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domingo, 21 de julho de 2013

São Paulo e seus desmandos

Hoje acompanhei a derrota da equipe do São Paulo para o Cruzeiro pelo placar de três a zero em pleno Morumbi. A derrota leva o time a sua sétima derrota seguida. Tal marca supera a de 1936, quando o time completou seis derrotas consecutivas.

Os especialistas que no começo da série negativa procuravam apontar erros individuais ou coletivos, falhas técnicas ou comando técnico ineficiente, hoje parecem chegar a conclusão quase que unânime que o real culpado pela situação vexatória em que o clube se meteu vem da alta direção do clube, na figura do seu mandatário.

Juvenal Juvêncio é uma figura grotesca (que suscita o riso por sua extravagância). Nos últimos anos de clube, protagonizou cenas e entrevistas que beiram o ridículo. (Pérolas do Juju)  A situação que o time chegou hoje parece estar de maneira inexorável ligada aos desmandos e desatinos cometidos pelo seu mandatário maior, a partir da decisão de rasgar o estatuto do clube em nome de mais um mandato obtido em maio de 2011, questionado na justiça até hoje.

Seu jeito debochado fez com que o São Paulo colecionasse vários inimigos principalmente entre os clubes de São Paulo. É o principal responsável pela transformação do Morumbi em "elefante branco", só recebendo jogos do São Paulo e sendo há pelo menos dois anos seguidos um dos piores clubes em ocupação do estádio (Público total/capacidade do estádio)

Famoso pelas declarações polêmicas, em certa vez disse que o ex-presidente do Corinthians tinha o "Mobral inconcluso". Até hoje as diretorias não tem um bom relacionamento. Em outra ocasião, para dizer que a única opção para a Copa em São Paulo seria o seu estádio, declarou que para chegar em Itaquera era necessário chamar os bombeiros! Ridículo! Entrevista a ESPN

Principal responsável pela exclusão do estádio do Morumbi da Copa do Mundo, até então o melhor estádio existente na capital Paulista, Juvenal coleciona também desafetos nas federações.

Hoje o Sãopaulino sabe a razão pela qual o seu time sofre. A crônica especializada também. Porém Juvenal tem o total controle de tudo. Centralizador, ele costurou apoios e hoje não conta com oposição declarada ao seu trabalho ou a sua situação. Somente Marco Aureio Cunha surge, com vontade de ser presidente, para questioná-lo. Mas o seu caminho é longo, por não ser conselheiro vitalício, terá que ser confirmado como conselheiro e ter um número muito grande de assinaturas no conselho para ser candidato. 

Com o total controle sobre seus conselheiros, o mandatário maior do São Paulo Futebol Clube segue costurando apoios para sua perpetuação. Os resultados são desastrosos dentro de campo. Demitiu um corpo técnico digno dos melhores do mundo como o Dr. Turíbio em 2010 e o Dr. Rosan agora em 2013, a demissão de Rene Simões, contratado para cuidar da base expôs como o São Paulo é costurado politicamente para fortalecer essa figura.

O pior é ouvir as suas entrevistas. Dá a impressão de que tudo está bem, que o time é excelentemente bem dirigido. Que se preciso dá palestras aos jogadores para ganhar jogo e que o que se observa dos outros clubes é pura inveja! Chegou ao absurdo de dizer que seria um grande técnico para o São Paulo!



Enfim... a solução está somente ao alcance do conselho deliberativo do São Paulo Futebol Clube... ao torcedor de arquibancada, como disse na sexta-feira o Sombra, do Estádio 97, resta apenas rezar!

Marcelo Alves Bellotti

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