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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série - Estádios de Futebol - Osasco

No último dia 23 de Fevereiro, visitei o Estádio Municipal Prefeito José Liberatti, em Osasco. Fui assistir ao jogo entre Grêmio Esportivo Osasco e Esporte Clube Santo André.

O Estádio hoje tem instalações modernas, mas conserva o charme dos estádios antigos que podemos observar no interior de São Paulo

A inauguração aconteceu em 26 de dezembro de 1996, com um jogo entre Palmeiras x Corinthians que foi vencido pelo time alviverde por um a zero. O primeiro gol do Estádio foi marcado por Sérgio Manoel. O nome vem da homenagem ao prefeito da cidade no período de 1970 - 1973 e foi inaugurado pelo prefeito Celso Giglio.

Conhecido também pelo nome de "Rochdalão" por ficar no bairro de Rochdale. O bairro recebe esse nome por uma tentativa do Doutor Fernando Marrey de transformar a então Chácara dos Castanheiros em uma vila corporativa com a fundação da Companhia Construtora de Osasco. O nome Rochdale foi escolhido por remeter a 1844, quando 27 tecelões e uma tecelã se uniram no então bairro de Manchester, na Inglaterra para fundar a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", tendo o homem e não o lucro como a principal finalidade. Era o surgimento da primeira Cooperativa, com normas rochdaleanas.

O Estádio abriga hoje os jogos do Grêmio Esportivo Osasco e os jogos do Grêmio Osasco Audax. Desde a sua fundação, em 1996 o estádio foi sendo reformado aos poucos, foi construída uma arquibancada atrás do gol, espaço onde fica o time visitante.

Com um investimento mais forte no futebol, a partir da entrada do Bradesco como investidor do Grêmio Osasco, a arquibancada ganhou uma cobertura. Depois da cobertura da arquibancada, os bancos de reserva foram modernizados.

Em 30 de Janeiro de 2014 o atual prefeito de Osasco Jorge Lapas e Britaldo Soares, então presidente da AES Brasil fizeram uma parceria e inauguraram o sistema de iluminação do estádio, com luzes de LED econômicas e duradouras.

Porém mesmo após a inauguração, o estádio segue recebendo os jogos preferencialmente as 15 horas ou as 10 da manhã. O que se conta na cidade é que a iluminação não é tão eficaz como disseram que ela era.

Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco! A casa do Osasquense. O retrato de uma cidade que apoia o Esporte e tem o futebol dos times da cidade melhorando a cada ano!



Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

São Bernardo 0x1 Audax

Hoje a tarde jogaram São Bernardo e Audax no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. A expectativa era enorme por parte da torcida do Tigre, que compareceu em bom número ao seu estádio para acompanhar a partida.  No total, foram 8.384 pagantes que proporcionaram uma arrecadação de R2127.885,00.

No começo de jogo, o São Bernardo dava mostras do porquê era 100% no Paulistão. Marcando a saída de bola do time adversário, os comandados de Edson Boaro chegavam com muita intensidade no ataque e as chances de gol foram surgindo.

Bady comandava o meio campo do time do ABC. Em uma boa trama do ataque, Erick Flores quase abre o placar, logo a dezesseis minutos do primeiro tempo. Passado os primeiros minutos, o ímpeto do São Bernardo foi caindo e o Audax começou a tomar conta do jogo.

Aliás, o estilo de jogo do time de Osasco é completamente diferente do trivial, que normalmente encontramos por aí. O elenco do Grêmio Audax Osasco é composto por jogadores versáteis, que atuam em mais do que uma posição em campo. A movimentação de seus jogadores é constante, apesar de guardarem uma organização tática, o time está sempre ocupando o espaço onde a bola se encontra.

Em noventa minutos o time do Audax não deu mais do que três chutões para frente, para afastar uma bola perigosa na sua área. Sempre que o time recuperava a bola em seu campo de defesa, saia jogando tocando a bola. Para isso, contou também com uma atuação perfeita da dupla de zaga. Fernando Diniz aposta em jogadores de habilidade para comandar seu time desde a saída de bola da defesa para o ataque, utilizando jogadores de meio campo como o volante Francis na zaga ou dando um poder de marcação a Nenê Bonilha, responsável em levar a bola da defesa ao ataque.

