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sábado, 11 de julho de 2015

E se inicia a série D


E vamos começar com as notícias da série D em 2015. Após o término da Copa América, teremos então a formação dos grupos para a disputa da série D. Esse torneio é apresentado pelo movimento Bom Senso como uma alternativa para o fim dos regionais, fazendo com que os clubes da elite do futebol não sejam expostos a quantidade de jogos da maneira como acontece hoje.


Mas nos moldes que ela é disputada, ela não pode ser apontada como alternativa. Vamos analisar então a disputa... Não há previsão de cotas de TV para as séries C e D, somente o apoio de algumas emissoras locais. Apresentamos então, os grupos da competição, que são regionalizados, o que o grupo (Bom Senso) aponta como uma solução para os problemas de transporte.

O campeonato será disputado por 40 times divididos em oito grupos de cinco times cada.

Grupo A1  - Rio Branco-AC, Nacional-AM, Náutico-RR, Vilhena-RO e Remo-PA. Vamos analisar o grupo do ponto de vista do Remo. Para disputar as oto partidas previstas para a primeira fase, o time do Remo vai viajar 1.790 Km para jogar em Vilhena, 1.454 Km para jogar em Caracaraí (Nautico-RR), 1.295 Km para jogar contra o Nacional e 2.340 Km para visitar o Rio Branco. No total são 6.879 Km para poder jogar a primeira fase. 

Obviamente que quase a totalidade dos seus torcedores não acompanharão o time nessa viagem, que não se considerarmos as estradas que ligam essas cidades, a distância se torna mais que o dobro. O cálculo é feito somente em linha reta. Significa que os gastos serão necessariamente em viagens aéreas.

Vamos analisar os times do Sul/Sudeste. O grupo A8 é formado pelas equipes do São Caetano-SP, Lajeadense-RS, Foz do Iguaçu-PR, Volta Redonda-RJ e Metropolitano-SC. Analisando pelo time de São Paulo, teremos: 845 Km para jogar em Lajeado, 834 Km para jogar em Foz do Iguaçu, 284 Km para jogar em Volta Redonda e 446 Km para jogar em Blumenau, contra o Metropolitano. Serão 2.409 Km para jogar a primeira fase.

Quando o Congresso Nacional encaminha a aprovação de uma Lei de responsabilidade, onde os dirigentes só poderão gastar em formação de equipes e nas temporadas aquilo que arrecadarem, sob pena de responderem legalmente sobre isso, o futebol no Brasil segue cada vez mais inviável, sendo que em pouco tempo os clubes menores seguirão o movimento que podemos acompanhar hoje, cada vez mais os menores fechando suas portas.

Se o futebol é encarado por todos como uma paixão nacional, estamos matando ele em sua base, que são as pequenas cidades, fazendo com que o pequeno menino desenvolva a paixão por esportes que ele consegue jogar na cidade, restringindo o mercado as grandes capitais.

Não adianta cada vez mais apontar erros, devemos propor soluções conjuntas, que privilegiem o futebol enquanto esporte e não somente o bem de alguns grupos em detrimento de outros.

Pobre futebol brasileiro...

Marcelo Alves Bellotti

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