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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sociedade Esportiva Itapirense

Estamos no final da série A3 de 2013 e no próximo fim de semana teremos o encerramento da segunda fase, onde serão definidos os quatro clubes que serão promovidos a série A2 em 2014.Entre esses times temos a Sociedade Esportiva Itapirense, que apresentaremos a seguir.

A Sociedade Esportiva Itapirense é um clube formado na cidade de Itapira, que fica ao lado de Mogi Mirim. A cidade foi fundada em 24 de Outubro de 1820 a partir de doações de porções de terra de João Gonçalves de Morais e da idealização de Manuel Pereira da Silva. Juntos, conta a história fundaram a cidade de Macuco. A partir de 1847, Macuco passou a ser chamada de vila de Nossa Senhora da Penha. Esse nome perdurou até a data de 1º de Abril de 1890, quando a cidade passou a chamar-se de Itapira.

Itapira significa Ponta Pontiaguda ou Ponta de Pedra. É conhecida também por Cidade dos Loucos, por ser a sede de três grandes hospitais psiquiátricos, sendo hoje um pólo de tratamento psiquiátrico e referência no país. 

O time da cidade foi fundado em 24 de março de 1947, mas a sua história de participação no futebol profissional não é muito extensa.

Apesar da fundação na década de 40 o time só participou do campeonato Paulista em 1954. Disputou o campeonato neste ano e voltou a licenciar-se, retornando em 1957. Nesse período, revelou o zagueiro Ideraldo Luís Bellini, campeão mundial de futebol em 1958 e autor do gesto de levantar o troféu acima da cabeça nas comemorações de títulos. 

Após a participação em 1957, a Itapirense resolve dedicar-se somente ao amadorismo. Retorna ao Campeonato Paulista de profissionais na quarta divisão em 1969, onde surpreendentemente sagra-se campeã paulista. Novamente pede licença da disputa no futebol profissional até o ano de 2005, onde após uma campanha para afastar os jovens das ruas e das drogas, a Itapirense ressurge com times de base. Em 2006 o time disputa a série B do Paulistão e em 2007 consegue o acesso. Está na série A3 desde 2008 e nesse ano pode conseguir novo acesso, agora para a série A2.

Os jogos da Itapirense são disputados no estádio Coronel Francisco Vieira, o Chico Vieira, homenagem a um cidadão benemérito de Itapira, que cedeu as terras para a sua construção. O estádio tem capacidade para 10 mil pessoas.

A mascote do time foi escolhida através de um concurso sendo declarado o vencedor um garoto de 10 anos com um desenho de um coelho. Aliás, a equipe também conhecida por Esportiva Vermelhinha ganhou outro mascote ilustre, que realmente fez a diferença... O cãozinho Parangolé.

Em 2010 a equipe do vermelhinho chegou à última rodada contra o Taubaté correndo o risco de rebaixamento. O jogo estava muito ruim para o Itapirense que estava sendo derrotado pelo Burro da Central pelo placar de 2 a 1. Esse placar decretaria o rebaixamento do Itapirense. Até que o cãozinho, adorado pelos jogadores, entrou em campo. Foi retirado pelo atacante Ricardinho e o jogo teve prosseguimento. (Imagens obtidas no Blog Na Trincheira com Gottinho http://natrincheiracomgottinho.blogspot.com.br/)



Até que aos 45 minutos do segundo tempo Ricardinho foi derrubado dentro da área pelo goleiro Bruno Dantas, do Taubaté. O goleiro do Burro da Central foi expulso por já ter um cartão amarelo e a Itapirense empatou, gol de Ricardinho. Como o Taubaté já havia feito as três substituições, um jogador de linha teve que assumir o gol. Na base da pressão, aos 49 minutos o zagueiro Joel conseguiu o improvável... Gol da Itapirense e festa da torcida! Graças ao Parangolé!!!

São essas histórias que fazem do futebol uma paixão popular. Lamentavelmente, as elites que comandam o futebol em São Paulo querem colocar um fim nessas histórias, decretando que somente quatro times podem continuar monopolizando as atenções do futebol no Estado. 

Mas o futebol enquanto paixão popular não vai morrer nunca. O torcedor de Itapira, ou de qualquer cidade do interior vai continuar acompanhando o futebol das elites, mas estará sempre ligado ao time da cidade! Isso faz do futebol a paixão nacional!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 3 de novembro de 2012

APARECIDA EC - FURACÃO DO VALE

A história do futebol em São Paulo vai hoje para uma das cidades mais famosas do Brasil, a cidade de Aparecida, falar sobre o "Furacão do Vale".

A cidade de Aparecida é chamada popularmente por Aparecida do Norte é uma estância turística situada no Vale do Paraíba fundada em 17 de dezembro de 1928, tem como atrações a Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a chamada "Basílica Velha", o Porto Itaguaçu, a Igreja de São Benedito e o Relógio das Flores, que com 9 metros de diâmetro impressiona por sua beleza.

O time da cidade foi durante 15 temporadas foi o Aparecida Esporte Clube. O time teve sua fundação em 31 de Janeiro de 1965 e veio suceder o Esporte Clube Aparecida para continuar com o profissionalismo na cidade.

Suas participações em Campeonatos Paulistas sempre foram discretas, começando na quarta divisão em 1965, subindo para a terceira divisão em 1967 até que em 1982 subiu para a segunda divisão, onde permaneceu até 1987. Após o rebaixamento em 1988 paralisou as atividades no futebol profissional, tentando ainda o retorno em 1995 e 1996 mas encerrou as suas atividades desde então.

