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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Apresentando: Copa São Paulo de Futebol Juniores

A Copa São Paulo terá seu início já na próxima semana (a primeira de 2017) e traz algumas novidades: serão nessa edição 120 clubes divididos em 30 grupos de 4 clubes cada. Serão 29 sedes, já que São Paulo fica com duas chaves, onde se classificam os dois melhores times de cada grupo.

E as novidades não param por aí... serão possíveis seis alterações para cada equipe, desde que sejam feitas em apenas três interrupções. Por exemplo... Em sua primeira substituição você coloca um jogador, depois coloca mais um. A última substituição, você pode colocar quatro jogadores de uma vez.

Novamente a equipe dos Perolas Negras, do Haiti participará do torneio. A equipe ficará sediada em São Paulo, ao lado de Nacional-SP, Goias e Corisabba-PI.

Estaremos apresentando os Estádios das Cidades-Sede por grupos:

Grupo 1 - Votuporanga - Estádio Plínio Marin

Fachada do Estádio Antigo
Plinio Marin foi um dos pioneiros da cidade de Votuporanga. Doou o terreno para a construção do Estádio que acabou recebendo o seu nome. O Estádio foi inaugurado em 22/07/1975 e recebeu os jogos da Associação Atlética Votuporanguense, do SEV e do CAV (Atual Votuporanguense) até que em 2011 a prefeitura vendeu o terreno para um empreendimento imobiliário e o estádio foi demolido.

Nesse mesmo ano, porém em outro terreno foi construída a Arena Plínio Marin, que além do estádio, possui também um complexo esportivo. A Arena teve um custo total de 20 milhões de reais e foi inaugurada em 23 de janeiro de 2016 com o jogo CAV 3x4 Ponte Preta. A capacidade do estádio novo é de 8,145 lugares.

Arena Plínio Marin
No grupo estão: Votuporanguense-SP, Grêmio-RS, Brasilia-DF e Auto Esporte-PB



Grupo 2 - Tanabi - Alberto Victolo

O Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, conhecido por Albertão, é um estádio de futebol localizado na cidade de Tanabi, no estado de São Paulo, pertence à prefeitura municipal e tem capacidade para 8.400 pessoas

No grupo estão: Tanabi-SP, Nautico-PE, Vila Nova-GO e Mirassol-SP



Grupo 3 - São José do Rio Preto - Anisio Haddad

O Estádio Anísio Haddad, mais conhecido como Rio Pretão, é um estádio brasileiro localizado em São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Tem capacidade para 14.014 pessoas. É o estádio do Rio Preto Esporte Clube e foi nomeado em homenagem a Anísio Haddad, ex-presidente do clube.


No grupo estão: Rio Preto-SP, Botafogo-RJ, Alecrim-RN e Sergipe-SE

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Estádio Alianz Parque... prós e contras

O Palmeiras é um sucesso de público nos estádios. Realmente a torcida do verdão tem mostrado ser um grande patrimônio d clube, apoiando o time e ajudando na reconstrução de um Palmeiras grande como ele deve ser. Os torcedores vibram com o sucesso do programa de sócio torcedor, que hoje conta com 129.583 adesões o que o coloca na segunda posição no "ranking" do programa "por um futebol melhor".

Parque Antártica 
O Palmeiras também reconstruiu o seu estádio. No lugar do charmoso Parque Antártica temos o Alianz Parque. Esse estádio foi construído pela WTorre e teve custo estimado em R$630 milhões de reais, Pelo acordo feito entre Palmeiras e gruo WTorre, a empresa administrará o estádio por um período de 30 anos, sendo que o Palmeiras ficará com toda a receita gerada nas partidas de futebol durante esse período.

Esse acordo foi considerado revolucionário por "especialistas" da imprensa esportiva brasileira, pois se opõe a acordos de pagamento mensal por construção das Arenas. Ela simplesmente foi construída para o Palmeiras jogar futebol. Os torcedores cada vez mais se orgulham do novo palco, que leva o Verdão sem dúvida a outro patamar.

