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quinta-feira, 12 de abril de 2012

A regra é clara?

Estive um período ausente desse espaço mas estou de volta. Um lance ocorrido na partida entre Criciúma e Atlético Paranaense me chamou a atenção. A partida terminou com a vitória do Atlético pelo placar de 2 a 1 mas o lance do gol de empate do Criciúma foi curioso.

Eram passados 19 minutos do segundo tempo quando o goleiro do time Paranaense foi tentar uma reposição de bola e foi "atacado" pelo centroavante do Criciúma Zé Carlos, que "roubou" a bola com um toque de cabeça e ficou a vontade para fazer o gol.



O lance ainda rendeu cartão amarelo para o goleiro do Atlético Paranaense. A bola veio para as mãos do goleiro do time paranaense em um possível recuo de bola. Lance polêmico? Talvez, porém quanto ao gol não pode haver duvidas. Foi um lance ilegal!

O auxiliar marcou a irregularidade, mas foi desautorizado pela arbitragem, que além de marcar o gol, tratou de mostrar cartões para jogadores do Atlético e pessoalmente foi afastar os jogadores que reclamaram da irregularidade.

Os mais antigos ficam inconformados com a regra... em outros tempos esse lance estaria de acordo com as regras do jogo. De acordo com a regra 12, o lance deveria ser invalidado pelo juiz, pois de maneira clara houve uma irregularidade, simples de ser marcada.

Porém há quem diga que regra não privilegia o gol e que o árbitro agiu errado. Certa ou errada a regra nesse caso é clara! E pede ao árbitro para anular o lance. 


O QUE DIZ A REGRA 12

- O goleiro não deverá manter a posse da bola em suas mãos por mais de seis segundos.

O goleiro estará de posse da bola:
- Enquanto a bola estiver em suas mãos ou entre sua mão e qualquer superfície (por exemplo: o solo, seu próprio corpo)
- Enquanto segurar a bola em sua mão aberta estendida
- Enquanto bater a bola no solo ou lançá-la ao ar
- Quando o goleiro controlar a bola com suas mãos, nenhum adversário poderá disputá-la com ele

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Árbitros à Brasileira

Eles estão virando o motivo principal de tudo o que há de errado no futebol moderno. Chamados de juízes na realidade são os árbitros que comandam um espetáculo de futebol. Hoje a televisão acaba com o trabalho de qualquer profissional.

Aliás essa é a maior discussão do momento. A profissionalização dos árbitros. Muitos pontos a favor e pouquíssimos pontos contra. Mas a grande discussão que pode formar verdadeiramente a opinião sobre esse assunto é... quem paga essa conta?

Hoje, muito se fala dos dirigentes que vetam árbitros nos seus jogos, que é um absurdo e que não tem cabimento. Mas pelo que posso perceber na realidade do futebol de hoje é legítimo. Sim, pois a responsabilidade de pagamento do quarteto de arbitragem é do time mandante. O cara vem na sua casa, erra, faz e desfaz e o dirigente ainda tem que pagar pelo serviço. Aliás paga-se até por árbitros na categoria de base, onde não se cobra ingresso.

Árbitros profissionais serão profissionais Liberais? Quem será responsável pela escala? E pelo pagamento? Se caso for de acordo com o modelo atual, os árbitros serão cada vez mais "caseiros" e subservientes aos times de maior poder aquisitivo. Pois nessa hora, o que interessa e sempre interessou é o poder de influência para ser escalado. Aí é melhor estar "de bem" com os grandes e garantir escalas.

Quando tiramos as idéias brilhantes e a prova de erro do papel e tentamos colocar em prática, descobrimos que para ser verdadeiramente profissional, o plano de profissionalização da arbitragem deve ser discutido, planejado e muito bem conduzido para resguardar os interesses de quem defende a prática como uma melhoria para o futebol mundial. Isso não pode ser feito por uma canetada. Dessa maneira está fadada ao fracasso, como a história do sorteio que a Lei brasileira inventou para o esporte nacional.

Marcelo Alves Bellotti