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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Rápidas...

Copa do Brasil

Hoje tem a final da Copa do Brasil no Rio de Janeiro entre Flamengo e Atlético-PR. A expectativa é de um grande público, mas uma manifestação de Perueiros complica a vida do carioca hoje.

Na manifestação feita hoje pela manhã que praticamente parou a cidade do Rio, os manifestantes prometeram um protesto no maracanã, impedindo a chegada dos torcedores ao estádio. 

É polêmica no preço do ingresso, que chega a custar 500 reais atras do gol e no mínimo 700 reais na cativa, com cambistas. 

No Flamengo o desfalque é Chicão. O jogador não se recuperou da contusão muscular e não joga hoje. No Atlético-PR, não jogam Bruno Silva e Roger, que não podem jogar a Copa do Brasil pelo time paranaense, Leo que na semi final recebeu um cartão amarelo, depois um amarelo e um vermelho, pegando então dois jogos de suspensão automática e Everton que recebeu o terceiro amarelo. A diretoria do clube paranaense tenta reverter a situação do lateral Leo.

Sulamericana

Ponte Preta e São Paulo fazem hoje a segunda partida pela semi final da Copa Sulamericana. O jogo será disputado no Romildão em Mogi Mirim (que já se chamou Vail Chaves, Wilson de Barros e Papa João Paulo II). O estádio foi escolhido por ter capacidade de abrigar mais de 20 mil pessoas. Porém como no caso do Majestoso (estádio da Ponte Preta) a capacidade do estádio é bem ao gosto do freguês. Na FPF consta uma capacidade de 19,9 mil, enquanto que no Wikipédia, a capacidade é de 30 mil pessoas. 

O fato é que o jogo foi cercado com um clima negativo entre os torcedores da Macaca com a medida da diretoria do tricolor de exigir a mudança de estádio, fazendo valer o regulamento.

O São Paulo alegou questões de segurança, mas criou um clima perigoso para o jogo hoje. O acesso para a cidade de Mogi se dá pela Rodovia Gov. Adhemar de Barros. O clima entre os torcedores é o pior possível. A recomendação ao torcedor saopaulino é que não vá ao estádio, apenas acompanhe de casa.

A situação é bastante favorável a Ponte, que derrotou o São Paulo no primeiro jogo pelo placar de 3 a 1. Porém seu goleiro ainda se recupera de uma contusão e permanece sendo dúvida para o jogo de hoje.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 16 de junho de 2013

Elefantes Brancos

Hoje teve início a Copa das Confederações, um evento preparatório da Copa do Mundo organizado pela FIFA a cada quatro anos no país sede da Copa.

A Copa do mundo no Brasil foi tratada com extremo descaso pela sociedade brasileira desde que foi anunciada. É flagrante o quanto as corporações como a CBF e as demais Federações estão desacreditadas no Brasil. O Governo e a classe política então... Nem se fala!

As discussões sempre com muita razão estão no mau uso do dinheiro público, que no caso do evento, foi generosamente derramado para a construção de Estádios sob a alegação que o evento deixaria um legado ao país. Porém ao analisarmos os eventos anteriormente realizados, não conseguimos ter bons exemplos de legados, mesmo em Copas feitas em países ricos ou com extremo grau de desenvolvimento.

A construção de estádios em centros afastados de Rio e São Paulo concentraram na sociedade em geral, sobretudo no Sudeste e Sul do país uma discussão que na maioria das vezes passa pela discriminação. Certamente que os governos de cidades do Norte e Nordeste deveriam construir escolas e hospitais ao invés de estádios. Mas se esses mesmos governos e a população quiserem, conseguirão construir algo de útil ao redor desses estádios, tal como sugere os movimentos oportunistas apoiados por partidos políticos que surgem nas redes sociais nesse momento.

O comentário geral e que domina os noticiários é que os estádios de futebol se transformariam logo após a copa em Elefantes Brancos. Porém quem afirma isso, não se deu ao trabalho de pesquisar se hoje já existem estádios "Elefantes Brancos" no Brasil. E eles existem... A proposta é apresentar um potencial Elefante Branco... O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi!

Para começo de conversa, vamos definir o significado do termo: Elefante branco é uma expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. 

Todos os Estádios de clubes de futebol se prestam a receber partidas dos seus respectivos clubes. O Estádio em questão pertencente ao São Paulo Futebol Clube não fica atrás.

Mas qual a razão dele ser um potencial Elefante Branco? 

No total o São Paulo joga aproximadamente 40 jogos por ano em seu estádio, que tem um custo fixo aproximado de R$300.000,00 por mês. Esse custo seria facilmente coberto caso todos os eventos realizados no estádio fossem um sucesso, uma vez que a sua capacidade chega a 64.000 pessoas.

Porém o clube do Morumbi excetuando-se quando joga a Libertadores (cerca de seis jogos por ano) e em algumas ocasiões especiais, não consegue uma ocupação razoável para o seu estádio. Segundo o site Globo Esporte.com, o time no Brasileirão 2012 apesar da sexta colocação em média de público (16 mil pessoas) foi somente o décimo oitavo em percentual de ocupação do seu estádio. No Brasileiro desse ano, em cinco rodadas, a situação segue pífia. O time do Morumbi é o décimo colocado em público e o décimo oitavo em ocupação do seu estádio, com 12% de ocupação.