O time ganhou o apelido de Furacão do Vale pela sua torcida, apaixonada e barulhenta que sempre acompanhava o time no estádio municipal Com. Vicente P. Penido.

A grande façanha do time foi em 1996, quando disputou a Copa Vale de Futebol, ao lado das equipes do Cruzeirense, Jacareí, São José, Taubaté e XV de Novembro de Caraguatatuba.
O campeonato foi disputado entre 21 de Janeiro e 11 de Fevereiro foi dividido em uma primeira fase com cinco jogos onde se classificavam os quatro primeiros para disputa de semi-final e final.

A equipe do Aparecida se classificou na quarta colocação e disputou a semi-final contra o poderoso Burro da Central em uma partida única em Taubaté. O jogo terminou com o placar de 2 a 1 para o Furacão, com os gols marcados por Paloma e Romero.

A final seria então jogada em dois confrontos contra o São José, sendo o primeiro em Aparecida. A torcida fez a sua parte lotando o estádio. O time tentou corresponder em campo mas ao final dos dois confrontos a equipe Joseense chegou ao título.
Confiram como foi o jogo final

11 de Fevereiro de 1996
São José 2 x 0 Aparecida EC (Aparecida) 
Estádio Martins Pereira. 
Gols – Eduardo 16 e Claudinho 31 (2ºT) 
Árbitro: Paulo César de Oliveira. 
Auxiliares: Mário Pires do Amaral e Alaor José Rodrigues.
Expulsões: Celso e Sandro (São José). 
Cartões amarelos: Silvio, Silvinho e Claudinho (SJ); Nelson, Moisés e Vítor (Aparecida). 
Renda – R$ 5.000,00. Público – 1.000. 
São José: Wlamir; Josias, Silvio, Henrique (Celso) e Carlos Alberto; Oliveira, Abílio (Lindolfo) e Sandro; Silvinho (Eduardo), Silva e Claudinho.
Técnico – Tata. 
Aparecida: Altair; Nelson, Ânderson, Marcelo e Kubas; Moisés (Vítor), Said e Romero; Zé Carlos (Adriano), Paloma e Jaílton (Manó). 
Técnico: Arnaldo Madureira.

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mascotes - Histórias do Futebol Brasileiro

O futebol brasileiro é rico em histórias. Por ser um esporte popular, gestos e atitudes simples marcam a história de um time de futebol. Muitas vezes são situações engraçadas e ouras curiosas, como a do Taubaté.

O Esporte Clube Taubaté foi fundado em 01/11/1914, porém um fato curioso deternimou o apelido do clube que se transformou em seu mascote: Hoje o Taubaté é conhecido como "o Burro da Central".

Diz a história que durante a disputa do Campeonato Paulista de 1.954 da segunda divisão, vencido pelo prórpio Taubaté, em um jogo no dia primeiro de maio contra o Comercial de Ribeirão Preto, o time de Taubaté escalou o atacante Alcino, mesmo sabendo que ele estava com a situação irregular junto a Federação Paulista de Futebol. O Taubaté venceu a  partida pelo placar de 6 a 3, mas teve os seus pontos retirados pela Federação Paulista que o puniu pela escalação do atacante.

A imprensa paulista, porém não perdoou o fato, passando a chamar o Taubaté de "o Burro da Central"... 

Alguns anos depois, o apelido foi incorporado pelo clube, que criou o mascote e até hoje é conhecido pelo apelido. O curioso é que quando a torcida quer incentivar o time, grita "Burro, Burro...", os técnicos que não estão acostumados pensam que é com eles...

Títulos:
Campeonato Paulista do Interior - 1919, 1926 e 1942
Campeonato Paulista Segunda Divisão - 1954
Campeonato Paulista Intermediária - 1979
Campeonato Paulista Série A3 - 2003
Campeonato Paulista Sub-20 - Segunda Divisão - 1985


Outra história curiosa de mascotes é a do Clube Atlético Linense. O time é conhecido como "o Elefante da Noroeste". O clube foi fundado em 11/02/1930.

Contam que o apelido surgiu no final da década de 40, quando o time foi pentacampeão da região Noroeste e por três vezes chegou a final do Campeonato de Acesso, que daria a oportunidade do time de Lins participar do Campeonato da Pirmeira Divisão Paulista.

Na seguda vez em que o Linense disputou o acesso, o jogo foi acompanhado pelo jornalista de "A Gazeta Esportiva", chamado Ricardo Menegel, que ao escrever sobre a derrota da Linense disse que o time de Lins era muito pesado, porém muito persistente. Daí então foi criado o Elefante da Noroeste, já que o elefante é pesado, mas persiste no que faz.

O apelido perdura até hoje e traz fatos curiosos como o desfile de jogadores montados em elefantes, na comemoração do título de 1.952 ou um desfile de elefantes na pista de atletismo do estádio Municipal no ano de 2.000.

Titulos:
Campeonato Paulista - Segunda Divisão - 1952
Campeonato Paulista do Interior - 1952
Campeonato Paulista - Série A3 - 1977
Campeonato Paulista Série A2 - 2010
Penta Campeão do Noroeste Paulista - 1948, 1949, 1950, 1951 e 1952

Marcelo Alves Bellotti