcedores. A grande discussão é para que Palmeiras, Corinthians e Santos retomem os seus jogos no Estádio.

Hoje o público é medido pela presença média no estádio. Então um clube que joga no Pacaembu, por exemplo, nunca terá uma ocupação média maior que a capacidade do estádio, que hoje gira em torno de 38 mil pessoas.

Acredito que mais importante do que discussões inócuas sobre presença de público no Morumbi ou no Pacaembu seja medir a capacidade da torcida de ocupação nos estádios onde seu clube manda os seus jogos, seja lá onde for.

Nesse ponto, a Liga Inglesa dá o exemplo, quando cita que clubes como o Arsenal e o Manchester tem cerca de 99% de ocupação de seus estádios garantidos pela venda antecipada de carnês, logo que o campeonato se inicia.

Veja que em nenhum momento citam a capacidade do Old Trafford (76 mil pessoas) ou do Emirates Stadium (60 mil pessoas). Lembrando que só na capital Inglesa temos os estádios de Wembley (90 mil lugares), Stamford Bridge (Chelsea - 43 mil lugares), Boleyn Ground (West Ham - 35 mil lugares), White Hart Lane (Totteham - 36 mil lugares) e do Craven Cottage (Fulham - 25,5 mil lugares). Em nenhum momento é sugerido a um clube inglês que troque o estádio que manda os seus jogos por razões econômicas. Isso em uma liga que privilegia o lucro acima de tudo!

A paixão das torcidas locais e seu interesse por determinadas competições então deveriam ser mediadas por um índice mais eficiente do que uma média simples feita entre público presente ao estádio. Por esse índice, um público de 54,118 mil pessoas no Morumbi como o observado na partida contra o Cruzeiro mostra uma ocupação de 83% do estádio.

O Grêmio, cujo estádio Olímpico tem capacidade para 52 mil pessoas, teve no jogo contra o São Paulo o índice de 77% de ocupação de seu estádio. O público registrado foi de 40,217 mil pessoas.

O Corinthians que aparece em terceiro lugar como o clube de maior público no Brasileirão 2012, com 34,843 pagantes no jogo contra o Atlético-MG ocupou 92% do Pacaembu. Essa deveria ser a medida para decidir a maior participação do torcedor dentro do seu estádio, inclusive para cálculo de investimentos. Ao analisarmos o público médio do Corinthians, por exemplo, que lidera o ranking teremos 65% de ocupação do Pacaembu nos jogos em que ele é mandante no estádio. Quando comparamos com o Náutico, a ocupação média do Estádio dos Aflitos é de 64% com um público médio de 12,322 mil pessoas por jogo.

Vejam como a perspectiva muda. Não podemos solicitar ao Náutico, sob qualquer pretexto financeiro, que deixe de jogar nos Aflitos, cuja capacidade é de 19 mil lugares para jogar no Arruda, por exemplo, cuja capacidade passa de 60 mil pessoas. O nível de ocupação do estádio cairia sensivelmente, juntamente com a satisfação dos seus torcedores.

Se tomarmos por base os públicos médios do Brasileirão e compararmos com a capacidade total dos estádios em que os clubes mandam seus jogos, teremos algumas surpresas quanto ao comparecimento do torcedor para apoiar seu time no estádio.

E a preocupação principal de qualquer estrutura minimamente profissional deve ser sempre a satisfação do seu cliente final. É por eles e para eles que qualquer empresa existe. No caso dos clubes de futebol, a razão da existência dos clubes e da sua longevidade são os seus torcedores. E em nome deles, o clube deve agir e pautar as suas decisões de onde jogar.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 13 de outubro de 2012

13 de Outubro de 1977...

Hoje é dia 13 de Outubro. Há exatos 35 anos um jogo de futebol marcou o fim da história de um sofrimento de 22 anos. O Esporte Clube Corinthians Paulista sagrava-se campeão novamente. Matematicamente foram 22 anos, 8 meses e 6 dias... para o torcedor, foi uma vida inteira de sofrimento e dor. Para os adversários.... mais de duas décadas de gozações.

Nesse período passaram pelo clube nomes como Roberto Rivelino e Garrincha, por exemplo, sem conseguir dar alegrias a torcida. Nada adiantava, contratações milhonárias ou revelações das categorias menores... todas elas sucumbiam ao final de mais uma temporada sem títulos.

