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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nacional é campeão Paulista


O campeonato Paulista da Segunda Divisão tem um novo campeão: é o Nacional Atletico Clube, o Nacional da Comendador Souza garantiu um título da quarta divisão do Campeonato Paulista. O time da capital conseguiu o título frente ao time de Cotia e garantiu assim o acesso a série A3 do Paulistão de 2005.

O time do Nacional Atletico Clube é um dos clubes mais tradicionais de São Paulo. Fundado em 16 de fevereiro de 1919 por funcionários da São Paulo Railway Compay, uma companhia de estrada de ferro inglesa. Seu mascote é o Ferroviário, que remete aos fundadores. O time se chamou São Paulo Railway até 1953, quando acabou a concessão para a companhia e ela deixou o país. Então o time passou a se chamar Nacional Atlético Clube.

O time amargava a algum tempo a segunda divisão (quarto nível) do Campeonato Paulista e muitos acreditavam que o time havia fechado as portas. Mas ele parece ressurgir e com uma ótima camapnha em 2014 chegou ao título do estadual após bater o time de Cotia pelo placar de 2 a 1 de virada. 

Parabéns ao Nacional, campeão da Segunda Divisão do Paulistão. E parabéns também ao Cotia, ao Barretos e ao Primavera, de Indaiatuba pelo acesso..

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Homenagem a todos os XV!

Hoje, dia 15 de Novembro, celebramos 124 anos da proclamação da República. Militares armados comandados por Deodoro da Fonseca derrubaram a monarquia no Brasil, expulsaram Dom Pedro II e sua família para Portugal. Um golpe de Estado que eclodiu ante a uma crise provocada na economia pela abolição da escravatura um ano antes.

A data tornou-se célebre. No futebol temos exemplos de times que se referem a essa data. então na data de hoje vamos lembrar alguns desses clubes, especialmente os de São Paulo:

Temos o XV de Novembro de Jau,  time fundado em 1924. Conhecido como o "Galo da Comarca", o XV tem o verde e amarelo como suas cores. O clube teve a sua primeira grande conquista quando em 1951 foi campeão da Segunda divisão ao bater o Jabaquara na final. 

O XV de Jau foi o primeiro clube no Brasil a ter um japonês no seu elenco. Em 1987 o time contou com o atacante Kazuyoshi Miura, o Kazu, que posteriormente passou por Palmeiras, Coritiba, CRB, Matsubara de Cambará-PR e fez carreira no futebol Japones sendo um ídolo por lá, porém nunca chegou a disputar uma Copa do Mundo

Sobre o apelido do time, conta-se que surgiu em uma reunião da APEA Associaçao Paulista de Esportes Athléticos. Na reunião estavam além do clube, a A.A. Barra Bonita, A.A. Mocoembu (Dois Córregos) e Bocaina F.C. A certa altura da reunião, o Dr. Antônio Galizia, que representava o Bocaina disse: "O XV quer ser o galo" e precisamos quebrar-lhe a "crista". O representante do XV, o esportista Manoel do Porto então respondeu: "Então o Sr. quer dizer que o XV quer ser o Galo da Comarca?". Daí nasceu o apelido e o mascote do time de Jau.

Disputou a elite do futebol por oito anos, retornado a segundona em 1959. No período entre 1968 e 1975 esteve afastado das competições do futebol profissional, e em 1976, o XV de Jau se sagrava novamente campeão paulista. Desta vez, do campeonato da Pirmeira Divisão (segundo nível, atual A2). Na sua história tem os títulos de Campeao do Interior (1951), Campeão Paulista (Atual A2) em 1951 e 1976 e Campeão Paulista sub 20 em 2005.

Em 1953 o Galo fez dois amistosos contra o Flamengo do Rio, sendo um empate em Jau pelo placar de 2 a 2 e outro empate no Rio de Janeiro pelo placar de 4 a 4. Hoje o time, que sofreu com rebaixamentos consecutivos disputa a Segunda Divisão (Quarto nível) do Campeonato Paulista.

