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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tombense - Um Case de sucesso de investimento

O interior do Brasil é cercado de times de tradição regional que vez por outra alcançam uma notoriedade chegando a disputar os principais torneios do país. No interior de Minas Gerais vamos encontrar um exemplo dessas histórias, na cidade de Tombos, que atualmente tem um time na final da série D do campeonato brasileiro.

Tombos é uma cidade da zona da matsa mineira, que está a 5 km da divisa do Rio de Janeiro e a 367 km da capital Belo Horizonte. A cidade foi fundada no início do século XIX pelo Coronel Maximiniano José Pereira de Souza, que fez uma doação de terras para a construção de uma capela para Nossa Senhora da Conceição. Assim o local ficou conhecido por Nossa Senhora da Conceição de Tombos, em alusão às três quedas d'agua existentes no local. Em 1923 por uma Lei municipal o nome foi alterado para Tombos de Carangola. Em 1978 após a sua emancipação política, o município passou a se chamar somente Tombos. A cidade possui segundo o censo uma população de 9.542 pessoas.

O time da cidade é o Tombense Futebol Clube, fundado em 07 de Setembro de 1914, por iniciativa de um grupo de garotos. Liderados pelo pai de um deles, o Senhor Vieira, fundaram o time que em 1935 conquistou o campeonato da Zona da Mata, batendo o Tupi na final, mesmo jogando em Carangola. O time seguiu brilhando como amador até que em 1.999 os empresários Eduardo Uram e Lane Mendonça Gaviolle, da empresa Brazil Soccer, começaram a gerir a Tombense para profissionalizar e melhorar o time.

A partir daí, com uma gestão profissional o time decolou. Em 2001 o time foi campeão mineiro das categorias infantil e juvenil. Em 2002 o time profissional chegou ao seu primeiro título, de campeão mineiro da segunda divisão. Após campanhas irregulares, em 2012 foi vice-campeão do Módulo II do Mineiro (segundo nível) e conseguiu disputar o Módulo I (primeiro nível) do campeonato mineiro.

Em 2013, o carcará (ou gavião cartcará) como é conhecido, foi classificado para a série D como vice campeão do Interior, mas decide não participar do torneio. Em 2014 porém, mais uma vez classificad para a série D, fez uma campanha fantástica e após vencer o Moto Club, o time comnseguiu o acesso para a série C.

Agora é aguardar se o esquema profissional não fará com a cidade de Tombos a mesma coisa feita com a cidade de Ituiutaba, que após se classificar da série C para a série B mudou o nome para Boa Esporte e mudou de cidade para Varginha, cidade a mais de 500 km de distância. Como a cidade de Tombos tem uma população pequena, a prefeitura não construirá um estádio onde caiba toda a população da cidade dentro. Resta saber se nesse profissionalismo a estrutura profissional não deixará a cidade.

O time manda seus jogos no Estádio Antônio Guimarãesde Almeida ou o Almeidão ou ainda Estádio dos Tombos. O estádio tem a capacidade para 3.050 pessoas após a reforma feita para a disputa do campeonato mineiro em 2013. Até então, a capacidade era de apenas 1000 torcedores.

Assim segue a Tombense, que disputará a série C em 2015 e seguirá sendo o orgulho de sua pequena e pacata torcida, mas apaixonada pelo futebol e que acompanha o time em todas as suas jornadas. A final da série D que envolve Brasil de Pelotas e Tombense teve o primeiro jogo final um empate de zero a zero em Pelotas terá o seu segundo jogo disputado em Muriaé em 16/11 as 17 horas no estádio Soares de Azevedo.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 15 de dezembro de 2012

Futebol - Histórias de Intolerância e Abandonos...

O futebol guarda na sua histórias, alguns casos célebres de abandono de campo. Na última quarta-feira, pudemos ver de perto novamente essa prática antiga, tipica do time que está em inferioridade e que em um último gesto de protesto e indignação, decide pela total radicalização e deixa o campo de jogo.

O Tigre não pareceu em nenhum momento no jogo em São Paulo, querer jogar bola, apenas fazer do confronto uma guerra e de todo lance uma polêmica. Produziu um fato e lançou a polêmica no ar, se recusando a voltar do intervalo e agora contestando o título do São Paulo. O caso será investigado pelos órgãos competentes e promete desdobramentos nos próximos dias.

