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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Estádio Alianz Parque... prós e contras

O Palmeiras é um sucesso de público nos estádios. Realmente a torcida do verdão tem mostrado ser um grande patrimônio d clube, apoiando o time e ajudando na reconstrução de um Palmeiras grande como ele deve ser. Os torcedores vibram com o sucesso do programa de sócio torcedor, que hoje conta com 129.583 adesões o que o coloca na segunda posição no "ranking" do programa "por um futebol melhor".

Parque Antártica 
O Palmeiras também reconstruiu o seu estádio. No lugar do charmoso Parque Antártica temos o Alianz Parque. Esse estádio foi construído pela WTorre e teve custo estimado em R$630 milhões de reais, Pelo acordo feito entre Palmeiras e gruo WTorre, a empresa administrará o estádio por um período de 30 anos, sendo que o Palmeiras ficará com toda a receita gerada nas partidas de futebol durante esse período.

Esse acordo foi considerado revolucionário por "especialistas" da imprensa esportiva brasileira, pois se opõe a acordos de pagamento mensal por construção das Arenas. Ela simplesmente foi construída para o Palmeiras jogar futebol. Os torcedores cada vez mais se orgulham do novo palco, que leva o Verdão sem dúvida a outro patamar.

A questão é... como fica a conta dos 630 milhões? Elas são pagas através da exploração do estádio com os naming rights, venda de camarotes, estacionamento, patrocínios, cadeiras cativas (aí existe uma discussão entre a empresa e o clube, sobre o direito de comercialização das cadeiras) e shows. Entenda melhor essa conta na matéria feita pelo Globo Esporte clicando aqui.

Como o Alianz Parque é administrado pela WTorre, cabe ao Palmeiras o pagamento de um "aluguel" pela utilização do estádio nos jogos de futebol, para cobrir os custos gerados pelo próprio estádio. Esse custo, deixando bem claro, seria "pago" mesmo se a administração ficasse a cargo do Palmeiras. Na inauguração do estádio, o repórter Jorge Nicola em seu blog estimava o custo de R$420 mil por partida, a serem pagos a WTorre para despesas diversas geradas pelo estádio em jogos de futebol.

Paulo Nobre, atual mandatário do Palmeiras, em uma entrevista ao jornal Agora aumentou esse custo fixo e detalhou a situação do Palmeiras para jogar na nova casa. Sobre as despesas, Nobre declarou: "As pessoas acham linda a nova arena do Palmeiras. Só que a nova arena do Palmeiras, se eu não conseguir R$ 700 mil de renda, eu pago para jogar. É lindo ver uma renda de R$ 2 milhões, só que quando der R$ 500 mil, eu vou pagar de R$ 200 mil a R$ 250 mil. É um estádio caro, o custo fixo do Allianz Parque é altíssimo", justificando-se pelo preço alto do ingresso. 

Nobre ainda é defensor de torcida única para o estádio, por razões econômicas: "Economicamente é muito mais interessante. Quando você cede dois mil ingressos, perde muito mais que dois mil. Com torcida única, atendemos mais torcedores, ganhamos mais dinheiro e de maneira indireta, evitamos que pessoas se machuquem ou acabem até morrendo", declarou .

Esse modelo, portanto, deve ser entendido como ele de fato é... Um negócio que hoje é bom para ambos os lados e que deve ser trabalhado pelo Verdão de modo a ou baixar esses custos fixos ou manter a Arena lotada por 30 anos, caso contrário, esse acordo pode custar caro ao time do Verdão. Essa "matemática também é explicada por Nobre "O palmeirense é assustadoramente engajado, mas ele precisa estar de bom humor. De bom humor, ele é um excepcional consumidor. De mau humor, não vai consumir. "

Enquanto isso, a torcida vai dando seu espetáculo.

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 15 de julho de 2015

De pai para filho... Rivaldo e Rivaldinho

Rivaldo segue sua carreira... como dirigente não tem tido muito sucesso afrente do Mogi Mirim, porém como jogador de futebol, mostrou alegria e devolveu a felicidade ao Sapão.