Temos também o XV de Caraguatatuba. Fundado em 1934 o time somente tornou-se profissional em 1980. O time dem uma história de muitas dificuldades financeiras e teve o seu auge a partir de 1994, quando saiu da série B2 (sexto nível), para a B2. Em 1995 conquistou mais um acesso agora para a B1-A ao vencer o Palmeiras de São João da Boa Vista. em 1997 vei o acesso inédito a séire A3 com a conquista do vice-campeonato da B1-A.

Porém apesar da conquista o time não chegou a disputar o campeonato, pois o seu estádio não possuia a capacidade mínima exigida para 10 mil lugares e a Federação Paulista vetou o seu ingresso no terceiro nível do Paulistão.

O time segue em atividade até 2006, até que pediu licença para a FPF por dificuldades em manter uma estrutura profissional. 

O outro XV, mais antigo que os demais, hoje completa 100 anos. O XV de Novembro de Piracicaba talvez seja o mais célebre dos XV em São Paulo. O time do interior paulista tem orgulho de sua origem caipira, mostrado no seu mascote, o Nho Quim. Em 100 anos de História, o XV tem várias passagens célebres, como a contada pelo amigo Vladimir Bianchini, da ESPN, quando em 1964, em pleno golpe militar, o time de Piracicaba fez uma excursão ao Leste Europeu. Nessa época, o XV de Piracicaba jogou na Suécia, na Polônia, na Alemanha (Ocidental e Oriental, divisão política da época), na Dinamarca, e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão. Para conferir a reportagem clique aqui.

O XV de Piracicaba chegou ao auge em 1976, com o vice campeonato Paulista do primeiro nível. Em uma disputa com o Palmeiras, o time do folclórico e polêmico presidente Romeu Ítalo Ripoli chegava ao vice campeonato. Em 1977, o time chegou ao oitavo lugar do Campeonato Brasileiro de Futebol.

O time de Piracicaba ainda se orgulha de seus títulos. O time foi o primeiro campeão da Lei do acesso, em 1948 em uma final contra a Linense. É o maior campeão paulista do Interior de São Paulo. Entre seus títulos estão o de Campeão Brasileiro da série C em 1995, tem quatro títulos de Campeão do Interior (1931, 1932, 1947 e 1948), cinco títulos paulistas do segundo nível - atual A2 (1947, 1948, 1967, 1983 e 2011) e um torneio início em 1949.

Em homenagem aos 100 anos, o time lançou um selo que o acompanhou nessa caminhada. O time também alterou seu distintivo para homenagear seu centenário. Atualmente o time disputa o primeiro nível do Paulistão.

Parabéns a todos os XV de Novembro... 

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 19 de janeiro de 2013

Campeonato Paulista 2013 acentua diferenças entre clubes


Hoje se inicia o Campeonato Paulista de 2013 da série A1 (primeiro nível). Mais uma vez a grande discussão gira em torno da duração do campeonato, com 19 datas na sua primeira fase e com oito times que se classificam para a segunda fase.

Ano passado os quatro clubes chamados grandes do futebol em São Paulo colecionaram títulos em nível nacional e internacional e naturalmente se distanciaram cada vez mais seus objetivos da disputa do Campeonato.

Para tornar o seu campeonato atrativo então, a FPF juntamente com uma montadora de automóveis, "engordou" a cota dos times grandes, em detrimento dos demais clubes.

Então os quatro clubes privilegiados receberão nesse campeonato o total de R$10,815 milhões para dizer que o paulistinha não é a prioridade no seu planejamento, quando por acaso no final do campeonato tiver que amargar uma eliminação para um dos 16 times de menor sorte no Estado.

Esses clubes receberão R$2,115 milhões. A proporção chega a ser desleal, pois os três clubes da capital mais o time da Baixada Santista recebem 84% do bolo, contra 16% dos demais.

Mas a desigualdade não para por aí. Para o campeão Paulista, a FPF distribui R$2,5 milhões e o vice-campeão fica com R$600 mil, enquanto que o campeão do Interior recebe R$200 mil e o vice-campeão recebe R$50 mil.

Sabemos que hoje os eventos esportivos são feitos para a televisão, e o futebol segue esse exemplo, remunerando mais a quem dá mais audiência, mas a relação de forças chega a ser desumana.