A questão é... como fica a conta dos 630 milhões? Elas são pagas através da exploração do estádio com os naming rights, venda de camarotes, estacionamento, patrocínios, cadeiras cativas (aí existe uma discussão entre a empresa e o clube, sobre o direito de comercialização das cadeiras) e shows. Entenda melhor essa conta na matéria feita pelo Globo Esporte clicando aqui.

Como o Alianz Parque é administrado pela WTorre, cabe ao Palmeiras o pagamento de um "aluguel" pela utilização do estádio nos jogos de futebol, para cobrir os custos gerados pelo próprio estádio. Esse custo, deixando bem claro, seria "pago" mesmo se a administração ficasse a cargo do Palmeiras. Na inauguração do estádio, o repórter Jorge Nicola em seu blog estimava o custo de R$420 mil por partida, a serem pagos a WTorre para despesas diversas geradas pelo estádio em jogos de futebol.

Paulo Nobre, atual mandatário do Palmeiras, em uma entrevista ao jornal Agora aumentou esse custo fixo e detalhou a situação do Palmeiras para jogar na nova casa. Sobre as despesas, Nobre declarou: "As pessoas acham linda a nova arena do Palmeiras. Só que a nova arena do Palmeiras, se eu não conseguir R$ 700 mil de renda, eu pago para jogar. É lindo ver uma renda de R$ 2 milhões, só que quando der R$ 500 mil, eu vou pagar de R$ 200 mil a R$ 250 mil. É um estádio caro, o custo fixo do Allianz Parque é altíssimo", justificando-se pelo preço alto do ingresso. 

Nobre ainda é defensor de torcida única para o estádio, por razões econômicas: "Economicamente é muito mais interessante. Quando você cede dois mil ingressos, perde muito mais que dois mil. Com torcida única, atendemos mais torcedores, ganhamos mais dinheiro e de maneira indireta, evitamos que pessoas se machuquem ou acabem até morrendo", declarou .

Esse modelo, portanto, deve ser entendido como ele de fato é... Um negócio que hoje é bom para ambos os lados e que deve ser trabalhado pelo Verdão de modo a ou baixar esses custos fixos ou manter a Arena lotada por 30 anos, caso contrário, esse acordo pode custar caro ao time do Verdão. Essa "matemática também é explicada por Nobre "O palmeirense é assustadoramente engajado, mas ele precisa estar de bom humor. De bom humor, ele é um excepcional consumidor. De mau humor, não vai consumir. "

Enquanto isso, a torcida vai dando seu espetáculo.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cadeiras em Estádios. Modernidade ou problema?

A WTorre, responsável pela construção e administração da arena do Palmeiras mesmo antes de inaugurar o estádio, já não aprova a ideia de retirar as cadeiras dos setores mais populares para satisfazer o desejo de suas torcidas organizadas.

Esse ato vem somente em resposta ao que fez o Corinthians, quando retirou de seu estádio as cadeiras nos setores da arquibancada onde ficam as torcidas organizadas e no espaço destinado aos torcedores visitantes. A medida, ao contrário do Grêmio que atendeu a uma solicitação de uma torcida organizada, não visa atender a pedidos, mas sim preservar o seu próprio patrimônio. Desde que o estádio foi inaugurado essas cadeiras vem sendo sistematicamente destruidas nesses setores. Só na abertura do estádio, em um evento FIFA, 217 cadeiras foram danificadas, sendo 55 no setor das organizadas. Os números por sí apesar de serem desencontrados, tornam a ação tomada pelo time paulista como uma resposta as atitudes dos torcedores e não visa o atendimento de qualquer pedido.

Vale ressaltar que cadeiras quebrdas em estádios de futebol não é algo que simples de resolver, nem é uma prerrogativa única do Estádio do Corinthians, como uma parte da crônica, sobretudo a Paulistana, quer fazer com que acreditamos.

