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domingo, 17 de junho de 2012

Sumaré Atlético Clube

O time escolhido para apresentarmos hoje é o Sumaré Atlético Clube. O time representa a cidade de Sumaré. A cidade, considerada a segunda maior da região metropolitana de Campinas, atrás apenas da cidade de Campinas, possui 236 mil habitantes e chegou a esse crescimento e desenvolvimento no final da década de 70, muito devido ao desenvolvimento industrial, acompanhado pelo investimento imobiliário. Isso fez com que sua população aumentasse em mais de 400%. 

No período de 1909 até 1945, o povoado era chamado de Rebouças e era um distrito de Campinas. Porém a legislação brasileira proibia a existência de dois povoados com o mesmo nome e já havia uma cidade com o mesmo nome no Interior do Paraná. Então, em 1945 um plebiscito para a escolha. O nome que prevaleceu foi a da orquídea Sumaré. no dia 1º de janeiro de 1953 o povoado conseguiu a independência de Campinas.

No futebol, a cidade começou a ser representada no profissionalismo pelo Esporte Clube Sumaré, pelo período de 1977 a 1982. Após esse período, a cidade só foi voltar a ser representada em 2001 por uma estrutura B da Ponte Preta. Em 2003, o time foi vice-campeão do Campeonato Paulista, até que a parceria acabou.


Nos anos de 2004 e 2005 a cidade foi representada por uma tradicional equipe amadora, o Clube Atlético Guarani Sumareense. Até que em 09 de dezembro de 2005 surgiu o Sumaré Atlético Clube com a missão de representar o município e com um nome representativo ao município.

Inscrito na Federação Paulista desde 2006, o time do Sumaré tem as cores de sua camisa inspiradas na seleção da Colômbia. seu mascote é o Cavalo por sua força e beleza e por ser um dos grandes componentes da economia da região.

O time manda os seus jogos no estádio Municipal Vereador José Pereira, que tem a capacidade de um pouco mais de cinco mil pagantes. Nesse campeonato Paulista da Segunda Divisão (quarto nível), a equipe do Sumaré segue se destacando e lidera o grupo quatro, com doze pontos ganhos em seis jogos.

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 9 de maio de 2012

União Esportiva Funilense

Hoje vou falar da história da União Esportiva Funilense, um time nascido da idéia de três times que costumavam a se enfrentar no campo da Usina Ester, em Cosmópolis.

A Usina Ester é uma usina açucareira fundada em 02 de Março de 1898 que tem como o seu objetivo a produção e a comercialização de açucar e álcool.

A idéia de formar um time veio em 1º de novembro de 1933 e seu primeiro nome foi Associação Desportiva e Musical Usina Ester. O time chamou-se ainda por um período de União Funilense de Esportes até receber o nome definitivo de União Esportiva Funilense.

O nome Funilense surgiu pela história da cidade sede do time. Em 1892 o então presidente da câmara municipal de Campinas, José Paulino Nogueira autorizava o município a construir uma estrada de ferro para o escoamento da produção agrícola em uma região conhecida por Funil. Assim nascia a "Carril Agrícola Funilense" e um povoado em volta da Estação Funilense.

Esse povoado foi passando por várias denominações... "Campo das Palmeiras", "Burgo", "Núcleo Campos Sales" até que e 1906 é criado o distrito de Cosmópolis, subordinado a Campinas.

Ao olharmos a região no mapa percebemos que realmente ela se assemelha a um funil, que liga Campinas a várias regiões do Estado de São Paulo.

O time teve sua participação no profissionalismo entre os anos de 1978 a 1987 atuando nas divisões menores do campeonato Paulista.

O seu estádio foi construído dentro da Usina e é um caso a parte. Seu nome é Estádio Dr. Sérgio Luis Coutinho Nogueira, e tem capacidade para cerca de 500 pessoas. O nome do estádio homenageia a família Nogueira, que controla o conselho de Administração da Usina.

Visitei o estádio a convite do amigo Andreense Mauricio Noznica, publicitário e apaixonado pelo futebol do Interior, dono do site As Mil Camisas onde consta histórias do nosso futebol. 

Lamentavelmente o time se retirou do profissionalismo e a cidade de Cosmópolis não possui representantes no profissionalismo.

Fica a beleza do cenário da cidade e do Estádio.

Participações em estaduais

Terceira Divisão (atual A-3) = (oito)
- 1980 - 1981 - 1982 - 1983 - 1984 - 1985 - 1986 - 1987
Quarta Divisão (atual Série B) = 2 (duas)
- 1978 - 1979

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 24 de março de 2012

Derby promete violência e intolerância

O futebol tem servido para que os grupos de jovens demonstrem toda a intolerância com as minorias e todo o preconceito existente na sociedade brasileira. Os jovens sempre tiveram uma coragem para se expressar e, historicamente teve participação fundamental nos movimentos sociais no país.