Esse acontecimento fez alguns torcedores citarem uma partida de 1942, uma decisão entre São Paulo e Palmeiras em que o São Paulo abandonou o campo, a exemplo do Tigre. Falou-se muito dessa partida, com foco apenas no fato do abandono do São Paulo. Resolvi pesquisar sobre a partida, famosa não somente por esse lance mas por toda uma história de intolerância e ódio no futebol.

Estávamos em 1942, o auge da Segunda Guerra Mundial marcava batalhas entre Americanos e Ingleses sobretudo contra investidas japonesas para conquista da Austrália e da Alemanha em direção a Russia. No Brasil vivíamos um Governo totalitário, denominado posteriormente de Estado Novo, implantado após um golpe de Estado em 1937 e comandado por Getúlio Vargas.

O futebol seria então influenciado pela Guerra. O Brasil declarou guerra aos países do Eixo. Começava então um período de perseguição as colônias desses países no Brasil. Então, por exemplo o Sport Club Germânia passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros. O governo Vargas decretou que nenhuma entidade com sede no país pudesse fazer uso de nomes relacionados a países do Eixo.

Essa decisão fez com que a Società Sportiva Palestra Italia então decidisse alterar o nome para Palestra de São Paulo.

Porém a alteração não agradou totalmente o poder político vigente tanto na esfera esportiva quanto na comum, as pressões aumentavam para que o time fosse retirado do campeonato e que perdesse o seu patrimônio para outro clube. O time palestrino era considerado por muitos como "inimigo da Pátria".

Nessa época diziam que o campeonato era decidido na cara ou coroa: Ou Palestra ou Corinthians eram os vencedores no final de cada campeonato. Em 1942 surgia então o São Paulo como força para combater a hegemonia de Corinthians e Palestra. Tanto que no campeonato seguinte, que o São Paulo foi campeão, diziam que a moeda "caiu em pé"

O fato que as finais do Paulistão de 1942 reuniam São Paulo, Corinthians e Palestra de São Paulo. A pressão foi tanta para o jogo contra o São Paulo que as vésperas da partida, no dia 14 de setembro, uma reunião da diretoria paelstrina resolveu alterar o nome de Palestra Italia para Palmeiras, por sugestão do Dr. Mario Minervino.

Em 20 de setembro de 1942 no Pacaembu, o São Paulo entrou em campo para enfrentar a Sociedade Esportiva Palmeiras, que entrou em campo conduzindo uma bandeira do Brasil. O jogo foi extremamente tenso, com ânimos acirrados dos dois lados, já que se dizia que o São Paulo reivindicava para si o patrimônio do Palestra Italia.

O Palmeiras já vencia o jogo pelo placar de 3 a 1 quando  aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro marcou um pênalti cometido por Virgilio, que posteriormente seria expulso. A equipe tricolor não aceitou a marcação do pênalti e se recusou a continuar jogando. 

Os gols do Palmeiras foram marcados por Claudio (Cristóvão Pinho, maior artilheiro da história do Corinthians), José Del Nero (pai de Marco Polo Del Nero, presidente da FPF) e Echevarrieta. O recém nascido Palmeiras tornava-se campeão Paulista de 1942 devido ao abandono do jogo por parte do seu adversário. O vice-campeão foi o Corinthians e o São Paulo ficou com o terceiro lugar.

Esses são os fatos, descritos apenas sem emoção ou qualquer juízo de valor. Essa partida ficou marcada como o início de uma época de intolerância entre as equipes de São Paulo e Palmeiras devido a tudo o que se cercou no contexto da sua realização. 

Não cabe aqui qualquer julgamento do fato... apenas o relato histórico. A opinião pertence a vocês!!!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 13 de outubro de 2012

13 de Outubro de 1977...

Hoje é dia 13 de Outubro. Há exatos 35 anos um jogo de futebol marcou o fim da história de um sofrimento de 22 anos. O Esporte Clube Corinthians Paulista sagrava-se campeão novamente. Matematicamente foram 22 anos, 8 meses e 6 dias... para o torcedor, foi uma vida inteira de sofrimento e dor. Para os adversários.... mais de duas décadas de gozações.