Essa situação, por si só já caracteriza o Morumbi como um autêntico Elefante Branco. É exatamente o cenário descrito aos estádios de Manaus, ou de Recife ou até mesmo o de Brasília. Quando digo, por exemplo, que existe flagrante discriminação, me refiro a um comentário que ouvi de um cronista esportivo de São Paulo: Fazer uma arena como o Mané Garrincha pra receber Brasiliense x Gama??? 

Para que se tenha uma ideia, os eventos no Morumbi já são planejados para receber públicos pequenos. Ao analisarmos o comportamento do time em quatro rodadas do Campeonato Paulista, por exemplo, verificamos que a quantidade de ingressos colocados a venda no Morumbi não chega a 25 mil pessoas, ou seja, é sempre inferior a 40% da sua ocupação máxima.

O efeito visual é óbvio... Estádio vazio! 

Como fechar essa conta? Como o Morumbi se viabiliza no ano? 

Se verificarmos o ticket médio do ingresso no Morumbi, concluiremos que para qualquer evento no seu estádio, o público deve se dispor a pagar em média R$30,00. Considerando que um clube fica com aproximadamente 40% da arrecadação bruta dos jogos em que é mandante, isso pode viabilizar o pagamento dos custos fixos. Já os eventos especiais (libertadores, por exemplo) podem ter os seus ingressos majorados para compensar as despesas totais de abertura do estádio, que não constam do borderô, mas é de responsabilidade do proprietário.

A boa sacada do time foram os Mega Shows, que engordaram a receita do clube e a venda dos espaços internos para organização de bares e espaços corporativos.

Com uma boa dose de inteligência, o clube do Morumbi consegue se equilibrar. Se o estádio não é 100% viável, pelo menos não parece em nenhum momento um Elefante Branco.

Essa é a proposta para as grandes arenas. Com uma boa dose de inteligência e vontade política e, sobretudo, a participação popular, os estádios podem se transformar em economicamente viáveis e não grandes Elefantes Brancos. 

Caso a solução fique restrita a somente ao uso do estádio por um time de futebol, utilizado somente para jogos e sem a preocupação com o espaço, provavelmente teremos uma repetição do que se transformou o Estádio João Havelange, o Engenhão no Rio de Janeiro, que foi interditado com ameaça de queda da estrutura metálica com menos de dez anos de uso, vitima de puro descaso.

A Copa pode ter sido um evento inconveniente para o país, que tem vários problemas para cuidar, porém agora é algo que não podemos mais voltar atrás. Os estádios estão lá e devem ser pensados para comportarem mais eventos do que simplesmente os jogos de futebol.

Esse pode ser o único grande legado dessa copa no Brasil. 

Marcelo Alves Bellotti

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Patricios em festa! Lusa e Vasco em alta no futebol

A colônia portuguesa em São Paulo e no Rio de Janeiro está em festa. É certo dizer que hoje o Vasco não é somente um time de colônia, mas uma importante força no futebol brasileiro, mas também é correto dizer que ele nunca negou as suas origens.

Em São Paulo, o título da Portuguesa conseguiu emocionar a todos. Pelo querido Jorginho, técnico da Lusa que viveu um drama recentemente com a perda do filho em um desastre de moto, pela Portuguesa, que tem o respeito e o carinho de todas os torcedores comuns da cidade de São Paulo e principalmente pela campanha maravilhosa feita no acesso.

Ouvi hoje que a Lusinha foi campeã após mais de 38 anos depois de seu último título profissional. Fico triste quando ouço esse tipo de notícia mostrando o desconhecimento naquilo que se propôs a fazer, que é falar sobre futebol. A Portuguesa de Desportos foi campeã do Campeonato (profissional, é óbvio) Paulista da série A2 em 2007, em uma campanha igualmente fantástica comandada na época por Vagner Benazzi.

O Vasco segue impossível. Um time completamente desacreditado no primeiro turno do campeonato regional, sendo cogitada na época (absurdo) um risco de rebaixamento no campeonato regional do Rio de Janeiro.

Comandado brilhantemente por Ricardo Gomes e agora Cristóvão, o time não para de dar alegria ao seu torcedor. Após o final do jogo da última quarta-feira em São Januário, em um jogo válido pela Sulamericana, o Vasco novamente em ótima exibição classificou-se para a próxima fase da competição. Lembrei-me de uma triste imagem, de um torcedor que no auge da sua tristeza, subiu as marquises de São Januário com a intenção de tirar a própria vida, após o rebaixamento do Vasco. Graças a Deus, conseguiram demovê-lo de tal intenção. Mesmo sem ser vascaíno, gostaria de dedicar a vitória a ele. Deve estar muito feliz. Com razão.

Como diz o seu antigo Hino... Viva a Lusa, clube esportivo Mundial... Portuguesa de Desportos, orgulho do esporte nacional. E como diz o hino do Vasco... no futebol és o traço de união Brasil Portugal!!! 

Marcelo Alves Bellotti