Porém hoje a preocupação social do Brasil hoje não parece estar ligada a movimentos sociais. Cada vez mais a sociedade tem demonstrado sua preocupação individual e parece estar pouco preocupada com que fazem os políticos, por exemplo.

Esse é o espaço preferido para as manifestações dos jovens. Seja para o lado "nobre" com os movimentos sociais contra a classe política, má distribuição de renda, ou seja para demonstrar toda a intolerância da sociedade.

E o futebol parece estar inserido nesse contexto. Na última semana em Campinas, em um derby válido por categorias inferiores, houve um confronto recheado de intolerância entre dois grupos rivais na cidade. Esse confronto levou a morte de uma pessoa.

Hoje acontece um novo derby na cidade, agora válido pelo Campeonato Paulista. Ponte Preta e Guarani se enfrentam no Majestoso. Gostaria de contar histórias deliciosas sobre o clássico, destacar o que representam Ponte Preta e Guarani para o crescimento de Campinas e do futebol da região, mas não tem como. No Blog do Ari, a manifestação do internauta Fernando Braga me motivou a escrever sobre isso e pedir um derby sem violência, no ano do seu centenário.

O derby de hoje não irá movimentar a sociedade campineira, mas sim as autoridades, com medo de um novo confronto que pode ter consequências desastrosas.

O fenômeno da intolerância no futebol é mundial. Assistimos mostras de manifestações racistas, homofóbicas e de intolerância em todas as partes do mundo. O Brasil basicamente está inserido nesse contexto. O que diferencia as nações nesse contexto é a reação do Estado. Não somente em repressão, mas com todo um conjunto de Leis e educação. Ha lugares onde temos essa prevenção, há lugares que não. Veremos a reação da Federação Paulista de Futebol, do Estado e da sociedade.

Marcelo Alves Bellotti 

domingo, 4 de março de 2012

Mascotes - Ponte Preta

A Associação Atlética Ponte Preta é um clube fundado em 1900 por jovens estudantes que praticavam o futebol como passatempo. O nome surgiu da necessidade de expansão da Estrada de Ferro de Jundiaí para Campinas. Uma ponte teria que ser construída para que os operários pudessem transportar materiais para facilitar a construção. A  ponte foi construída com madeira e, para a sua melhor conservação, foi coberta com Piche. Nascia em 1872 o bairro da Ponte Preta. Como o time foi fundado no mesmo bairro, o nome não poderia ser outro.

Em 1948 foi erguido o seu estádio, o Majestoso em um terreno comprado pelos torcedores  Olímpico Dias Porto, José Cantúsio e Moisés Lucarelli e doado para o time construir o seu estádio.

Seu mascote é a Macaca. O que dizem é que o símbolo foi criado para atrair e cativar crianças e adultos e por ser diferente, seria exclusivo da Ponte. O mascote é conhecido no feminino devido ao nome da entidade ser Associação Atlética Ponte Preta. 

O time também é conhecido pelos apelidos "Nega Véia" e "Veterana", sendi que o último se deve ao fato de ser o mais antigo time paulista, e um dos primeiros clubes de futebol do país.

Muito se fala sobre os títulos da Macaca, que sua sala de troféus só tem taças de vice. Uma grande bobagem. Seguem abaixo todos os títulos da querida Nega Véia.

1912 - Campeã Campineira de Futebol - Taça "Liga Operária de Foot - Ball".
1923 - Campeã da Zona Paulista (APEA)
1925 - Campeã da 4ª Região do Interior (APEA)
1927 - Campeã da Zona Mogiana (L.A.F.)
1928-1929 - Bicampeã Paulista da Divisão Principal - 2º quadro (L.A.F.)
1930 - Campeão Invicta da 4º Região APEA)
1931 - Campeã Campineira
1935-1936-1937 - Tri-campeã Campineira de Futebol - 1º e 2º quadro (L.C.F.)
1951 - Campeã Amadora do Estado (45 partidas invictas)
1969 - Campeã da Primeira Divisão de Profissionais - Acesso à divisão especial F.P.F.
1981 - Campeã da Copa São Paulo de Futebol Jr.
1981 - Campeã Paulista das Categorias Infantil, Juvenil e Júnior (F.P.F.)
1982 - Bi-Campeã da Copa São Paulo de Futebol Jr.
1991 - Campeã do Campeonato de Aspirantes da F.P.F.
2009 - Campeonato Paulista de Futebol de 2009 Campeão do Interior Paulista

Marcelo Alves Bellotti