Nesse período passaram pelo clube nomes como Roberto Rivelino e Garrincha, por exemplo, sem conseguir dar alegrias a torcida. Nada adiantava, contratações milhonárias ou revelações das categorias menores... todas elas sucumbiam ao final de mais uma temporada sem títulos.

O adversário era o que menos interessava. No caso, a poderosa Ponte Preta do goleiro Carlos, dos laterais Jair (Picerni) e Odirlei, do meio de campo mágico de Vanderlei, Marco Aurelio e Dicá... de Rui Rei e Tuta no ataque... eram os campineiros os favoritos ao título.

O período sem título não apequenou o time do Parque São Jorge. Pelo contrário... sua torcida tornou-se a partir desse jejum uma das maiores do país e tornou o sofrimento como a "marca registrada" do time até hoje.

E era essa a grande força do Corinthians. No elenco, nenhum jogador de grande nome ou grande destaque, a não ser o ponta Edu, já em final de carreira vido do Santos e de Palhinha, contratado do futebol Mineiro e com passagens pela seleção na época. O forte do time era a "pegada" e a competitividade.


A final foi disputada em três jogos. No primeiro a vantagem foi para o Corinthians, com  um "gol de cara" de Palhinha, o timão venceu a Ponte pelo placar de 1 a 0.

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O segundo jogo poderia marcar o fim do jejum, pois o Corinthians jogava pelo empate. A fiel respondeu e deu ao estádio do Morumbi o seu recorde de público com 138.032 pagantes, público que jamais foi superado. Porém o esforço foi em vão. Ao final, o placar marcava a vitória da Ponte Preta pelo placar de 2 a 1. A decisão ia para o terceiro jogo.

Jogo polêmico... arbitragem de Dulcídio Wanderley Boschilia prometia ser polêmica. No segundo jogo, o centroavante da Ponte Preta Rui Rei comandou a arbitragem de Romualdo Arpi Filho. Dulcídio declarou que no seu jogo, ia ser diferente...

E foi... logo aos treze  minutos do primeiro tempo, o árbitro expulsou Rui Rei de campo após reclamação do atacante por um lance isolado de impedimento. Por conta dessa expulsão, o juiz foi acusado de ter recebido suborno para fazer com que o Corinthians fosse campeão. "Ele me mandou tomar… Se eu não o botasse para fora, ele passaria a mandar no jogo", contou, oito anos mais tarde. "E, lá dentro, só eu mando." Foi suspenso por 120 dias por supostamente agredir o zagueiro ponte-pretano Polozzi, que depois confirmaria que não foi Dulcídio que o agrediu. Em entrevista, disse à revista Placar afirmou que foi comprado sem saber por dois milhões de cruzeiros para aquela partida: três pessoas supostamente da Federação Paulista teriam pedido dinheiro ao Corinthians para comprá-lo. "Sei quem são e só não os denuncio porque não tenho provas concretas", disse. "Juro que o cara-de-pau que fosse oferecer suborno naquele jogo iria morrer." (fonte: Wikipédia).

Então, o lance do gol... tão sofrido como não podia deixar de ser para a nação Corinthiana... Osmar Santos, na época locutor da Radio Jovem Pan descreveu o lance com grande inspiração... “E que Gooooool. Coringão na frente. Olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação. Olha a festa no Brasil. Você enche de lagrimas os olhos desse povo. Você enche de felicidade o coração desta gente. Corinthians, o grito sufocado de um povo. O grito do fundo do coração de um torcedor. Depois de vinte anos, a Fiel está explodindo. 22, 23, duas dezenas de anos na cabeça desse povo, tumultuando meu povo. O Corinthians, que, na explosão, exibe o maior espetáculo do território brasileiro. Corinthians, você acima de tudo é a alma deste povo. Você liga a imagem do sorriso e a felicidade das raízes do povo, Corinthians. Hoje a cidade é do povo. Tem que ter festa alvinegra. Tem que cobrir as ruas da cidade de paixão e loucura. Com felicidade que desabrocha e contagia o povo pelas avenidas. Hoje é o verdadeiro dia do povo. Dia de cantar a alegria e ser feliz. Dia de sair gritando com a crista alta, muito alta. Hoje mais do que nunca a cidade é do povo. Festa do povo. Basílio pro pedaço, Basílio, 37 minutos do segundo tempo. Doce mistério da vida este Corinthians. Inexplicável Corinthians. Vai buscar alegria no fundo da alma do povo.”