Recentemente o Mineirão teve suas cadeiras quebradas no clássico. A Arena das Dunas também teve problemas regiatrados no jogo entre ABC e Vasco, válido pela série B do Brasileirão, além da Arena Fonte Nova, em um clássico Ba-Vi. No Morumbi, a situação não é diferente, com cadeiras e banheiros quebrados em clássicos pela torcida visitante e no Pacaembú tivemos recentemente um episódio com a torcidas depredando cadeiras. 

Esse problema se encontra presente então em todo o país e não é restrito a arenas, como quer insinuar parte da crônica paulista. Para resolvê-lo não bastam somentes ações repressivas, mas vontade geral de combater o problema. Esse é um problema que atinge a todos os estádios e a todas as torcidas. Os torcedores que frequentam as áreas mais populares dos estádios, em geral assistem os jogos de pé e os que frequentam os jogos clássicos nos espaços destinados aos visitantes, ou são de uniformizadas, onde impera a intolerãncia entre os rivais ou então são de tal maneira maltratados que respondem com a depredação.

Não adianta o clube desligar as luzes do estádio em um jogo as dez da noite logo após o seu término ou desligar a água nos banheiros no lado dos visitantes e esperar um comportamento exemplar da torcida. 

O problema tem que ser dimensionado e tratado de maneira adequada, olhando para um todo e não somente para o visual do Estádio em Itaquera ou o conceito de conforto nas novas arenas. 

Senão vira papo de bar... comum hoje em programas esportivos.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 10 de março de 2014

Entrega do Estádio em Manaus... Intolerância!

Mais um estádio da copa entregue. O que vemos é um show de intolerância. Cada vez mais percebo que em geral, os meios de comunicação não se importam em disseminar intolerância. Apenas por observação, podemos perceber que desde que foram definidas as doze sedes da Copa do Mundo, a grande discussão passou a ser a construção ou reforma de estádios em Cuiabá, Manaus e Brasilia.

O fato é que o estádio foi inaugurado e entregue a população de Manaus. A partir da inauguração ele será administrado e de responsabilidade de quem o construiu e de quem o manterá. Esse foi o recado do governador do Estado. Talvez, o povo de Manaus esteja cansado de tanta intolerância vinda do sudeste, que ignora o fato até de haver futebol naquele estado. Vejo mensagens inflamadas de cronistas bradando pelos contribuintes Amazonenses. 

Desconheço a aceitação do estádio em Manaus. Sei que é um Estado onde a maioria da população é pobre, como ocorre em São Paulo, por exemplo. Sei que eles inauguraram um estádio para a Copa do Mundo e que pode virar um elefante branco. Para inaugurar esse estádio fizeram uma obra que teve a sua entrega atrasada, onde se gastou bem mais do que era previsto e cujo legado para a população será nenhum. Seu governador declarou que o estádio e seu legado são problemas do povo amazonense.

Se refletirmos em outros estados da Federação, veremos que São Paulo está prestes a investir perto de R$170 milhões inicialmente para reforma do padock em Interlagos, para poder ter condições e garantias suficientes para sediar uma etapa do Mundial de Fórmula 1 até 2020 no município. 

Não vi até agora, mesmo após todos os investimentos feitos para que a cidade do Sudeste brasileiro  recebesse esse evento, nenhum legado que justificasse o investimento direto da prefeitura para a sua reforma. A cidade de São Paulo continua com seu caos urbano diário e o bairro de Interlagos não teve nenhuma melhoria por conta do autódromo. Mesmo a ampliação do trem que "serve" Interlagos, não aconteceu como legado de obras no autódromo, mas como uma obra viária descolada da reforma. Não temos sequer um legado esportivo, já que uma etapa do Mundial de F1 não tem garantido o crescimento do esporte do país.