Dificilmente vamos conseguir mensurar o sentimento desses dois personagens do jogo de ontem, entre Mogi Mirim e Macaé. O time do Sapão está na última colocação do campeonato e luta muito contra o rebaixamento e enfrentava uma poderosa equipe, que está lutando para o acesso. Porém o que se viu ontem foi um belo espetáculo, que marcou uma história muito bonita para Rivaldo, que hoje com 43 anos jogou ao lado do seu filho, Rivaldo Junior e derrotar o Macaé pelo placar de 3 a 1...

Mais do que isso... Rivaldo Junior marcou dois gols e Rivaldo também deixou sua marca de pênalti. Um roteiro de cinema que entra para a história do futebol brasileiro e que vai ficar marcado para sempre. Um pai jogando profissionalmente junto com o seu filho.

Parabéns, Rivaldo's. Pode ser que para a competição essa dupla não seja eficaz para tirar o Sapão da situação em que se encontra, mas para o futebol, foi ago muito bacana.


Marcelo Alves Bellotti

sábado, 11 de julho de 2015

E se inicia a série D


E vamos começar com as notícias da série D em 2015. Após o término da Copa América, teremos então a formação dos grupos para a disputa da série D. Esse torneio é apresentado pelo movimento Bom Senso como uma alternativa para o fim dos regionais, fazendo com que os clubes da elite do futebol não sejam expostos a quantidade de jogos da maneira como acontece hoje.


Mas nos moldes que ela é disputada, ela não pode ser apontada como alternativa. Vamos analisar então a disputa... Não há previsão de cotas de TV para as séries C e D, somente o apoio de algumas emissoras locais. Apresentamos então, os grupos da competição, que são regionalizados, o que o grupo (Bom Senso) aponta como uma solução para os problemas de transporte.

O campeonato será disputado por 40 times divididos em oito grupos de cinco times cada.

Grupo A1  - Rio Branco-AC, Nacional-AM, Náutico-RR, Vilhena-RO e Remo-PA. Vamos analisar o grupo do ponto de vista do Remo. Para disputar as oto partidas previstas para a primeira fase, o time do Remo vai viajar 1.790 Km para jogar em Vilhena, 1.454 Km para jogar em Caracaraí (Nautico-RR), 1.295 Km para jogar contra o Nacional e 2.340 Km para visitar o Rio Branco. No total são 6.879 Km para poder jogar a primeira fase. 

Obviamente que quase a totalidade dos seus torcedores não acompanharão o time nessa viagem, que não se considerarmos as estradas que ligam essas cidades, a distância se torna mais que o dobro. O cálculo é feito somente em linha reta. Significa que os gastos serão necessariamente em viagens aéreas.

Vamos analisar os times do Sul/Sudeste. O grupo A8 é formado pelas equipes do São Caetano-SP, Lajeadense-RS, Foz do Iguaçu-PR, Volta Redonda-RJ e Metropolitano-SC. Analisando pelo time de São Paulo, teremos: 845 Km para jogar em Lajeado, 834 Km para jogar em Foz do Iguaçu, 284 Km para jogar em Volta Redonda e 446 Km para jogar em Blumenau, contra o Metropolitano. Serão 2.409 Km para jogar a primeira fase.

Quando o Congresso Nacional encaminha a aprovação de uma Lei de responsabilidade, onde os dirigentes só poderão gastar em formação de equipes e nas temporadas aquilo que arrecadarem, sob pena de responderem legalmente sobre isso, o futebol no Brasil segue cada vez mais inviável, sendo que em pouco tempo os clubes menores seguirão o movimento que podemos acompanhar hoje, cada vez mais os menores fechando suas portas.

Se o futebol é encarado por todos como uma paixão nacional, estamos matando ele em sua base, que são as pequenas cidades, fazendo com que o pequeno menino desenvolva a paixão por esportes que ele consegue jogar na cidade, restringindo o mercado as grandes capitais.

Não adianta cada vez mais apontar erros, devemos propor soluções conjuntas, que privilegiem o futebol enquanto esporte e não somente o bem de alguns grupos em detrimento de outros.

Pobre futebol brasileiro...

Marcelo Alves Bellotti