Era o fim de um martírio. Há 35 anos, o Corinthians tornava-se campeão Paulista. Tobias, Zé maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basilio e Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu. Ainda no elenco, tinha o ponta Edu, Adãozinho, Jairo, Palhinha, Zé Eduardo, Givanildo, Neca e Lance.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ah Esses senhores...

Histórias e mais histórias temos para contar dos dirigentes do nosso amado futebol. Todos com a marca inconfundível da paixão pelo seu time, que faz com que produzam cenas no mínimo hilárias.

Acompanhei hoje tudo o que cercou a demissão do sempre trabalhador técnico Émerson Leão do São Paulo Futebol Clube. Leão definitivamente não agradou a cúpula Sãopaulina e a eliminação da Copa do Brasil seguida pela derrota para uma Portuguesa até então fragilizada, serviram como gota d'água para a demissão do treinador.

Nada a dizer dessas duas derrotas, ambas merecidas, porém a situação não parecia ser tão simples. Então, eis que o mandatário máximo do São Paulo rouba a cena, colocando nele o foco das atenções da má fase do time e poupando o restante do elenco.

Juvenal desta vez foi fundo... falou tudo o que a imprensa queria ouvir... e se superou!!!

Em um certo trecho da entrevista, devido aos recentes desmandos e intervenções que ele fez no elenco, um repórter pergunta se ele próprio, o Juvenal Juvêncio não seria um bom nome para técnico do São Paulo. A resposta é clara e soa como um aviso direto ao próximo técnico do time do tricolor...


Além de se achar capacitado para treinar o time da capital, o mandatário Tricolor em um outro momento, ainda revela que foi o maior responsável pela virada contra a Ponte Preta.  Juvenal diz ainda que fez a diferença quando o dirigente podia entrar em campo... não sei se foi assim entre 84 e 88 quando o São Paulo viveu uma grande época, mas em seu primeiro mandato de presidente houve a maior de todas as vergonhas do time do São Paulo... a disputa da série A2 (segundo nível) do futebol paulista em 1990.

Essa declaração, que beira a insanidade me fez lembrar de Salvador Hugo Palaia, que em 2006 para explicar do seu jeito a má situação do time palmeirense, resolveu promover a auto-entrevista, onde ele respondeu algumas perguntas formuladas por ele próprio... confira!!!



Esses senhores, apaixonados, são os maiores responsáveis pela estágio atual do futebol... que coisa!!!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 9 de junho de 2012

Show do Melhor do Mundo

O Brasil jogou uma bela partida amistosa hoje em Nova Jersey. Acho estranho esse tipo de amistoso, pois se é para atravessar o oceano para jogar um amistoso, que joguemos na Argentina ou no máximo, no Brasil. Mas enfim, como já foi citado por aqui, esses eventos não são feitos para os torcedores que normalmente vão ao estádio mesmo!

O que pudemos ver foi uma bela exibição do time do Mano. Diferente das outras jornadas, ele flutuou o ataque com o Hulk (fazer o que...), o Damião e o Neymar, tirando a previsibilidade do seu ataque, concentrado todo pelo lado esquerdo, como pudemos observar no último jogo contra o México.

A se destacar ainda a segurança demonstrada pelo goleiro Rafael, que se definiu como titular para a Olimpíada. A preocupação fica com o sistema defensivo, pois os volantes e a zaga não demonstram segurança. Talvez seja possível que essa situação melhore, pois os adversários da Olimpíada não são tão bons assim.

Mas o que aconteceu hoje foi um show de Messi. O Argentino confirmou tudo o que se fala dele. Discreto, sem cabelos extravagantes ou dancinhas para comemorar os seus gols, sem olhar para as câmeras laterais ou qualquer gesto premeditado, Messi segue fazendo seus gols e ratificando a sua condição de melhor jogador do mundo.

O jogo foi bem movimentado, o Brasil dominou uma boa parte e a real diferença foi o Messi. Foram três gols e uma atuação de gala.

Marcelo Alves Bellotti