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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Clássicos e seus Estádios

Mais um classico se aproxima no futebol paulista e começam as discussões de que os jogos grandes tem por obrigação de ser no estádio Cicero Pompeu de Toledo, no Morumbi.

A discussão é justificável, pois nas décadas de 80 e 90 era comum que todos os classicos fossem realizados no estádio do São Paulo Futebol Clube.

Eram outros tempos. Não havia o símbolo do clube no centro do estádio, como agora, ou atrás dos gols. Mas esse tipo de argumento vale muito para a torcida e muito pouco para os dirigentes e cronistas esportivos.

Agora, o São Paulo entrou na modernidade. O seu estádio hoje tem espaços cedidos pelo clube a investidores, áreas negociadas e que não podem ser negociadas para um jogo, por exemplo entre Corinthians e Palmeiras.

Anteriormente quando duas equipes jogavam no estádio, havia acordo com a Federação local para que o público fosse dividido, inclusive com as cativas liberadas a outras torcidas.

Hoje essa situação é mais complicada. Ceder um espaço negociado pode causar ao clube problemas legais, pois não seria bem visto a qualquer investidor, seja pessoa física ou jurídica.

A capacidade do estádio também é um grande mistério. Oficalmente falam em 80.000 lugares, porém o que vemos hoje é uma lotação máxima de pouco menos de 50.000 pessoas.

O que se diz é que, ao desconsiderarmos as áreas que já foram negociadas e que portanto, não podem receber interferência dos clubes ou da federação, teremos cerca de 10.000 pessoas.

Ora, com capacidade de 40.000 temos o Pacaembu, onde os clubes podem gerenciar 100% dos lugares.

O grande ponto é que houve uma briga COMERCIAL entre os clubes. Não se trata aqui de paixão clubística, amigo torcedor.

Não se engane, o ponto é muito mais profissional do que aparenta. A Federação Paulista é apoiada por investidores, o São Paulo tem os seus investidores, etc. A grande briga está nesse nível.

Essa briga está longe de ter um final feliz. O que poderia é mudar o tom, pois a reclamação dos cronistas esportivos sem considerar nenhum interesse comercial. Vira papo de bar, que pode até dar ibope, mas é bem chato!

Marcelo Alves Bellotti

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