Mas pelo que se percebe, a reforma do autódromo agrada uma boa parte do contribuinte paulistano, que não se opõe em retirar um valor tão expressivo diretamente do orçamento da cidade. Diferentemente do que acontece com a copa, onde o investimento é feito por empréstimo por bancos de desenvolvimento, o dinheiro para a reforma do autódromo sai em boa parte direto do orçamento da prefeitura, já que o autódromo é municipal. A previsão de reforma segundo reportagem da revista warm up contaria com a participação do governo federal, com recursos do Ministério do Turismo. Ou seja, atingindo diretamente o contribuinte amazonense.

Ora, nem se discute a obra feita em São Paulo, o seu ônus para os cofres públicos e seu discutível legado, somente com geração de possíveis empregos. Temos um evento por ano no local e depois ele vira um grande elefante branco, mesmo com a iniciativa de colocar vários campeonatos por lá!

Precisamos novamente refletir sobre a intolerância. Precisamos respeitar o que nos parece diferente. A princípio, mostrar a inauguração de um estádio já julgando e decretando tudo o que virá a seguir é uma postura que só reforça os novos padrões de intolerância da sociedade brasileira, que não admite esse tipo de obra no norte pobre, mas que não trata igualmente obras semelhantes no sul desenvolvido e rico. Talvez essa não seja a verdade, seja apenas a visão de alguém que tenta combater a intolerância... 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série - Estádios de Futebol - Osasco

No último dia 23 de Fevereiro, visitei o Estádio Municipal Prefeito José Liberatti, em Osasco. Fui assistir ao jogo entre Grêmio Esportivo Osasco e Esporte Clube Santo André.

O Estádio hoje tem instalações modernas, mas conserva o charme dos estádios antigos que podemos observar no interior de São Paulo

A inauguração aconteceu em 26 de dezembro de 1996, com um jogo entre Palmeiras x Corinthians que foi vencido pelo time alviverde por um a zero. O primeiro gol do Estádio foi marcado por Sérgio Manoel. O nome vem da homenagem ao prefeito da cidade no período de 1970 - 1973 e foi inaugurado pelo prefeito Celso Giglio.

Conhecido também pelo nome de "Rochdalão" por ficar no bairro de Rochdale. O bairro recebe esse nome por uma tentativa do Doutor Fernando Marrey de transformar a então Chácara dos Castanheiros em uma vila corporativa com a fundação da Companhia Construtora de Osasco. O nome Rochdale foi escolhido por remeter a 1844, quando 27 tecelões e uma tecelã se uniram no então bairro de Manchester, na Inglaterra para fundar a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", tendo o homem e não o lucro como a principal finalidade. Era o surgimento da primeira Cooperativa, com normas rochdaleanas.

O Estádio abriga hoje os jogos do Grêmio Esportivo Osasco e os jogos do Grêmio Osasco Audax. Desde a sua fundação, em 1996 o estádio foi sendo reformado aos poucos, foi construída uma arquibancada atrás do gol, espaço onde fica o time visitante.

Com um investimento mais forte no futebol, a partir da entrada do Bradesco como investidor do Grêmio Osasco, a arquibancada ganhou uma cobertura. Depois da cobertura da arquibancada, os bancos de reserva foram modernizados.

Em 30 de Janeiro de 2014 o atual prefeito de Osasco Jorge Lapas e Britaldo Soares, então presidente da AES Brasil fizeram uma parceria e inauguraram o sistema de iluminação do estádio, com luzes de LED econômicas e duradouras.

Porém mesmo após a inauguração, o estádio segue recebendo os jogos preferencialmente as 15 horas ou as 10 da manhã. O que se conta na cidade é que a iluminação não é tão eficaz como disseram que ela era.

Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco! A casa do Osasquense. O retrato de uma cidade que apoia o Esporte e tem o futebol dos times da cidade melhorando a cada ano!



Marcelo Alves Bellotti