O time de Osasco realmente impressiona pela organização tática e pelo toque de bola. Aos poucos foi dominando a situação e a partir da metade do segundo tempo, dominava amplamente o jogo. Mas o domínio e o toque refinado não resultva em penetrações e o último passe não saía. Como o time não arriscava chutes de longa distância, o domínio não se transformava em gol.

Até que aos 37 minutos do segundo tempo, Tiago Silvy, que tinha entrado na equipe no lugar de Caion acertou um canudo de fora da área e fez um golaço!

Em desvantagem, o time de Edson Boaro se lançou para o ataque e até assustou em bolas paradas, mas no final prevaleceu o bom futebol do Audax, que chegou a sua primeira vitória no campeonato.Fernando Diniz ainda vai ter trabalho para fazer esse time marcar gols, pois até o momento foram apenas dois gols em quatro jogos.

Na próxima rodada, o São Bernardo vai até Itu enfrentar o Ituano, enquanto que o Audax recebe a equipe da Portuguesa, no Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco. A partida estava marcada para o Estádio Nicolau Alayon, no bairro da Barra Funda, em São Paulo, mas foi transferido pois o Estádio está interditado pela FPF.

Torcedor, acompanhe o time da sua cidade!

FICHA TÉCNICA:
SÃO BERNARDO 0 X 1 GRÊMIO OSASCO AUDAX
Local: Estádio 1º de Maio, em São Bernardo (SP) 
Data: 28 de janeiro de 2014, terça-feira 
Horário: 19h30 (de Brasília) 
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP) 
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP) 
Cartões amarelos: Fernando Lombardi (São Bernardo). João Paulo e Velicka (Audax) 
GOL: AUDAX: Thiago Silvy, aos 37 minutos do segundo tempo

SÃO BERNARDO: Wilson Júnior; Rafael Cruz, Fernando Lombardi, Luciano Castan e Eduardo; Daniel Pereira, Edson Felipe (Diogo Acosta), Marino e Bady; Márcio Diogo (Gil) e Erick Flores (Jean Carlos) 
Técnico: Edson Boaro

GRÊMIO OSASCO AUDAX: Felipe Alves; Velicka, Francis, João Paulo e André Castro; Nenê Bonilha, Tchê Tchê (Carlos Magno), Camacho e Denilson (Mateuzinho); Caion (Thiago Silvy) e Rafinha
Técnico: Fernando Diniz

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 26 de janeiro de 2014

Gremio Osasco e Catanduvense perdem para o calor

Hoje pela manhã acompanhei a partida entre Grêmio Osasco e Grêmio Catanduvense, pela primeira rodada da série A2 de 2014. A partida foi realizada no Estádio Prefeito José Liberatti , no bairro Rochdale, em Osasco.

O jogo foi disputado em um clima de calor intenso, o que atrapalhou as duas equipes. O jogo começou com um predomínio do time da casa, porém sem muita força ofensiva. O time do Osasco, chegava bem ao ataque com os laterais, mas não tinham como centrar pois não havia o cara de referência na área. A melhor oportunidade chegou com um tiro de fora da área do bom lateral Wallace.

No final do primeiro tempo, um lance polêmico... em um belo contra-ataque, a bola foi lançada para o atacante do Osasco, que saiu livre na frente do goleiro e quando ia bater para o gol, foi travado com falta por trás pelo defensor do Catanduvense. O árbitro assinalou a falta, mas deu apenas o cartão amarelo para o defensor do Catanduvense, o que gerou uma revolta por parte dos torcedores do GEO.

O time da Catanduvense levava perigo nos contra-ataques, porém a alta temperatura fazia com que as equipes diminuíssem demais o ritmo de jogo. As melhores ações foram sempre do time da casa, fazendo com que o goleiro Veloso aparecesse com destaque na segunda etapa.

No final de jogo, prevaleceu o calor. Nenhuma das duas equipes conseguiu mostrar um futebol tecnicamente brilhante. O resultado de zero a zero acabou sendo um retrato do que foi a partida em Osasco.