O adversário era o que menos interessava. No caso, a poderosa Ponte Preta do goleiro Carlos, dos laterais Jair (Picerni) e Odirlei, do meio de campo mágico de Vanderlei, Marco Aurelio e Dicá... de Rui Rei e Tuta no ataque... eram os campineiros os favoritos ao título.

O período sem título não apequenou o time do Parque São Jorge. Pelo contrário... sua torcida tornou-se a partir desse jejum uma das maiores do país e tornou o sofrimento como a "marca registrada" do time até hoje.

E era essa a grande força do Corinthians. No elenco, nenhum jogador de grande nome ou grande destaque, a não ser o ponta Edu, já em final de carreira vido do Santos e de Palhinha, contratado do futebol Mineiro e com passagens pela seleção na época. O forte do time era a "pegada" e a competitividade.


A final foi disputada em três jogos. No primeiro a vantagem foi para o Corinthians, com  um "gol de cara" de Palhinha, o timão venceu a Ponte pelo placar de 1 a 0.

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O segundo jogo poderia marcar o fim do jejum, pois o Corinthians jogava pelo empate. A fiel respondeu e deu ao estádio do Morumbi o seu recorde de público com 138.032 pagantes, público que jamais foi superado. Porém o esforço foi em vão. Ao final, o placar marcava a vitória da Ponte Preta pelo placar de 2 a 1. A decisão ia para o terceiro jogo.

Jogo polêmico... arbitragem de Dulcídio Wanderley Boschilia prometia ser polêmica. No segundo jogo, o centroavante da Ponte Preta Rui Rei comandou a arbitragem de Romualdo Arpi Filho. Dulcídio declarou que no seu jogo, ia ser diferente...

E foi... logo aos treze  minutos do primeiro tempo, o árbitro expulsou Rui Rei de campo após reclamação do atacante por um lance isolado de impedimento. Por conta dessa expulsão, o juiz foi acusado de ter recebido suborno para fazer com que o Corinthians fosse campeão. "Ele me mandou tomar… Se eu não o botasse para fora, ele passaria a mandar no jogo", contou, oito anos mais tarde. "E, lá dentro, só eu mando." Foi suspenso por 120 dias por supostamente agredir o zagueiro ponte-pretano Polozzi, que depois confirmaria que não foi Dulcídio que o agrediu. Em entrevista, disse à revista Placar afirmou que foi comprado sem saber por dois milhões de cruzeiros para aquela partida: três pessoas supostamente da Federação Paulista teriam pedido dinheiro ao Corinthians para comprá-lo. "Sei quem são e só não os denuncio porque não tenho provas concretas", disse. "Juro que o cara-de-pau que fosse oferecer suborno naquele jogo iria morrer." (fonte: Wikipédia).

Então, o lance do gol... tão sofrido como não podia deixar de ser para a nação Corinthiana... Osmar Santos, na época locutor da Radio Jovem Pan descreveu o lance com grande inspiração... “E que Gooooool. Coringão na frente. Olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação. Olha a festa no Brasil. Você enche de lagrimas os olhos desse povo. Você enche de felicidade o coração desta gente. Corinthians, o grito sufocado de um povo. O grito do fundo do coração de um torcedor. Depois de vinte anos, a Fiel está explodindo. 22, 23, duas dezenas de anos na cabeça desse povo, tumultuando meu povo. O Corinthians, que, na explosão, exibe o maior espetáculo do território brasileiro. Corinthians, você acima de tudo é a alma deste povo. Você liga a imagem do sorriso e a felicidade das raízes do povo, Corinthians. Hoje a cidade é do povo. Tem que ter festa alvinegra. Tem que cobrir as ruas da cidade de paixão e loucura. Com felicidade que desabrocha e contagia o povo pelas avenidas. Hoje é o verdadeiro dia do povo. Dia de cantar a alegria e ser feliz. Dia de sair gritando com a crista alta, muito alta. Hoje mais do que nunca a cidade é do povo. Festa do povo. Basílio pro pedaço, Basílio, 37 minutos do segundo tempo. Doce mistério da vida este Corinthians. Inexplicável Corinthians. Vai buscar alegria no fundo da alma do povo.”



Era o fim de um martírio. Há 35 anos, o Corinthians tornava-se campeão Paulista. Tobias, Zé maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basilio e Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu. Ainda no elenco, tinha o ponta Edu, Adãozinho, Jairo, Palhinha, Zé Eduardo, Givanildo, Neca e Lance.

Marcelo Alves Bellotti