Falam da falência do futebol do interior e culpam os dirigentes dos clubes e suas péssimas administrações... discurso pronto sem apreciação do real problema. É certo que em geral os clubes são pessimamente administrados, sem planejamento e sem perspectivas profissionais, servem em geral para palanques eleitorais e como instrumento político para ascensão social. Mas essa discriminação a longo prazo vai acabar com o futebol do interior do Estado.

Passou da hora da FPF pensar no desenvolvimento de seus filiados. De trabalhar de forma a fazer um campeonato atrativo e de baixo custo para seus participantes e diminuir as diferenças entre os clubes, ao invés de acentuá-las. Ao fazer isso, atende o interesse dos grandes grupos, que querem tornar o futebol brasileiro em um evento voltado para a TV. Então o torcedor de uma cidade do interior como São Carlos por exemplo, ficaria sem opção de torcida para times locais, pois pela migalha que recebem, teriam um time semi-profissional, e tenderiam a torcer para os times da capital.

Essa é a modernidade que combatemos. Com inteligência, a FPF poderia transformar o seu campeonato realmente em entretenimento, aproximando o cidadão do interior ao clube da sua cidade, acentuando inclusive o conceito de cidadania.

É preciso haver um grande debate que leve o futebol em São Paulo a um caminho de desenvolvimento. Nos últimos anos temos notado o aumento de clubes cujo único interesse é a formação profissional de atletas (casos de Audax, Porto Feliz, etc) e clubes tradicionalíssimos praticamente quebrados, como o São Bento, por exemplo. Enquanto isso, a FPF distribui carros aos clubes em seu campeonato do primeiro nível. Não se trata de assistencialismo  mas sim de tratar o futebol como um produto rentável não somente para quatro clubes e uma emissora de TV. 

Da maneira que está distribuída a grana do Campeonato, os quatro clubes da capital tem a OBRIGAÇÃO de fazer a semi-final. Não se trata de melhor estrutura, ou de melhor time... apenas chegamos ao grande problema do Brasil... a desigualdade entre ricos e pobres... clubes ricos cada vez mais ricos e clubes pobres cada vez mais na miséria...

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Guarani... do céu ao inferno!!!

O Campeonato Paulista de 2012 trouxe na sua semifinal uma boa surpresa... Ponte Preta e Guarani eliminaram seus adversários nas quartas de final e fizeram um jogo digno das tradições do derby. Mesmo jogando no Brinco de Ouro, o Guarani saiu em desvantagem e terminou a primeira etapa atrás no marcador. No segundo tempo a história foi diferente, e com dois gols de Medina e um gol de Fabio Bahia o Bugre chegava ao jogo final contra o Santos.

A final, como se esperava, o time bugrino não ofereceu muita resistência ao poderoso Santos de Neymar e companhia. Ao final de 180 minutos os placares marcavam 3 a 0 e 4 a 2 para o time da Vila Belmiro, que sagrava-se então tri-campeão paulista.

O ano seria o da redenção Bugrina, após um período de crise, sem dinheiro para pagar salários e mergulhado em dúvidas e dívidas. O time de campinas chegava ao céu... Nada como uma boa campanha para que tudo fosse esquecido.

Ao final do campeonato, muitos saíram, poucos chegaram e quem chegou não conseguiu suprir a ausência de quem saiu. Ao invés de se planejar e procurar manter o time para a disputa da forte série B, seguiram-se os desmandos e o que se viu foi lamentável.

O inferno Bugrino começou a partir da vigésima quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Estávamos então no dia 15 de Setembro, quando o time inicia um período triste com um empate  contra o Vitória.

O que se viu depois disso foram somente resultados negativos. Mesmo os empates contra o América-RN, Ipatinga, Atlético-PR não significaram grande coisa. Seguiram-se derrotas para o ABC, Bragantino, Goias (5 a 0), America-MG, Criciúma, Guaratinguetá, A última vitória foi contra o ASA, dia 06/11. Após isso, derrota para o Avaí, CRB até a derradeira derrota em 24 de Novembro contra o São Caetano, que custou o rebaixamento do tradicional Guarani novamente para a série C do Brasileiro.

Espero que desta vez a queda signifique alguma mudança na estrutura do Bugre, que seus dirigentes repensem e reconduzam o time campineiro a altura de suas tradições. Agora é levantar a cabeça e reconstruir o time.

Marcelo Alves Bellotti