O jogo foi acompanhado por 809 pagantes, o que proporcionou uma arrecadação de R$5.909,00. A próxima partida do Catanduvense será disputada na quarta-feira as 20 horas em Catanduva, contra o Marília. O Grêmio Osasco joga as 20h30 contra o Guarani, com o mando cabendo ao time campineiro.


Grêmio Osasco
Jeferson; Wallace, Peterson, Klésio e Dudu Mazão; Gabriel (Mendes), Fran, Devid e Geninho; João Paulo (Vinícius) e Ingro(Dedé).
Técnico: Zé Augusto.

Catanduvense
Veloso; Wagner Alegrete (Diego Pitbul), Rodrigo Rizo, Nilo e Marcelo; Gilberto, Fabinho, Marcelo Pinheiro (João Gabriel) e Juninho (Felipe Dias); Júnior Piauí e Walker.
Técnico: Jorge Saran.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 10 de novembro de 2013

Audax x Grêmio Osasco...

A semi final da copa Paulista definiu nessa semana os finalistas da competição. Em uma ponta, um time apoiado pela prefeitura e com a "tradição" de pouco mais de 8 anos de existência, o São Bernardo eliminou com sobras em dois jogos a equipe do XV de Piracicaba. Tecnicamente, nada a contestar, apenas a esperança que daqui a quinze anos, o time do ABC ainda exista.

Na outra ponta, um caso inédito! Dois times teoricamente do mesmo dono... O time do Audax superou o seu comprador, o Grêmio Osasco.

Após ser adquirido pelo Grupo Casino, a rede de supermercados Pão de Açucar começou o processo de venda da sua estrutura de futebol em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma vez que não era do interesse do grupo comprador dar continuidade ao projeto.

Após várias reuniões, um grupo comandado pelo empresário Mario Teixeira (integrante do Conselho do Bradesco), dono do Grêmio Osasco, tendo a participação do Bradesco, que tem a sua sede naquele município e com o apoio da prefeitura, efetivaram a compra do Audax. 

O projeto de Mario Teixeira, segundo reportagem do Estadão, já contou com a construção da cobertura do Estádio Jose Liberatti, prevê uma parceria com a prefeitura na reforma dos CTs, e construção de alojamentos para 70 atletas, pintura e iluminação da área externa do estádio, ônibus para transporte da delegação e segurança.

O prefeito Jorge Lapas (PT) ainda garantiu a inauguração do sistema de iluminação do Estádio, em parceria com a Eletropaulo. 

O projeto, que parece ser econimicamente lucrativo para todos os lados, cria um dilema ético, iniciado com o confronto válido pela semi-final da Copa Paulista. Pelo que se tem notícia, o Audax (não há informações se esse será o nome do time) disputará a primeira divisão e mudará a sua sede para Osasco e o Grêmio Osasco disputará a série A2, com uma "estrutura B" até decidir o que fará desta vaga no campeonato.

Acho toda essa negociação aceitável. Quando a cerca de dez anos pregavam a profissionalização do futebol, era inevitável que esse tipo de situação surgisse. Porém isso não pode ser encarado como "maldições do futebol moderno". Fusões de clubes sempre aconteceram e continuarão acontecendo, como a junção entre Pinheiros e Colorado em Curitiba, que originou o Paraná Clube, em 1989.

Porém quando o assunto é futebol, a coisa não parece ser tão simples assim... os torcedores do GEO em sua maioria se mostraram contrários em disputar a primeira divisão com uma "compra de vaga" conforme podemos observar clicando aqui

O fato é que a Federação deve estar atenta para evitar situações como a que ocorreu nesse fim de semana. Jogo limpo, mas que sempre será questionado, pois apesar de legal, pode ser discutido eticamente, como o duelo entre Palmeiras e Palmeiras B ocorrido na Copa São Paulo de 2005 e vencido pela estrutura principal pelo placar de 4 a 0. Após o questionamento ético do jogo, a Federação Paulista tratou de excluir o Palmeiras B dos convites para a Copa São Paulo.

Não sou favorável a intervenções da FPF nos clubes, mas uma Federação deve zelar pela reputação de seus campeonatos, fazendo deste uma disputa que não pode ser questionada pela sua lisura ou pelo comportamento ético de seus clubes. É o mínimo esperado. Vamos aguardar o desenrolar da situação.

Marcelo Alves Bellotti